Breaking The Cycle

1 Taking a leap forward


Diário da Jinx

Diário da Pow

Diário


Dia 1

Pilotar um dirigível é tão interessante quanto parece na primeira meia hora. Depois disso, bem, acho que estar escrevendo é a prova do meu desespero pra matar tempo. Esse caderno é uma das poucas coisas que encontrei aqui, acho que é pra fazer diário de bordo ou algo assim. Romântico, né? E já tô acostumada a falar sozinha mesmo.

Aliás, vou ficar um bom tempo falando sozinha, até conseguir pousar em algum lugar. Só não tenho certeza de pra onde eu vou. Noxus tá fora de cogitação, óbvio, mas eu não sei muita coisa sobre as outras regiões. Shurima é um deserto e Freljord uma pedra de gelo, então vou eliminar as duas também. Dizem que Ionia é o “berço da magia”, se é que isso existe, mas acho que depois de tudo não é a o lugar que mais me chama atenção.

Talvez Águas de Sentina? Dizem que lá tem navios e piratas, tiroteios e intrigas. Parece divertido. A outra opção seria Demacia, mas não faço ideia do que tem lá. Eles parecem não se dar bem com Noxus, o que é ótimo, mas pode ser que também sejam hostis. E hostilidade por hostilidade, prefiro os piratas.

Um mapa é uma das poucas coisas úteis que tava nesse negócio, inclusive. E ainda lembro de quando o Benzo tentou explicar pra mim e pro Ekko como se guiar pelas estrelas quando éramos crianças. O que não vai ajudar muito nesse instante porque tá de dia, mas eu vou dando meu jeito.

Ekko. Ekko. Ele me disse muitas coisas. É uma das razões de eu ainda estar aqui. E sei lá, talvez só não seja pra eu morrer, mesmo. Quer dizer, depois de chegar tão perto tantas vezes, já não sei se o universo me ama ou me odeia, mas acho que vou aceitar o sinal, pelo menos por um tempo.

E tentar entender como eu mesma quero viver, pra variar. Sem Silco, sem

Vi. Espero que esteja bem, maninha. Acho que sim, a pomposa vai cuidar de você. É bom que deixe alguém cuidar de você, pra variar.

Não sei mais o que escrever, vou ver o que mais eu acho no balão pontudo.


Dia 2 3

Hoje eu sonhei com a Isha.

A vista daqui de cima é incrível, tenho certeza que ela ia gostar. Mas a ideia de fugir dramaticamente depois de todos pensarem que você morreu, isso provavelmente é o que mais animaria ela.

Sinto sua falta, garota.


Dia 5? 6

Me pergunto como a Vi ficou com tudo. Ela é bem sentimental, mas seria um saco se ela se culpasse por muito tempo.

O que será que ela pensaria se descobrisse que tinha razão? Que talvez ainda desse pra salvar o Vander, no fim?

Provavelmente tornaria tudo ainda pior.


Dia 7

Não poder sair desmontando as peças dessa coisa é um saco. Não tem nada pra fazer aqui.


Dia 9 (ou algo perto disso)

Não sou a maior especialista em dirigíveis, mas o céu tá ficando cheio de nuvem e imagino que isso é problema. Vou tentar achar um lugar pra pousar, mas a última vez que chequei, só consegui ver água. Espero que essa coisa boie.


No pior dos casos, todo mundo que acha que eu morri vai estar certo. Yay.


Algum dia aí

Provavelmente não vou escrever mais nessa coisa, mas é só pro caso isso se perca e não ficar parecendo que tive um fim trágico: fica o registro que consegui cair pousar num beirado de terra com montanhas. Não tem muita cara de piratas, acho que errei alguma coisa na direção. Agora é como puxar a alavanca de uma caça-níquel. Do jeito que é minha sorte, devo ter caído no meio da capital de Noxus.


Atualização

Parece que na verdade é Demacia.

Notas finais
Esse formato em primeira pessoa e com pequenos saltos de tempo é uma característica exclusiva desse primeiro capítulo, em razão do formato de um diário. Os próximos são escritos em terceira pessoa. Também são maiores.