Notas iniciais
Olá, pessoas!! Cheguei em plena madrugada para adiantar algumas horas esse capítulo, eu eu sei que muitas de vocês estão ansiosas para ler. Quais as consequências do tão esperado beijo do capítulo anterior? Veremos. Até as notas finais.. Bjs*

"Culpa"

Ouvi as batidas na porta e saltei da cama para atender, a essa hora Oliver já havia saído para o trabalho e devia ser apenas Raisa com o lanche da manhã, que eu já esperava ansiosa.

Sim, eu estava o evitando covardemente, mas com o beijo, cruzamos uma linha que jamais deveríamos ter ao menos chegado perto.

Oliver sabia ser gentil, carinhoso e prestativo, mas ainda era um mulherengo com uma noiva muito ciumenta e Deus sabe quantas namoradas problemáticas na conta. Mas o pior era que ele não iria mudar, a mulher nua em sua cama na manhã do seu aniversário era uma prova mais que o suficiente.

E do meu lado, também não era fácil. Eu estava apaixonada por Tommy. Por mais que não tenha dedicado tempo ultimamente para pensar sobre, acho que ainda o amava, ele era o pai do meu filho e havia morrido.

Então haviam esses sentimentos que o beijo de Oliver despertou. Talvez Thea estivesse certa e eles já morassem em algum cantinho escondido do meu coração, porque desde que tive seus lábios sobre os meus, era só no que minha mente ficava voltando. Por Deus, eu havia até sonhado com o homem, estando grávida de outro. E não qualquer outro, eles eram irmãos. Quantas séries adolescentes você precisa ver para saber que isso nunca dá certo, Felicity?! Não se pode gostar dos dois!

Ao abrir a porta, não era meu lanche da manhã, estava mais para tormento de todas as horas, há três dias.

― Desculpa, estou ocupada. ― Tentei fechar a porta, mas Oliver segurou a borda da madeira e empurrou para dentro, a maçaneta escapando da minha mão.

― Não, você não está. ― Entrou e fechou a porta atrás de si.

― Que droga, Oliver!

― A gente vai conversar. ― Sem muita opção com sua emboscada, apenas assenti e sentei na ponta do colchão. Não havia sido uma pergunta, muito menos um pedido, e eu detestava aquele seu lado tão autoritário.

Ele estava nervoso, eu podia dizer pelo modo rápido e ansioso que caminhava pelo quarto quase fazendo um buraco no piso, sem falar nadinha. Não sei se ele buscava na cabeça as palavras ou a coragem.

― Você não devia estar trabalhando a essa hora? ― resolvi quebrar o silêncio, antes que ele me quebrasse.

Oliver me lançou um olhar rápido e cortante, como se minha tentativa de falar sobre amenidades o irritasse. Entre na fila, meu parceiro, você fazendo a caminhada da loucura na minha frente não está exatamente me deixando mais calma.

― Eu não devia ter te beijado ― começou, parando na minha frente, as mãos nos bolsos. Quase tive pena do seu olhar culpado sobre mim, seus lábios contraídos em uma linha fina de tensão.

― Nisso estamos de acordo.

― Por favor, me deixa falar. ― Apertou a ponte do nariz. Ele também fazia isso quando estava nervoso, e só Deus sabe como eu lembrava de detalhes como esse. ― Depois você pode falar o quanto quiser, eu escuto calado, prometo, só preciso falar tudo de uma vez.

― Ok, vai em frente. ― Quando percebi que havia o interrompido de novo, ergui as palmas. ― Desculpa, não vou mais falar nada.

― Felicity, eu não devia ter te beijado ― repetiu o que já tinha dito antes, e minha língua coçou para pedir que ele fosse direto ao ponto, mas me mantive calada. ― Você era namorada do meu irmão, está esperando um filho dele, e não há justificativa para que minha atitude não fosse menos que babaca. Foi um impulso idiota e não deveria ter acontecido.

Oliver estava certo, não deveria ter acontecido, eu e ele sabíamos, qualquer um com juízo saberia. Mas por que ele ficar repetindo isso me deixava com um nó na garganta e uma vontade quase incontrolável de chorar?

― Mas eu tenho que te falar também… ― Em um segundo estava sentado ao meu lado, perto, tão perto. ― Mexeu comigo, muito. Eu não te beijei porque estava ferido ou porque você é tão bonita. ― Oliver chegou ainda mais perto, segurando meu rosto com ambas as mãos, e eu engoli seco, sem consegui desviar o olhar do seu. ― Eu me descobri tendo fortes sentimentos por você, e pra falar a verdade, quero te beijar de novo agora. ― Sua voz ficou ainda mais grave no final da sentença e seus olhos desceram para minha boca, sua língua umedecendo os próprios lábios.

Meu coração batia maluco contra minhas costelas em direção à minha garganta. Eu não esperava uma declaração, o máximo que achei que viria seria um "foi só um beijo", bem típico de Oliver Queen, mas aqui estava esse homem constrangedoramente lindo, que vinha sendo meu porto seguro esses meses e havia salvado a vida do meu filho, falando essas coisas para mim. E tão de pertinho.

― Oliver… ― murmurei, quando sua boca desceu para a minha.

Mesmo que não tivesse dito em voz alta, também sentia a mesma coisa, sobre os sentimentos fortes por ele, sobre querer beijá-lo de novo. Mas precisava recuperar a minha sanidade, precisava recuperar a sanidade dessa conversa, alguém precisava. Segurei em seus antebraços e me arrastei alguns centímetros para trás na cama, evitando seu beijo.

― Não precisa dizer nada agora. Só pense sobre, e se sentir pelo menos um pouco disso, nos dê uma chance ― implorou, e eu conseguia sentir toda aquela emoção e honestidade. Não podia ser mentira, ninguém seria um ator tão bom assim.

― Oliver, não.

Me soltei dele para ficar em pé. Sim, eu havia descoberto nele essa pessoa incrível, mas outras mulheres também haviam, e para uma delas ele até tinha proposto casamento.

― Você tem uma noiva, por que sempre eu tenho que ficar te lembrando disso? ― Passei os dedos rapidamente em meu rosto para enxugar a lágrima que escapou antes que ele visse. Como Oliver podia não ver que ele declarar sentimentos, que eu até acreditava serem verdadeiros, mas ainda assim continuar de casamento marcado poderia machucar? ― E tem Tommy também.

― Como seu já não tivesse tentado mil vezes terminar esse noivado estúpido. ― Ficou em pé se aproximando, mas dei passos para trás, ficar perto não me faria pensar claramente. ― E por mais que eu ame Tommy, ele… ― Puxou uma respiração profunda, parecendo tentar organizar seus pensamentos. ― Se meu irmão estivesse vivo, pode ter certeza que eu seria o primeiro a recuar pra longe de você, eu jamais faria... Mas ele não está mais entre nós, então não coloque essa responsabilidade em outras pessoas, Felicity.

― Ok, então, a responsabilidade é minha! É tudo tão complicado, Oliver, seus pais jamais aceitariam, tem o respeito que devemos à memória do Tommy e todas suas namoradas obcecadas por você. É muito!

― Conseguimos lidar com isso.

― Você pode conseguir, mas eu não. Toda minha atenção tem que ir para o meu bebê e em reconstruir nossa vida juntos. Sinto muito.

― Você merece uma chance de ser feliz, Felicity.

― E isso não inclui você, eu lamento.

Sua expressão ficou tensa e só havia pesar em seu rosto, quando ele colocou as mãos nos bolsos, se afastando. Me partiu o coração vê-lo me olhar daquela maneira, mas era melhor assim.

― Uma última coisa: sobre você não me querer mais em sua vida. ― Parou já na porta de saída. ― Repete para si mesma até se convencer que é verdade.

~

― Filho, o que acha de Jacob? ― Fiz carinho na minha barriga, balançando as pernas na água.

Era uma rara noite quente em Starling City, Thea já tinha saído para o trabalho e eu estava aproveitando para passar algum tempo no jardim daquela casa gigante, sentada à beira da piscina enorme.

E ainda estava constrangida pela cena que presenciado uma hora atrás.

Meu horário preferido de colocar o papo em dia com Thea era enquanto ela se arrumava para sair para o trabalho. Estava aprendendo bastante sobre estilo, maquiagem e penteados, já que a garota era o próprio ícone fashion e entendia disso desde quando ainda usava suas fraldinhas Dolce Gabanna.

Só que naquela noite, a flagrei no maior amasso com o segurança novo da família, o Roy. Quase tive pena, o menino havia ficado com mais vergonha que eu, e ela só ria da nossa cara, nos chamando de puritanos. Thea Merlyn, a virgem, sendo ela mesma, espalhafatosa e incoerente.

― Jake Smoak. Nossa só de falar esse nome em voz alta já dá vontade de te dar bronca, melhor não. Colocar esse nome em você parece te chamar uma personalidade difícil, meu bem. ― Senti um movimento estranho na barriga. ― Isso é você mexendo ou preciso ligar para nossa médica, bebê?

25 semanas e minha barriga já estava enorme, como se eu fosse ter gêmeos ou coisa assim. Ou fosse apenas genes de crianças gigantes. Estava passando tão rápido que eu nem acreditava, e mesmo que às vezes quisesse acelerar o processo, em dias tranquilos como hoje, só queria manter meu filhote o mais tempo possível protegido comigo.

― Opa, de novo! ― Cobri o local com minha palma. ― Isso é porque você gostou ou não do nome?

Olhei ao redor, procurando por Diggle, Raisa ou qualquer um. Precisava compartilhar esse momento com alguém, tinha que admitir estar preocupada pela demora a sentir ele mexer, mas a doutora Anna disse ser normal que alguns bebês demorem mais.

Meus pensamentos voaram de volta para Oliver, não que eles fossem passear em algum lugar diferente do loiro nos últimos dias. Agora ele estava me evitando e eu não lhe tirava a razão, eu havia sido uma idiota e falado uma merda para ele, que além de tudo, era mentira.

Era óbvio que o queria na minha vida, só faziam dois dias sem nos falarmos e eu já sentia tanta saudade. Só que era orgulhosa demais para admitir, e ele estava sendo difícil demais de encontrar também, ficando sempre até tarde na empresa ou fazendo sei lá o que com sei lá quem.

Então me restava conversar com meu filho.

― Você quer o nome do seu pai como nome do meio? Jake Thomas Smoak. Por que eu estou insistindo no Jake, eu hein?! ― Ri sozinha, balançando a cabeça para os lados como se deixasse aquela loucura para lá. ― Já sei, que tal Benjamin? Também é bíblico e tem um significado lindo. Ben Thomas Smoak. ― Senti a mexidinha em meu ventre. ― Você também gostou, filho? Benjamin Smoak, meu pequeno Benji.

― Nome bonito. ― A voz dele me sobressaltou, quando eu sequer o ouvi se aproximar.

― Que susto, Oliver! ― Levei a mão ao peito, encarando de baixo o loiro que se aproximava, ainda de terno e gravata, com a pasta do escritório segura firme em uma das mãos.

― Foi mal. Te vi aqui sozinha quando estava chegando, achei que estivesse precisando de algo.

― Estou bem, só batendo um papo sério com meu feto! ― Tentei soar empolgada, mas ele não entrou no clima, apenas balançou a cabeça em concordância e me deu as costas para voltar para a casa. ― Oliver, espera. Posso falar com você um segundo?

― Claro. ― Sua expressão suavizou, e ele me surpreendeu ao deixar a pasta no chão e sentar ao meu lado na grama da borda da piscina.

― Me desculpa pelo que te falei.

― Tudo bem, Felicity, não há nada para se desculpar, se é o que você sente.

― Você está chateado comigo, e tem razão de estar. O que eu te falei nem era verdade, você estava certo.

― Que parte? ― perguntou com uma pontinha de esperança em sua voz.

― Quando te disse que ser feliz não incluía você ― respondi sincera. ― Só faz dois dias que não nos falamos e eu já sinto falta de te contar por mais tempo que o necessário sobre meu dia chato, sobre as evoluções do bebê, sobre as fofocas dessa casa enquanto você só dá um sorrisinho discreto e acena com a cabeça. Você sabia que sua irmã tá pegando o segurança novo?

― Como é? ― Seus olhos cresceram um par com informação despejada sem cuidado.

― Ai, meu Deus, falei demais. ― Cobri a boca com ambas as mãos. ― Você ainda é do tipo irmão ciumento? Você é, ou era, quando ela tinha quinze. Por favor, não demite o garoto, ela ainda é virgem. Acho. ― Seus lábios se abriram em claro choque pelo rumo errado que aquela conversa tomou. Ter Thea como inimiga nunca era uma boa, e contar seus segredos para o irmão mais velho devia colocar nomes automaticamente em péssimas listas.

― Não, está tudo bem, só fiquei surpreso.

― Eu sei, quem imaginaria, o menino tem cara de ser tão quieto ― continuei a falar, mesmo sabendo que já deveria ter calado a boca faz tempo, mas a presença de Oliver estava me deixando nervosa. ― Mas todo mundo sabe que Thea tem seus meios de colocar todo mundo junto com ela no bonde dos quebra-regras.

― De fato ela tem.

― Mas o ponto é, eu quero você na minha vida e na do bebê, eu preciso de você nela. ― Segurei suas mãos, voltando ao foco. ― Então se conseguir me desculpar e ainda quiser ser meu amigo, vou ficar muito feliz.

― Amigo… Se é o que você quer que eu seja, claro que podemos ser amigos ― falou com a voz contida. ― Foi mal o sumiço, acho que só precisava…

― De um tempo. É, eu sei, tá tudo bem. ― Sorri para ele e recebi seu sorriso de volta, um peso deixando meu peito ao saber que tudo ficaria bem.

Ficamos mais tempo que o necessário nos encarando e rindo como bobos um para o outro para pessoas que eram apenas amigas, até eu tinha que admitir isso, e nossas mãos ainda estavam juntas. Pigarreei e nos soltei, antes que ficasse ainda mais embaraçoso.

― Bom, você vai gostar de saber… Quer dizer, não sei se vai gostar, gostar, mas acho que vai querer saber. Não querer, querer, mas… ― Fechei a matraca quando ele chamou minha atenção falando meu nome com carinho, mas como se pedisse para que eu fosse direto ao ponto. ― Eu acho que o bebê mexeu.

― Sério?

― Aconteceu algumas vezes ontem, foi fraquinho, mas agora estava mais forte.

― Nossa, que legal, eu quero sentir! ― De repente ele estava empolgado e ansioso e era bom ter outra pessoa também se sentindo assim apenas com o pequeno progresso. ― Ele está mexendo agora?

― Agora não, mas se falar com ele, quem sabe.

― Hey, Ben! ― Se abaixou para falar mais próximo à minha barriga, chegando bem perto. E foi na voz de Oliver que vi como o nome era certo. Seria Benjamin Smoak então. ― Tá ouvindo, é o tio Oliver. ― No mesmo instante, senti o chutinho na lateral direita do meu abdome.

― Aqui, Oliver, ele mexeu. ― Peguei sua mão e coloquei no lugar, cobrindo com a minha. ― Fala mais alguma coisa.

― Não sei, o que eu falo?

― Qualquer coisa.

― Bebê, o tio Oliver está aqui com você e te ama muito. Não quer dar um olá para mim? ― Como se entendesse o que ele dizia, senti novamente o movimento. ― Eu senti, Felicity. Deus, isso é tão maravilhoso!

Me olhou de baixo e seu sorriso era enorme e a coisa mais linda que já vi na vida. E poderia ser meus olhos me enganando, estava escuro e tudo, mas podia jurar que seus olhos estavam marejados. Eu sei que os meus estavam.

― Que caralhos está acontecendo aqui? ― Uma Laurel que bufava como touro bravo gritou da parte alta da grama, logo de onde poderia se ver a piscina pela primeira vez. ― Neném! ― Começou a descer em nossa direção a toda velocidade. Oliver fechou os olhos e respirou fundo, só então tirando a mão da minha barriga.

― Laurel, minha secretária não te disse mais cedo que eu estaria indisponível essa noite? E outra, o que faz aqui atrás?

― Eu te segui, óbvio. ― Deu de ombros como se não fosse nada de mais, mas eu fiquei chocada com o absurdo daquela situação. ― Esperei você sair da empresa e te segui, tinha certeza que você devia estar me traindo com alguma piranha, e surpresa, surpresa! Eu estava certa!

― Olha aqui, sua… ― Comecei a me levantar, mas Oliver colocou a mão sobre meu ombro.

― Deixa que eu resolvo isso. ― Apoiou uma mão no joelho e ficou em pé, dessa vez seu suspiro saiu cansado. ― Laurel, vamos conversar lá dentro. ― Tentou segurar o braço dela, que desviou e veio em minha direção. Também levantei, com uma certa dificuldade, óbvio, mas não pediria ajuda para Oliver e cutucaria uma fera já tão raivosa.

― Minha conversa agora é com essa… gorda!

― É o quê? Eu estou grávida, não gorda. Qual a sua questão com o meu corpo? ― me defendi. ― E se Oliver te trocasse por outra mulher, não importaria o peso dela, desde que não tivesse essa sua personalidade doentia! Seguir um cara, você tem problemas mentais?

― Eu vou te mostrar quem tem problemas mentais, coisinha. ― Avançou em minha direção e me preparei para revidar quando Oliver entrou no meio, segurando ela pela cintura, que se debatia em seus braços.

― Solta ela, Oliver.

― Claro que não, vocês não vão brigar aqui. Laurel, você não vai bater em uma mulher grávida e você, Felicity, não vai bater em ninguém.

― Tá, me solta, não vou fazer nada! ― ordenou, ajustando a blusa quando ele a colocou no chão. ― Como se eu fosse perder meu tempo com essa golpista e seu bastardinho.

― O que você disse? ― Se eu já queria brigar, ao meu filho ser citado já entrei em modo leoa e ia arrancar cada um dos apliques de Laurel. Fio por fio.

― Peça desculpas, Laurel ― Oliver exigiu.

― Eu não, não me rebaixo ao nível dela. E não é como se nenhuma dessas palavras não tivesse saído de sua boca antes.

Eu sei que ela estava falando para me ofender e tentar fazer intriga entre Oliver e eu com alguma fala antiga dele, e também, ela não estava errada em supor que algo tinha acontecido entre nós, mas eu não ia deixá-la me humilhar assim.

― Eu vou dar na sua cara, garota! ― Ela sorriu vitoriosa ao ver que tinha atingido um nervo.

― Laurel, eu não vou repetir, peça desculpas ― ele exigiu em tom firme, ainda se mantendo entre nós duas para evitar uma possível briga.

― Tá bom, neném! ― ela concordou relutante e sua expressão ficou mais calma de repente, como de uma psicopata ao parar ao lado dele. ― Felicity, eu sinto muito…

Chame de instinto de grávida ou radar para atitudes idiotas de mulheres doidas, mas percebi o que ela faria um segundo antes. Laurel ia me empurrar na piscina como uma criança de cinco anos faria com sua inimiguinha de playground. E foi graças a essa percepção, que consegui dar um passo para o lado no último instante, e quem caiu na água foi ela. Eu quase tinha pena, a noite estava quente, mas a água muito gelada.

― Meu Deus, Laurel, ficou maluca?

Oliver estava abismado, abaixando na borda da piscina tentando resgatar uma versão derretida de Laurel, já que maquiagem e cabelo da mulher haviam virado uma piada, e eu dei alguns passos para atrás para evitar ser puxada, rindo como nunca. A mulher havia trazido aquilo sobre ela mesma, achei foi pouco.

― Neném, vai deixar ela fazer isso comigo? ― Sua voz tremia de frio e ela abraçava o próprio corpo quando foi tirada da água.

― Você fez isso com você ― Oliver a reprimiu, tirando o terno para cobrir os ombros dela e esquentar um pouco. ― Agora podemos conversar lá dentro, como deveríamos ter feito desde o início e evitado todo o barraco?

― Vai ter volta, garota! ― Soltou a ameaça.

― Estou esperando! ― Cruzei os braços para manter a pose.

― Deus! Vocês garotas ainda vão tirar meu juízo! ― Oliver exclamou perdendo a paciência conosco, eu sabia que ele poderia estar se referindo à situação semelhante com Helena semanas atrás, parecendo morder a língua para não soltar os piores palavrões de seu arsenal naquele momento, quando a acompanhava para dentro da casa.

― Tá vendo isso, Ben? ― Me virei para piscina. O vento estava ficando muito frio e era melhor eu entrar também. ― Não procure briga, mas também não fuja de uma.

― Você é uma péssima influência para esse bebê. ― Oliver estava de volta para buscar sua pasta, que esqueceu no chão. ― Mas que foi engraçado, isso foi. ― Sorriu apenas para mim.

― Neném! ― Laurel gritou de onde ele a havia deixado um pouco mais à frente.

― Boa noite, Felicity. Boa noite, Ben. ― Fez um último carinho na minha barriga antes de voltar para junto da noiva.

Notas finais
Eles se desentendem mas não conseguem ficar longe um do outro muito tempo, essa é a verdade. E quão fofo foi o momento dos dois na beira da piscina? Adorável!! E habemos um nome!! Será Benjamin Smoak, ou só Ben. Ou Benji. Espero que estejam curtindo a história. E para as mais ansiosas que apenas querem que eles fiquem juntos de vez, devo dizer que eu não faria isso, enquanto ele ainda está de casamento marcado. Não que esses planos matrimoniais ainda vão durar por muito tempo. Favoritem, comentem, recomendem. Nos vemos pelos reviews e até o próximo.. Bjs* Para quem gosta de spoiler, vou postar os títulos dos próximos capítulos a seguir e deixar livre para a imaginação de vocês tentarem acertar o que vem por aí... Para quem não gosta, finjam que não leram isso. Capítulo 13: Traição Capítulo 14: Pecados do pai Capítulo 15: A promessa