Break Her Heart

13 Is breaking apart her heart


Dois dias após o fato, fui até o apartamento procurá-la. Domingo, seria perfeito para irmos almoçar em algum restaurante, de frutos do mar, quem sabe.

- Oi, Joel — falou, abrindo a porta.

- Oi, Julie — não a beijei, nem sequer no rosto, ela ficou chateada, percebi.

- Você ainda tem coragem de olhar na minha cara? – cu doce.

- O quê? — estourei, homens inúteis, é isso que somos.

A pessoa te larga do nada, aí fica com ciúmes, implora pra voltar e depois faz uma peça lhe condenando as oitenta chibatadas. Eu, realmente, não entendo.

- Olha aqui — segurei-a fortemente pelo braço, minha intenção era, realmente, machucá-la -, você acha que a única pessoa que existe no mundo é você? Primeiramente, a vida é minha, eu faço o que eu quiser. Nós não estamos namorando, estamos? Aliás, eu não sabia disso. E você me larga do nada, fica por aí com o outro e depois corre pros meus braços. Bela história de amor, não? Quer saber? Se fode, Julie — gritei — Você não vale nada, vagabunda.

Como ela chorou, senti-me mal, eu ia chorar ali, na frente dela. Se contorcia como da primeira vez que brigamos, ela estava totalmente na jossa. Senti ódio de mim mesmo, machucara-a, destruíra-a, mas não podia ficar calado. Não como fizera antes, não como fizera e acabei sofrendo horrores por isso.

- Me larga Joel — implorava, contorcendo-se -, por favor, me larga.

Segurei-a pelos dois braços e a beijei, beijei seus lábios, quentes, chorava como nunca havia visto antes, beijei seu pescoço, deixando fortes barcas, beijei sua testa, dessa vez em um gesto carinhoso. Passei meu polegar sobre suas bochechas pálidas e fofas. Empurrei-a de leve e saí.