Brave Sand World

28 Corte uma cabeça e duas nascerão em seu lugar


Notas iniciais
ULTIMO CAPITULO DE BSW!!!! Sim, meu povo e minha pova. Infelizmente, o dia que eu vou dizer adeus a essa historia chegou :( Estou muito feliz com o rumo que ela tomou, essa historia foi o meu primeiro amor e é muito dificil me despedir. Vou sentir muita falta da nossa Abbie e de seus dilemas. Mas infelizmente tudo precisa ter um fim, e o dessa historia chegou hoje. Admito que fiquei um bom tempo enrolando para postar por puro medo de ver que o fim realmente chegou. E é o com o coração na mãe que agradeço a todas as meninas que comentaram nesses quase dois anos de fanfic. Mas especialmente, queria mandar um beijo gigantesco pra Lee girlrock e a Rosalina que enviaram suas recomendações maravilhosas para a Fanfic. Gente nem sei mais o que dizer!!! Peço apenas que comentem para que eu possa agradecer pessoalmente cada uma de vocês suas fofas. Enfim...Boa leitura:)


Poznan- Polônia
Meses depois


Abigail observou a base explodir e as chamas lamberem o céu estrelado.
Apertou o botão circular do transmissor e a torre de vigilância mais ao sul também foi pelos ares, com o fogo tomando altura e o cheiro de concreto adentrando suas narinas. O som das pilastras vindo ao chão perfurou o silencio, a sua esquerda Bucky arrastava um corpo pelo colarinho. Claramente era o homem que eles deviam interrogar.
Estricnina — disse o soldado.
Abigail assentiu.
— Tinha algo com ele? — perguntou juntando-se ao parceiro.
— Não — suspirou. — estamos dando voltas atras do próprio rabo.
Abigail o ignorou, afastando-se em direção a estrada de terra que adentrava o interior da floresta escura.
— Se quiser encontrar algo vamos direto a fonte — resmungo quando escutou os passos de Bucky atras de si. — lembra-se do alpes? Formos levados pra lá apos a missão na Colômbia.
— Dr. Dupke — murmurou colocando a arma de volta ao coldre.
— Ele possuía um caderno de anotações, eu me lembro, estava sempre no bolso de seu jaleco, ele o levava para todos os lugares — contou ela parando a beira de um riacho pedregoso e se virando. — Dupke mantinha contato frequente com Sokolov, e se alguém sabe do paredeiro Zurick, esse alguém é o Dr. Dupke.
— O que isso nos garante?
— Se encontrarmos Dupke, saberemos exatamente o que fizeram conosco, cada pequeno estagio e o nome de cada um dos envolvidos. Encontrando Dupke encontramos o nome de todos os cientista que trabalham ou já trabalharam para Hydra — explicou Abigail. — parece loucura, mas eu não abandonei minha antiga vida para me contentar em destruir bases da Hydra. Eu quero todo eles, cada um dos homens que destruíram minha vida, assim como a sua. Quero saber o que corre em minhas veias e o que provavelmente pode correr nas veias de Nina.
— Eles sabem tudo, disso tem razão. Mas alem de tudo eles sabem cada uma das falhas que possuímos, não quero arriscar ir despreparado e acabar virando fantoche da Hydra novamente — rosnou Bucky se aproximando.
— Não vamos, não de novo.
Bucky se manteve calado e observou a escuridão que tomava os olhos de Abigail, que a muito tempo haviam perdido o brilho. Com os dias se passando a mulher parecia perder um pouco de sua essência, deixando que o ódio e rancor tomassem conta da mulher que ela havia sido um dia.
Enfiou os pés da água e marchou atras de Abigail que andava a passos largos. Contornaram a floresta ate alcançarem uma pequena base de vigilância vazia, onde haviam deixado seus pertences. As motos mantinham-se no mesmo local e a porta ainda fechada. Quando adentraram a construção de ferro e concreto, Abigail acendeu as lamparinas e trouxe uma delas para o centro da mesa onde um mapa, roubado da sala de um agente da Hydra, se estendia. Os pontos marcados em vermelho, que eram muitos, ligavam-se aos azuis por um traço feito a caneta.
A mulher apanhou a caneta vermelha e riscou o nome da pequena cidade onde estavam que guardava uma base secreta, outros seis mantinham-se no mesmo estado. Conforme os detalhes tornavam-se mais claros, locais surgiam em suas mentes assim como nomes e rostos.
— Existe duas mais ao sul da Alemanha e quatro ainda na polônia — disse Abigail deslizando o dedo indicador pelo papel amarelado. — Algumas estão desativadas, mas podemos encontrar algo por lá. Depois da queda da SHIELD e a exposição da Hydra, as bases mais obvias foram abandonadas e as informações mais importantes levada com eles.
— Me lembro de duas delas serem em Cracovia. Uma para pesquisas e a outra era militar, uma delas foi desativada — ponderou Bucky erguendo as sobrancelhas. — e levada para Kiev.
— Porque na Russia?
— Hydra e KGB se uniram apos Zurick levar o soro da viuvá e aplica-lo em você — explicou.
— Natasha recebeu o Soro...
— Aquele foi a segunda tentativa, Zurick não levou só o soro mais todo o material de pesquisa e a matéria prima que poderia ser usada na produção de uma segunda dose. O soro que Natasha recebeu era muito mais brando e não compatível com o seu. Por isso é mais forte, mais rápida e mais resistente que ela. O soro veio de Saratov, onde um laboratório produzia armas virais e de extermínio em massa, Zurick o levou para Munique onde continuou os experimentos e se aliou a Hydra. Quando o acidente aconteceu e você foi levada para uma das bases em Moscou, Zurick viajou ate você levando todas as anotações, ele não confiava em ninguém. O soro da viuvá foi aplicado em você na Alemanha, Zurick não saiu mais daquela base depois.
— Como sabe de tudo isso? — questionou Abigail impressionada pela quantidade de informações.
— Não sei — disse Bucky de forma simples.— encontrei isso.
Abigail arregalou parcialmente os olhos quando o soldado abriu o zíper de seu uniforme e jogou uma pasta caramelo sobre o mapa, a palavras "confidencial', escrita em Russo em tinta vermelha.
— Achei que não tivesse encontrado nada — acusou puxando o papel para si.
— Não com aquele médico.
Um tanto irritada ela abriu a pasta com violência e leu as letras quase apagadas do documento. As coisas que James haviam lhe contado estavam todas ali, com anotações e datas nos cantos em branco da pagina. Nomes dos Cientistas, datas e horários, locais visitados e todo o cronograma de viagem de Zurick Sokolov. Aparentemente, a Hydra controlava cada passo do ex-KGB mesmo que sem o seu conhecimento, relatórios sobre seu comportamento e em como ele preferia trabalhar sozinho em seu escritório e não possuía ajudantes no laboratório.
— Ele trabalhava sozinho.
— Ninguém nunca chegou perto de saber o que continha no soro da viuvá, apenas Zurick tinham essas informações.
— Então a Hydra também não as tem — afirmou Abigail com as sobrancelhas crispadas. — apos aplicarem em mim, Zurick não tinha motivos para manter tais informações junto dele. E se não confiava em ninguém o suficiente para dividir suas pesquisas, nós estamos procurando no lugar errado.
— Ele não as deixaria em uma das bases, as levaria com ele.
— A questão é: Onde ele esta? Se estiver vivo, onde as anotações estão?
Bucky acenou, passando a mão esquerda no queixo liso.
— Se pegarmos as anotações...
— Pegamos ele — completou Bucky. — Zurick participava de vários outros projetos e era conhecido por roubar informações. Ele não deixaria a KGB se não estivesse sabendo de cada detalhe da agencia.
A Stark parou por alguns segundos lembrando-se do sequestro sofrido a alguns meses, que ate aquele momento mantinha-se esquecido.
— O soro da Viuvá tem prazo de validade — leu Abigail apertando o papel pardo em mãos. — O corpo se adapta e depois absorve o soro...
— Precisando sempre ser reaplicado — completou.
— Eles reaplicaram o soro em mim — sussurrou sentindo o corpo tremer. — Você também estava lá...
— Não o soro comum, a Hydra deve ter produzido um terceiro — murmurou Bucky. — a não ser...
— Nina — sussurrou. — Eles sabem sobre ela, sempre souberam. O Soro nunca foi pra mim, era pra ela.
— Não, você já tem o Soro original da Viuvá e Steve o do super soldado, porque a Hydra faria algo assim?
— Eu não tenho ideia, mas se eles pensam que vão fazer com a minha filha o que fizeram comigo — rosnou furiosa quebrando a pequena luminária a sua direita, derramando o liquido inflamável pelo chão de concreto cru. — mato cada um deles antes disso.
— Valentina esta segura, Steve esta com ela — disse Bucky tentando acalma-la.
Mas aquela noite estava longe de terminar, inquieta pelas recentes descobertas, Abigail forcou o parceiro a segui-la ate a cidade mais próxima. Tinha de arriscar, era a vida de sua preciosa Nina que estava em jogo. Com o coração aos pedaços o pequeno vilarejo deserto só possuía um telefone, dentro de um bar cheio de bêbados mal cheirosos e com musica ruim. O dono do bar não negou ajuda quando os viu, apenas estregou o telefone e fugiu apressado para os fundos. Com os dedos trémulos apertou uma sequencia de números tão conhecida.
O primeiro toque fez com seu coração batesse mais rápido. O segundo toque a fez prender a respiração. Mas o terceiro foi rompido pela voz doce de Steve.
— Alô — ele saudou. — Alô?
Mas Abigail manteve-se quieta, era bom saber que el havia seguido seus conselhos e aproveitado aquilo que ela havia construído para eles. Apertou o telefone junto a orelha e afastou as lagrimas.
— Abigail? É você, por favor diga algo — pediu apos escuta-la fungar. — Sei que é você.
Ela não poderia, jamais conseguiria explicar em palavras o que sentia. Queria voltar pra casa, ver Nina crescer e beijar o seu rostinho todas as noites, queria Steve, queria sua família.
— Eu te amo — sussurrou antes de bater o telefone, encerrando a ligação.
Com uma força absurda ela arrancou o aparelho antigo dos fios e o arremessou contra a parede dos fundos, vendo-o se espatifar em vários pedaços de plastico amarelado. Os bêbados ao menos se moveram, continuaram com as cabeças caídas sobre a mesa e a musica ruim continuo a tocar. A passos duros ela deixou a espelunca, onde Bucky a esperava. O som rouco do motor cortou a noite enquanto eles se afastavam. A girafa de pelúcia foi apetada pelos dedos de Abigail que deixou uma fina lagrima escorrer por seu rosto, o cheiro de Valentina ainda estava ali, assim como seu toque aveludado e sua pele quente. Sentiu falta da filha, mas não podia voltar para casa, não agora.
Valentina merecia um mundo melhor que aquele e Abigail morreria no processo se fosse preciso.

Notas finais
E ACABOU! Estou em lagrimas aqui, serio mesmo. Repetindo, meninas comentem nesse capitulo nem que seja um OI para que eu possa agradecer cada uma de vocês. Eu amei essa historia, espero que o fim não tenha decepcionado vocês. Afinal, a vida tem dessas. Muuuuuuuuito obrigada por tudo, eu amo vocês de verdade. Espero que continuem me acompanhando, tenho varias outras historia e quem sabe eu volte a escrever sobre The Avengers outra vez :) Mille baci...♥
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!