Break Her Heart

7 As she follows him around like you follow her around


Uma semana e eu estava atrás deles novamente. A cada dia que eu acordava, a cada dia que eu via o sol nascer, eu lembrava de Julie. Lembrava de nossas viagens, de nossas brincadeiras, de nossas palavras de amor. Por mais que meu coração soubesse que ela não prestava e que eu não deveria entrar em depressão por ela, eu não conseguia esquecê-la.

Era como álcool. Você tenta largar seu vício mas ele permanece lá, porque você consumiu muito dele e seu organismo se acostumou e precisa disso.

Dia dos Namorados. Devia estar com meu irmão, comemorando com ele e Sophie, eu sei. Mas algo me dizia que eu precisava vê-la. Acelerava meu carro ansiosamente, devia estar dirigindo a uns 140 quilômetros por hora. Estacionei o carro em frente ao prédio dela, sentando-me sobre o meio-fio da calçada. Fiquei lá, por horas talvez, apenas fitando a porta giratória que havia logo do outro lado da rua, esperando que ela girasse e Julie saísse dali, correndo para os meus braços.

Vi ela e o tal John saírem de mãos dadas, abraçados. Ela estava tão linda. Senti vontade de correr e abraçá-la, beijá-la e senti-la ao meu lado. Talvez fosse meu único desejo naquela hora, talvez não. O fundo do meu coração torcia para que um carro passasse em cima deles naquele momento, quando atravessaram a rua. Do contrário, ela desvencilhou-se dele e saiu saltitando. Ele correu atrás dela e a pegou no colo, rodopiando-a e beijando-a em instantes.

Nunca tivemos um Dia dos Namorados. Pensar em que naquele dia poderíamos estar juntos, sentados no tapete da minha sala, fazia-me ter vontade de chorar. Mas eu não fiz isso. Não chegaria a tanto. A culpada era ela, só ela e mais ninguém. Ao menos, era o que eu achava.