Notas iniciais
Primeira parte desta nossa nova história! Estou mesmo entusiasmada!!!
Digam-me o que pensam nos comentários!!!
Sugestões são aceites ;)

Acordei sobressaltada com uma luz forte na minha cara. Ao abrir os olhos, descobri que na verdade, e para minha surpresa, a fonte era o meu colar. Segurei-o nas minhas pequenas mãos, observando-o minuciosamente.

Desde que me lembro que tenho aquele colar, um pequeno pendente azul-mar com fios de prata em seu redor, formando o que aparenta ser uma árvore. Porém, nunca o vira fazer tal coisa, brilhar num tom de azul atraente e quase alucinante.

Entusiasmada com o acontecimento, lancei-me para fora da cama com o intuito de contar aos meus pais. Contudo, um barulho alto e, de certa forma, assustador fez-me estancar com a mão na maçaneta.

O som de algo a partir fez-me recuar dois paços e ficar a olhar para a porta, a este ponto, assustada.

Pouco depois, a porta abriu-se e a minha mãe apareceu pousando o olhar no meu colar, tanto ou mais surpreendida do que eu. Após alguns momentos, abanou a cabeça como se estivesse a pôr as ideias em ordem, uma expressão séria cobrindo o seu rosto.

— Iris — Começou, pousando as suas mãos delicadamente nos meus ombros, deixando, no entanto, transparecer o tremor nas mesmas. — Ouve-me com atenção. É muito importante! Preciso que pegues na tua irmã e te escondas no armário.

— Mamã, o que é se passa? — A minha pergunta pareceu afligi-la ainda mais, fazendo-a inspirar fundo antes de continuar.

— Iris, por favor, faz o que te peço... Pega na tua irmã e esconde-te no armário. E não sais de lá a não ser que eu te venha buscar. Entendidas?

A ansiedade e urgência na sua voz impediram-me de prosseguir com perguntas, fazendo-me, ao invés, assentir.

Coloquei os braços ao redor do seu tronco, apertando-a o mais que podia. A minha mãe, por sua vez, pousou a sua cabeça na minha, encostando os lábios nos meus cabelo.

Ouviu-se novamente um estrondo, fazendo-nos tremer às duas.

Soltou-me então rapidamente, segurando apenas a minha mão direita e olhando-me fixamente nos olhos.

— Amo-vos às duas! — Sussurrou num tom rouco, o que me fez perceber que estava à beira das lágrimas.

Largou a minha mão abruptamente, dirigindo-se para a porta. Olhou novamente para o meu colar e apontou para a minha irmã antes de desaparecer na escuridão do corredor, fechando a porta cuidadosamente atrás de si.

Uma lágrima grossa escorria pela minha face mas apressei-me a limpá-la com as costas da mão esquerda.

Tendo a luz que pulsava do meu colar como fonte de iluminação, dirgi-me para a cama da minha irmã, que durmia profundamente agarrada ao seu peluche.

Com cuidado para não espantá-la, coloquei os braços por debaixo do seu pequeno corpo e carreguei-a para o nosso armário. Fiquei sentada com as pernas cruzadas e a sua cabeça encostada nas mesmas.

O barulho proveniente do exterior do meu quarto continuou durante alguns minutos, ou talvez segundos... Não posso ter a certeza, mas faziam-me estremecer de cada vez. E, quando ouvi um grito estridente, seguido de um silêncio arrepiante, não me pude conter, saindo do armário e seguindo para a porta em bico de pés.

Coloquei a mão na maçaneta e girei-a o mais lentamente possível para não fazer barulho. Quando esta se abriu, espreitei para o lado de fora, no entanto, nada se passava.

O corredor estava iluminado, assim como as luzes para o andar debaixo. Novamente de mansinho, sai do quarto encostando a porta atrás de mim. Olhei para os dois lados, mais nervosa e apreensiva com o silêncio do que com o barulho de momentos antes. Tudo parecia igual, à exceção de uma moldura que estava partida e caído na escadas.

Quando me aproximei das mesmas, um movimento de ar nas minhas costas fez-me virar abruptamente, passando a encarar uma figura sombria.

À minha frente, encontrava-se um homem alto e pálido vestido de preto. Toda a sua figura era assustadora porém, foi ao ver as suas presas afiadas e pigando um líquido vermelho, que realmente me senti em perigo.

À probabilidade de ser sangue era elevada, sobretudo quando não me conseguia lembrar de que outra substância poderia ser e dados os gritos que ouvira.

Os seus olhos quase pretos fixaram-se em mim e ele sorriu maliciosamente.

— Vejamos só quem eu encontrei... A pequena genii... Realmente para alguém tão pequeno, és bem díficil de encontrar.

Ele deu um passo na minha direção e recuei dois, sentindo a minha respiração tornar-se descompassada.

— Por favor, não me magoe. — Murmurei assustada.

O homem soltou uma risada e moveu-se demasiado rápido na minha direção, imprensando-me contra a parede.

Gritei quer pela dor do impacto quer pelo susto do movimento.

— Agora vou levar você para o meu chefe... — O homem confessou, fazendo-me arregalar os olhos.

— Onde estão os meus pais? — Perguntei alarmada, mas permanecia imóvel, demasiado assustada para agir.

O homem riu diabolicamente e lambeu os dentes.

— Não te preocupes, minha querida. Não terás de voltar a vê-los.

Aquilo foi suficiente para me fazer debater no seu aperto mas a sua força não se poderia comparar à minha.

— Quietinha. Podemos fazer isto a bem. Dentro do possível... — Murmurou junto ao meu ouvido e sosseguei, ficando apenas a chorar baixinho.

Naquele momento, uma brisa brilhante surgiu por detrás do meu atacante que caiu com dor de joelhos. Segui a sua origem com os meus olhos e este pousaram numa outra figura.

Outro homem, apenas um palmo mais alto do que eu, encontrava-se à minha direita. No entanto, ao contrário do que se debatia no chão, este eu não temia.

O seu cabelo era loiro e ondulado, os fios tão brilhantes que me lembravam as jóias da minha mãe. O castanho dos seus olhos era acolhedor e lembrava-me terra molhada num dia de Outono. Ele sorriu para mim docemente e apontou para o meu quarto, enquanto se dirigia para o meu atacante.

Fiz o que me mandou com o seu gesto, abrindo a porta novamente e vi-os começarem a lutar.

O moreno usava sobretudo a sua força e rapidez sobrenatural, enquanto o loiro fazia uso das mãos brilhantes que lançavam fumos igualmente reluzente sobre o primeiro.

Assim continuaram durante algum tempo e não conseguia desprender o olhar do que passava à minha frente.

Pousei o olhar num vaso grande no corredor e, sem pensar, peguei nele e atirei-o contra o que magoara.

Este olhou para mim com uma expressão de ódio e caiu no chão de olhos entreabertos.

O meu herói sorriu-me novamente e lançou uma bola de energia roxa contra o outro.

A seguir, pousou uma mão no meu ombro e disse com um tom de voz seguro e aliviado.

— Agora estás segura, Iris.

Uma onda de calma atravessou o meu corpo e tudo ao meu redor ficou escuro.

Notas finais
Hey! Então, que acharam? Me digam nos comentários please!!!