Notas iniciais
Queridos apreciem com moderação

Capitulo VII – Lista de desejos

A mulher se recostou nos travesseiros passando os dedos nos longos cabelos ruivo, pensativa.

— O que será que aconteceu?

— Não tenho a menor ideia. – confessou seu marido apoiando a cabeça no braço e pondo-se a olhar a linda esposa.

— Sei muito bem que você não é nenhum idiota, meu querido. Passei tempo suficientemente grande ao seu lado para saber que é um homem inteligente. Por tanto acredito que tenha uma boa teoria sobre o que ocorreu hoje mais cedo.

Kushina virou de lado encarando os lindos olhos azuis, semicerrado.

— Obrigado pelo elogio, minha querida. – sorriu Minato sedutoramente colocando uma rebelde mecha do cabelo ruivo atrás da orelha da esposa. – não menti, realmente não sei o que aconteceu mais cedo, mas tive a impressão de que aquela jovem e nosso filho já se conheciam.

— Eu também, ela ficou bem tensa quando o viu e Naruto não parava de olhá-la. – murmurou pensativa fazendo um biquinho.

— Por que esse interesse repentino pela moça Kushina? – indagou o Conde sentindo uma pontada de excitação. Depois de trinta anos de casado ainda sentia um desejo quase irrefreável pela mulher.

— Achei-a uma jovem muito simpática, nada frívola e ainda por cima elogiou meu cabelo – sorriu travessa.

Minato suspirou.

— Minha cara Condessa, eu espero que não esteja planejando o que estou pensando. Aquela mulher é do tipo perigosa que rouba o coração de um homem, sem nem ao menos ele se dar conta.

— Sim. Eu percebi. Mas o que de mal tem nosso filhinho passar algum tempo ao lado dela. Ele esta com o coração tão machucado. Sabe como me dói vê-lo sofrer tanto. E como dizem um amor cura outro.

— Mas isso não significa que a senhorita Hyuuga esteja inclinada a se apaixonar. Ela não me pareceu muito à vontade hoje.

— Ah, mas eles formam um casal tão lindo. – murmurou sonhadora – adoraria ter uns netinhos com os cabelos negros, ou com os olhos daquela cor.

Minato jogou a cabeça para trás e soltou uma gargalhada.

— Minha querida, vejo que não conseguirei tirar essa idéia de sua cabeça.

A mulher sorriu de orelha a orelha e antes de se jogar nos braços do marido e se entregar a paixão que lhe oferecia, disse:

— Ao contrario do que pensa meu sexto sentido de me diz que a senhorita Hyuuga vai se apaixonar pelo nosso filho. E vou adorar ter ela como nora.

O tema senhorita Hyuuga foi esquecido no quarto principal de uma das grandes mansões localizada em Mayfair um dos bairros mais elegante de Londres sem nem ao menos a jovem em questão imaginar que era pauta de um assunto entre nobres. Na distinta sala de estar do quarto que ocupava no hotel de luxo a Hyuuga estava mais preocupada em acalmar a amiga.

— Por Deus o que aconteceu Haru? – perguntou vendo o rosto profundamente corado da amiga – tome um pouco disso.

A moça bebeu de um gole só liquido oferecido pela patroa. As mãos tremiam de tanta raiva. Quando sentiu que sua voz sairia mais firme voltou-se para a amiga.

— Eu nunca fui tão ofendida em toda minha vida – murmurou tremula – quero que aquele cavaleiro vá para o inferno.

— Oh! Que isso Haru. – assustou-se Hinata. – Sir Sabaku me pareceu tão educado.

— Educado?! – a loira arqueou uma sobrancelha cética. – é o homem mais rude e sem educação que eu já conheci. Está bem, não conheci muitos homens, mas com certeza ele é o maior idiota que existe.

— Está bem. – murmurou Hinata calma – agora me diga o que ele fez para lhe deixar tão irritada ao ponto de lhe desferir um tapa.

A loira respirou fundo, acalmando-se.

— Eu só tentei ser amável, ter uma conversa civilizada, mas aquela cabeça de fósforo sempre me respondia com aquele ar aristocrático e arrogante. Quem ele pensa que é? – fechou o punho com força – eu me senti um lixo, como uma pobre ignorante perto dos dotados de inteligência. Nem se esforçou para ser simpático.

— Consigo te compreender – murmurou Hinata pensando em si mesma, aquele Duque também deixava bem claro a diferença de classe entre eles, a simples plebéia que era.

— Eu já estava ficando irritada. Sabe não gosto de insultar os outros e muito menos ser insultada e quando por fim já estava sem paciência eu resolvi comentar sobre a peça ai foi o fim pra mim. Aquele maldito me respondeu com todo aquele ar de eu-sei-de-tudo deixando claro minha ignorância. Não aguentei tamanha humilhação. Odeio esses lordes. – bufou se afundando no sofá.

— Também Haru-chan. – sorriu Hinata pesarosa. – acho melhor você ir se deitar. Está muito nervosa e tome mais um gole e vá dormir. Tenho certeza que amanha você se sentirá melhor – aconselhou Hinata, fazendo o mesmo que a amiga lhe fez depois do primeiro encontro nada agradável com o Uzumaki. Hinata estava do mesmo jeito, abalada e envergonhada, mas a bebida forte e a noite lhe ajudou a acalmar-se.

Haru fez o que a patroa sugeriu e foi se deitar, mas antes desta entrar em seu quarto Hinata lhe disse:

— Não se preocupe Haru-chan, você não irá mais ver esse cavaleiro novamente.

— Eu espero que sim. – sussurrou a loira sumindo pela porta.

Hinata encostou-se ao sofá, pensativa. Depois do inesperado desfecho da noite se deu conta que nem ao menos havia respondido ao charmoso nobre. Havia ficado com muita raiva dele, mas admitia sua culpa, ela em primeiro lugar tinha sido mal educada, mas o que poderia fazer se ele a perturbava tanto. Fechando os olhos ainda podia sentir a colônia masculina dele. Nunca havia ficado tanto tempo na presença de um homem tão bonito tendo sua total atenção para ela. O coração disparou.

— Não, não Hinata. Você não está em condições de se apaixonar. Seria mais um sofrimento na sua vida. Já não basta estar prestes a morrer? Quer mais dor. – mordiscou o lábio inferior não contendo o rumo dos pensamentos que voavam longe dali.

Suspirou.

Há passos lentos, ela despejou no copo uma infusão de ervas que o médico havia lhe receitado. Sabia que aquilo não resultaria em nada, mas aplacava a fortes dores de cabeça que sempre sentia ao termino de um dia. Sentando no tocador apanhou um pequeno papel amassado e pôs a lê-lo concentrada.

15 coisas que desejo fazer antes de morrer.

1 Viajar e diverti-me muito

2 Comprar e vestir o que eu desejar

3 Fazer coisas que nunca imaginou fazer, impróprio para uma dama.

4 Ir para Paris

5 Dançar uma valsa

6 Jogar Poker

7 Perder o medo de andar a cavalo

8 Adotar um cachorro

9 Nadar em um rio/lago

10 Ir a um baile

11 Sorrir todos os dias

12 Flertar com alguém

13 Beijar um cavaleiro

14 Usar um vestido de noiva

15 Fazer tudo isso com a pessoa que eu amo

Suspirou encostando-se à cadeira enquanto lia o ultimo desejo. Talvez não fosse tão ruim se apaixonar, não se a pessoa em questão não nutrisse o mesmo por ela, pensou a Hyuuga. Claro, em uma situação normal isso pareceria loucura, mas não se encontrava em uma situação normal, iria morrer em pouco tempo e em seus vinte e seis anos nunca havia se apaixonado de verdade. Encontrar alguém naquele momento que retribuísse tal sentimento seria muito difícil. Mas se fosse um amor não correspondido? Amar não era bem a questão do problema, mas sim, era que não tinha nenhuma experiência no assunto. Era uma solteirona virgem que nunca tinha sido beijada, nem ao menos tinha flertado na vida.

Olhou para a janela sem realmente a vê-la. Era loucura o que estava pensando, mas não fazia mal tentar. Se fosse um libertino não correria o risco de ter uma proposta de casamento ou uma declaração de amor, mesmo que no fundo desejasse isso. Assim podia se deixar livre para se apaixonar e experimentar toda a sedução de um romance. Inevitavelmente pensou no irritante e charmoso Duque Uzumaki, adoraria se perder naqueles olhos. Mordiscou o lábio inferior obrigando-se a voltar à realidade. Havia ouvido rumores que o Duque era um dos libertinos mais famosos de Londres, muitas mulheres corriam atrás dele e ela pode comprovar isso naquela noite, pois muitas damas a olharam com profunda inveja e ódio. Se nenhuma daquelas belas mulheres havia conseguido conquistar o coração do Duque e levá-lo para o altar significava que estava segura com ele, pois com certeza não se apaixonaria por ela.

Fechou os olhos sentindo o rosto corar. Se o encontrasse de novo, não hesitaria, mesmo que fosse um comportamento impróprio para uma dama. Iria seduzir o Duque.

Um riso ecoou pelo quarto escuro.

— Uma inexperiente virgem seduzindo um libertino. – murmurou Hinata irônica entre o riso.

...

— Eu disse que ainda um dia você iria apanhar por causa de sua língua Gaara. – comentou Naruto sentando em umas das poltronas da luxuosa sala do clube.

Gaara crispou os lábios massageando o lado do rosto dolorido.

— Ela tem uma mão pesada.

— Bem feito. – resmungou Naruto inconformado com a interrupção de sua conversa com Hinata. – o que diabos você disse para aquela jovem ficar tão alterada?

Sabaku revirou os olhos, inconformado.

— Nada, não disse nada de mais, aquela loira é maluca. Não parava de falar. Você sabe que não aprecio jovens que falam muito e são inconvenientes.

— No entanto essa é a primeira que mostra seu desgosto fisicamente – comentou sarcástico

O Sir de cabelos vermelhos encolheu os ombros enquanto observa distraído o crepitar das chamas. Só havia dito que havia visto atuações melhores, o que aquela mulher tinha afinal. Esse era o motivo por detestar mulheres tagarelas e loiras, eram sempre impulsivas e explosivas, nunca se sabia o que estava pensando, mesmo sendo estonteantes.

— Não fique assim Gaara – se compadeceu Naruto, sabendo que a culpada daquele encontro as cegas fosse de sua boa intencionada mãe. – vamos cavalgar a amanha.

— Fico agradecido, meu amigo, mas vou declinar. Tenho negócios a tratar amanha.

— Está bem. – concordou o loiro se levantando – tenha uma boa noite.

Naruto deixou o velho amigo no clube com seus pensamento confusos em relação a animada dama de companhia da senhorita Hyuuga Hinata. Batendo levemente no teto com a bengala a bela carruagem começou a movimentar-se pelas ruas calçadas de Londres em direção ao um bairro de classe media. Talvez se tivesse um tipo de diversão mais adulta conseguiria acabar com a estranha sensação de perda pela repentina partida da senhorita Hyuuga.

— Hinata – murmurou achando o nome lindo enquanto subia os degraus da casa numero 18 da Rua Kepple.

A noite com sua amante foi justamente o que temia, um fiasco, admitiu enquanto cavalgava com extremo vigor aquela amanha no Hyde Park. Ainda era muito cedo, portanto não havia muita gente nas ruas apenas os jornaleiros e leiteiros começando suas entregas. Apressou ainda mais o cavalo seguindo em direção ao belo arvoredo do parque. Estava profundamente frustrado naquela manha, não se sentia assim desde o dia em que Sakura se casara com seu melhor amigo, mas naquela noite quem tomou estranhamente seus pensamentos foi a misteriosa senhorita Hyuuga.

Apertou o maxilar incitando ainda mais o cavalo.

Por que estava pensando excessivamente nela nos últimos dias? E diabos por que a imagem dela com o nariz arrebitado encarando-o com raiva o deixava tão excitado? Ela só era uma mulher comum, como tantas outras, mesmo que seus olhos fossem como luas cheias no céu e seus cabelos negros azulados lisos como a noite estrelada fosse algo diferente dos padrões londrinos, ainda assim era uma mulher comum. Mais existia algo nela que o atraia, mas não sabia o que era.

Quando Naruto saiu do arvoredo do parque aquela manha já havia decidido que iria seduzir aquela mulher.

E a sorte estava do lado do sexto Duque do clã Uzumaki, pois virando uma centenária arvore se deparou com uma figura delicada que cambaleou e encostou-se à arvore enquanto soltava um grito de susto.

— Senhorita Hyuuga! – chamou Naruto descendo de um salto o belo garanhão negro. – a senhorita esta bem?

Hinata encarava além do animal com os olhos arregalados colocando a mão sobre o peito que arfava frenético.

— Si-sim... A-acho que sim – gaguejou tremula se apoiando na arvore.

— Me perdoe senhorita, não tive a intenção de assustá-la – Naruto segurou a mão de Hinata ajudando-a a se recompor.

— Muito obrigada – agradeceu Hinata dando um sorriso gentil para o cavaleiro.

Naruto riu achando graça da ironia do destino.

— Pelo jeito milady estamos fadados a nos encontrar em circunstancias onde você sempre cai por causa da minha presença. – comentou Naruto logo se arrependendo, esses encontros nunca acabavam bem quando se tratava da Hyuuga, mas pelo contrário a morena riu baixinho.

— É o que parece Sua Graça.

— Me pergunto se seus tombos são devido a minha magnífica presença que deixa suas pernas bambas? – indagou num tom brincalhão

Os grandes olhos acinzentados o encararam tirando-lhe o ar.

Hinata vestia um vestido de passeio de ceda em tom roxo bem claro muito simples, aquela manha estava quente então não usava chalé. O vestido tinha mangas até o cotovelo, o corpete era alto, mas permitia ver claramente os contornos dos seios fartos e os cabelos lisos pendiam em um coque no alto da cabeça. O vento fresco da manha deixava a face levemente corada e os lábios mais vermelhos. Naruto demorou-se um pouco mais de tempo nessa parte em especial.

— Creio Sua Graça, que minhas inevitáveis quedas aconteçam por que sempre está no meu caminho – respondeu Hinata tentando ignorar o rubor de suas faces.

Na noite anterior havia decidido que iria seduzir aquele libertino que tirava o ar de seus pulmões, mas não imaginou que teria a oportunidade tão cedo. Naruto estava irresistível em seu traje de montaria, camisa de linho branca como a neve contrastando com a pele bronzeada, o colete e casaco negro com ornamentos dourados, calça bege destacando as pernas fortes e bota de cano alto negro. Os cabelos loiros estavam muito bagunçados e com alguns fios colados na fronte devido à corrida a cavalo. Os olhos azuis brilhavam especialmente aquela manha.

Não se deteve muito em sua aparência, se não fugiria correndo dali.

— Isso é verdade. – murmurou Naruto com uma expressão pensativa – não sabia que era dada ao exercício matutino, milady.

— Não muito. – confessou a Hyuuga encabulada – mas Haru não se encontrava muito bem, achei que seria bom para ela uma caminhada pela manha.

— Sobre ontem, perdoe-me por Sir Gaara

— Eu é que devo pedir desculpas. Haru ficou muito alterada, mas não deveria ter tratado assim seu amigo.

Naruto encarou o rosto da morena e pôs-se a rir.

— O que houve?

— Eu acho que não temos nenhuma obrigação de nos desculpar por nosso amigo, não acha?

— Isso é verdade, Sua Graça – riu também Hinata. – principalmente quando se tratando de nós não fazemos isso. Desculpe-me Sua Graça por meus modos ontem e no palácio de cristal.

— Já está esquecido. Que tal começarmos de novo. – sugeriu Naruto.

Aquela era a oportunidade perfeita pensou ambos.

— Eu acho ótimo. – sorriu Hinata nervosa olhando para o cavalo atrás do Uzumaki que batia a pata no chão, entediado.

— O que foi? – indagou o loiro olhando na direção que Hinata olhava. – não gosta de cavalos senhorita Hyuuga?

— Tenho medo. Eu sofri um acidente de cavalo.

— Você se machucou? – indagou Naruto preocupado.

— Não – negou Hinata, apenas descobri que vou morrer, concluiu em pensamento. – mas eu desejava perder o medo dele. Acho esses animais tão lindos.

— A senhorita é corajosa. Se tiver a oportunidade e não for nenhum incomodo adoraria ensiná-la a cavalgar.

— Eu adoraria. – sorriu gentil causando um estranho calor no corpo do nobre.

— A manha está adorável. – pegou-se dizendo, Naruto, um tanto envergonhado. Por que diabo estava falando do tempo?

— Sim, o amanhecer daqui é diferente do campo. Gostaria de saber como é o amanhecer e o crepúsculo em outros lugares do mundo. – comentou pensativa.

— São diferentes de fato – concordou o Uzumaki pensando pela primeira vez sobre esse detalhe. – nunca tinha pensado nisso. Mas sim, em cada lugar o dia começa e termina de uma forma...

— Mágica. – interrompeu a Hyuuga com seus grandes olhos acinzentados sonhadores – Sua Graça deve ter conhecido muitos lugares. Eu fiquei fascinada com a exposição.

— Oras! Aquilo não chega aos pés do real. – protestou o loiro – mas sim, eu visitei muito lugares.

— Como?

— França, Itália, Alemanha, Grécia, Egito, a América. – deu de ombros.

— Oh! Deve ter sido tão fascinante! – exclamou Hinata cobrindo a boca com as mãos enluvadas em um misto de excitação e inveja nos grandes olhos.

— Não viajou muito milady? – indagou Naruto observando à deliciosa e inocente animação da dama.

— Eu nunca sai do interior. Nasci em Yorkshire e quando completei a idade fui frequentar uma escola local.

— Compreendo, mas sua mãe não desejou que debutasse aqui?

Ela provavelmente tinha entre vinte três a vinte e cinco anos, avaliou Naruto, naquela época ainda estaria na Inglaterra e quem sabe podia... balançou a cabeça, não, provavelmente nem teria a notado, pois estava profundamente apaixonado por Sakura para poder ver uma mulher tão simples e comum como Hinata.

— Minha mãe não se preocupava com isso. Mas tenho certeza que teria feito meu debute, porém meus pais morreram quando tinha cinco anos. – sorriu-lhe triste.

— Meus pêsames.

— Tudo bem, está no passado. – deu um grande sorriso encorajador, já passara do tempo em que sentia auto-piedade.

Naruto abriu a boca na intenção de saber mais sobre aquela mulher, mas a voz alegre de uma jovem o interrompeu deixando-o profundamente frustrado.

— Hina-chan, Hina-chan. – a loira parou ofegante diante da patroa – encontrei doces maravilhosos na outra esquina... Oh! Desculpe..

— Bom dia senhorita – sorriu Naruto curvando-se respeitosamente.

Embaraçada Haru fez uma mesura apropriada.

— Bom dia Sua Graça. – murmurou.

— Me perdoe Sua Graça, mas precisamos ir. – despediu Hinata tentado evitar os incríveis olhos azuis que pediam para que ficasse.

— Esta bem. Espero ter o prazer de encontrá-la novamente – sorriu Naruto pegando a pequena mão e depositando um beijo leve nos dedos enluvados. Hinata sentiu o local formigar enquanto se afastava do Duque.

— Desculpa se eu a interrompi Hinata. – murmurou Haru envergonhada olhando por trás dos ombros.

— Não se preocupe sir Sabaku não estava com o Duque Uzumaki – Hinata sentiu a amiga relaxar diante de suas palavras. Haru havia ficado profundamente irritada com aquele lorde.

O resto da manha foi conforme havia planejado e Hinata sentiu-se satisfeita pelo resultado. Havia comprado alguns doces e proveram as cestas com alimentos para um orfanato e alguns trabalhadores locais onde ela entregaria mais tarde. Mas o que deixava-a mais animada havia sido o encontro com o sexto Duque Uzumaki naquela manha. A conversa tinha sido muito cordial e o nobre a tratara bem, sem nenhum tom de sarcasmo na voz. E pela primeira vez havia se sentido à-vontade ao lado de um homem, nem ao menos gaguejara. Mas uma coisa tinha certeza, não tinha a mínima ideia de como seduzir um homem e o lorde parecia muito experiente naquela área.

Pensativa Hinata acomodou-se no confortável sofá dos seus aposentos, e de repente se voltou para Haru.

— Haru, você sabe como seduzir um homem?

A jovem loira engasgou com o pedaço de bolo.

— O que você disse? – os olhos de um azul claro a encarava, arregalados.

— Eu quero dizer, se você sabe flertar? – murmurou a morena com o rosto corado.

Meio sem jeito a loira pôs o restante do bolo no prato e depois ajeitou as pregas do vestido um pouco encabulada.

— Na verdade, eu não tive muitas oportunidades de praticar essas artimanhas de sedução. Os homens comuns não são dados a esse tipo de coisa. Você sabe como é né? – sorriu constrangida com sua própria falta de experiência.

Hinata suspirou desanimada. Como conseguira realizar aquele desejo?

— Mas por que você quer saber disso? Não me diga que quer flertar com aquele nobre? Hinata, ele é um dos maiores libertino de Londres, antes mesmo de conhecê-lo já tinha ouvido falar de suas proezas. Dizem que mantêm três amantes. – comentou em tom de fofoca.

Hinata arqueou as sobrancelhas surpresas. Mas o que disse logo depois espantou ainda mais a jovem loira.

— Uma amante. Provavelmente ela saberá como flertar. – murmurou concentrada.

— Você está louca Hinata?!

— Oh não!. Eu estou perfeitamente lúcida. – respondeu num tom alegre.

Não era uma má ideia pensou. Falar com uma meretriz talvez a ajudasse, e também poderia realizar um de seus desejos fazer coisas inapropriadas para uma dama. Antes que Haru disse mais uma desaprovação uma batida na porta foi ouvida e logo depois Hinata segurava um envelope com o selo da Família Namikaze.

...

— Mas que prazer em vê-la querida. – sorriu a mulher ruiva.

— O prazer é todo meu, Condessa Namikaze.

— Está muito bonita Shion, alegro-me em vê-la assim tão radiante. Provavelmente deve ter deixado muitos cavaleiros suspirando de amor no baile da lady Pamela.

A jovem loira corou intensamente enquanto disfarçava arrumando as fitas do impecável vestido. Era muito bela, mas faltava-lhe algo admitiu Kushina. Não tinha certeza se sua real natureza fosse aquela.

— Não acredito que seja para tanto Condessa.

— Alguns cavaleiros foram visitá-la – interrompeu a baronesa. – mas não os adequados para minha filha. Shion é muito delicada e precisa de alguém que a trate como realmente é; um tesouro.

— Concordo plenamente com você, Yakito. Tem toda a razão se for para se casar tem que ser pelo menos com alguém que nos adora, não é. – sorriu gentilmente

A baronesa crispou os lábios diante da afirmativa da condessa. Era do conhecimento de todos que a Kushina não era tão a favor das investida da baronesa. Mas mesmo discordando do comportamento escandaloso da Condessa a mulher ainda queria ser ver envolto do manto dos membros da mais distinta sociedade.

— A vi ontem no teatro. – comentou casualmente tomando um gole de chá.

— Oh, perdoe-me não a vi. Mas a peça estava esplendida. – sorriu

A mulher tomou mais um gole do chá, contrariada, a Condessa não parecia disposta a dizer quem era a misteriosa mulher.

— Lady Mizuki e eu notamos que tinha uma convidada. – murmurou com um ar indiferente.

Kushina sorriu ocultando o profundo desgosto que sentia.

— Ah sim, uma recém amiga que encontrei no jantar que estava participando. Ela também tinha planos para ir a opera. Então a convide para nos acompanhar.

— Que bom. Mas de que família é?

— É de uma boa família. – sorriu Kushina se recusando a dizer o nome da dama à baronesa.

Apertou os lábios, ainda mais irritada. A ruiva não queria dar o braço a torcer, Yakito também sabia ser persistente quando se tratava de seus interesses.

Um ruído na porta e a parição de Iruka o mordomo retardou o inicio de suas perguntas.

— Milady, a senhorita Hyuuga acaba de chegar.

Com um sorriso maior Kushina respondeu.

— Por favor, deixe a entrar.

Notas finais
Olá meus lindos leitores, depois de um tempinho olha eu aqui.. Não sei se avisei, mais agora vou demorar mais pra atualizar a fic devido a volta as aulas TT-TT... Mas to fazendo o máximo possivel para mater um ritimo constante nas publicações apesar da demora u.u Espero sincereamente que voces tenham gostado do capitulo (^_^) Capitulo que vem teremos muitas emoçoes o/ até lá ps: FICO ME PERGUNTANDO SE ALGUÉM LÊ AS NOTAS FINAS >.