Break Her Heart

12 The only way a woman is gonna want a man


Afastei meu rosto, rindo. Ela estava com ciúmes, percebi. Não, não era a bebida, era fato. Mulheres são seres místicos. Adorava me ver sofrer. Era o que parecia.
A cada vez colava mais e mais sua cintura na minha, senti que ela estava me pressionando. Um beijo e eu me renderia.
- A Kiss and I Will Surrender — ela disse, no ritmo da música, afastando-se um pouco de mim, rindo.
Puxei-a pela cintura e pressionei meus lábios sobre os dela. Sorriu entre o beijo, me segurou mais forte e correspondeu o beijo intensamente.
Parti o beijo, de propósito, confesso. Ainda rindo, me afastei dela, fui ao banheiro.
Observava meu rosto no espelho embaçado. Confesso, minha aparência estava péssima. Mas havia uma esperança dentro de mim, eu estava feliz de vê-la rastejar sob meus pés. Era isso, rastejar sob meus pés.
No dia seguinte, fiquei sabendo que Julie brigara com o namorado, pois havia chegado tarde em casa, ou algo do tipo. Realmente? Não me importei em saber. Era o que eu queria.

Duas semanas após o ocorrido, promovi uma festa em minha casa de praia. Na realidade, foi de propósito. Quero dizer, fiz isso para ver Julie lá, olhando pra mim, desejando-me mais do que tudo. Eu sabia que ela ainda me amava, talvez não me amasse, mas sentia algo forte por mim. No momento, não importava-me em saber, confesso. Só sei que aquilo fez uma chama acender-se em meu coração. Eu teria ela de volta em meus braços, disso, eu tinha certeza.
Michelle? Eu realmente não a dispensaria. Estava no maior amasso com ela, quando Julie pigarreou a minha frente e eu ri.
- Oi, Julie.
- Oi, Joel. Namorada nova? — perguntou, ríspida.
- Erm, é? — perguntei à Michelle, ela riu escandalosamente — É.
- Hum — ela indagou, como se pedisse que eu me explicasse.
- É, Julie, namorada nova. Aliás, fiquei sabendo que terminou com o John, hum?
- Ah, sim — sorriu fraco.
Virou as costas e sentou no sofá vermelho que havia perto do banheiro. Para ser mais especifico, o sofá da jossa. Todos os sem pares e traídos (ou algo do tipo) iam pra lá e ficavam olhando o nada; drástico.
Dançava animadamente com Michelle, aquela garota me surpreendia cada dia mais. Sabia provocar, e eu, homem, me rendia a qualquer encanto seu, fato.
Peguei uma bebida e caminhei até Julie, as pedras de gelo batiam agressivamente na parede do copo, chocando-se com o liquido; o que formava uma batida agradável.
- Está tudo bem?
- Eu estou bem — sorriu fraco, ajeitando-se no sofá.
Sacudi mais um pouco o copo, ela, nervosa, puxou um cigarro de dentro da bolsa. Acendeu-o e tragou-o nervosa.
- Hey, vem cá — disse, puxando-a para meu ombro.
- Hum — sussurrou, fraquinho.
- Tudo bem, eu estou com você.
Ela me olhou e fechou os olhos. Toquei-lhe as bochechas, como era bom poder tocá-la novamente. A pela macia, as feições delicadas e rosadas. Parecia um sonho, feito de algodão. Concluí que estava obcecado.
- Volta pra mim, Joel — ela disse, senti uma lágrima quente chocar-se com minha mão em seu rosto -. Volta pra mim. Eu errei, me perdoe. Eu, só queria poder voltar no tempo, sei lá... Eu e John fomos um erro, eu...
Beijei-a. É incrível como as mulheres falam. Algumas, quero dizer. Michelle sabia ficar quieta na hora certa, isso era impressionante. Julie? Apenas correspondeu ao beijo. Ela estava mais desesperada do que eu.