Brighter Than The Moon
11 Déjà vu
Notas iniciais
Capitulo XI – Déjà vu
— Passeio a cavalo?! – repetiu sorrindo sem jeito enquanto observava os belos animais baterem de maneira mimada e, ao mesmo tempo, elegante o gramado perfeitamente aparado.
— Não aprecia um passeio a cavalo Hinata? – indagou Ino mal contendo a animação. – é tão excitante.
A loira sorria muito mais que o normal naquela manha. Adorava planos ardilosos para juntar duas almas apaixonadas, sentia-se um verdadeiro cupido, ou pelo menos, em um livro de Jane Austen. Puxou a luva esquerda enquanto esticava o pescoço à procura de alguém.
Hinata anuiu diante da pergunta, não notando os gestos ansiosos da companheira.
Não era uma boa ideia aquele passeio, pensou, observando o olhar zangado de um garanhão de cor mel, seus olhos eram ferozes e por algum motivo decidiu encara-la. Um arrepio percorreu sua espinha, aquele costumeiro mal estar. O animal pisou ferozmente na grama abrindo as narinas parecendo uma besta demoníaca, como se conseguisse sentir o cheiro do medo que o corpo dela emanava.
Desviou o olhar, receosa.
— Definitivamente não é uma boa ideia – murmurou com os ombros caídos.
— Algum problema minha queria? – indagou Kushina se aproximando da morena.
Rapidamente escondeu suas preocupações endireitando os ombros e sorrindo timidamente para condessa, a final não era culpa da dama se não soubesse que ela tinha pavor de cavalos e por causa de um iria morrer.
— Nada. – murmurou.
Os cavalariços terminavam de preparar os cavalos e Sasuke já se postava ao lado da esposa, a viscondessa, para auxilia-la a subir no animal. Todos estavam prontos só faltavam três pessoas, a baronesa, sua filha e o duque.
Kushina estreitou os olhos e pôs as mãos no quadril.
— Não acredito nisso. Se tiver algo que tema, pode dizer. – sorriu transmitindo confiança. Seu traje de montaria era de estampa floral onde prevalecia o azul atribuindo um ar de jovialidade e confiança à Condessa.
As incríveis íris peroladas olharam a mulher com um misto de medo e expectativa. A ruiva praguejou internamente. Onde se encontrava o maldito de seu filho? Seu plano não daria certo se aquela cabeça oca não estivesse ali em exatos cinco segundos. Minato havia lhe advertido que não deveria interferir tanto naquele assunto, mas não conseguia ficar longe, não quando seu instinto lhe dizia, ou melhor, gritava que aqueles dois teimosos deveriam ficar juntos.
— Na-na verdade madame eu.. eu tenho medo de cavalos – confessou abaixando os olhos profundamente envergonhada.
A ruiva olhou para as damas ao lado, desesperada, não poderia insistir ao menos que ele parecesse. E sua salvação surgiu na porta, alto, forte e mal humorado. Vestindo uma calça bege, camisa de linho branca e uma casaca marrom escuro.
Parou no hall.
— Naruto!!! – quase gritou histérica de tanta alegria. Hinata voltou-se ao mesmo tempo muito surpresa — meu querido filho que bom que resolveu dar o ar da graça — sorriu aproximando com passos rápidos e braços estendidos. O envolveu em um abraço apertado e constrangedor que arrancou risinhos das damas.
— O que a senhora deseja? – indagou rapidamente e um pouco constrangido — não é dada a essas profusões de carinho em publico.
A mulher o olhou mal humorada e lhe deu em seguida um tapa no ombro.
— Garoto ingrato.
Deu as costas ao homem confuso e sorriu para Hinata encolhida a um canto. Ela não conseguia olhar para o homem, do qual não tentava disfarçar seu interesse por ela. Naruto a encarava descaradamente.
— Acho que encontrei uma solução para sua preocupação querida. – virou-se graciosamente para seu filho. Todos os presentes observavam silenciosamente o desenrolar da conversa. – Naruto você poderia acompanhar Hinata? – sorriu-lhe
— Por que faria isso?
O sorriu sumiu do rosto.
— Por que estou-lhe pedindo, ou melhor, ordenando.
— Condessa, não tenho mais oito anos – sorriu o loiro provocando a mãe.
A ruiva arqueou uma sobrancelha.
— Mas ainda posso dar-lhe algumas palmadas, moleque atrevido.
As mulheres riram e até mesmo Sasuke que se encontrava alguns metros de distância.
Naruto lançou um olhar zangado para Sasuke e depois para Gaara que apenas limitou levantar os ombros mal contendo a risada.
Todos eles eram traíras, pensou enquanto voltava à atenção para sua mãe. Principalmente Gaara que sabia de seu desespero, mal conseguiu dormir a noite. Estava cansado, com fome e com uma terrível dor de cabeça e a culpada era justamente a mulher de quem sua mãe insistia que acompanhasse em um passeio.
Maldição! Praguejou em pensamento passando a mão nos cabelos revoltados. Não queria ficar mais tempo com aquela mulher, ela estava abalando seu psicológico. E o pior era saber que mesmo compreendendo o perigo que corria ao ficar ao seu lado, não conseguiria ficar longe. Era assim que estava vivendo os últimos dias, em uma profunda contradição, ao mesmo tempo, que desejava ela por perto também desejava distancia da jovem. Mais uma coisa era certa havia percebido que não era forte quando se tratava de Hyuuga Hinata e isso o deixava confuso e envergonhado. Ririam se soubesse que ele, o maior libertino da Inglaterra, estava de quatro por uma mulher que nem sabia ao menos se era ou não uma cortesã, nem ao menos Sakura o havia deixado tão desesperado. Por Kami, que ela não fosse uma inocente, que não fosse.
Desceu os degraus lentamente em direção à pequena figura em seu vestido vermelho. Ela realmente estava lhe provocando com aquela cor que significava paixão. Acabaria perdendo a cabeça logo. E sabia que estava a um passo disso, pois já conseguia ter fantasias sensuais com ela em meio a todos.
— Madame, ac-acho que não precisa incomodar sua Excelência. – murmurou envergonhada louca para fugir dali. A intensidade do olhar de Naruto a deixava sem ar.
— Por que não?!. — sorriu ao notar o estremecimento de Hinata. – prefere que outro cavaleiro a instrua milady? – provocou.
As maças do rosto coraram intensamente e repentinamente a boca ficou seca. Se ela preferia outro? Pensou, com certeza. Naquela manha particularmente Naruto estava com um ar perigoso, um predador e ela pelo sinal era o coelhinho branco que seria devorado no café da manha. Olhou em volta desesperada por alguém que tivesse piedade de sua alma, talvez Haru, mas ninguém parecia se importar e foi quando percebeu: era um complô. Agora notava as expressões impassíveis dos presentes. Apertou os punhos, já sabiam, todos sabiam. Até mesmo Haru. Fuzilou-a com o olhar, a jovem loira encolheu os ombros culpada.
Hinata respirou fundo tentando conter a raiva que sentia. Haru lhe pagaria mais tarde.
— Pois bem. Se já estamos resolvidos, poderemos prosseguir. – informou Kushina animada.
Hinata se viu empurrada pelos corpos elegantes e os frufrus de saias de algodão de primeira classe. Precisava escapar, precisava fazer algo imediatamente, antes que ficasse a sós com Naruto, se isso ocorresse sabia que seria derrotada.
— Shion! — murmurou
— O que disse querida? — indagou Kushina.
Estacou no caminho.
— Onde está milady Shion?- indagou mais confiante. Com a presença da pestinha de cabelos loiros estaria salva. Certamente a garota não largaria do pé de sua Excelência e permitiria a ela um pouco mais de paz.
— Shion — sussurrou Kushina incomodada. — creio que não a vi.
— Pois bem, não acho delicado deixa-la para traz. — sorriu satisfeita enquanto os demais ficavam inconformados.
Naruto tentou conter o riso enquanto a pequena mulher mantinha uma pose confiante com um sorriso de satisfação no rosto. Deixaria que aquela doce ilusão lhe permitisse um pouco de felicidade, pois naquela tarde ela não teria mais essa sorte. Sim, ele estava decidido a por um fim naquele tormento.
Após quinze minutos a baronesa e sua filha apareceram nos estábulos murmurando desculpas profusas pelo atraso. Kushina nada disse, não conseguiria esconder o mau humor que lhe afligia, afinal, a teimosia da Hinata a impacientava. Os cavalos foram escolhidos e a Hinata lhe conferiram uma das éguas mais dócil e gentil da residência. Era uma esplêndida égua de pelo macio em tom caramelo.
Depois de uma breve instrução de Naruto a uma Hinata um tanto quanto receosa começaram o cortejo. Durante todo o tempo evitava o máximo olha-lo nos olhos, com a frágil esperança de que se conseguisse ignorar a existência do lorde poderia de fato ele desaparecer daquele lugar.
— Não precisa ficar tão nervosa milady. – sorriu Naruto cortesmente, escondendo sua diversão com a situação.
— Não estou nervosa — respondeu Hinata num tom serio, apertava as rédeas do animal demasiadamente forte.
Sua excelência arqueou uma sobrancelha, com expressão irônica nos incríveis olhos azuis.
— Não é o que parece.
Desistindo de seu plano inicial, as inconfundíveis íris peroladas do clã Hyuuga perfuraram aquele rosto bonito por alguns segundos para depois vagar pela paisagem. Todos estavam entretidos mais a frente, ignorando completamente a existência dos dois. Decididamente era um plano compartilhado por todos, até mesmo Shion, para seu espanto, parecia desconhecer a presença de sua Excelência. Um calafrio percorreu o corpo da morena. Algo muito ruim estava para acontecer.
— É um complô?
— Só agora percebeu milady? — sorriu ainda mais.
— Mas por quê? — sussurrou sinceramente confusa, olhando-o inocentemente.
Aqueles lábios entreabertos e seu ar inocente o incendiavam. Ah sim! Ela era uma das melhores na arte da sedução admitiu Naruto, só uma perita para conseguir tal expressão.
— Me pergunto milady se é a mulher mais esperta da Inglaterra ou a mais inocente? De veras, me intriga.
Manteve o olhar confuso.
— Realmente não entendo — mordeu o lábio inferior insegura.
Naruto se aproximou para mais perto e Hinata apertou com mais força as rédeas do animal deixando-o inquieto.
— Não, não aperte tanto assim as rédeas, deixará Silly nervosa. — sussurrou no ouvido de Hinata fazendo a estremecer. Sua à proximidade estava além o decoro dito pela sociedade, mas parecia que ninguém notava. — se demostrar estar nervosa o cavalo reagirá com impaciência. Um animal como esse não pode sentir o medo de seu condutor. — explicou-lhe sedutoramente.
Hinata engoliu em seco, afrouxando de forma rígida as rédeas do animal.
— Muito bem, Hinata. — parabenizou Naruto.
Mal conseguia respirar, se ele se aproximasse mais dela poderia beija-la. E seu rosto corou ao lembrar da noite anterior. Aquilo foi só uma amostra gratuita da sedução de um libertino e constatou da forma mais amarga ou deliciosa, como era inocente e ignorante no assunto. Por Kami, ela não tinha forças para combatê-lo se ele realmente resolvesse seduzi-la.
Sorriu sem jeito e voltou-se para o outro lado com uma postura rígida.
— É tudo plano da minha estimada mãe.
— Sua mãe?! — murmurou Hinata surpresa, voltando a encara-lo.
— Sim — limitou-se a dizer trotando de maneira elegante o belo garanhão negro.
O Uzumaki dominava bem o animal temperamental como se ele fosse um bichinho de estimação dócil. Era magnifico, tanto o animal quanto ele em seu traje de montaria elegante. Não conseguiu desviar o olhar observador nem deixar de notar que os raios do sol intensificavam o brilho dos cabelos loiros que estavam bagunçados devido à brisa fresca da manha ou que a pele morena ganhava mais frescor e vivacidade e os olhos azuis ficavam mais claros. Era o próprio deus sol, Apolo, em carne e osso.
Naruto a pegou observando-o e sorriu como se soubesse exatamente o que ela estava pensando. Desviou o rosto, constrangida.
— Ela decidiu que milady e eu compomos um bom casal. — preencheu o silencio provocando uma intensa cor avermelhada na pele clara da dama. Se continha para não rir, era divertido vê-la naquele estado.
— Por que ela acharia isso? Não acredito que eu tenha o perfil para viver entre a nobreza. – murmurou, sincera e triste em um só tempo, olhando o horizonte.
Aquela manha em especial estava magnifica, o sol brilhava no céu, a grama estava verde coberta por uma fina camada úmida do orvalho da madrugada fria e os pássaros cantavam felizes. Tudo perfeito para um romance.
— E porque acha isso?
Ele a olhava intensamente. Hinata teve a impressão de ver uma emoção forte naqueles olhos azuis, mas se apagou repentinamente antes que pudesse identificar o que era.
— Sou apenas uma plebeia milorde. Não fui criada para ser uma dama de estirpe tão alta. — sorriu olhando para as damas mais a frente — e não tenho nem beleza ou juventude para isso.
— Quanta bobagem — bufou Naruto impaciente.
— Não são bobagens Sua Excelência. Eu sei o meu lugar. — respondeu ríspida incitando um pouco mais o cavalo para se afastar daquele homem.
Aquelas damas podiam ser muito cruéis, mesmo não tendo noção do que se passava. Naquela altura e na sua situação evocarem tais pensamentos era cruel de mais. Não haveria mais um futuro, nem um casamento feliz, ou filhos.
Incitou ainda mais o cavalo enquanto as lagrimas começavam a se formar.
— Mãe, não aguento mais ver isso — gemeu de forma deselegante.
Seus olhos azuis escuros que adquiriram um tom violeta naquela manha perfuravam com muito ódio o casal na outra extremidade do campo. Seu orgulho estava ferido.
— Acalme-se querida. Uma das grandes características de um vencedor é saber exatamente a hora de agir.
A baronesa observava astutamente o movimento de cada presente no cortejo como se fossem peças de um jogo de xadrez. Logo à frente em uma sebe se encontrava a Rainha; a Condessa e sua torre a jovem Yamanka, decididas em seu tolo plano de bancar o cúpido incitavam o restante do grupo a segui-las. Mais atrás os piões os Uchihas, sir Sabaku e a insolente dama de companhia de Hinata. Elas, no entanto, ficaram de lado esquecidas como se fossem meras figurantes, personagens sem importância de um romance. Era uma afronta para o seu orgulho e nunca seria esquecido, jurou Yakito.
— Por que não fazemos agora mamãe? Olha como aquela cretina está se oferecendo.
— Eu sei querida, mais ainda não é a hora. Já lhe contei o plano, precisamos que ela se aproxime no local certo e fazer com que pareça um acidente. E o movimento precisa ser eficiente.
Sorriu friamente olhando para a Hyuuga.
A baronesa viu quando Hinata incitou um pouco o animal se afastando do duque. Era hora de agir. Com um gesto de cabeça indicou a filha para que a acompanhasse, sem que os outros notassem sua presença as damas se aproximaram do casal.
— Está um belo dia não, sua Excelência. — comentou cortesmente.
— Sim. — murmurou Naruto ignorando por completo a mulher, seu interesse consistia na figura delicada a sua frente.
A mulher não se deu por vencida.
— Parece-me que milady está dominando muito bem a montaria. Tão bem quanto minha pequena Shion. — Falou um tom mais alto para que a morena pudesse ouvir.
Hinata diminuiu a macha. Não saberia dizer se era um alivio ter as damas presentes ou não.
— Muito obrigado Baronesa, mas acredito que não tenho muito jeito para isso. — sorriu um tanto nervosa.
Shion se pôs ao lado de Hinata com um sorriso tão encantador que provocou um arrepio na espinha da morena.
— Se precisar de ajuda pode me pedir, milady Hyuuga, eu adoro cavalos e gosto muito de monta-los e garanto que são criaturas muito dóceis quando sentem a confiança de seu condutor.
Hinata sorriu sentindo um mal estar.
— Shion tem razão, a confiança é tudo quando se cavalga. — concordou Naruto se aproximando das jovens damas, presenteando-as com um indulgente porem sedutor sorriso.
A loira corou enquanto Hinata sentia-se estremecer.
Ele encarou as duas mulheres por um tempo e uma terrível ideia surgiu na mente maquiavélica de Naruto. Na verdade, estava em um jogo de gato e rato com Hinata e na guerra ou no amor valia tudo, não era o que diziam, pensou Naruto, afinal não haveria nenhum mal provoca-la um pouco.
— Peço perdão milady Shion, se não disse antes, mas está adorável esse amanha — adulou o loiro segurando as pontas dos dedos da jovem loira para beija-la. A loira corou ainda mais.
Hinata desviou o olhar, um pouco incomodada e pior ainda confusa. Não deveria de modo algum sentir-se irritada pelos flertes de Naruto, muito menos que fosse para a diabólica Shion, que seria a futura Duquesa. Não deveria se importar, ela mesmo havia dito que não desejava aquele posto, que não desejava nada dele. Mordiscou o lábio inferior. Não desejava... não desejava, repetiu como um mantra enquanto seu coração se apertava no peito.
— Milady Hyuuga está apreciando o passeio? — indagou Yakito despertando Hinata de seu devaneio.
Piscou os olhos meio atordoada até se dar conta que Naruto e Shion se afastavam, o coração se contraiu ainda mais no peito.
Forçou um sorriso.
— Sim Baronesa. Aqui é realmente lindo.
— Principalmente na primavera. — continuou a mulher num tom neutro.
— Eu devo imaginar. — comentou Hinata com uma sensação estranha, algo estava muito errado, o comportamento das duas mulheres também era muito singular, fora do normal.
Resolveu ignorar aquela sensação, afinal todos estavam estranhos, provavelmente a baronesa e sua filha somente estejam tentando interferir no plano da condessa. Isso não lhe importava, até poderia ser melhor, assim ficaria distante de Naruto e de sua terrível perturbação.
— O que aquelas mulheres estão fazendo lá? — indagou Haru para Gaara.
O homem ruivo esticou o pescoço para ver melhor o que acontecia.
— Parece-me que estão conversando.
— Isso eu sei. — retorquiu Haru irritada. — elas estão estragando tudo. — estreitou os olhos azuis em direção ao casal loiro logo atrás. — olha só, aquele anjo mau está com sua Excelência.
— Anjo mau? – franziu a testa, divertido.
— Sim. — limitou-se a dizer encarando o acompanhante, muito brava.
— Quando foi que milady Shion ganhou elogio tão encantador?
Haru revirou os olhos impaciente voltando o rosto para trás.
— Todos a chamam de anjo, mais sei muito bem que tipo de pessoa ela é. É daquela que longe dos olhares da sociedade joga o pinico na cabeça da pobre criada. Tenho dó das empregadas dela.
— Jogar pinico na cabeça de uma criada. — repetiu Gaara entre um acesso de riso e outro.
Haru estacou o cavalo e encarou muito zangada o jovem ruivo. O cenho franzido e as pequenas mãos na cintura estreita o fizeram rir ainda mais deixando-a mais irritada ainda.
— Não vejo qual é o motivo da graça senhor. — falou seria.
— Digamos que milady sempre me surpreende com seu vocabulário e vasto conhecimento de mundo. — comentou com um amplo sorriso na face bela.
— Tolo — resmungou a loira corada. Tentando desesperadamente ignorar as borboletas no estomago enquanto pensava inconformada, por que ele precisava ficar tão bonito quanto sorria. — e você milorde, sempre me surpreende com sua falta de compreensão.
— Eu?! Não compreendo? — indagou com um ar inocente.
— Está vendo — deu de ombros olhando para o outro lado na intenção de esconder o sorriso traidor que escapava de seus lábios.
— De qualquer maneira, a senhorita precisa concordar que sempre diz alguma indiscrição muito criativa. — comentou inclinando o corpo mais para perto da jovem. — e fica ainda mais linda zangada, acrescentou em pensamento.
— Só digo a verdade Sir Sabaku. Mas o importante aqui é o que faremos? Precisamos avisar a Condessa.
— Acho que não será necessário.
A tempestuosa ruiva já se aproximava e com cara de poucos amigos. Sasuke e Sakura havia desmontado próximo a um velho carvalho a fim da jovem viscondessa pudesse descansar.
— Vamos parar. — gritou ao grupo retardatário
— Ela esta com cara de poucos amigos — murmurou Gaara para Haru que anuiu.
Sim, Kushina não estava de muito bom humor, havia planejado a noite inteira aquele passeio, e ansiava tanto que tudo ocorresse bem. Mas parecia que as coisas seriam mais complicadas do que imaginou. Tratar de um casal teimoso era difícil, e a situação só piorava quando se acrescentava uma mãe alcoviteira e uma filha mimada na história.
— O que faremos madame? — indagou Ino olhando o grupo se aproximar.
— Ainda não sei. Mais foi um erro esquecer a Baronesa. Onde eu estava com a cabeça.
— A culpa não foi sua Madame. – defendeu Ino um pouco apreensiva, sabia o demônio que a linda ruiva era quando estava furiosa.
— Acredito que nunca existiu desde o inicio a possibilidade desse plano tivesse algum resultado positivo. – comentou Sasuke totalmente desinteressado no assunto quando a Condessa se aproximou dele.
Sakura o perfurou com os lindos orbes verdes, furiosa. Sasuke em resposta apenas encolheu os ombros.
Kushina nada disse. Também já começava a dar por derrotada aquela batalha. Ao longe se via um casal loiro e angelical em uma agradável e angelical conversa, pelo menos parecia angelical. Retardatárias estavam Hinata e a Baronesa, a mulher idosa mais a frente vigiando zelosa a cria enquanto a Hyuuga trotava calmamente perdida em seus pensamentos. A mulher suspirou dando as costas aquela lamentável cena. Não havia mais nada do que fazer.
Ao dar as costas não viu. Na verdade ninguém conseguiu ver exatamente o que ocorrera. Ouviu-se o ecoou de um relincho alto e revigorante trotes na grama úmida, em seguida uma mancha vermelha e caramelo foi vista descendo descontrolado morro a baixo. A primeira reação de todos foi perplexa, porém lentamente o significado daquela cena foi aflorando nas mentes daqueles nobres.
Hinata encravou suas unhas nas rédeas com toda a força que tinha irritando ainda mais o cavalo que aumentou a velocidade. Não poderia estar acontecendo de novo, pensou em desespero. O sol estava quente, no entanto, o atrito do ar contra o corpo musculoso do animal e do seu próprio provocado pela velocidade excessiva deste, era gelado. E à medida que o animal conseguia mais velocidade Hinata ia escorregando, logo cairia no chão e dessa vez tinha certeza que não escaparia com vida.
Foi tomando um caminho mais perigoso. Ao final da colina existia uma floresta nativa muito densa. O animal desviava de pedras e galhos de arvores do caminho, fazendo Hinata balançar de um lado para outro. Chocou-se em alguns galhos e quase bateu a cabeça em um tronco.
Por Kami! Pensou, cairia em breve e quebraria o pescoço.
Era até irônico de se pensar, que ao final acabaria morrendo naquele dia. Bom, morrer não à assustava, pois já era um termo aceito em seu vocabulário, e breve também, mas nunca imaginou que estava fadada a morrer encima de um cavalo, ou melhor, caindo de um cavalo. Talvez devesse ter morrido há meses atrás, e por um azar, os planos do deus da morte não haviam se concretizado como ele gostaria. E ali estava ela, de novo naquele pesadelo.
Fechou os olhos implorando para que tudo acabasse logo. Para que não sentisse dor. E o fim estava próximo, mais alguns metros e o cavalo encontraria o final do caminho, uma depressão que dava para um rio, ao fim, pedras grandes e cobertas de musgo esperavam ansiosas por Hinata e sua montaria.
O coração batia acelerado no peito, não pela corrida, mesmo percorrendo como uma flecha o caminho tortuoso e estreito, mas sim pelo desespero. Em uma fração de segundo pode descobrir o que era não ter um coração batendo no peito e uma emoção fria, nebulosa e solitária tomar seu corpo. Provavelmente esse era o sentimento de um defunto, solidão, medo e um vazio profundo. Apertou as rédeas com mais força incitando o cavalo a correr mais, de alguma forma não queria nunca mais sentir aquilo e estava determinado a não mais senti-lo.
O vento frio da manha batia contra sua fronte suada revoltando os cabelos. Era difícil enxergar o caminho com a quantidade de obstáculos verdes em sua frente, e o vento que zunia em seu ouvido não permitia identificar o som dos cascos do cavalo. Mas apesar de todos esses empecilhos ele sabia exatamente para onde aquele caminho levava. Sabia, pois conhecia muito bem aquelas terras, tão bem quanto a suas. Sasuke sempre foi um homem reservado desde criança, ignorando todos à sua volta, mas Naruto era irracionalmente intrometido, sem um pingo de tato ou vergonha na cara, se alto convidava para passar as ferias na casa do amigo quando percebera que este era relutante a ir a sua. Achava que era por ser tímido, mas na verdade Sasuke só queria ficar longe dele, desejo que nuca foi realizado.
E esses verões inconsequentes cujo passava as tardes brigando no meio do mato fingindo, ou não, serem inimigos e perigosos bandidos atrás de um tesouro lhe renderam um amplo conhecimento da topografia do local. E naquele instante agradecia intensamente aos céus por isso. Inclinou-se um pouco mais no cavalo para reduzir o atrito do ar e ganhar mais velocidade. Precisava alcança-la ou em questão de minutos aquele vazio nunca mais desaparecia de seu peito.
Hinata arrependeu-se amargamente de ter erguido a cabeça. Em um momento os galhos pararam de açoita-la e achou que finalmente estava em um campo de grama úmida e macia, e quem sabe terra, também macia, onde poderia aterrissar e morrer confortável. Mas o que seus lindos orbes perolados viram foi um lindo céu azul, algumas nuvens solitárias que pareciam querer sem muito sucesso manchar aquele lindo anil. Os pássaros voavam tranquilamente sentindo a brisa da manha e ao longe, distantes campos verdes de plantações próximas de serem colhidas brilhavam a luz do sol. Por um momento Hinata se maravilhou com a imagem, mas logo algo começou a lhe incomodar. Por que a terra estava tão distante? Foi quando percebeu que a poucos metros de onde infelizmente o cavalo estava se dirigindo acabava o chão firme e começava o nada. Uma queda inevitável para morte.
Voltou a fechar os olhos e gritou, o primeiro grito desde que começou aquela marcha para morte, tão desesperado e assustado.
E esperou.
Esperou a queda, o vento gelado, a pedra fria e pontiaguda se chocar contra o seu corpo, a dor em seguida e por fim a morte. Mas nada disso aconteceu. O que sentiu foi um calor aconchegante a envolver e aquela sensação de proteção.
Era acolhedor.
Por uma fração de segundo teria perdido. Num movimento rápido apanhou Hinata pela cintura e a impediu de cair. Não soube como conseguiu, mas aquele grito desesperado o ajudou, tinha certeza disso. Estreitou a morena em seus braços enquanto via o pobre animal cair do morro. Apertou-a ainda mais. Ela poderia esta ali, jazida entre as pedras.
Hinata se acomodou um pouco mais ainda inconsciente do ocorrido. Talvez a morte não fosse tão ruim assim até tinha um cheiro amadeirado igual ao de Naruto. Mas logo o seu engano foi revelando para sua profunda vergonha.
— Você está bem? – indagou Naruto meio rouco e ofegante, graças à corrida.
A Hyuuga encolheu os ombros se negado a acreditar naquela absurda situação.
Naruto a sacodiu preocupado.
— Se machucou? – observou o rosto franzido e pálido da morena, em desespero.
Por uns segundo ficou calada, logo murmurou algo incompreensível e depois Hinata abriu olhos lentamente da forma mais angelical e tentadora que o Uzumaki já viu. Não esperou que ela dissesse nada, se havia se machucado ou se estava bem, mal conseguia conter a angustia que estrangulava seu coração. E por esse desespero foi então que a beijou, beijou desesperadamente como se aquele beijo o salvasse do inferno, o levasse para o céu. Estreitou cada vez mais o pequeno corpo de encontro ao dele, movido por um inconsciente desejo em busca de uma certeza de que nunca mais ele passaria por aquela sensação de perdê-la novamente.
De início Hinata abriu ainda mais a pupilas assustada, mas lentamente foi se rendendo aquele ato selvagem e embriagador deixando-se ser guiada pelo ritmo ditado pelo loiro. Agarrou tremula as costas do Uzumaki enquanto este aprofunda ainda mais o beijo, estava-lhe roubando sua a alma, seu o corpo e sua consciência e quando tinha certeza de que se desfaleceria ali, já morta não pela doença mais sim de amor ele parou abruptamente.
Demorou mais alguns segundo para voltar a si, e novamente reabriu os olhos lentamente sentido os lábios inchados. No entanto, saiu de seu estupor quando sua consciência voltou a seu lugar de origem como capitã de suas ações e seus olhos refletiu uma raposa loira altamente enfurecida.
— Se machucou? – repetiu sem folego, agora devido ao beijo.
Hinata balançou a cabeça ainda hipnotizada com a figura que a mantinha presa em seus braços. Os cabelos de Naruto estavam revoltosos, a fronte bronzeada suada, porem mesmo sua beleza grega não era capaz de esconder o sulco de raiva formado na face. E ele estava prestes a explodir.
E não demorou.
— O que diabos estava fazendo? – gritou fazendo Hinata recuar um pouco, não muito, pois ele ainda a mantinha presa em seus braços sobre um cavalo bem irritado, que batia as patas nervos. Mas aparentemente Naruto não se importava com aquilo. – sair em disparada com um cavalo jovem mal sabendo montar?!
A Hyuuga entreabriu a boca, mas este não a deixou falar.
— Quer se matar? Só uma louca varrida sairia desembestada sem mal conhecer o caminho. Poderia ter caído naquele desfiladeiro e morrido. – Gritou mais enfurecido ainda, por que aquela ideia voltou a rondar sua cabeça novamente o deixava ainda mais nervoso e desesperado. – não tem noção das consequências dos seus atos?
Em um primeiro momento Hinata ficou muda, pela agressividade que emanava dos poros daquele homem e depois lentamente das acusações que ele fazia. Como assim ela havia saído desembestada caminho a fora até um penhasco? Naruto dava a entender que ela havia feito aquilo premeditadamente. E ainda estava insultado, depois de agarra-la e a beijar a força. Como era um bruto.
— Co-co-como.. – gaguejou, mas Naruto não a deixou falar.
Apertando seus braços com força quase a machucando, falou olhando em seus olhos, o modo mais possesivo que Hinata um dia pode ver.
— Ouça bem, nunca mais, nunca mais suba em um cavalo sem a minha presença. E nunca saia do meu lado caso o faça.
Piscou uma vez, depois outra. Até que toda a indignação inundou seu pequeno corpo.
— O-o qu-que está dizendo? – gaguejou tremendo de raiva. – não passo andar sem sua permissão?
— É isso mesmo. – concordou Naruto autoritário.
— Mas que descabimento – tentou sem sucesso se libertar dos braços que a prendiam. – não sou nenhuma criança para ser vigiada Sua Alteza, sei muito bem cuidar de mim.
Inclinou seu corpo para o lado no intuito de descer do animal, mas Naruto a impediu, mas irritado ainda.
— O vejo bem, o quão sabe cuidar de si mesma. – debochou – se não a tivesse salvado estaria lá embaixo, milady – rosnou com desprezo.
Hinata empinou o nariz, visivelmente furiosa com aquele homem loiro.
— Olha aqui Milord, fico muito agradecida por salvar a minha vida, porém não sou obrigada a ouvir desaforos. – falou com autoridade aproveitando o espanto inicial de Naruto e conseguindo se soltar e descer do cavalo. Sentiu-se um pouco tonta mais se obrigou a manter-se de pé. No futuro se arrependeria de seus modos rudes, mas naquele momento não iria deixar um ser autoritário e machista lhe dirigir ordens como se ainda fosse uma tola empregada.
— Percebo que falo com uma porta, não?! — falou muito irritado descendo do cavalo e seguindo a cambaleante dama. – mal consegue andar e ainda fica fazendo posse de uma rainha caída.
Hinata estacou no chão e voltou seus olhos cor perolas para o nobre. Naruto pode enxergar naqueles lindos orbes a fúria que debatia em seu interior e que por alguma razão a deixava ainda mais atraente.
Passou as mãos pelos cabelos loiros e respirou fundo.
— O que é surpreende e essa despreocupação Milady, não se importa com sua vida?
Um sorriu melancólico escapou de seus lábios
— Não me preocupar com a minha vida? Vo-você acha que eu estava feliz quando vi aquele desfiladeiro? – gritou. – e ainda por cima grita comigo como se eu desejasse isso. Não tem ideia como me senti quando desco.. percebi que iria morrer. – aquelas palavras quase revelaram o seu segredo..
Naruto se aproximou com passos determinados, com uma expressão séria.
— E você sabe como me senti quando vi que iria te perde – murmurou rouco de raiva segurando os ombros de Hinata com os olhos cheios de paixão e medo.
Hinata abriu os olhos assustada, não reconhecia aquela emoção. Ele a...
— Vocês estão bem? – perguntou Sasuke ao se aproximar interrompendo o diálogo.
Imediatamente Naruto a libertou.
— Sim – respondeu seco.
— Por kami. Achei que algo terrível tivesse acontecido. – murmurou Kushina muito preocupada já ficando ao lado de Hinata – você se encontra bem querida? Machucou-se?
— Não. – limitou-se a dizer.
— Mas foi por pouco – interrompeu Naruto seco — quase caiu no penhasco.
— Oh! Que horror. – exclamou a mulher — O que aconteceu querida. Por que saiu desesperada daquele jeito? – questionou preocupada, não entendia como Silly, uma égua tão calma poderia ter saído em disparada sem motivo algum.
Hinata encolheu os ombros.
— Não sei, ela estava indo bem, mas de repente saiu correndo não consegui controlar.
— O cavalo deve ter se assustado. – comentou Sasuke pensativo.
Ele e Naruto se aproximavam do desfiladeiro, olhando o animal jazido entre as pedras. Notando a expressão dos homens, como sempre a Condessa agiu rápido.
— Vamos para casa querida. – falou Kushina cobrindo Hinata com um mando, era melhor que ela não soubesse que o animal havia morrido com a queda.
Era muita emoção para um inicio de manhã.
— Não posso acreditar nisso mamãe. Tudo deu errado – murmurou Shion chateada.
A mulher respirou fundo, crispando os lábios finos, furiosa. O santo daquela mulher era muito mais poderoso do que imaginou, mas não seria infalível para sempre.
— O que faremos, ela nem se machucou – continuou a jovem loira cruzando os braços, inconformada com a situação. – e Uzumaki-san foi atrás dela como um louco. Se não o tivesse feito isso...
— Ela estaria morta – completou Sakura com os olhos semicerrados adentrando o recinto.
Shion se sobressaltou dando alguns passos para a trás enquanto pousava a mão tremula no peito, a pele clara ficou intensamente avermelhada. Olhou sua mãe, mas esta parecia não estar abalada. Bem, não sabia o quanto aquela burguesinha havia escutado, mas demostrar nervosismo não lhe ajudaria em nada. O certo era manter a calma e agir como um jogador experiente. Pelo menos seu marido imprestável lhe ensinou algo util.
— Oh! Sim, Uchiha-san. – concordou a Baronesa com uma calma assustadora. – mas que jovem mais descuidada, diga-se de passagem. Sendo tão inexperiente não deveria ter se afastados dos demais.
Sakura estreitou os olhos verdes ainda mais, acomodando-se na poltrona de veludo azul.
Após o ocorrido Kushina deu por fim o passeio e todos retornaram a mansão e o grupo se dispersou. Hinata voltou para o seus aposentos sob as ordens expressas da Condessa para que descansasse. Haru a acompanhou, Ino também resolveu repousar enquanto os homens se trancaram na biblioteca. Kushina sumiu mansão adentro dando ordens alegando que Sakura não estava em condições de manter a casa nos eixos o que restou, infelizmente, a jovem Viscondessa ser acompanhante da Baronesa e sua filha.
De todo não havia sido ruim, mesmo não apreciando a presença da tal mulher. Algo a havia incomodado a senhora Namikaze. A jovem égua que foi escolhida para Hinata não era de temperamento forte, ela mesma havia cavalgado muito nela. Era estranho ter partido em disparada como uma besta enfurecida, mesmo a Hyuuga não sabendo controla-la direito. E para essa investigação a bela ruiva havia lhe escolhido.
— Quero que acompanhe a baronesa, Sakura – pediu Kushina enquanto se mantinha a algazarra, no vestíbulo da mansão, de criados e hospedes falando e se movimentando agitados.
A jovem de olhos verdes e cabelos vermelhos tão claros que naquela manha particularmente tinha um aspecto rosado – tal cabelo escandalizava a sociedade londrina, uma hora vermelho ou rosa – arqueou uma sobrancelha.
A Condessa não precisou dizer mais nenhuma palavra, sua expressão preocupada lhe dizia tudo. Desconfiava da Baronesa e precisava de sua perspicácia para descobrir se tinha algum envolvimento com o acidente da Hyuuga. Ino estava fora de cogitação ela não tinha nenhuma descrição, isso já bastava para descarta-la de qualquer tipo de investigação, mesmo que a pobre da jovem fosse fascinada por romances policiais e intrigas da coroa.
Sakura suspirou sentindo uma irritante dor nas costas, a gravidez avançava e o bebe começava a pesar. Mas estava determinada em não desapontar a Condessa.
— O que não consigo entender é por que Silly partiu em disparada. A conheço bem, sempre a montava. E garanto que ela é um animal doce e de temperamento dócil. – observou bem a expressão da mulher enquanto falava.
A baronesa pareceu não se abalar com o comentário.
— Garanto-lhe senhora que nunca sabemos quando um animal pode nos trair. – arqueou uma sobrancelha com uma expressão altiva. – é por isso que não confio em criaturas inferiores.
O desprezo e a arrogância da mulher provocaram enjoos em Sakura. Como era asquerosa. Sorriu desconfortada, preferia mil vezes estar na companhia de seu marido. Shion apertou os lábios, apreensiva.
— No entanto, viu alguma coisa milady? – indagou Sakura perscrutando a jovem Shion. Percebeu que não conseguiria nada se questionasse a baronesa. Em uma guerra deve-se primeiro saber quais são as fraquezas do inimigo e começar o ataque por lá. Shion era o lado fraco naquela sala.
A jovem encolheu os ombros evitando olhara para a rosada. Aumentando suas suspeitas sobre de quem era a responsabilidade sobre o acidente.
— O que exatamente?
— Sobre o acidente. Viu alguma coisa Shion? – voltou-se para jovem.
A loira a olhou com os olhos alarmados e Sakura sentiu a culpa no ar, mas antes que ela pudesse insistir o mordomo surgiu na porta.
— Desculpa milady, pelo incomodo – informou o criado fazendo Sakura suspirar desanimada, aquela interrupção dava tempo para que as mulheres armassem uma defesa. — mas chegou uma carta urgente para a senhorita Hyuuga.
Uma sobrancelha se ergueu enquanto olhos verdes olhavam a bandeja de prata onde estava depositado a carta.
— Para Hinata?! – murmurou pensativa sentindo um arrepiou na espinha.
— Sim madame.
— Então entregue a ela.
— Perdão madame, eu fui até seus aposentos mas ela não se encontrava.
— O que houve? – questionou Haru entrando no recinto.
Todas as mulheres presentes voltaram-se para ela.
— Onde está Hinata, chegou uma correspondecia para ela. – informou Sakura, impaciente, precisava voltar para sua investigação.
— Está em seu quarto. – murmurou Haru olhando também curiosa o papel sob a bandeja.
— Perdão Lady, mas ela não se encontra lá, eu fui pessoalmente no quarto, ninguém respondeu. – insistiu o mordomo contrariado.
— Ela deve estar repousando. – mencionou se aproximando da bandeja. Um nome chamou sua atenção e um frio na espinha a alertou.
Em letras delicadas estava escrito Mrs. Hyuuga.
Kami! Tinha que avisar Hinata, pensou pegando o envelope bruscamente e partindo em disparada pelo aposento, assustando o mordomo e as damas.
Não conseguiu ficar naquele quarto, seu coração disparava no peito e uma ansiedade a sufocava. Ainda estava agitada, devido o acidente daquela amanha. Recusou gentilmente o almoço oferecido pela criada, quando essa saiu colocou um vestido lilás de tecido leve e se esgueirou pelo corredor aproveitando a ausência de Haru. Esta não havia saído do seu lado desde cedo, com o cenho franzido a observava atentamente buscando o menor sinal de dor, sem em nenhum momento deixar de bombardeá-la com perguntas.
Sua cabeça latejava e para se livrar da amiga fingiu querer dormir, alegando estar exausta com o acontecimento e esta por fim resolveu atender seu pedido, mas não antes de fazê-la prometer que iria se alimentar. Mas comida era a ultima coisa que pensava naquele momento, admitiu enquanto descia com cuidado uma escada velha utilizada pelos empregados da casa. A escada ficava atrás de um painel ao fim do corredor e levava até o corredor no andar de baixo ao lado da cozinha. Era uma forma perfeita de escapar sem ser vista.
Observou o corredor para confirmar que não havia ninguém e seguiu até o jardim. Atravessou a passos largos o lindo caramanchão a beira da floresta que havia na propriedade Uchiha. Olhou para trás. Já se passava do meio dia, e o céu brilhava firme no céu. Àquela hora provavelmente todos estavam almoçando. Olhou uma vez mais para trás, no intuito de se certificar de que ninguém a estava seguindo. E seguiu determinada até aquele lugar.
Algo a incomodava, e rezava para que suas suspeitas não tivessem fundamentos. Parou no meio do campo, a barra do vestido manchada graças à grama úmida. O vento balançou os fios negros azulados cobrindo parcialmente o rosto pálido. Com o cenho franzido se agachou na grama para olhar algo muito pequeno e prateado que havia chamado sua atenção. Estendeu o braço e apanhou o objeto metálico.
Quando iria começar a analisar aquele estranho artefato uma foz a surpreendeu:
— O que faz aqui?
Uma sombra cobriu o corpo de Hinata e a tensão que sentiu quase a fez desabar no chão e sentar como uma criança de cinco anos.
Olhou a figura sem saber o que dizer.
— Deveria estar em repouso. – continuou mais irritado, com as mãos postas nos quadris.
Naquele angulo coberto parcialmente pelo sol, parecia um gigante. Passou-lhe pela mente que provavelmente as crianças sentiam muito medo dele, bem, ela também sentia medo dele naquele momento.
— E-eu estou bem – gaguejou, se levando meio desajeitada.. – não deveria estar almoçando? – perguntou distraindo o homem ao passo que escondia o objeto metálico nas mangas do vestido.
Naruto arqueou uma sobrancelha loira.
— Não me respondeu.
Hinata piscou os olhos.
— Nem sua Excelência a mim. – retrucou.
Por um bom tempo se olharam em silencio. O Uzumaki ainda estava furioso com Hinata. Aquela pequena ardilosa havia lhe dado um susto de morte e ainda teimava em desobedecer a suas ordens. Era uma mulher bela e difícil, era claro que não seria uma esposa submissa, dócil e principalmente, entediante. Viver ao lado de uma mulher tão bela e imprevisível certamente seria muito excitante.
Deu um passo para trás, atordoado. O que estava pensando afinal, imaginando Hinata como uma esposa? Ela não era dessa classe, não para casar. Voltou-se a concentrar em sua ira.
— Burla-se de mim milady? – indagou num tom jocoso escondendo os sentimentos tumultuados que lhe afligia interiormente.
— De modo algum, Sua Excelência. – respondeu Hinata com sinceridade.
— Então poderia saber o que faz aqui, caminhando e não nos seus aposentos descansando?
— Resolvi dar um passeio, não aguentava ficar trancada no meu leito – sorriu sem jeito. Não era uma verdade, mas tão pouco não era uma mentira.
— Pois bem – respondeu Naruto desconfiado – se não se importar a acompanharei – sorriu galanteador estendendo o braço para Hinata mostrando-lhe que não aceitaria uma resposta que não fosse um sim.
A morena gemeu derrotada e contra sua vontade acomodou a pequena mão na curva do braço do nobre e pôs acompanhar o cavaleiro que a guiou até a borda da pequena floresta que rodeava a propriedade.
— Essa floresta esta aqui desde os primeiros povos normandos invadirem essas terras. – lhe explicou a Hinata — e o ultimo resquício de mata nativa, o resto foi derrubado para o campo e para as construções da propriedade. E posteriormente a vila. Vê aquelas ruinas – apontou um amontoado de pedras.
Havia apenas uma parede que mal se sustentava em pé, apesar dos destroços, as pedras eram polidas, bem cortadas e emanava uma força, coragem dos bravos guerreiros que havia construindo-as.
— Sim.
— Foi à primeira residência dos Uchihas, eles são uma família muito antiga, tão antiga quanto os Uzumakis. Eles eram uma família de guerreiros que conquistaram as terras dos primeiros invasores e construíram ali o primeiro forte e residência dos Uchihas. – inclinou a cabeça para mais perto de Hinata. A morena admirou o brilho brincalhão nos olhos de Naruto e um sorriso de moleque animado com uma aventura que havia realizado – eles não eram um povo muito simpático e como conheceu o Sasuke percebeu que continuam sendo assim, antissociais.
Hinata riu baixinho concordando com a cabeça. Sua pequena aventura estava tornando-se cada vez mais maravilhosa. Nunca havia imaginado estar em uma propriedade tão antiga e nobre, com um verdadeiro cavalheiro, passeando como se fosse uma dama de alta estirpe e desejada. Era muito mais do que havia desejado. E pela primeira vez realmente se deu conta que estava feliz e muito viva. E essa simples constatação a libertou de tudo, das magoas, do medo, da solidão, da tristeza. Olhou de forma pensativa para seu companheiro de caminhada e nesse momento Naruto estacou no meio do caminho a fazendo parar também. Seu cenho estava franzido e os lábios comprimiam em uma linha tensa. O coração de Hinata de um salto no peito.
Naruto pensava, enquanto observava aquele rosto preocupado, que era o cara mais idiota da face da terra. Todos aqueles anos, suas experiências, erros e acertos não o haviam amadurecido em nada, continuava sendo o mesmo idiota dos tempos de menino. Só isso poderia explicar por que ficava tão preocupado quando percebia que Hinata estava triste. O bem estar dela começava a interferir em seu humor? Os sentimentos por ela iam além do desejo e da curiosidade? Questionou, e logo um desespero tomou conta do seu corpo. Não, ele não queria saber disso, era muito perigoso. Por duas vezes havia se deixado levar por isso, na primeira foi com uma criada da casa, hoje ele tinha consciência que não passava de desejo juvenil, mas naquela época realmente acreditava estar apaixonado e foi um duro golpe quando descobriu que a criada se casaria com um simples filho de ferreiro. Na sua mente jovem, era inadmissível que uma mulher preferisse um simples plebeu a o futuro Conde, hoje já sabia que existia um abismo entre ele e os demais. A segunda decepção foi a mais dolorida, mesmo Sakura sendo uma plebeia muito rica a amou de verdade, mas ela preferiu seu melhor amigo. Foi muito doloroso, e desde então decidiu que não deixaria mais seu coração exposto, o ele ficaria trancado e bem protegido.
Seu mentor, um homem excêntrico de cabelos longos e brancos, chamado Jiraiya, que tinha conhecido na índia em uma de suas viagens pelo mundo o havia dito que o amor era um tesouro que poucos conseguiam encontrar, só aqueles que eram suficientemente sábios para olhar a seu redor. Mas Naruto achava isso muito perigoso, pois olhar ao redor implicaria em muitas desilusões e sofrimentos. Amar implicava em sofrer. Não queria sofrer.
Não seria refém desses sentimentos, e pensando desse modo decidiu tomar o controle da situação. Tomaria o que queria e partiria como fazia sempre. Protegeria seu coração.
— O que está achando da sua estadia milady, claro excluindo o ultima acontecimento – lhe sorriu o mais encantador que era possível e um alerta de perigo apitou na cabeça de Hinata. Apesar do encanto que exalava por seus poros, havia uma sensação de perigo, como se estivesse preparado para caça. O lord! Ele ia caçar novamente.
Sorriu nervosa.
— Sim, estou adorando. Todos são muito atenciosos comigo Sua Graça. – respondeu sincera.
— Naruto, adoraria ouvi-Ia dizer meu nome — ele interrompeu, estendendo a mão à Hinata e acariciando lhe o pescoço esbelto sensualmente. De repente sua voz ficou mais profunda e os olhos azuis mais escuros — Me faz querer beijá-la, Milady acariciar seus seios, sentir os mamilos erguerem-se sob meus dedos.
Hinata desviou o olhar, sentindo-se em chamas, mas Naruto viu, nas profundezas acinzentadas dos olhos magníficos antes que estes se afastassem o brilho inconfundível do desejo, provocado por suas palavras e sua carícia. Ele sorriu, satisfeito. Hinata não era imune a seus encantos, isso tornava a tarefa mais fácil, a de saciar aquela angustia que sentia quando a via.
— Is-isso na-não é apropriado para fa-falar a uma dama. – gaguejou envergonhada evitando o olhar divertido de Naruto.
Era humilhante ficar tão abalada por coisas tão escandalosamente inapropriadas ditas por um libertino de forma tão sedutora e ainda mais, desejar que as fizesse.
Naruto fitou Hinata, deliciando-se com sua beleza. Com os cabelos soltos, ela parecia uma menina, e ele imaginou-a de meias brancas, vestido de babados na altura dos joelhos, sentada num balanço, com um bando de meninos a sua volta, disputando a honra de empurrá-la. Mas a imagem logo desvaneceu-se, pois não havia nada de infantil nas curvas voluptuosas do corpo esbelto, no relevo dos seios, acentuado tentadoramente pelo vestido lilás claro de corpete baixo.
— Não acredito que seja tão inapropriado, milady. – sussurrou com a voz rouca.
O Lord! Ele estava com todas as intensões de seduzi-la, concluiu Hinata entre o pânico e a excitação.
— Acredito que sim – sorriu timidamente entrando na brincadeira
Naruto sorriu.
— Minha lady, não seria tão cruel a fazer um pobre coração em pedaços privando-o de seus mais sinceros desejos. – brincou.
— Talvez o seja – sorriu
Mas logo o sorriso de esvaneceu de seus lábios que foram arrebatados pelos do Naruto. Ele a beijou lentamente, levando-a a participar, e Hinata sentiu o sutil convite. Uma das mãos de Naruto segurou-a de leve na nuca, enquanto a outra lhe descia pela espinha, em indefinível carícia. Seus lábios entreabertos moveram-se sobre os dela, solicitando que se abrissem, e amorena atendeu, desajeitada. Imitou os movimentos da boca de Naruto e sentiu que os lábios dele se entreabriam mais; passou a língua por eles, reconhecendo o firme contorno, enquanto a mão dele se contraía na base de sua espinha.
Ela ergueu-se nas pontas dos pés, deslizando as mãos pelo peito largo até os ombros fortes, arqueando o corpo de modo a ficar colada a ele e de repente os braços dele a rodearam como se fossem de aço, e o beijo tornou-se selvagem, quase brutal, e exigente. A língua de Naruto acariciou a dela, depois explorou lhe a boca, enviando sensações primitivas ao corpo trêmulo, fazendo-a agarrar-se a ele com mais força, correspondendo ao beijo sensual. As grandes mãos escorregaram pelos flancos de Hinata, subiram, envolveram os pequenos os seios fatos, e começaram a acariciá-los.
A Hyuuga reagiu se afastando, mas o lorde não permitiu que se afastasse estreitando ainda mais o abraço. Beijou com mais ardor até sentir Hinata languida e debilitada em seus braços, Então, de repente, juntando o resto de controle que lhe restava, ele interrompeu o beijo e desvencilhou-se dos braços que lhe envolviam o pescoço. Respirou fundo, exalando o ar lentamente. Hinata observou-o, o lindo rosto refletindo confusão. Naruto sorriu-lhe, sentindo-se traído pelo próprio corpo, mas não era o momento, não ali.
— Uma coisa me tem deixado muito curioso milady? – sussurrou apertando Hinata contra seu corpo, por kami! Queria se afastar mais era difícil, seu rosto meio inocente meio pecaminoso, aquele perfume doce e relaxante aquela boca cheia e inchada.
— O que Sua Graça? – murmurou quase sem voz. O coração batia acelerado no peito. Agora ela sabia como sentia a sua irmã quando estava nos braços do seu marido. Do homem que amava. Era maravilhoso.
— Naruto. Por favor, me chame de Naruto? – implorou o loiro erguendo o queixo de Hinata para que ela o olhasse nos olhos. Aquelas lindas luas cheias.
— Sim, Su.. Naruto. – sussurrou envergonhada com o rosto muito corado.
Naruto sorriu encantado.
— É uma feiticeira.
— Não, não sou. – negou muito sincera com aqueles olhos grandes.
— É sim. – teimou o homem divertido, mas logo aquele brilho malicioso sumiu de seus olhos. – me diga quantos precisou beijar para aprender a tirar um folego de um libertino?
No primeiro momento olho-o confusa depois com magoada, a considerava uma cortesã, ou sem escrúpulos. Achava mesmo que tinha experiência para provocar tais sensações? Deveria se sentir aliviada por não desconfiar que se tratava de uma inexperiente, que nunca havia beijado ninguém a não ser ele. Naruto era o primeiro a beija-la, a dizer palavras galanteadoras, a tocar daquela maneia tão indecente e excitante, mas ainda sim, pesava que era uma mulher de mundo. baixou os olhou envergonhada. Havia se magoado com aquelas palavras, mesmo que desde o inicio quisesse que ele a considerasse assim, no entanto, acabou criando a esperança que a considerasse digna de ser amada e respeitada por ele. Era tolice pensar daquela maneira. Não havia futuro para ela.
— E você Naruto, quantas beijou? – refutou com o olhar mais sensual que podia fazer.
Os olhos azuis se escureceram e a rosto ficou rígido.
— Fiz muito mais que beijar milady. – respondeu brusco.
— Sério? – sussurrou Hinata tremula.
— Se duvida posso lhe provar aqui mesmo. – tomou-a nos braços com uma violência assustadora e pressionou os lábios contra os de Hinata. A morena não resistiu muito se rendendo aquele beijo exigência e dominador.
Empurrou Hinata até uma arvore próxima a pressionando entre à arvore o seu corpo, mostraria para aquela ardilosa quem mandava. Tomou novamente seus lábios selvagemente, como um animal faminto e exigente. A morena deslizou as mãos por seu peito e ao redor do pescoço, entrelaçando-as na nuca para não cair no chão, às pernas fraquejavam diante a sensação fantástica que ele provocava.
Hinata era sua perdição e com gestos convulsivos, enquanto aprofundava o beijo, aninhou um dos seios na palma da mão, massageando e excitando-o e logo se ergueu, endurecido. O gemido tímido de prazer que Hinata deixou escapar soou como música a seus ouvidos, e ele desceu à mão acariciando outras partes, a barriga lisa, as costas, a cintura fina, as coxas macias, pousando-a no lugar que, se ela estivesse despida, ele acariciaria até que ela, vencida pelo desejo, se entregasse, desejando-o tanto quanto ele a desejava.
O barulho de um galho quebrando despertou o casal apaixonado. Naruto se separou de Hinata, mas não houve tempo de se recompor, logo em seguida surgiu uma jovem loira despenteada e com uma expressão desesperada no rosto húmido de suor. Corria sem jeito erguendo as saias do vestido em quanto se aproximava. Parrou sem folego diante o casal, aparentemente sem se preocupar com o desalinhamento destes. Seus olhos azuis procuram Hinata e logo se acalmaram. Se endireitando foi até a morena.
— Hinata chegou essa carta para você. — entregou o papel a jovem.
Hinata olhou envergonhada a amiga, mas logo que pousou os olhos na carta a cor sumiu de seu rosto, algo que deixou Naruto intrigado.
A Hyuuga abriu a carta e passou rapidamente os olhos por ela à medida que lia ficava mais pálida. Ao terminar olhou par a amiga e depois para o Duque.
— Perdão Sua Excelência preciso me retirar. – fez uma reverencia e, pois em macha antes que Naruto pudesse impedi-la.
Enquanto caminhava apressada pelo gramado as palavras contidas na carta não saiam de sua cabeça.
Querida Hina-chan
Faz muito tempo que não nos encontramos, mas gostaria de lhe dizer que sempre esteve em muito alto estima. Eu sei que não fui a melhor das pessoas com você. Por isso tento me redimir com essa carta. Neji descobriu que você saiu do emprego e que está em companhia da Condessa Namikaze. Eu me alegrei muito por você finalmente resolver aproveitar a vida, mas sabe como é seu primo, se sente imensamente responsável pelos seus e se dirigiu a mansão onde esta hospedada para leva-la para casa. Eu espero que essa carta chegue antes dele.
Por favor, fuja antes que ele te encontre. Não perca chance de ser feliz.
Com muito carinho H.Y.
Neji a encontrou. Precisava partir imediatamente.
Notas finais
bom, nao vou me desculpar, sei muito bem que não mereço perdão, ( tive mil problemas esses últimos messes, vejo que só terei vida quando terminar a facul TToTT) se ainda existir alguém ai .. para me redimir fiz 16 p do world, eu espero sinceramente que gostem.
MUITO OBRIGADO, pelos comentário dos capítulos anteriores, me diverti muito com eles. Vou terminar de responde-los, ao meus leitores fantasmas, * já disse que posso vê-los* obrigado.
Também quero agradecer a Luciana Neves, Tamashii_Akira, Oryan Uzumaki, Dri Sabaku, Juby, Kyuubi Chan, que vieram me cutucar, obrigado, sempre me deixando depre por nao atualizar, brincadeira, adolo vocês, pode me importunar a vontade, essa pseudo autora fica feliz
queria pedir desculpas para algumas pessoas, disse que iria postar a duas semanas atras e não o fiz gomen T_T, espero que me perdoem..
PS: EU ESTOU ME APERFEIÇOANDO NA ARTE DA ENROLAÇÃO KKKKKKK, 9 mil palavras o.O
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