Cap. 8 — Dia de Sol
Pdv Milly

Minha sorte foi que fiz com que Nanda e Nessie não ouvissem minha conversa. Fiz as duas dormirem por alguns minutos...Oh, céus! Aquele homem é puro pecado! Não posso negar que minha vontade de beijá-lo naquele instante era enorme! Mas vou me segurar. Quero que ele deseje-me tanto o quanto eu o desejo.

***

Acordei com uma luz forte em meu rosto... Resmunguei e virei-me para o outro lado. Espera! Levantei num pulo e corri para a janela. Dia de sol em San Marino!? Isso sim é novidade!

Comecei a dar pulinhos de alegria e corri para o banheiro. Tomei banho cantarolando algumas musicas — tudo misturado ( green day; evanescence; linkin park... ) — Terminei o banho e fui para meu closet. Coloquei um short jeans, camiseta do Systen of a Dawn e calcei meus allstar brancos. Peguei minha mochila e meu celular...

Oopss! Se está sol, significa que meus pais e tios não poderão ir hoje. Então irei sozinha! — ri sozinha e só faltei dar outros pulos.

Desci as escadas com um bico enorme. Meus pais estavam na sala e olharam-me preocupados.

- Está sol, terei que ir sozinha. — falei fazendo-me de triste.

- Oh, filha, não se preocupe. — minha mãe falou vindo até mim e deu-me um abraço carinhoso — Você ficará bem.

- Sim, Milly, será facil. — meu pai falou e respirei fundo.

- Como irão? — Nanda perguntou descendo as escadas ao lado de tio Jas.

- Nessie vai na moto de Jacob. — Bella falou e tio Edward bufou enciumado.

- E você, Nanda? — perguntei.

- Esqueceu que hoje não tenho aula? — ela falou sorrindo.

- Filha, se quiser posso apenas te levar. — meu pai falou e neguei...

- Se quiserem, eu a levo. — Damon falou entrando na sala.

- A leva? — meu pai, minha mãe e Nanda perguntaram surpresos e eu sorri.

- Sim, estou sem fazer nada mesmo. — ele falou dando de ombros.

- Ah, tio, obrigada! — falei fazendo-me de animada — Sabe, odeio ir sozinha.

- Tudo bem então. — minha mãe falou — Boa aula, filha.

- Obrigada, mãe. — sorri grata.

Stefan, que descia as escadas e tinha ouvido parte da conversa, ficou olhando sério e pensativo para Damon. O mesmo nem deu-lhe atenção e se dirigiu para a porta.

- Vamos, Milly? — ele perguntou-me e assenti.

Despedi-me dos outros e fui para a porta. Damon abriu a mesma e passei dando-lhe uma piscada lenta. Andei em direção seu carro e ele veio a minha frente, abrindo-me a porta. Entrei no carro e ele prendeu o cinto em mim, olhando-me irônico. Fiquei séria e depois fiz-me de confusa. Damon entrou no carro e lhe deu a partida.

Comecei a ficar impaciente com o silêncio. Olhei para o porta-luvas e depois para Damon.

- Permite-me? — pedi e ele deu de ombros. Abri o porta luvas e vi a coleção de cds. Eram todos de Metallica. Em fim achei um que preste. Foo Figther. Peguei o cd e coloquei no rádio. Comecei a cantar junto com a musica — Best of you -, Damon olhou-me sorrindo e depois voltou a olhar para frente.

- Ah, qual é? — falei brava — Cante comigo! — pedi e ele riu negando.

- Minha voz é bela de mais para ser exposta do nada. — deu de ombros e ri.

Voltei a cantar e depois ele olhou-me malicioso.Dei de ombros e sorri.

- Por que se controlar? — perguntei parando de cantar e ele olhou-me óbvio — Minha idade não diz nada. — sorri e ele negou — Tudo bem então. — dei de ombros — Mas pense... Ficará na minha casa... Seu quarto é ao lado do meu... Minhas roupas o deixa louco... Tem certeza de que conseguirá resistir por muito tempo? — ele voltou a olhar a estrada e sorri.

- Você faz de propósito. — acusou e sorri.

- E você só agora percebeu? — falei incrédula e ri — Ah, tio Dam! — fiz-me de dócil e ri mais — Isso não cola, sim?

- Para sua família cola. — deu de ombros.

- Não é bem assim. Para eles eu sou assim! — disse óbvia e ele sorriu — Agora, para um cara que tem experiencia em várias mulheres... Você é muito lerdooo! — revirei os ollhos e ri.

- Não, Milly, só estou te respeitando. — foi convicto.

- Essa noite você quase...

- Quase! — interrompeu-me — Quase, eu não lhe fiz nada!

- Não estou dizendo o contrário. — sorri e coloquei minha mochila no banco de trás — Mas duvido que você pararia. — ri e ele negou mas um pouco pensativo.

- Mas não chegaria a lhe fazer nenhum desespeito. — olhou-me sério — Por mais que tenha praticamente 17 anos... Você só tem seis anos!

- Ah, pare de me lembrar disso. — revirei meus olhos — Já sei muito bem o que estou fazendo!

- Está bem, Milly. — olhou-me sério e continuei sorrindo — O que quer?

- Por enquanto nada. — sorri de lado e ele respirou fundo, voltando a prestar atenção na estrada. Olhei para onde estávamoa e falei: — Entre nessa rua. — pedi e ele entrou na rua a esquerda. Damon olhou-me confuso — Pare o carro. — estávamos numa rua sem saída. Tirei meu cinto de segurança e ele olhou-me mais confuso.

- O que estamos fazendo aqui? — perguntou confuso e sorri maliciosa.

- Foi você quem me trouxe. — dei de ombros.

Num rápido movimento meu, eu já estava sobre Damon, com uma perna de cada lado seu. Damon ollhou-me assustado e sorri colocando meus cabelos para tras. Ele negou e ri.

- Sim, Damon! Antes dele falar ou protestar algo, colei nossos lábios imediatamente. Fechei meus olhos e mergulhei naquela sensação maravilhosa.

O beijo foi acelerando mais e mais. Damon segurou-me na cintura e trouxe-me para mais perto dele. Eu sabia que ele queria, mas nunca pensei que ele cederia tão rápido!

Damon empurrou-me para o volante e aproximou-se de meu pescoço. Ele deu-me uma leve chupada e senti uma das melhores sensções de minha vida. Uma de minhas mãos coloquei na janela e a outra ao lado do porta luvas. Damon foi beijando meu pescoço e subindo para meu pescoço. Nunca senti isso. Mas deu-me vontade de gritar, de gemer e de rir. Meu coração batia frio. Os lábios dele foram de encontro aos meus e suas mão foram para minhas costas — por dentro da camiseta. Neste mesmo instante senti as mãos dele se aproximarem de meus peitos. Parei tudo que estávamos fazendo e ele olhou-me confuso.

- Isso foi só uma amostra grátis. — falei ofegante e lhe dei um forte chupão no pescoço, fazendo-o gemer meu nome.

Sai de cima de Damon e ele fechou os olhos, ficando pensativo. Arrumei-me no espelho e peguei minha mochila. Abri a porta e ele segurou meu braço.

- Onde você vai? — perguntou-me e sorri.

- Oras, para a faculdade. — dei de ombros e apontei para o grande prédio a nossa frente. Esse era o prédio do fundo, na qual poucas pessoas iam — Obrigada pela carona, tio Dam.

Desci do carro e andei em direção as duas grandes portas de madeira. Abri as mesmas e entrei no grande e escuro prédio. Atravessei um grande salão vazio e passei pela entrada. Logo encontrei-me com vários alunos. Sorri sastisfeita e subi as escadas.Oh, happy day!

***

- Oi, Milly! — Zacky cumprimentou-me feliz.

- Oi, Zackie! — fui no mesmo tom e sentei ao seu lado — O que conta de bom?

- Ah, quase nada. — deu de ombros — Meus pais estão pensando em nos mudarmos para Tompsonn...

- Por quê? — fiquei triste, ah, gosto de Zacky, ele é um amigo bem legal.

- As aparencias. — disse e concordei — Faz dois anos que estamos aqui, sabe?

- Entendo. E quando vocês vão?

- Dentro de cinco ou seis meses. Só esperaremos meu pai terminar tudo no hospital e partiremos.