Breakeven
1 Prólogo
Notas iniciais
Tudo bem?
Bom, estou com um projeto novo de fanfic e não consegui me segurar, tive que vir postar! Hahaha
Ela é bem diferente e aborda uns temas mais pesados, amei escrever e espero que vocês gostem de ler!
Aliás, comentem! Quero saber o que já acharam dessa introdução da história :D
É isso!
Boa leitura!
Beijooos :*:*
Harriet Jane.
Se eu te dissesse esse nome, ainda se lembraria dele até o final dessa história?
...
O coração bateu rápido demais, a fronteira das barreiras que criei estava a dois passos à minha frente, era só atravessá-la e então tudo estaria concluído, mas eu me encontrava em um impasse complicado demais para definir, estava à beira do coração selvagem, mas não sabia o que esperar, o que enfrentar ou se ao menos teria forças para isso.
E não é sobre isso que a vida se trata? Em um momento encontro-me em mil faces por quem passo, sou uma mulher diferente a cada instante, estou em eterna mudança comigo mesma e com o mundo, tenho medo de me arriscar, mas também penso muitas vezes o que acontecerá se eu nunca tentar. Sou medrosa demais para entrar, mas sou corajosa o bastante para ir até o final.
A barreira da vida está bem ali, mil anos que não vivi e desejei retomar, lembranças, momentos e pessoas que desejava ter de volta, sorrisos perdidos, abraços não dados e beijos nunca roubados. Pensamentos que nunca surgiram e atitudes que nunca foram tomadas, uma vida sobre uma mente sem lembranças, um espectador que não poderia afetar em nada os fatos, um escritor de sua história, e por fim, uma menina sozinha e com medo, medo de ser esquecida e que acabou esquecendo-se de si mesma.
Retomar o passado é duro demais, mas viver o presente como um figurante da própria história é mais massacrante ainda.
A velha história de Alice no País das Maravilhas se encaixaria perfeitamente, afinal de contas sou uma garota como ela, sem saber que escolha fazer, o que seria certo e o que seria errado? Arriscar demais ou se retrair demais?
Apostar todas as fichas ou sair do jogo antes mesmo dele começar?
E então a resposta se encontra bem onde tenho medo de tocar, o inconsciente de um sentimento não descoberto e não explorado. O amor? Não, amor é complexo demais, mas talvez o medo tivesse o que tanto procuro. O fascínio magnífico da descoberta e a aflição sobre o desconhecido.
Tenho medo de mim mesma mais do que tenho medo do mundo, pois sei que sou a única capaz de me destruir e não retomar o caminho de volta, tenho medo de mim mesma por que sei que os impulsos me tornam perigosa, tenho medo de mim mesma, pois sei que me importo, e se eu me importo é por que eu sinto, e se eu sinto, é por que sou vulnerável e nunca fui forte o suficiente para encarar a vida de frente.
E é isso a verdade sobre os seres humanos, medo de se arriscar, mas a vontade de viver, caminhos para percorrer, mas escolhas mal resolvidas. Desamores, saudades e arrependimentos, disso que somos feitos. Carne e osso? É apenas a matéria, mas se olhar para dentro, talvez seja mais surpreendente do que todo o resto.
– Se você nunca tentar, você nunca vai saber. – A voz de Irina ainda era fresca demais na memória, o seu sorriso irônico e os olhos verdes se revirando, como se estivesse acostumada com as mesmas lamentações e estivesse certa de que afinal de contas eu nunca mudaria, ela sempre sabida de tudo, e enquanto ela repuxava os cantos da boca esperando alguma resposta para a sua frase, me dei conta de que eu não sabia qual deveria ser, e que no fundo concordava com ela, mas não pretendia seguir frente e ir até Londres desenterrar uma história que nunca teve um fim, e que de fato não deveria nem ao menos ter iniciado.
Havia muitas palavras, muitas lágrimas e momentos que deveriam ser postos na mesa, mas eu ainda me perguntava se valia à pena rever tudo isso, talvez eu não estivesse mais tão pronta para isso como eu costumava estar, ou pelo menos pensava que estava, e talvez Zayn também não estivesse disposto a escutar, talvez ele nem ao menos se lembrasse de mim.
Quando eu era apenas uma garotinha, Zayn Jawaad Malik, o garoto extremamente lindo e integrante de uma banda britânica, era apenas o meu melhor amigo e costumava significar o mundo pra mim, mas as pessoas mudam, o tempo passou e a vida fez questão de nos separar. Eu não o via há anos e tudo o que sabia sobre sua vida era aquilo que saía em revistas e na TV, e ele, bom, duvido muito que ainda pense em mim.
Afinal de contas eu não era mais aquela mesma garotinha de Bradford que um dia foi sua melhor amiga, não era mais inocente e já não mantinha as mesmas promessas daqueles anos, e sabia que para ele era muito melhor não me ter por perto, eu não era mais uma pessoa boa e de fato eu nunca voltaria a ser.
E o para sempre, sempre acaba no final.
Notas finais
COMENTEM!
Haha
Beijooos :*:*
Ps: capa provisória, assim que tiver tempo arrumo uma melhor HSUAHSUA
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