Break Her Heart
6 And when you see him with her, he doesn't even care at all
- Onde você tava? — perguntou ele, abraçando-a e acariciando sua cabeça.
- Falando com ele — ela disse, baixo, pude ouvir de qualquer forma.
- Ele te machucou? — disse, segurando o queixo dela e encostando o rosto no dela.
- Não — ela falou, sorrindo com o toque dele -. Mas... Você tinha me prometido.
- Ah, sim — ele riu -. Vamos então, criança!
Vi os dois entrarem no carro rindo juntos. Corri até a praia, peguei meu moletom que havia deixado lá e saí atrás deles, com minha BMW. Um pub. Pelo jeito eles só queriam diversão mesmo. Coitado dele, senti pena.
Estacionei o carro e entrei no local logo após eles. Uma garota já vinha em minha direção e se atirava em mim. Sorri fraco e a empurrei de leve. Procurei por Julie e a avistei em uma mesa próxima ao balcão. Coloquei o capuz do meu moletom e me dirigi até lá, pedindo um drink para o barman.
- Jesse disse que vocês não iam gravar um novo single — ela falava rindo, bebendo um gole da vodca que ele pedira. "Então o infeliz tinha uma banda" Ri sozinho com isso.
- O Jesse é doente. As pessoas gostaram sabe, Summer Nights foi bem elaborada. Acho que será um bom single.
- Hum — ela disse, chegando mais perto dele -. Acho que temos coisas mais interessantes para fazer do quê ficar falando sobre o Jesse, certo? — a última coisa que vi foi o sorriso malicioso dele e suas mãos pressionando fortemente suas coxas.
Levantei da bancada furioso. Sentei-me novamente e pedi mais uma dose de uísque. Tomei tudo em um gole só e continuei a observar eles. Ela sorria entre o beijo, ele continuava precionando-a e isso me incomodava. Separam-se ofegantes e rindo, ele olhou em direção ao barman e pareceu notar minha presença. Sorriu pra mim e voltou a dar atenção a ela.
Saí dali. Não me importo com ela. Porque me importaria? Dirigi em direção ao meu apartamento. Passei um sinal vermelho, sem querer. Parei o carro na frente do prédio e encostei a cabeça no volante. Meu cérebro latejava e eu não conseguia formular um pensamento. Eu estava mal, eu estava furioso. Quem ela achava que era?
- Benji — disse, sorrindo fraco. Meu irmão, meu belo e velho irmão. Talvez ele fosse tudo o que eu precisasse naquele momento. Sabia que estaria sempre comigo, que sempre estaria pronto para me ajudar quando precisasse.
- Joel! — ele exclamou, me abraçou forte. Senti falta dele, senti falta dos velhos tempos. As coisas costumavam ser melhores e mais fáceis -. Meu irmão! Como você tá, cara?
- Han. Bem, estou ótimo — disse. Ele não era obrigado a escutar meus problemas.
- Ora, vamos — ele disse rindo, mas mudando de expressão rapidamente -. Diga-me o que tem e poderei ajudá-lo — sorriu, aquele sorriso confortante que eu costumei ter por toda minha vida.
Ele abriu caminho e me deixou passar. Indicou o sofá, dirigiu-se até a cozinha e voltou com dois copos de café. Entregou-me um e ficou me observado. Ri da cara dele.
- O que foi? — ele disse rindo, também.
- Você não costumava ser tão prendado — disse apontando os cafés.
- Ah, Sophie sempre fala que não sou eu quem faz o café, é a máquina — ele disse sorrindo e olhando para o colo -. Mas eu discordo — ele riu, ri junto com ele. Meu irmão fazia qualquer problema parecer fraco e sem importância. O sorriso dele era mais forte do que qualquer coisa para mim.
- Discorda é? — disse, questionando-o.
- Exatamente — ele afirmou com a cabeça, ainda rindo, mas calando-se por um instante -. Sabe, eu tenho o trabalho de esticar meus músculos para alcançar o café no armário de cima. E o trabalho de colocá-lo lá. Além do mais, a cafeteira não trabalha sozinha. Sou obrigado a colocar açúcar nas xícaras e ainda entregá-las ao visitante — ele fez uma cara de ponto de interrogação impagável, ri da expressão dele.
- Hum.
- Erm, bem. Desculpe-me, Joel. Não foi uma boa piada — ele sorriu. Colocou sua mão em meu ombro e me olhou no fundo dos olhos, senti-me mal com aquilo -. O que você tem? Você está tão triste. Queria animá-lo, mas sei que não sou bom nisso — riu, mas continuou, não deixando-me o interromper -. Que diabos aconteceu com você?
- Julie — falei, baixinho. Não adiantava enrolá-lo, eu sempre acabava falando a verdade mesmo -. Ela terminou comigo — não falou nada, queria que eu continuasse -.
Levantei e caminhei até a sacada do apartamento. Pelo ao menos, nosso trabalho serviu para alguma coisa. Um belo apartamento, o deles. Uma linda e enorme sacada, frente ao mar, uma vista deslumbrante para a praia mais cobiçada de Los Angeles. Debrucei-me sobre a grade da sacada e fiquei observando o movimento dos carros lá em baixo, já era tarde, mas o movimento era intenso e luzes de diversas cores piscavam lá em baixo. A lua no céu brilhava como nunca. Senti Benji ao meu lado.
- Eu e Julie costumávamos observar a lua — sorri.
- Sinto muito — ele disse -. Vocês discutiram?
- Na verdade não — eu falei, cabisbaixo -. Terminou comigo porque quis. Não fiz nada a ela.
Não falamos mais nada durante aquela noite. Ele me entendia com o olhar, era incrível como eu podia contar com ele sempre que precisava. Dormi lá, o sofá dele me pareceu muito mais confortável naquela hora. Minha casa estava imunda e haviam fotografias minhas e de Julie espalhadas por todo canto.
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