Breakeven
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Tudo bem?
Bom, eu fiquei SUPER feliz ao ler os comentários, apesar de poucos, que super elogiavam e diziam que vocês já estavam gostando da fanfic, então, MUITO OBRIGADA MESMO, FOI INCRÍVEL LER ISSO! OBRIGADA SUAS LINDAS! ♥
Já tenho uma recomendação!? OMG, dedico então esse capítulo para a KidrauhlGirl, uma fofa que escreveu coisas incríveis pra mim, MUITO OBRIGADA pela recomendação LINDA que você escreveu, eu a-m-e-i cada palavrinha!!
Enfim, o capítulo ta bem misterioso por que todos esses segredos aí vão ser revelados ao decorrer da fanfic, então por favor tenham calma e não me matem! Hhahahah
Boa leitura!
Comentem!
Beijooos :*:*
Descobri que passei tempo demais lamentando pela verdade que me foi imposta e tempo de menos tentando mudar o imperfeito. Olhei demais para trás e esqueci-me de seguir em frente. E cabei por viver apenas alguns dias de uma eternidade inteira.
...
Meu coração estava acelerado, eu tentava não arfar alto demais, mas meus problemas respiratórios não estavam colaborando, estava espremida entre o grande pilar de concreto cor de creme e o riacho, sabia que se o Malik me visse estava definitivamente perdida, não teria para onde fugir e então ele ganharia de mim. Ouvi passos e ergui a cabeça, o garotinho estava correndo pelo extenso campo verde e vinha em minha direção com um sorriso estampado no rosto, o mais belo sorriso que eu já havia visto, arfei fechando meus olhos e sentindo as gotas de suor escorrerem pela minha face, me sentei no chão com cuidado, tentando não sujar o vestido de cetim que acabara de ganhar, o silêncio reinou no lugar, estava prestes a abrir meus olhos quando uma mão posou em meu ombro e logo ouvi a risada do garotinho, não pude deixar de rir junto, ele era tão adorável e encantador, meu melhor amigo, além de o mais bonito também era o mais incrível do mundo.
– Peguei você! – Falou entre risadas enquanto me erguia, e nos girava de um lado para o outro, eu não me lembrava de um dia ter sido tão feliz quanto estava sendo naquele momento, meu melhor amigo fazia minha vida perfeita, e com ele eu poderia ser tudo o que eu sempre desejei.
– Eu te amo. – Disse sinceramente, assim que ele me colocou no chão, o menino sorriu e nos abraçamos como nunca antes.
– Eu também te amo. Juntos para sempre?
– Isso, para sempre.
[...]
– Se você não acordar agora eu juro que te espanco. – A voz de Spencer invadiu o quarto inteiro, me fazendo pular da cama e sair de supetão do estranho sonho que estava tendo há semanas, arfei colocando as mãos na testa, sentindo meu estômago se revirar e a tontura vir à tona.
– Não precisava gritar, eu não sou surda!
– Eu não pedi a sua opinião, acordo vadias como bem entendo, e anda logo que eu não tenho o dia inteiro! – Berrou antes de sair do quarto e bater a porta, suspirei me jogando na cama outra vez e fechando meus olhos. Malik. Quanto mais eu desejava esquecer esse nome, mais ele vinha na minha mente, um fantasma antigo de um passado muito longe, ele que me lembrava o que eu costumava ser e que também me punia por ter mudado tanto, mas o problema era que “a outra eu” havia morrido, a garotinha não existia mais, nem ao menos em lembranças. Apenas sonhos vagos e confusos.
Sem vontade alguma de sair de casa ou até mesmo de continuar vivendo minha vidinha medíocre, e disposta a esquecer os malditos sonhos, levantei-me da cama e me arrastei até o pequeno e enfurnado banheiro que havia em meu quarto, joguei água na cara e me encarei preguiçosamente no espelho trincado à minha frente, olhos vermelhos, olheiras, cara amassada e roupa amarrotada, sabia que se Spencer me visse assim só pioraria as coisas, tinha que lidar silenciosamente com meus problemas e aparentar normalidade, sempre.
Fui me despindo e jogando as roupas no chão enquanto esperava a velha banheira se encher d’água, sentia minhas articulações doerem e o meu corpo inteiro se estralar, fruto de uma noite mal dormida, calmantes e drogas. O banho foi rápido e sem conforto algum, estava cansada e irritada demais para me acalmar, acabei por desistir de melhorar e saí da banheira me enrolando na toalha branca encardida jogada na pia, corri para o quarto e vesti uma roupa qualquer, logo carregando a maquiagem para esconder as marcas da noite anterior, estava quase pronta quando vi um vulto parar atrás de mim.
– Ivy vá logo, a Spencer vai te matar se você não aparecer na sala em cinco segundos. – Irina, a mais nova garota que morava naquele inferno, se encolheu no batente da minha porta, falava baixinho e me encarava com os olhos azuis miúdos, suspirei sentindo uma piedade gigantesca pela garota, aliás, a única pessoa pela qual eu tinha um tipo de sentimento bom, ela era tão ingênua e nova, não merecia viver o que eu vivi por tanto tempo e o que muitas outras garotas já viveram.
– Tudo bem, pode dormir no meu quarto, eu sei que você está com medo de ficar lá na sala. – Disse gentil, bagunçando seus cabelos de leve enquanto passava pela garota, ainda calçando meu all star velho e puído, passei pelo corredor cheio de roupas jogadas pelo chão até chegar à sala, que assim como o apartamento inteiro, era pequena, mofada e com pouca iluminação.
– Você vai fazer algum trabalho hoje? Sabe que tem que me trazer dinheiro, não importa se vai dar, roubar ou se vai ter algum trabalho digno. – Spencer, no jeito rude de sempre esbravejou as palavras enquanto dava uma tragada de cigarro e se agarrava com algum homem de barba mal feita e tatuagens pelo corpo, fiz careta de nojo, ela já era meio velha e o cara totalmente nojento.
– Vou ver o que faço. – Disse dando de costas e saindo pela porta da frente, sem nem ao menos ouvir sua resposta, procurei no bolso do jeans um cigarro e fiquei frustrada ao encontrar apenas cinzas e papéis de chiclete, soltei alguns palavrões e caminhei para fora do maldito prédio fedorento, minha vida já era uma grande merda e enfrentá-la sem nada para fumar, só piorava tudo mais ainda.
– Ivy! – Ouvi um grito atrás de mim, bem conhecia a maldita voz, mas não estava nem um pouco afim de responder, Cory, meu vizinho adolescente de 16 anos, loiro, olhos castanho claro e algumas espinhas no rosto, era metido a roqueirinho e um puta punheteiro que vivia correndo atrás de mim, o garoto era um imbecil e parecia não se tocar que eu era uma vadia, e que ainda que ele me pagasse, nunca conseguiria nada comigo.
– Vai tomar no cu! – Gritei ainda de costas, colocando meus óculos escuros e atravessando a rua, esperava encontrar algum lugar que vendesse cigarros que fosse longe o bastante dali, pelo menos assim não teria que aturar a voz irritante do garoto e nem encarar sua cara de adolescente vagabundo.
Caminhei pelas ruas movimentadas até chegar onde desejava, entrei na pequena lojinha fazendo um sininho bater, revirei os olhos com o barulho irritante e caminhei até o balcão, dando de cara com um homem velho, cabelos grisalhos e olhos azulados, ele lia um jornal e parecia totalmente alheio a minha presença, pigarreei duas vezes e tirei um bolinho de dinheiro do bolso, e então finalmente o homem pareceu fazer o favor de levantar o olhar para mim.
– Quero um maço de Bogart. – Disse sem mais rodeios para o homem, que me encarou de cima a baixo com uma sobrancelha erguida.
– Você tem idade para fumar? – Indagou ainda me encarando estranho, revirei os olhos já sem paciência alguma, puxei minha carteira e o mostrei a identidade.
– 18 anos, feliz? Agora passa essa merda logo! – Disse jogando o dinheiro em cima da bancada.
– Você é uma mal-educada que está acabando com a própria vida. – O velho resmungou finalmente me entregando o maço de cigarros.
– Adivinha só o que eu penso sobre isso fofo... Foda-se! – Disse em alto e bom som, virando de costas e partindo para fora da loja, batendo a porta assim que saí, puxei o isqueiro do bolso direito da minha jaqueta e tratei de acender dois cigarros de uma vez só, coloquei ambos na boca e me sentei no canto da esquina, a rua estava movimetada como sempre e agora as nuvens faziam com que o sol não batesse diretamente no meu rosto, respirei fundo sentindo o trago arranhar minha garganta, deixando a sensação já conhecida mais prazerosa depois de tanto tempo sem fumar.
Acabei por me levantar, peguei a dezessete com a nove e finalmente estava na rua principal, Times Square, não importava há quantos anos eu já vivesse na América e naquela mesma maldita cidade, eu nunca me acostumaria com a forma que Nova York era, nada ali combinava comigo, multidões de pessoas passando por mim apressadas, preocupadas demais com as suas vidas movimentadas para notar uma garota tão diferente de suas realidades como eu era. Até mesmo Londres era muito melhor, apesar de nenhuma delas, ou qualquer outra no mundo, se comparar com Bradford.
Caminhei entre as pessoas, tentando achar algum lugar para ir ou algo para fazer, e enquanto eu encarava os vários, gigantes e espalhafatosos telões e letreiros, me deparei com uma espécie de vídeo, onde apresentava uma banda de garotos que faria shows na cidade, parei de andar e fiquei encarando as imagens passando, cinco garotos arrumados e bonitos, garotos que eu definitivamente nunca conheceria e que de fato, deveriam ser apenar rostos bonitos produzidos para gerar dinheiro.
One Direction, um nome qualquer que instigava a minha curiosidade, mas eu não estava com a mínima paciência para descobrir algo sobre a maldita banda, acabei por dar mais uma olhada e virei meu corpo, seguindo meu caminho como se nada tivesse me parado, como sempre fazia.
As luzes fortes feriam meus olhos, o que me fez lembrar de mamãe, papai e Roxy, minha irmã gêmea. Nós costumávamos ir até o porto da minha antiga cidade ver o grande farol se acender durante a noite, guiando os navios e seus capitães, lembrei como costumava ser o momento mais divertido do dia, e como papai contava histórias, enquanto comíamos amendoins e tapávamos o rosto por conta das luzes fortes.
Uma infância perdida e esquecida, mas que nem por isso deixou de ser tão completa e fascinante. Sentia falta, falta de tudo. Dos momentos, do cheiro, do toque, sentia falta de Roxy, mamãe e papai. Às vezes conseguia diminuir os sentimentos e guardá-los dentro de mim bem guardadinho, mas na maioria das vezes isso só os tornou mais forte ainda e mais massacrante do que costumava ser, já fazia muitos anos desde que tudo aconteceu, desde que tudo mudou, mas para mim, a cada dia, parecia como um filme que se passou na noite anterior.
Lembrava cada sentimento, grito e angustia. O rosto de Roxy apavorado, mamãe sem esperança alguma e meu pai tentando parar o inevitável. O sangue, os tiros e os clarões. Fora nesse mesmo dia que eu descobri que a vida não era tão simples quanto parecia ser em meus livros de contos de fadas, também não era fácil e divertida como em minhas brincadeiras com Malik, a vida era e sempre seria uma grande filha da puta e que a partir dali eu estava sozinha nessa, ou melhor, apenas comigo mesma.
E enquanto virava mais uma avenida, acabei mais uma vez perdida em pensamentos com o Malik, sobre os sonhos que tenho tido ultimamente e sobre a nossa infância tão distante, tão perdida e incompleta.
Zayn.
Onde estaria ele hoje em dia? Ele pelo menos ainda se lembrava de mim?
Notas finais
HUM?? Haha
AMO VOCÊS ♥♥
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