Brincando Com o Inimigo

28 Capítulo Vinte e Oito.


Notas iniciais
Gente, estou ficando com medo de atiçar vocês demais por causa do segredo dos dois - principalmente o de Atena - e depois vocês descobrirem que não é nada de tão grandioso. É sério, notei que vocês estão curiosos demais. Isso está me preocupando. Enfim, a fic está quase acabando. Assim, não é acabando, acabando. Mas está bem entre o meio e o final. A fic terá, no máximo - pipocando mesmo - quarenta capítulos, e já estamos no vinte e oito. Serão, aproximadamente, duas a três semanas do tempo da fic. Então, eu andei pensado, quando eu escrever a próxima estoria - a qual eu já tenho a ideia - vocês vão acompanhar?

Atena acordou se sentindo exausta. Como sempre acontecia quando passava a noite chorando.

Ela virou para o lado, encontrando o seu relógio de cabeceira enfim arrumado.

As lágrimas encheram seus olhos, mas será possível que tudo ali a lembrava dele?!

"Mas é claro!" respondeu sua consciência "O que você esperava? Está no reino dele, conviveu com ele aqui diariamente nas ultimas duas semanas, e queria que sua mente não associasse as coisas desse lugar a ele?!"

Talvez...

A deusa suspirou. Olhou novamente para o relógio, vendo que já se passavam das nove da manhã.

Ela levantou, indo tomar um banho.

(...)

Ela abriu a porta da sala de jantar, se surpreendendo ao encontrar Marrie e Poseidon ainda à mesa.

– Bom dia! — disse a deusa, sorridente.

– Bom dia! — respondeu Marrie.

Poseidon continuou calado, com a cabeça baixa e seu olhar direcionado ao prato de comida.

Atena voltou seu olhar para Marrie. Esta, que desenho a frase "o que aconteceu" em seus lábios.

A deusa apenas fez um gesto, indicando que contaria depois.

– Poseidon, me passe o açúcar, por favor — pediu a deusa, em mais uma tentativa de chamar a atenção do deus.

O deus lhe passou o açúcar, mas não proferiu uma só palavra.

A deusa olhou para Marrie, interrogativa.

"Ele esteve assim o dia todo?" a deusa perguntou, mexendo os lábios.

Marrie negou com a cabeça, olhando de testa franzida e de forma acusatória para Poseidon.

– Poseidon — disse Marrie — eu preciso de um concelho.

– Uhm... — ele murmurou, com a cabeça apoiada na mão direita e remexendo a comida com um garfo.

– Não tem o Lucas, o meu melhor amigo? Então, ontem eu fui na casa dele, e ele me pediu em namoro.

– Já tava na hora... — disse ele, sem tirar os olhos do prato. Marrie revirou os olhos, e depois os voltou para a deusa, em um gesto simbólico que queria dizer que ela também queria a opinião da deusa.

Atena se impressionou com aquilo. Ela mal conhecei Marrie, e mesmo assim a garota queria saber a opinião dela.

– Continuando — disse Marrie — ele me pediu em namoro, mas eu não sei se devo aceitar.

– E por quê? — perguntou Atena.

– Porque ele é o meu melhor amigo. E se não der certo? Como vamos ficar? Eu vou perder o meu melhor amigo?

– Ele já te pediu em namoro mesmo, a amizade de vocês nunca mais vai ser a mesma. — disse Poseidon, olhando diretamente para Marrie — Se você disser não, ele pode ou nunca mais olhar na sua cara ou continuar sendo seu amigo. Se a primeira opção acontecer, você já perdeu o seu melhor amigo. Se a segunda opção acontecer, a amizade, muito provavelmente, não vai ser a mesma, pode ter certeza disso. Ou seja, você também perde o seu melhor amigo.

– Agora — começou Atena — Se você aceitar, vocês dois vão continuar sendo melhores amigos, só que tendo... relações um pouco mais intimas. É claro, há a chance de isso acabar, mas você provavelmente vai ter o seu amigo por mais tempo.

– Só por curiosidade — disse Poseidon, que já encarava o seu prato novamente — o que você disse para ele quando ele te pediu em namoro?

– É verdade. Você não chutou ele, ou saiu correndo, ou gritou e deu um tapa na cara dele nem algo do tipo, né?

Marrie arregalou os olhos com as hipóteses de Atena sobre o que ela poderia ter feito. Ela negou com a cabeça, e depois falou:

– Não! Mas é claro que não! Eu pedi um tempo para pensar!

Poseidon levantou a cabeça, pela primeira vez no dia olhando diretamente para Atena. Esta, que apenas arregalou levemente os olhos, entendendo a expressão do deus.

– Ah! Mas é claro que você pediu um tempo, né Marrie?!

– Ahn...?

– Vocês, mulheres, pelo jeito ADORAM pedir um tempo! Certo, Atena?!

– Eu... — começou a deusa, mas foi interrompida.

– Sim, você! Vocês duas não fazem ideia do como nós, homens, adoramos quando a mulher que a gente gosta, o talvez ame, pedem um tempo para gente!

– Poseidon... — Atena se levantou, indo atrás do deus, que já estava de pé.

Ela colocou a mão sobre o ombro dele e, quando viu que ele não ia parar, ela se colocou em frente ao deus, segurando seus dois ombros com as mãos.

– Poseidon!

– O que foi?!

– Pare com isso!

– Parar com o que, Atena?!

– De tanta estéria! Eu só te pedi um tempo!

O deus olhou nos olhos da deusa. As órbes cinzas dela estavam confusas e desesperadas, e examinavam a face do deus procurando por qualquer coisa que pudesse dizer o que ele pensava.

Poseidon relaxou sob as mãos dela, que depois disso escorregaram de seus ombros, indo parar novamente ao lado do corpo dela novamente. A expressão do deus relaxou também, mas continuou séria.

– Talvez eu já esteja cansado de esperar, Atena.

E, com essa palavras, ele saiu. Deixando, mais uma vez, a deusa olhando para o nada.

Notas finais
Só eu que notei duas indiretas no meio da indireta-não-tão-indireta do Poseidon?