Brincando Com o Inimigo
20 Capítulo Vinte.
Notas iniciais
POV: Atena
Um fervor percorreu o corpo meu corpo. Não por ter de cuidar de preparativos para meu próprio casamento com uma pessoa que eu odiasse, mas sim por tentarem fazerem-me de idiota.
Afinal, eu, de fato, os vi saindo daquela sala. E eu não sou nada burra ao ponto de pensar que Poseidon levara Afrodite para uma sala completamente restrita a todos do palácio apenas para os dois conversarem sobre a cor dos laços de fita da decoração e quantos andares teria o bolo do casamento.
Cerrei os punhos, respirei fundo e fechei os olhos. Eu não iria deixar que eles percebessem o quão nervosa eu estava com a situação. Além do que, embora a ideia fosse muito tentadora, eu prometi a mim mesma que não iria pular no pescoço de ninguém nessa manhã. Não que eu tenha jurado pelo Estige.
– Atena, o que você acha? – Uma Afrodite sorridente me perguntou.
– Perdão? – Falei.
– Mas será possível que você não escutou nenhuma palavra se quer do que eu disse?! – Afrodite bufou.
– Ah Palas, desse jeito você consegue convencer até a mim de que não quer se casar comigo. – Poseidon tem um sorriso congelado no rosto ao dizer isso.
O fuzilei com o olhar, levantando uma sobrancelha.
– E quem disse que eu quero me casar com você?
– Todas querem.
Me levantei abruptamente, assustando à Afrodite e Poseidon.
– Escute aqui, — falei, apontando o dedo para Poseidon, o meu tom de voz baixo e ameaçador – eu não quero nada com você. E quanto aquelas vadias que caem na sua lábia, você não ouse me comparar a elas. Entendeu?
O silêncio se apoderou do cômodo por breves segundos, até que uma voz veio da direção da porta.
– Acho que eu cheguei em uma má hora. – disse Marrie, observando a cena de forma apreensiva.
– Imagine Marrie! — falei, me sentando novamente, minha voz adquirindo um tom doce – Bem, acho que tomaram o seu lugar, então, por favor, sente-se do meu lado. Você será de grande ajuda.
– Ahn... – Marrie pensou, provavelmente estranhando a minha súbita mudança de personalidade – Claro.
Marrie foi até Afrodite, à cumprimentou e veio se sentar ao meu lado.
Poseidon, sem expressão, encarava, de forma fixa, suas mãos, que estavam em cima da mesa.
– Bem, como eu ia dizendo – retomou Afrodite – Acho que como as circunstâncias do casamento serão meio... Diferentes, vocês dois devem querer uma festa mais simples. Eu estava pensando em fazer a festa no Olimpo, em um dos salões comuns. Vocês chamariam apenas os seus filhos, os amigos mais íntimos e, claro, os doze olimpianos com suas esposas e maridos. O que acham?
– Não.
Poseidon falou, de forma seca, ainda encarando suas mãos.
– A festa será feita aqui no palácio, no salão principal. – ele finalizou.
– Mas tio, eu acho que... – Afrodite tentou argumentar, mas Poseidon não a deixou terminar, levantando a cabeça, à encarando e, por fim, falando:
– Basta Afrodite! Eu já disse: a festa será aqui e ponto. É o meu casamento. Quero uma festa grande, todos os meus conhecidos presentes, deuses maiores e menores, todos os semideuses e quero que o casamento seja transmitido ao vivo à televisão para que todos os meus súditos vejam.
Todas nós a mesa o olhamos chocadas.
O que Poseidon queria era uma festa enorme, para comunicar a quem quisesse e a quem não quisesse saber do nosso casamento que ele irá acontecer.
– Poseidon, para que tudo isso? – Perguntei.
– Você acha que eu daria uma festa dessas para qualquer uma das minhas vadiazinhas?
E, com essas palavras, ele se levantou e se retirou da sala.
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