Breakdown

1 Breakdown 1


Notas iniciais
Vamos lá ^^

Reita\'s Pov

Estava parado em frente ao portão de meu namorado, enquanto o esperava para irmos ao colégio. Meu pequenino era uma pessoa extremamente especial em minha vida, ele era meu companheiro, a pessoa que eu mais amava, que me completava em todos os sentidos e me fazia muito feliz.

Quando Ruki apareceu com um rostinho sonolento, não pude deixar de sorrir ao ver o quanto ele estava adorável naquele uniforme escolar... parecia que ficava mais lindo a cada dia.

Ah, pequeno... como eu te amo...

Corri ao seu encontro e o abracei apertado.

- Pára, Aki! Aqui na frente de casa não. Alguém pode nos ver.

- Me desculpe, chibi... – o soltei e passei as mãos no cabelo, um pouco envergonhado. Eu não conseguia controlar meus impulsos. Era mais forte do que eu... e eu simplesmente o amava demais para poder me segurar.

- Não precisa se desculpar, eu também estou louco pra te abraçar, mas sabe como são meus vizinhos, né? Se eles virem algo estranho, com certeza vão contar para minha mãe, e ela vai contar para meu pai... e eu não quero nem imaginar o que ele pode fazer comigo se descobrir que eu gosto de você.

- Eu não quero que você se prejudique.

- Melhor irmos, senão vamos chegar atrasados.

Era triste saber que não podíamos mostrar para todos o quanto nos amávamos. Tanto os pais de Ruki quanto os meus eram muito rigorosos e preconceituosos, e jamais aceitariam nosso relacionamento. Por essa razão, nós procurávamos disfarçar ao máximo, principalmente na escola, para não sermos alvo das maldades dos garotos. Eu não me importaria com as gracinhas ou coisas do tipo, mas Taka era sensível. Eu sabia que ele não saberia lidar com a situação e ficaria deprimido.

Caminhávamos em silêncio, enquanto o pequeno parecia estar longe, em seus próprios pensamentos.

- Taka, está tudo bem?

- Está. – Respondeu dando de ombros, sem ao menos olhar para mim.

- Mesmo? – Eu não estava convencido de sua resposta, eu sabia que às vezes ele escondia as coisas porque não queria me aborrecer.

- Sim, eu juro que está tudo bem... – ele me olhou, sorrindo e me segurei para não abraçá-lo e gritar que eu o amava.

Continuamos andando em silêncio, enquanto eu observava os carros que passavam na avenida.

- Sabe, Taka... meu sonho era te levar pra passear de carro.

- Um dia você me leva, Aki. – O pequeno me respondeu, sorrindo, enquanto sua mão encostava na minha, ambos fazíamos um esforço muito grande para não nos tocarmos, para não entrelaçarmos o dedos... e principalmente para não nos beijarmos.

Chegamos ao colégio e nos separamos. Fui conversar com meus amigos e Taka foi para direto para sua sala.

Na frente das outras pessoas, nos tratávamos com certa frieza. Não demonstrávamos nossos sentimentos, o que era praticamente uma tortura.

O horário do intervalo era uma das partes mais cruéis do dia. Eu tinha que ficar aturando meus amigos, enquanto eu observava meu pequeno de longe. Ele se sentava com seus amigos à mesa, comia e conversava com eles, sempre com um sorriso no rosto.

Às vezes eu o via lançar olhares para mim. Taka era muito ciumento e ficava bravo quando eu conversava ou abraçava alguma de minhas amigas.

Já cansei de dizer que eu poderia abraçar todas as garotas do mundo, mas meu coração era só dele. Assim como eu tinha certeza de que o dele era só meu.

Como todos os dias, o intervalo passou de forma demorada, assim como as demais aulas.

Finalmente saímos e eu fui na frente com meus amigos, enquanto Takanori ia atrás com seu grupinho.

Eu me sentia muito incomodado, porque eu sabia que uma das garotas do grupo gostava dele. Várias vezes ele me mostrou as cartas de amor que ela lhe enviava, e eu fazia questão de rasgar e picar todas elas na frente do meu pequenino.

Se o Taka não tivesse tanto medo de seus pais, eu juro que assumiria para todos meu sentimento por ele, sem me importar com as conseqüências que cairiam sobre mim.

Cada um de meus amigos seguiu seu caminho, e eu fiquei esperando por Ruki em uma esquina. Ele se despediu de sua turma, e veio até a mim, disfarçando, fingindo que eu era apenas um colega que morava próximo a sua casa.

Conversávamos sobre as matérias escolares, e sobre os professores que odiávamos e os que gostávamos.

Paramos em frente ao portão de sua casa e, antes de entrar, o pequeno olhou para os lados verificando se havia alguém e disse em voz baixa:

- Às três e meia no lugar de sempre.

Sorri de uma forma abobalhada e fui para minha casa almoçar e dormir um pouco, para que as horas se passassem mais depressa.

E às três e meia em ponto, lá estava eu, entrando em uma casa abandonada no fim de uma rua deserta, há umas quatro quadras de nossa casa.

Nos encontrávamos ali quase todos os dias para podermos namorar sem os olhares maldosos daqueles que nos cercavam. A casa era muito velha, havia mato por todos os lados, o acesso era difícil e ninguém ia ali.

O pequeno já estava no local, me esperando ansioso, e estava absolutamente lindo.

- Deus, eu não estava mais agüentando de saudades, Aki. – Ele me beijava com tanta paixão que eu podia sentir o quanto ele me amava e o quanto sentia minha falta... mesmo nos vendo todos os dias, não era sempre que podíamos nos encontrar às escondidas.

Taka fazia cursos três vezes durante a semana na parte da tarde, e à noite não podia sair de casa. Por isso, os únicos dias que ele tinha livre, nós aproveitávamos para ficarmos juntos.

- Eu também, chibi... – disse após separar nossos lábios, e segurei seu rosto em minhas mãos, olhando em seus olhos. – Eu não agüento mais ter que esconder a verdade de todos.

Ruki colocou suas pequeninas mãos sobre as minhas e seus olhos começaram a lacrimejar.

- Eu sei... mas eu tenho medo. Meu pai vai me matar se ele descobrir a verdade... pior que me matar, ele pode me afastar de você. Por favor, tenha um pouquinho mais de paciência, nós agüentamos tanto até agora...

- Sim, você tem razão, eu preciso ser mais paciente. – Sorri, tentando fazê-lo se sentir melhor. – Eu te amo muito e queria passar mais tempo com você.

- Eu sei... acima de todas as coisas, eu também amo você, Rei-chan... Por isso precisamos ter paciência, porque tenho certeza de que logo estaremos juntos. Daqui a alguns anos, nós vamos para a faculdade e vamos ser independentes. Aí sim, todo mundo vai saber a verdade.

- Qual verdade?

- Que eu amo Suzuki Akira. – Ele me disse com um sorriso extremamente doce em seus lábios, que me derreteu por completo.

Nos beijamos mais uma vez e depois nos sentamos no chão para conversar. Apoiei minhas costas na parede e o pequeno apoiou suas costas em meu peito, eu o abracei por trás e fiquei falando palavras carinhosas em seu ouvido, enquanto mordicava sua orelha levemente e sua pele se arrepiava.

Ficamos conversamos por muito tempo e não percebemos as horas se passarem. Só nos demos conta que já era tarde quando o celular de Taka começou a tocar. Ele olhou para mim, assustado, e atendeu o aparelho. Enquanto ele conversava com sua mãe, eu segurava sua pequena mão, que tremia e suava.

- Oi, mãe. – A senhora Matsumoto estava muito nervosa. Eu podia ouvir seus gritos mesmo estando a certa distância.

- (...)

- É que eu me distraí e esqueci do horário.

-(...)

- Me desculpe, mamãe. Eu prometo que isso não vai acontecer de novo.

- (...)

- Tudo bem, eu já estou indo pra casa.

O pequenino guardou o celular no bolso e me lançou um olhar de tristeza.

- Tenho que ir, Rei... sinto muito.

- Eu vou com você.

- Não! Alguém pode desconfiar, eu vou na frente.

O pequeno pegou um envelope grande de papel que estava no chão e me entregou.

- Eu fiz pra você, espero que goste.

- Taka...

- Eu tenho que ir agora. Até amanhã! – Ele me deu um beijo rápido e saiu correndo para sua casa.

Como eu odiava nossa situação... os pais dele não desgrudavam um minuto do garoto. Admirei-me que seu celular só tocou uma vez hoje... geralmente ele tocava cerca de quatro ou cinco vezes quando estávamos juntos.

Eu até entendo que sua mãe ficava preocupada, mas não precisava ser assim. Ele já tinha quatorze anos, não era mais uma criancinha.

Suspirei, chateado, e abri o envelope. Sorri ao ver que ele havia feito mais um desenho para mim. Takanori adorava desenhar, toda semana ele me entregava um trabalho novo. Eu já tinha uma pasta com mais de 30 desenhos seus.

Coloquei o papel no envelope com cuidado e com muito carinho, e voltei para minha casa. Eu estava me sentindo feliz por ter passado algum tempo com meu amor, mas ao mesmo tempo me sentia triste por nossa situação.

Na quinta-feira combinamos de nos encontrar mais uma vez, dessa vez um pouco mais tarde, porque a mãe de Takanori ia visitar algumas amigas e depois se encontraria com seu pai para fazer compras. Teríamos mais um tempinho para ficarmos juntos.

Eram quatro e meia quando nos encontramos. Já fazia dias que não nos tocávamos de uma forma mais íntima. Eu podia notar nos olhares que o pequeno me lançava, que ele sentia falta de minhas carícias.

- Aki... faz tempo que a gente não faz nada, né? – E eu estava certo. Meu baixinho realmente sentia falta do meu toque.

- Ah, é? – Me fingi de desinteressado, para provocá-lo um pouquinho.

Uma expressão de descontentamento se formou naquele rostinho que eu adorava beijar, e ele cruzou os braços, deixando um suspiro pesado escapar por seus lábios.

- Você não sente falta de estar comigo?

- Eu estou com você todos os dias, Taka.

- Não se faça de idiota, Akira! Você sabe muito bem do que eu estou falando. – Quando ele me chamava de Akira, era porque ele estava irritado. Eu adorava deixá-lo nervosinho.

Eu não agüentei e tive que rir.

O pequeno me deu um tapa na cabeça e me xingou de todos os nomes que lhe vieram em mente. Depois, passou seus braços em volta de meu pescoço e me deu um beijo gostoso.

Eu mordia seu pescoço, enquanto suas mãozinhas arranhavam minhas costas por baixo da camisa.

Apertei seu membro de leve, e ele gemeu e me arranhou mais forte.

Tirei sua camiseta e o deitei naquele chão sujo. Eu não queria isso para meu amado... gostaria de levá-lo para minha cama e dar todo o conforto que Taka merecia.

- Taka... você quer mesmo fazer nesse chão imundo?

- Eu não me importo, contanto que estejamos juntos. Eu só quero estar com você Aki, não importa onde. Por favor... continua...

E ouvindo sua doce voz pedindo para que eu continuasse, voltei a beijá-lo. Beijava sua pele macia e pálida, e ele acariciava minhas costas.

Ele separou seus lábios dos meus e disse sorrindo.

- Escuta.

- O quê?

- O barulho da chuva... está chovendo Rei-chan! – Seus olhinhos brilhavam tanto, que eu não sabia se continuava a beijá-lo ou se ficava olhando para seu lindo rostinho. Felizmente eu não precisei escolher, e ele fechou os olhos e continuou o beijo que ele mesmo havia interrompido.

Tirei suas calças e em seguida minhas roupas. Depois, espalhei o óleo que eu mesmo trouxe em meu membro e fizemos amor... amor ao som da chuva, como ele sempre havia sonhado.

Dentro da casa, os sons de nossos corpos, seus gemidos, o toque quente de suas mãos em minhas costas, enquanto eu o penetrava com desejo.

E lá fora, a chuva estava mais intensa, assim como minhas estocadas, e meu pequeno pedia, implorava por mais. O suor escorria por todo meu corpo, eu queimava, ardia com o desejo de lhe proporcionar mais prazer... o cheiro de sexo no local abafado, os gemidos... tudo contribuía para que ambos fossemos à loucura.

Eu não conseguia mais agüentar e liberei todo meu líquido dentro dele, que também gozou logo em seguida.

Observei por alguns instantes a imagem daquele garoto que eu tanto amava. Seus olhinhos fechados... a pele que, antes branca, agora era avermelhada... seu peito que subia e descia rapidamente, enquanto o ar de seus pulmões escapava por seus delicados lábios...

Eu estava tão feliz por proporcionar esses pequenos momentos de prazer ao meu amado, mas ao mesmo tempo nossa situação me entristecia. Eu não queria ter que escondê-lo, ter que fingir ser outra pessoa. Até quando viveríamos assim?

Deitei-me ao seu lado no chão sujo e puxei o pequenino para se aninhar em meu peito. Ele me acariciava enquanto prestava atenção na chuva torrencial que caía há mais de uma hora.

Estávamos ambos muito cansados e acabamos adormecendo ali mesmo. Fui acordado repentinamente quando Taka se levantou num impulso e correu até a janela.

- Meu Deus! Já escureceu! Que horas são?

Olhei no celular e me assustei. Já passava das oito da noite, e os pais de Taka com certeza iriam brigar com ele... Droga.

- São oito e vinte e cinco, amor.

- Ai meu Deus! E agora?

- É melhor você ir pra casa.

- Não dá, está chovendo demais. E agora? O que eu faço? Meu pai vai me matar!

Fui até a janela e realmente pude ver o quanto chovia. Era impossível sair dali naquele momento.

- Ru-chan, é melhor ligar pra sua casa. – O pequeno pegou seu celular no chão, ao lado de suas roupas e me olhou desesperado.

- Não tem sinal!

Peguei meu aparelho, que também estava sem sinal e andei por todos os cômodos da casa vazia. Nada.

- Calma, meu amor. – Apertei levemente seus ombros, e em seguida fiz um leve carinho em sua bochecha. Ele já estava chorando. Ruki tinha muito medo de seu pai. – Por favor, não chora... vai ficar tudo bem.

- Não vai ficar, Aki! Meus pais pensam que eu estou em casa... pensei que ia dar tempo de voltar antes deles.

- Talvez nem eles tenham chegado... vai ver eles ficaram presos em algum lugar por causa da chuva forte.

- Será? – Ele apertava as próprias mãos, nervoso.

- Eu espero que sim.

- Estou com medo... – ele me abraçou apertado, e a única coisa que eu podia fazer era alisar seus cabelos.

- Vai ficar tudo bem, pequeno.

- Acho que eu vou embora.

- Nessa chuva? Você ficou maluco? Como você vai conseguir chegar até sua casa?

- Eu dou um jeito. – Ele se desfez de meu abraço e pegou suas roupas que estavam no chão, se vestindo rapidamente.

- Me desculpa, Aki...

Continua:

Notas finais
Eh pessoal, eu sei que sumi mas já expliquei meus motivos.
A atualização pras demais fics vai demorar um pouco, ou talvez não. Tudo vai depender dessa cabeça oca aqui, mas enfim, como essa fic eu comecei a escrever ano passado e já terminei eu vou postando só pra não perder o costume.
Vou ir postando um capítulo por semana e se eu conseguir posto 2 por semana ok? Num prometo nada hehe
Bom, comentários são sempre bem vindos né? ^^
Me digam oque acharam do primeiro capítulo, ok?
Brigada quem leu e sempre lê minhas historinhas

Saudades de todos vocês ;-;