Notas iniciais
espero que apreciem o capitulo *.*



Capitulo IV — A luzes de Londres



— Como assim? – os olhos castanhos se arregalaram perplexos. A mulher delicada balançou os cabelos da mesma cor dos olhos, os cachos formosos dançaram no ar enquanto ela recusava-se a acreditar no que acabava de ouvir – acho que não entendi direito. Você está se demitindo?

— Sim – respondeu a Hyuuga em tom firme e confiante com as mãos para trás.



— Como ousa ir embora ao início da temporada? Deixar-me assim com as crianças? Que espécie de profissional é? Não permitirei.

— Desculpe, mas não estou lhe pedindo permissão – respondeu friamente a Hyuuga surpreendendo Matsuri. – estou lhe comunicando minha demissão. – e assim entregou a carta de demissão que havia escrito naquela tarde ao receber a missiva do banqueiro.

— Como ousa falar assim comigo?! – indignou a jovem, ultrajada – se quer ir embora, então vá, mas não lhe darei nenhuma carta de recomendação e farei com que não arrume emprego nas redondezas. Quando contratamos seus serviços eu acreditei que você fosse responsável, sempre fez as coisas que mandavam na escola sem reclamar, mas nunca imaginei que tivesse essa natureza traidora.

Hinata apertou as mãos com força para não esbofetear aquela mulher, mesmo agora tendo plena liberdade e em nenhum memento de sua vida nutrisse uma simpatia por Matsuri, ainda prezava muito o senhor Inozuka que sempre foi muito gentil e atencioso com ela, um verdadeiro cavaleiro, que se preocupou com seu estado de saúde quando caiu do cavalo, só por respeito a ele.

O silencio da Hyuuga e seu ar altivo irritou ainda mais Matsuri.

— Sua desaforada, saia da minha frente. Bem que Yakito me avisou, uma preceptora sem recomendações não é confiável. Mas eu na minha ingenuidade afirmei que havia te conhecido no colégio e, portanto, era uma boa profissional. Como fui tola. Saia da aqui. – ordenou a mulher alterada.

— Sim madame. – respondeu a Hyuuga indiferente – mas antes irei me despedir das crianças e do senhor Inozuka.

— NÃO. Você irá agora

— Sim, me despedirei deles primeiro – retrucou firme Hinata.

— Ah, como é ousada. Você é uma víbora. Sempre soube que tinha inveja de mim — expeliu todo o veneno que sempre ansiou notou Hinata com um sorrio nos lábios – sempre cobiçou estar no meu lugar não é?!

Matsuri se recostou no sofá com ar de superioridade e altivez que seu esbelto corpo poderia expressar. Hinata arqueou uma sobrancelha. No fundo Matsuri não estava totalmente errada, mas nunca desejara ficar em seu lugar mais sim ter uma família, marido e filho, apenas isso. Em outro momento provavelmente Matsuri conseguiria arranca lagrimas de dor em Hinata, mas sabendo que estava tão próxima do fim as palavras venenosas daquela bela mulher não a machucavam. Hinata já estava conformada com seu destino e o fato de nunca poder constituir uma família muito menos encontrar alguém que a amasse.

— Com licença. – curvou-se e saiu da pequena sala azul deixando para trás a ex-patroa histérica. Não iria começar uma discussão, nunca nem nos sonhos mais altivos e mesquinhos de Matsuri ela teria capacidade cognitiva para ganhar em uma discussão verbal com Hinata, pelo menos isso a Hyuuga se orgulhava.

Parou a porta do escritório do senhor Inozuka e respirou fundo. Seria difícil se despedir. Bateu e logo entrou quando o dono ordenou.

— O que deseja senhorita Hyuuga? – indagou Kiba sem olhá-la nos olhos prestando atenção em alguns papeis importante.

Hinata lambeu o lábio inferior enquanto escolhia as palavras certas.

— Milord, eu quero comunicar que estou me demitindo do cargo.

Ao ouvir aquela sentença o homem de cabelos castanhos levantou a cabeça imediatamente dando sua total atenção a Hinata.

— Por que você irá nos deixar? – indagou surpreso com a notícia.

Hinata ajeitou o avental, um pouco constrangida.

— Eu tenho os meus motivos, milorde, mas antes eu gostaria de me despedir das crianças. Posso? – indagou Hinata.

— Claro que pode. Quando você irá embora?

— Hoje mesmo, minhas malas já estão prontas.

— Hoje?! – Kiba arqueou as sobrancelhas mais surpreso ainda. Fixou os olhos na pequena mulher a frente, era a primeira vez que via ela o encarar e também era a primeira vez que olhava seus olhos acinzentados. Eles eram lindos, notou Inozuka. Hinata parecia mais confiante, viva e principalmente bonita naquela manha. – por que hoje? Aconteceu alguma coisa? Se for esse o caso não precisa se demitir, eu posso lhe ajudar.

— Obrigado senhor Inozuka, mas não precisa. É um assunto particular. Peço desculpar por partir assim, mas não há outra alternativa, mas por favor, não se preocupe. E de novo muito obrigado.

— Não há do que se desculpar senhorita Hyuuga. Mas acho uma pena que tenha que partir. – concordou o homem com pesar.

A mulher se curvou e deu as costas para o ex-patrão, mas se deteve quando chegou à porta.

— Antes de ir, posso lhe dizer algo?!

— Sim.

— É apenas um conselho e espero que o senhor não interprete isso como insolência minha, mas é que gosto muitos dos seus filhos. – ela mordeu o lábio inferior.

— Prossiga. – encorajou Kiba atento.

— O senhor poderia passar mais tempo com seus filhos, eles realmente sentem muito a falta do senhor e da madame.

O homem arqueou a sobrancelha enquanto se recostava na poltrona e pensativo respondeu:

— Sim.


Dizer adeus para as crianças não seria uma tarefa fácil e não foi quando explicou que partiria a comoção foi geral, as crianças caíram no choro e a Hyuuga também. Era doloroso deixar aquelas pequenas criaturas sozinhas, de certa forma era como se ela, Hinata tivesse adotado para aqueles pequenos o papel de mãe. A pequena Sasame soluçando agarrou a barra das saias de Hinata se recusando que esta partisse, mas não havia outra maneira, mesmo que no fundo de seu coração não quisesse deixar aqueles pequenos anjos iria partir de qualquer jeito, logo estaria morta e aquelas crianças saberiam que haviam ficado órfãs de afeto por completo, pelo menos as pequenas criaturas acreditariam que em algum lugar a doce professora estaria pensando nelas.



— Por que você vai nos deixar senhorita Hyuuga? – indagou Rui tentando inutilmente conter as lagrimas que se formavam em seus olhos castanhos – desculpa, não queria ter machucado-a.


Hinata sorriu gentilmente e abraçou com muito carinho o pequeno menino.

— Não precisa se desculpar Rui, a culpa não foi sua e eu não estou partindo por causa disso.

— Mas a senhorita está brava comigo?

— Oh não, nunca ficaria brava com você. Apenas vou ter que partir mais sempre vou lembrar-me de vocês. Por favor, como irmão mais velho eu peço que cuide de seus irmãos.

O garoto estufou o peito orgulhoso pela demonstração de confiança.

— Sim, eu prometo.

— Até mais meus pequenos – se despediu dando-lhes um beijo no alto das pequenas testas e seguiu em direção a velha carroça que lhe levaria até a aldeia onde pegaria o carro de aluguel que partiria para Londres.

A vida ao mesmo tempo em que se mostrava bela e colorida poderia ser terrível e cruel. A Hyuuga enxugou as lagrimas e deu o ultimo adeus a crianças que seguiram a carroça até onde suas pernas agüentavam. Sabia que sentiria falta daquela casa e das crianças, lugar onde de certa forma foi feliz. No horizonte ainda podia se ver o contorno da mansão Inozuka e Hinata apertou as mãos frias sobre o colo em uma forma de encorajamento. Não sabia o que estava por vir e isso ao mesmo tempo a excitava e lhe dava medo. Mas esperava que fosse algo maravilhoso.

— Senhorita Hyuuga?

A voz velha e rouca chamou a atenção da jovem mulher. A visão daquele homem lhe despertava diferentes emoções e nenhuma delas eram agradáveis.

— Doutor?

O homem avaliou a roupa puída de Hinata, o velho casaco desbotado de tecido grosseiro e os sapatos gastos e a acabada mala junto aos seus pés.

— Vejo que está de partida.

— Sim – Hinata respondeu meio sem jeito não conseguindo olhar nos olhos miúdos do homem. Ajeitando o chapéu de palha e pegando a mala para entregar ao moço da carruagem de aluguel perguntou com toda a coragem que tinha. – Doutor, o senhor poderia me dizer qual é a doença?

O velho médico arqueou a sobrancelha inicialmente surpreso com a pergunta da jovem, mas logo em seguida coçando a barba branca estreitou os olhos, pensativo.

— Vejo que a senhorita ouviu a conversa daquele dia. – Hinata corou intensamente a tal afirmativa mesmo que esta não fosse acusatória. – bem, minha jovem, o traumatismo foi muito profundo causou o que nós médicos chamamos de coagulo, e está espalhado em varias regiões de localizações complexas do cérebro.

— Mas não tem tratamento? – interrompeu Hinata a beira da histeria, os lábios nublados de lagrimas.

O homem pareceu indiferente ao desespero da Hyuuga.

— Creio que não, esse trauma só piorou nos últimos dias, o sangue provavelmente está apodrecendo e vai lentamente atingindo o cérebro formando pequenas lesões e danificando o tecido cerebral. Seria arriscada uma cirurgia, mesmo a medicina se encontrar avançada não temos tantos meios assim para tal procedimento. E infelizmente descobri muito tarde o problema.

— Isso significa que não tenho muito tempo.

O senhor a encarou por um momento muito serio após a declaração sem perspectiva da mulher, depois concentrado indagou.

— Por isso resolveu partir?

— Sim – sorriu Hinata mostrando-se mais forte e recomposta. – depois de tudo percebi que minha vida anda muito sem graça. E descobri que alguns investimentos me renderam um pouco de dinheiro, na realidade, uma quantia muito substancial. Então percebi que era o momento certo para conhecer o mundo, Londres, Paris.

Sorriu satisfeita consigo mesmo. O homem também sorriu em troca contagiado e emocionado com tal bravura e coragem.

— Então lhe desejo tudo de bom, minha jovem. — sorriu ajudando-a a subir na diligencia. – tenha uma boa viagem e uma aventura espetacular. – desejou.

— Muito obrigado doutor. Perdoe-me por ouvir atrás da porta.

— Imagine. Kami sabe o que faz. – sorriu dando adeus a mulher que partir. – sim ele sabe.

— Mas doutor?! – chamou a mocinha de cabelos negros e pele rosada aflita ao lado do velho homem, seus olhos grandes e castanhos iam da carruagem ao homem – é certo o que o senhor fez?

O homem encarou a menina por um longo tempo pensativo.

— Minha cara, você ainda é muito jovem para entender certas coisas. Existe mais de uma maneira de salvar a vida de uma pessoa. – sorriu observando a diligencia sumir no horizonte.

Hinata recostou no banco velho do carro de aluguel com uma estranha sensação. Estava inexplicavelmente calma depois de ter confirmado que não havia mais nenhuma chance de sobreviver. E como se alguma forma tivesse se libertado de todos os seus pesadelos ou seus receios e de agora em diante estivesse livre para viver. O balançar da carruagem mais a paisagem monótona a embalaram para um perturbado sono com ogros gigantes, campos imensos, cavalos com olhos de demônios e um lindo anjo com olhos azuis.

A Hyuuga despertou do leve sono com a abrupta parada do carro de aluguel. A porta velha rangeu e um homem velho surgiu nos olhos desfocados da morena que se acostumava com a baixa luminosidade do ambiente.

— Chegamos moça. – informou o homem mal humorado logo saindo do campo de visão da Hyuuga

Hinata esfregou os olhos, ainda sonolenta. Dolorida pela viagem desconfortável desceu um pouco atrapalhada do carro, resmungado pelo falta de cavalheirismo do homem que nem ao menos se prontificou a ajudá-la a descer do transporte. O vento da noite bateu na face pálida da Hyuuga que estranhou o cheiro forte e acido do ar, definitivamente não estava mais no campo. As ruas calçadas de pedra encontravam-se abarrotadas de pessoas, mulheres de porte elegante em vestidos coloridos e homem igualmente em trajes impecavelmente alinhados com suas cartolas na cabeça e bengalas nas mãos. Também havia mulheres humildes, plebéias, empregadas, lavadeiras e operarias como também homens em trajes simples. Hinata ficou maravilhada olhando aquela cidade barulhenta e borbulhante. Nunca vira tantos prédios altos e próximos um do outro em sua vida, na verdade, nunca tinha ido à Londres. Era um lugar tão lindo e cheio de luz.

As luzes coloridas incidiam nas paredes dos prédios e nas pessoas formando um espectro colorido e vibrante como o picadeiro de um circo. Fora a única comparação a altura que Hinata pode ter. O circo foi o único espetáculo que ela presenciou na vida quando tinha seus seis anos de idade com seus pais antes que esses falecessem em um terrível incêndio na pequena casa de campo onde morava. Seu pai era filho de um senhor de terras produtivas próximo de York, irmão gêmeo e mais velho, Hiashi se recusou a dar continuidade ao patrimônio do pai alegando não ter vocação para tal função mundana, entregando a responsabilidade para seu irmão Hizashi. Para a felicidade da mãe ele seguiu a carreira religiosa e se tornou pároco em uma propriedade de um conde próximo a fazenda do pai. Nesse lugar Hinata viveu feliz durante os anos que se seguiram até o incêndio que a deixaria sozinha no mundo com a pequena Hanabi no colo.

Quando Hinata despertou de seu devaneio o colchoeiro havia partido deixando-a completamente sozinha. Assim, imóvel em meio a tantas pessoas e prédios gigantescos foi que a Hyuuga se deu conta de que não tinha onde ficar, que estava perdida em uma cidade grande onde não conhecia nada. O pânico se instalou no pequeno corpo de Hinata e ela começou a caminha sem rumo pela cidade arrastando a mala pesada. Ao mesmo tempo em que aqueles prédios e pessoas pareciam belos também eram assustadores.

As horas avançavam e nada dela encontrar um hotel, ou algum lugar para passar a noite. Na verdade não sabia por onde procurar. A medida que o tempo passava a cidade começava a ficar escura e as ruas mais desertas e Hinata tinha a terrível sensação de que tudo ficava mais perigoso. Sentia presenças olhos terríveis em becos escuros por onde passava. E nesse momento começa a orar desesperadamente ao senhor dos céus para que a protegesse, mesmo que não restasse muito tempo a ela, não queria que seu fim fosse tão trágico sendo assassinada em um beco escuro por um ladrão.

Quando virou uma esquina já correndo de pavor chocou-se com algo.

— Ai. – resmungou alguém em uma capa negra caindo no chão.

— Me desculpe. – Hinata murmurou apavorada sentindo as pernas tremerem – Vo-você está bem?

A capa negra mexeu-se. Hinata ajudou um pouco temerosa a levantar o individuo encapuzado

— Tudo bem. – respondeu uma voz feminina e baixa. O capuz negro deslizou para baixo revelando uma bela jovem de cabelos loiros e olhos claros. Hinata suspirou aliviada ao constatar de que se tratava de uma mulher e não um ladrão perigoso, pelo menos era o que parecia – eu sou um pouco distraída, sempre esbarro nas pessoas e coisas. Eu deveria estar usando os meus óculos, mas como sou estabanada sempre os perco. – comentou a jovem tagarela fazendo uma careta enquanto bagunçava o perfeito coque que mantinha preso os cabelos incrivelmente loiros.

Hinata não conseguiu conter o riso, a jovem era muito engraçada.

— Me desculpe. – disse entre o riso – não tive a intenção…

— Esta tudo bem mesmo. – interrompeu a jovem com um sorriso radiante no rosto belo – eu sou assim mesmo, sempre falo de mais. Eu me chamo Haru, Akima Haru.

— Prazer em conhecê-la, me chamo Hinata, Hyuuga Hinata. – apertou a mão pequena e fria que a moça estendia, sorrindo diante do sorriso confiante da jovem.

— Você não me parece ser daqui.

— Na verdade não. – murmurou a morena envergonhada diante do olhar avaliador da jovem, não conseguia identificar se seus olhos eram azuis ou verde-azulados – acho que estou te impedindo. Me desculpe.

— Oh, não. – sorriu novamente à jovem. — a senhorita tem algum lugar para ficar? Parece-me perdida. Se não tiver nenhum lugar para ficar posso indicar a pensão onde moro.

— Serio?! Adoraria. – sorriu Hinata aliviada. – já começava a ficar desesperada.

— Que bom. Sorte sua eu ter esbarrado em vecê. As vezes é bom ser estabanada né. – comentou a jovem pegando a mala de Hinata e indicando o caminho contente.

Aquele seria o inicio de uma bela amizade, uma união ao acaso ou do destino. Depois de alguns minutos de caminha chegaram a uma pequena casa com uma placa pendurada na fachada com os dizeres pensão Kurenai. O estabelecimento era um lugar pequeno, no entanto, muito limpo e acolhedor. Em minutos havia se registrado e já se encaminha com a senhora Kurenai para seu quarto.

— Então a senhorita não é daqui? – indagou a mulher com cabelos castanhos e olhos peculiares. Era uma mulher bela, observou Hinata

— Venho de York. – respondeu a acompanhando a dona da pensão.

— É um lugar agradável principalmente na primavera. – comentou pensativa, levando a Hyuuga a pensar como ela sabia desse detalhe. — Aqui será seu quarto, não é muito grande, mas os lençóis estão limpos.

Kurenai deixou Hinata passar. Esta observou o humilde quarto, porém limpo. Era agradável.

— Duas camas?!

— Oh, é mais barato dividir o quarto. Então pedia a Kurenai-sama colocá-la no meu. – explicou Haru. – algo errado?

— Não. Está tudo bem para mim.

— Agora Haru você tem uma amiga para quem tagarelar. – comentou Kurenai. — boa noite pra vocês.

— Kurenai-sama!!! – exclamou Haru vermelha enquanto a mulher dava as costas para as moças.

— Amiga? – murmurou Hinata um pouco envergonhada.

— Se você quiser? – Haru coçou a cabeça encabulada. – desculpa, é que sou muito agitada, falo de mais e sempre me meto em confusão.

— Claro que sim, adoraria ser sua amiga. E eu gosto do seu jeito – sorriu a Hyuuga.

Naquela noite em seu quarto deitada na humilde cama Hinata olhou através da janela as luzes da cidade. Londres era uma cidade realmente bela à noite. Era como se o céu estivesse na terra, reparou. A partir de amanha aproveitaria o máximo de seu tempo.


….



A noite já estava alta quando uma carruagem negra com um complicado brasão na porta estacionou em um dos vários recintos abertos bem iluminados da velha e misteriosa Londres. O edifício era magnífico, alto com colunas em mármore cor café, brilhava resplendoroso. Witer’s era um clube de cavaleiros fechado e tradiconal que aceitava apenas a fina nata da sociedade. Suas inúmeras salas de paredes decoradas com madeira e mobilhadas com poltronas confortáveis e luxuosas, mesas de mogno importadas da índia e china e cortinas escuras que contribuíam muito bem na criação de um ambiente sóbrio desprovido de toda a futilidade e romantismos das damas sonhadoras a quem aqueles homens que o freqüentavam tinham fugido. O lugar era tipicamente masculino e acolhia todos os jogos e apostas que tantos cavalheiros apreciavam, no entanto de modo sóbrio, quem buscasse outro tipo de diversão deveria ir a outro lugar.

Um homem alto vestido em um terno negro muito elegante desceu da luxuosa carruagem. Com a cartola na cabeça e a bengala na mão subiu os degraus do Witer’s e entregou a capa e o chapéu a um criado no hall de entrada. Em dois lances de escada virou a direita.

— Ora essa, quem vemos aqui?! – exclamou um homem encostando-se a poltrona.

O recém chegado de um sorriso irônico e se sentou a frente de seu colega.

— Pensei que tivesse fugido para colinas, depois da visita da nossa terrível e mal encarada baronesa Yakito. – debochou o homem com incríveis olhos negros.

— Fico tocado por sua preocupação Sasuke. – fingiu uma sincera alegria.

— Não a de que Dobe. Sempre prezo por seu bem estar. – sorriu de canto enquanto pegava um cálice com vinho do porto.

— Mas já que sabemos que não estava fugindo de nossa ilustríssima baronesa, por que andaste sumido, faz mais de uma semana que não leio e nem ouço nenhum escândalo a seu respeito.

Naruto arqueou as espessas sobrancelhas loiras surpresos.

— Não sabia que você, Sai, lia fofocas de matronas. Está ficando velho meu amigo. – debochou arrancado risadas de todos da sala.

— Talvez sim. – concordou o homem ignorando tal comentário tinha sua atenção voltada para seu desenho. – depois de casado começamos a ficar chatos.

— É, as mulheres são problemáticas – murmurou outro homem jogando uma carta na mesa de jogo.

Fez-se silencio depois após o comentário de Shikamaru cada um preso em seus pensamentos. Todos os homens presentes naquela sala haviam sido camaradas em Cambridge e serviram o exercito, eram amigos, companheiros e irmãos.

— É como se o céu estivesse na terra. – comentou um rapaz de cabelos negros e espessas sobrancelha interrompendo o silencio da sala. Olhando a janela parecia levemente embriagado.

— O que é isso Lee?

— Londres, a noite ela parece o céu estrelado só que na terra. – explicou indicando a janela.

Os homens na sala luxuosa e abafada por fumaças de cigarros caíram na gargalhada.

— Tinha que ser o Lee mesmo, para dizer essas besteiras nessas horas da noite. – comentou um homem entediado.

— É o amor. – comentou Naruto levantando da cadeira e indo de encontro com o jovem bêbado. Se encostou no parapeito da janela sentindo a brisa da noite movendo seu loiros cabelos.

— Então Naruto, só falta você.

— Eu?!

— Sim, só falta você para ser amarrado, todos aqui já foram – comentou Kankuro.

— Todos não, tem o Gaara também. – corrigiu Sasuke – mas acho difícil esse dom Juan se amarrar a alguém.

Naruto encarou o sorriso sarcástico do amigo.

— Mas quem sabe dessa fez a tal Shion o amara. Soube que a mãe dela está louca para ter a filha duquesa. – continuou Sasuke se divertindo com a expressão de desagrado do Uzumaki.

— Quer ir para um duelo Sasuke-teme?! – sussurrou Naruto – se você morrer eu consolo sua esposa.

— Engraçadinho – resmungou Sasuke entre os dentes.

— Mas para sua informação não pretendo me casar tão cedo, mas admito que senhorita Shion é uma provável candidata a duquesa mesmo que a mãe dela não seja tão agradável.

— Ouvindo você falar assim, parece que você está tratando o casamento como negócio. – comentou Kankuro jogando uma carta.

— E não é – respondeu Naruto observando a cidade

— Mas eu acredito que há uma pessoa especial para cada um – murmurou Lee sonolento pela bebida – até para você Naruto-sama.

Pousou a mão no ombro largo do amigo com um olhar romanticamente embriagado.

— Será?! – perguntou Naruto enquanto pensava ser impossível, pois já havia encontrado Sakura, mas esta não era sua.



Notas finais
Olá, desejo humildemente que tenham gostado o

Quero agradecer todos os reviews que recebi, eu adorei todos eles, ri bastante e também me deram algumas ideias para fic... muito obrigado.....

E por favor, e antes que fiquem irritados comigo no próximo capitulo temos o tão aguardado encontro do nosso galegoloirolindo e a fofuxaHina-chan o ....

inté a mais e deixem reviews, comentando o que vocês acharam *.* vão fazer essa autora muito feliz (^_^)

ps: desculpa os prováveis erros de português, juro eu corrijo mas sempre fica uns TT-TT