Brave Sand World

27 Mentiras e Decições


Notas iniciais
Hey Girls, estou de volta dos mortos depois de vários dias!! Sim eu continuo viva e muito bem, apenas um pouco cansada. Bom, eu tive dois pequenos problemas que me impedirão de escreverPostar nos últimos meses (pra falar a verdade não sei quanto tempo ausente KKK') Então... eu tive um TCC ou algo parecido, do meu curso de Inglês. Fiz dua provas, uma escrita e a outra oral para tentar garantir o meu diploma internacional (olhaquechique) Não sei se passei ainda, só vou receber o resultado daqui algum tempo, indeterminado. A e claro, como vocês sabem (ao menos eu acho que cheguei a contar pra vocês) eu uso óculos e tenho miopia. O drama começou com apenas uma consulta de rotina que virou um transtorno, a minha médica estranhou o fato do meu grau ter aumentado muito e me enviou para um especialista que me indicou a outro especialista, que me fez um exame chamado de "Mapeamento de Retina" e me privou de usar aparelhos eletrônicos em excesso durante um tempo. Eu realizei o exame e esperei alguns dias pelo resultado e o especialista em garantiu que não havia nada de errado. Refiz meus exames de rotina e realmente meu grau havia aumentado, mas não tanto. Tive de me acostumar com o novo grau e então quando achei que tudo estava bem PUFF, eu acabei dormindo com o óculos no rosto e o quebrei magicamente. Ai eu tive de encomendar outro óculos que para a minha infelicidade atrasou na entrega e eu fiquei cega durante quatro dias. Maaaaaaaaas agora esta tudo bem outra vez, estou de óculos novinhos e com a cabeça cheia de ideias para minhas historias. Espero que gostem desse capitulo e ate o próximo♥

New York City- USA

Torre Stark

Quando a dor excruciante vibrou por seu corpo, Abigail se viu completamente sozinha.

Apertou a barriga enquanto tentava inutilmente se manter o mais calma possível, estava a tempo de mais escondida do mundo, não poderia deixar aquela torre e ir a um hospital. Abigail Stark estava morta a mais de vinte anos e deveria continuar dessa forma.

— Esta tudo bem — disse a si mesma quando seus pés tocaram o chão. — Isso vai acabar logo.

Arrastou os pés sobre o assoalho sentindo as contrações rasgarem-na por dentro em dores quentes.

— Senhorita Stark, deveria chamar um médico? — a voz doce de Sexta-feira ecoou pelo comodo.

— Sim, algum médico da SHIELD — disse quase sem folego. — Não, chame o Nick, ele vai saber como resolver tudo.

— O senhor Fury ja esta a caminho — anunciou apos alguns segundos.

E novamente ela se viu sozinha. Se coração as pedaços pelas mentiras contadas, pelo passado escuro que lhe negaram, pelas atrocidades que havia cometido. Steve, Tony e o próprio Fury haviam escondido dela, coisas das quais vinham lhe atormentando. Sexta-feira vinha sendo uma boa ajudante, escondendo suas inúmeras pesquisas desde o inicio daquela semana. Desconfiava que as explosões, o sangue e os gritos não eram apenas sonhos, ou lembranças guardadas da segunda guerra. Não, nunca havia sido sobre aquilo. Mas o que antes se parecia com uma pagina em branco se tornou seu pior pesadelo. As lembranças que por algum motivo haviam lhe deixado, voltaram em uma enxurrada de imagens que se conectavam. As pessoas que havia matado, o sangue em suas mãos e as infinitas noites que passou ao lado do Soldado Invernal. Se lembrava da dor, do medo e do desespero, do sangue empapando seu cabelo e depois de ter sua vida roubada, ter sido obrigada a servir ao que por tantos anos lutou para combater.

Traiu Steve, traiu Howard, Peggy e todos aquele que deram sua vida pelo fim da Hydra. Traiu a si mesma. Sentiu o peso da culpa em seus ombros e apos cada lembrança trazida de volta, tinha a duvida de se sua pequena Nina era de Steve.

Olhos verdes e não azuis. Era isso que via em seu sonhos.

Verdes e não azuis.

Fechou os olhos com força sentindo as lagrimas acumuladas escorrerem por seu rosto, apoiou-se sobre a bancada de mármore do bar e esperou pela próxima contração, que vinha acompanhada pelo rompimento de sua bolsa. Nina estava vindo e Abigail se via tão sozinha quanto na noite em que perdera Stella.

Fury então surgiu por entre as portas de metal da entrada. Trazia com sigo um grupo de três pessoas e um rosto retorcido em preocupação.

— Levem-na, Stark preparou uma ala completa para isso — informou vendo os dois homens de jaleco branco ajudarem-na a caminhar para dentro da caixa de aço. — Abigail, como esta se sentindo?

— Estou bem — sussurrou sem ao menos encara-lo.

No fim ela queria que aquilo acabasse logo, que tudo tivesse um ponto final. Queria saber o porque das mentiras e acima de tudo queria a verdade. Pensou em confrontar qualquer um deles, mas não encontrou a hora certa.

Quando a ampla e bem equipada sala se revelou Bucky ja a esperava e aquilo serviu apenas para deixa-la mais apreensiva. Temia por ela, temia por Nina, pois a certeza de que ela pertencia a ele a perturbava. Com ajuda subiu na maca e agarrou os dedos de Bucky buscando nele apoio. O brilho pálido em seu olhos mostrou a ela que talvez ele achasse o mesmo que ela. A calcinha encharcada deixou seu corpo enquanto suas pernas eram apoiadas e um suporte.

— Vou checar sua dilatação — disse o médico.

Sentiu uma leve pressão entre suas pernas e fechou os olhos respirando fundo, a dor era forte ainda, mas em nada se comparava as choques daquelas malditas maquinas que lhe fazia queimar o cérebro. Se viu presa e sem forças.

— Vamos precisa fazer força — avisou Bucky apoiando sua mãos biônica na grade ao seu lado.

Abigail assentiu, sentindo todo o calor de seu corpo se concentrar em seu ventre. Empurrou com o máximo de força que conseguia, apertando a mão de Bucky, que insistia em segurar.

— Faça força senhorita Stark — mandou a enfermeira que ela ao menos havia visto adentrar a sala.

— Estou tentando.

Soltou a mão de Bucky agarrando a grande e empurrando com ainda mais força que antes, sentiu o aço dobrar-se entre seus dedos.

— Estou vendo a cabeça — avisou o médico.

— Vamos Abigail, não desista agora — disse Fury fazendo-a abrir os olhos em um rompante.

Encarou o homem negro e deixou que seus olhos escuros refletissem toda a frustração e o medo que possuía daquele momento. Por alguma razão ele desviou o olhar e Abigail se concentrou em fazer ainda mais força, sentindo logo em seguida algo lhe abandonar e o silencio ser rompido pelo grito estridente de um bebe. E então, sentiu como se cada pequena celula de eu corpo vibrasse em expectativa, sentiu seu mundo ganhar um pouco mais de cor.

— É uma menina — murmurou a enfermeira trazendo a bebe ate seu colo.

Ao contemplar o rosto da filha, procurou por seu olhos, queria ve-los e ter a certeza de que era apenas sua mente brincando com seu coração. Apanhou-a nos braços e observou o leve e doce bocejo, tocou-lhe os ralos cabelos escuros e depois a pele aveludada e sem qualquer imperfeição.

— Ela é linda — murmurou James exitando em tocar o nariz arrebitado da criança.

— Sim, ela é.

Abigail não poderia negar, não depois de tudo. Afastou um pouco a manta vendo os longos e calejados dedos de Bucky tocarem a pele de seu bebe. Ele a acariciou e depois sorriu, Abbie sentiu em seu intimo que talvez as coisa não fossem tão simples, que a Hydra um dia ia desejar ter suas maiores armas de volta e pior ainda, se Nina fosse sua filha com Bucky, ela também estava fadada a ser perseguida pela agencia.

— Eu me lembro de tudo — sussurrou alto o suficiente para que o ex soldado escutasse. — Cada detalhe, dos últimos vinte anos. Me lembro de tudo.

James parou seus movimentos e encarou os olhos chocolate da mulher e quando os encarou percebeu que ali continha apenas a verdade.

— Imaginei que um dia isso fosse acontecer — a voz firme de Fury chamou-lhe a atenção obrigando que a jovem o encarasse também.

— Foi ele que fez isso, ele me mostrou toda a verdade — disse Abigail. — não foi a joia, foi ele. Ele quis me mostrar a verdade, diferente de todos vocês.

— Abigail nós...

— Tudo bem eu entendo — murmurou secando as lagrimas. — acho que preciso ter certeza de algo e você também.

Fury assentiu sabendo exatamente do que ela falava, tirou de sua jaqueta um pequeno aplicador, Bucky os encarava confusos e quando o dedo frágil de Nina fora picado e um pouco de seu sangue sugado, James soube do que se tratava.

— Fica pronto em alguns minutos — explicou entregando a seringa para um dos médicos que apenas sorriu em sua direção.

Então ela fechou os olhos e apertou Nina com um pouco mais de força contra seu peito, pedindo mentalmente para que tudo se resolvesse rápido.

[...]

Dois dias depois

Ela ainda observava Steve caminhar com a filha no braços, contemplando seu rosto perfeito com um sorriso tão largo que parecia rasgar-lhe os lábios.

Abigail fechou os olhos e apertou a manta sobre seu corpo com mais força do que desejava, lembrando-se do papel queimando na lareira e do segredo que levaria para tumulo. Steve era pai de Nina, de sangue e coração, ela pertencia a ele e seria para todo o sempre assim. Mesmo que os machucados de uma luta violenta em Sokovia ainda ardessem em seu rosto, algo no peito de Abigail doía ainda mais. Sentia-se traída pela pessoa que mais amou em toda sua vida e se viu prestes a abandonar tudo. Voltou a abrir os olhos e os desviou para a primeira gaveta da comoda, gravou cada pequeno detalhe daquele quarto fixando as memorias vividas ali, todo os pequenos momentos.

Ela merecia mais.

Merecia a verdade.

— Ela é tão linda que não consigo parar de olhar-la — riu o Capitão acariciando a bochecha rosada do bebe. — Você esta bem?

— Claro, só estou cansada — resmungou baixo encolhendo-se na cama. — Estou bem.

Não precisou encarado para saber que seus belos olhos azuis a observavam atentamente. Abigail conseguia sentir que algo dentro dela havia mudado, algo importante, assim como a sede de vingança que espremia seu peito. Aquela torre tornava-se cada minuto mais sufocante, e a hipocrisia de todos ele a deixavam irritada. Abigail queria gritar para todos que sabia, que as mascaras ja podiam ser tiradas e exigir a verdade, mas não o faria, jamais os machucaria tanto pois no fundo conseguia entender o proposito de tudo aquilo. Havia ganhado uma segunda chance, no fim não se lembrar de nada era melhor que se lembrar de tudo.

Mas a mentira contada e sustentada custaram a todos eles sua confiança. Abigail não era tão madura para engolir as desculpas, mesmo que as entendesse, gostaria de voltar as lugares que ainda marcavam sua mente, olhar nos olhos dos homens que a manipularam por tantos anos e mata-los a sangue frio. Como Madame Aniquilação, a arma que eles mesmo haviam criada, faria se tivesse a chance.

— Vou deixa-la descansar — disse Steve ponderando o que deveria fazer. — Posso levar Nina comigo?

Abigail apenas assentiu, ainda encarando o quadro preso a parede do quarto. Escutou a porta ser aberta e depois batida suavemente. Quando se viu sozinha levantou da cama em um pulo, por culpa do soro aplicado a vinte anos somados ao do Doutor Erskine, sua recuperação era quase instantânea. Não sentia os indícios do parto de dois dias atras, arrancou as roupas largas por seu corpo e puxou a mochila que escondia dentro do armário. De dentro dela observou seu uniforme preto, rapidamente deslizou pelo tecido flexível sentido-o se ajustar ao seu corpo. Puxou o zíper e vestiu as botas que vinham ate o meio de suas cochas e em seguida as luvas, o coldre com as semi automáticas vieram assim que a porta fora aberta.

— Eles estão no salão — a voz rouca de Bucky soou pelo quarto. — Sexta-Feira e visão estão nos ajudando. Temos três minutos antes que alguém perceba.

Abigail suspirou e fechou os olhos.

— Só mais um segundo — sussurrou jogando-lhe a bolsa e apontano para a pequena janela aberta. — Só temos uma chance.

Quando Bucky deixou o quarto, Abigail se dirigiu a gaveta tirando de lá uma pequena caixinha de madeira a depositando sobre a cama. Afastou-se antes que desistisse e observou o quarto uma ultima vez, demorando-se no bichinho de pelúcia no berço de sua filha. Apertou os dedos escondidos pela luva e rapidamente puxou a pequena girafa e deixando o quarto em seguida. Observou o corredor e a unica pessoa presente era Bucky, que vestia seu uniforme dado pela Hydra.

— Senhorita Stark — a voz de Sexta feira lhe deteve. — Tem três minutos para deixar a torre, desliguei todo o sistema de segurança. Contando.

Foi então que toda a torre se apagou, dando vantagem aos dois. Bucky ia na frente procurando pela saída indicada pelo mordomo virtual, conforme seus passos aumentavam o silencio era rompido por vozes. As escadas de incêndio foram encontradas e destrancadas quando se aproximaram.

— Dois minutos e trinta e cinco segundos — avisou o mordomo virtual.

— Vamos — sussurrou Abigail.

Iniciaram então uma decida veloz pelas escadas mergulhadas na escuridão, importavam-se pouco com os degraus pulados ou pelo alarme alto que soava pela torre. Quando a ultima porta se trancou Abigail viu o triunfo de sua fuga e sua única chance de se redimir por tudo que havia feito em um pequena janela a dois lances de escada.

— Um minuto e dez segundos.

— Bucky — chamou apontando a estreita abertura.

— Qual a altura? — perguntou o homem quando a viu inclinar-se pondo a cabeça para fora.

— Doze, talvez quinze metros — murmurou socando o vidro. — mas da acesso a um beco. Se formos rápidos.

— Você primeiro.

— Não, vamos juntos.

Os olhos verdes de Bucky encontraram com os dela e foi nesse momento que ele a empurrou, forçando-a se apoiar na grade e escorregar ate a beirada, vendo por cima de seus ombros ele a imitar. Fincou os pés na superfície plana e observou os carros que passavam rápido por aquela região. O sol ja havia se posto e a única coisa que Abigail conseguia pensar era que estava a um passo de voltar para a escuridão. Puxou de seu cinto um fino cabo de aço e arremessou sua ponta em direção ao prédio vizinho vendo-o fincar, jogou-se para frente e o soltou quando próxima. Sentiu o chão se aproximar rapidamente mas caiu como um gato surpreendendo dois pedestres distraídos que a olharam de forma estranha. Abigail deu dois passos para trás e tomou impulso atravessando o transito de forma ágil deixando para traz o som das buzinas, não senda nada discreta. Quando mergulhada na escuridão do beco sentiu os dedos metálicos de Bucky a puxarem cada vez mais para a penumbra mais parou ainda avistando o letreiro apagado da Torre Stark, que se acendeu quando Abigail lhe deu as costas.

Naquele instante ela se despedia de sua vida cheia de mentiras e abraçava a vingança. Sentiria falta de Steve e de todos, mas preferia daquela forma. Não poderia criar Nina desta forma, fingindo ser uma pessoa quando claramente era atormentada por seus demônios.

Nina merecia mais. Merecia alguém como Steve, que se doasse inteiramente para ela. No fundo, Abigail rezava para que o homem da sua vida entendesse seus motivos e respeitasse sua fuga, pois ela fazia isso para um bem maior, a Hydra estava viva apesar de tudo e sua pequena e doce filha não viveria cercada por aqueles fanáticos. Ela destruiria cada base, mataria cada soldado com a arma que eles mesmo construíram. Teria sua vingança e traria dias melhores par Nina ou não se chamaria Abigail Stark.

Valentina "Nina" Stark-Rogers

Notas finais
Bom meninas, o capitulo de hoje foi curto? Sim, ele foi. Foi de proposito? Sim, foi de proposito. Como vocês devem ter reparado, Abigail deu fuga junto do Bucky e acabou por se lembrar de absolutamente tudo, rolou ate uma duvida de quem era o pai da Nina. Ai vocês vão falar "Mais Angie, a Abbie ficou um tempão em coma." Sim, ela ficou, contudo ela não tem muito a ideia de quanto tempo ficou apagada, então ela ligou uma coisa a outra. Gente,, infelizmente BSW esta no fim, sim dessa vez é pra valer. Esse é o penúltimo capitulo. Então termos: O próximo que será o Último e depois um Epilogo bem legal. Eu amei essa historia, mas vou deixar os agradecimentos para depois. Muuito obrigada por ler, vocês são o máximo. E espero do fundo do meu coração que não tenham me abandonado. Um beijão e... Mille Baci...♥