Brave Heart

19 O Momento mais Esperado


Anoiteceu. Todos se foram e somos só eu e você, em um universo só nosso.

Rosinante P.O.V

O relógio soou alegando ser meia noite. Olhei em seus profundos olhos cinzas, que brilhavam e iam se fechando lentamente quando sentiu que meus lábios iam se aproximando dos seus, dando o último beijo no local tão esperado.

Percebi logo que suas mãos se fechavam, como se estivessem segurando algo inexistente, e seus lábios tremiam de tanta ansiedade. Meus dedos se entrelaçavam por entre os fios negros levemente azulados que ele tinha.

O doce gosto da boca que antes eu não poderia desfrutar devido as idades, agora eu finalmente poderia apreciar bem de perto. Sua língua macia, altamente provocadora, que soltava leves gemidos entre o estalar dos beijos, agora era minha.

Ao contrário do que era há cinco anos atrás, o homem à minha frente não era inocente. Mesmo não tendo tido grandes experiências, seu beijo provava ser maduro, o que me dava cada vez mais forças e desejos de continuar.

Seu corpo, apesar de trêmulo, foi se acalmando graças a duração do nosso beijo. Suas mãos, que antes tremiam por ansiedade, agora agarravam minha camisa e me puxava para cada vez mais perto, como resultado de uma espera tremenda e forte ambição.

Sentei-me no sofá, ajeitando-me para que nossos lábios pudessem ter maior acesso um ao outro, e coloquei-o em meu colo. Ele logo assentiu, passando seus braços em meu pescoço e deixando nosso beijo se aprofundar. Respondi, segurando sua cintura bem forte, para que ele não escapasse de mim, como se ele tivesse algum motivo para isso.

Os poucos segundos que nos afastávamos em busca de ar, logo transformavam-se em outro beijo. Não existia motivos para falar, pois ambos sabíamos que palavras não caberiam na situação, e sim ações.

Confesso, estava nervoso. Talvez mais nervoso que o próprio Law, simplesmente por no passado eu ter me preocupado à toa, pensado que seria impossível um garoto como ele amar um homem como eu. Nós dois estávamos nervosos, e mesmo assim, não existiam pessoas mais felizes que nós neste momento. Esperar pode ser ruim, mas o resultado é maravilhoso.

Conforme nosso beijo ia se aflorando, Law ficava ainda mais brando. Sua cintura mexia-se no meu colo, desejando que tal momento nunca acabasse e suas mãos seguravam em meu cabelo para se apoiar, quase o puxando. Nosso beijo já havia encontrado a sintonia perfeita, como se nós fossemos um só naquele momento. E, de fato, éramos.

Segurei suas pernas, levantando-me do sofá, e elas logo se entrelaçaram em minha cintura. Nossos lábios não se separavam, mesmo nós andando em direção ao nosso quarto. Empurrei a porta com os pés, nem me importando em trancá-la, apenas fechei-a antes de finalmente jogar meu amado garoto na cama.

Teu corpo deitado olhava-me em pé, onde eu observava teu rosto completamente vermelho e corado; seus olhos semi-abertos encaravam-me hipnotizados. Senti que a mente de Law não estava pensando em nada, apenas me aguardando ir até ele, e foi o que eu fiz.

Deitei-me em cima dele, voltando a beijá-lo e senti que seus braços voltaram a passar por meu pescoço, segurando em meus fios loiros de cabelo, puxando-me para mais perto. Sua boca cada vez ficava mais quente e nossas línguas, quando se tocavam, cada vez mais molhadas.

Afastei-me de seus lábios, deixando um único filete de saliva nos separando, voltando a beijar sua bochecha vermelha e ir em direção aos brincos dourados em sua orelha. Mordi o lóbulo, dando algumas pequenas mordidas e deixando minha voz abafada soar por seus ouvidos.

– Aaahn... Cora-san... – Seu corpo tremia levemente, como se já estivesse excitado e sua voz saia baixa, calma e em forma de leves gemidos. Continuei a beijar sua orelha, sussurrando um pouco.

Law... eu amo você...

Voltei a tocar seus lábios, alisando minha mão gentilmente por debaixo do moletom que ele usava sempre, levantando e percorrendo de sua barriga até o peitoral, até tirá-lo por completo e poder observar as curvas definidas do torso despido de Law.

Beijei seu pescoço, descendo com meu rosto até a altura de seus mamilos. Minhas mão seguravam seu corpo e sua cintura, enquanto minha boca dava pequenos chupões e mordidas nos mamilos que já estavam bem durinhos. Seu corpo se contorcia e seus gemidos saiam inconscientemente.

– Cora-san...

Subi meu rosto e voltei a beijá-lo. Ele já estava um pouco mais calmo e o beijo cada vez mais experiente e extremamente gostoso. Percebi que ele estava se virando e, antes que eu percebesse, Law estava deitado em cima de mim, do mesmo jeito que eu estava antes.

Ele voltou a beijar-me e eu abracei suas costas, dando pequenos arranhões cuidadosos. Enquanto nos beijávamos, senti seus dedos desabotoando minha camiseta branca e me despindo habilmente, retirando o tecido que me cobria e o jogando para algum canto da cama. Nossos peitos encostavam-se, pele-a-pele.

Assim que meu torso encontrava-se desnudo, seus doces lábios púberes desceram por entre minha bochecha, dando alguns pequenos chupões, sem deixar marcas, pelo meu pescoço até finalmente subirem até meus ouvidos. Sua voz afável, e ao mesmo tempo afiada, transformou-se em sussurro.

Eu amo você também...

Virei-o, retornando a ficar por cima dele e desci meus beijos, indo de seu pescoço até o peitoral, do peito até a barriga, sempre dando leves chupões que faziam Law fechar os olhos e ficar com a voz trêmula e ansiosa. Minhas mãos apertavam seus mamilos e meu rosto continuava a descer, até chegar no começo de sua calça jeans.

Meus dedos foram arranhando gentilmente sua barriga, até chegar ao cós do jeans, na mesma altura que meu rosto estava. Sem abrir o zíper, fui abaixando a calça até revelar parte da cueca, dando mais beijos nos locais expostos. Dava para notar também o volume que se formara.

Redirecionei meus olhos lá de baixo, almejando admirar a expressão que surgira no rosto de Law. Ele estava olhando para mim, com o cinza de seus olhos semi-fechados e a vermelhidão de suas bochechas. Sua boca estava um pouco aberta, permitindo que a respiração que, graças aos ligeiros batimentos de seu coração, continuava cada vez mais pesada.

– Está nervoso? – Perguntei, já sabendo da resposta e, mesmo assim, dando beijos na parte já amostra de sua cueca preta.

– N-Nã, q-quer dizer... um pouco... ou muito, talvez...

– Não tem problema nenhum ficar nervoso, Law. Tudo o que eu quero é lhe fazer feliz, então relaxa...

Eu disse, ao mesmo passo que abria lentamente o botão do jeans, abaixando o zíper para dar-me espaço de retirar a calça de uma só vez. Deixei-o apenas de cueca, observando o volume formado. Segurei o membro, que ainda estava por debaixo do pano, com minha boca, simulando o oral. Assim que ouvi os gemidos que ele soltou e os arrepios, finalmente abaixei a cueca.

O membro rígido e erétil estava diante à mim, e a vermelhidão na face de Law apenas aumentava. Com minhas mãos puis-me a masturbá-lo, dando pequenas lambidas que iam do corpo até a glande, ainda olhando para Law, que pois uma de suas mãos na boca para conter os gemidos.

– Aaahn... Cora-san...

Aquele rosto e voz juntos só me davam cada vez mais alegria em poder continuar, visto que sua face corada é a imagem mais encantadora que eu já conhecera. Minha boca finalmente tomou conta de seu membro, dando chupões e lambidas por sua glande.

A reação imediata surgiu das pernas de Law, que se estremeceram e seus pés arrepiavam-se na mesma sintonia dos movimentos de oral. Suas mãos, levemente, foram perdendo a vergonha e encostaram-se nos meus cabelos, abaixando mais meu rosto. O gesto calmo e embaraço era único e, com certeza, de uma fofura aprazível.

Seu membro ia deleitando-se em minha boca, latejando junto com os movimentos que minha língua fazia, cada vez mais velozes e ágeis. Gostava de apertar sua glande com minhas bochechas, visto a sensibilidade que ele possuíra. Meu objetivo é dar-lhe a melhor noite de aniversário que ele poderia ter.

– Law, você é tão lindo...

Subi rapidamente, deixando o membro enrijecido batendo em minha barriga, e o beijei novamente. Minha língua possuía o gostinho salgado dele, que me deixava excitado facilmente. Law voltou a me abraçar e a se virar, subindo em cima de mim mais uma vez.

– E você é maravilhoso, Cora-san.

Seus lábios foram descendo por meu peito, dando algumas pausas nos mamilos para chupá-los e dar-lhes pequenas mordidas, o que me deixava facilmente louco por esse garoto. Percebi de imediato que sua vergonha ia cessando, ou melhor, ele ia se acostumando com as ações e fazia de tudo para me deixar excitado, com êxito, é claro.

Chegando a minha barriga, Law começa a tirar meu cinto, dando beijos no volume da minha calça até tirá-las de fato, junto com a cueca. Lá de baixo ele encarou-me, mordendo seus próprios lábios e os lambendo de forma sensual. Agora era eu quem estava corado, dava para perceber facilmente. Tudo graças a esse rostinho irresistível.

Os doces lábios tocaram em minha glande, girando com a língua por todo o meu membro antes de botá-lo totalmente na boca. Seus olhos fecharam-se tentando colocar tudo na boca, engasgando um pouco, mas ao mesmo tempo a sensação era indescritível. A língua áspera e macia tornava o ato mais gostoso e sua face me deixava excitado facilmente.

– Aaah... Law...

Seu corpo subiu até mim, percorrendo com a língua até chegar em meu rosto, voltando a me beijar. Ambas bocas já se encontravam quentes e nossos corpos despidos tocavam-se uns nos outros, permitindo que nossos membros roçassem. Abracei-o pelas costas, o beijando e ele retribuiu passando suas mãos em meus cabelos.

– Cora-san, eu quero você...

Virei-o mais uma vez, ficando por cima dele e beijando seu pescoço delicado, dando algumas pequenas mordidas e chupões em torno. Ele arranhava minhas costas sem se importar em deixar marcas, e eu não me importara. Apenas dirigi-me até seus ouvidos, sussurrando mais uma vez e beijando seus brincos dourados.

Vira de costas pra mim, Law...

Ele logo assentiu e se deitou de costas, permitindo que eu deslumbre de seu corpo magro e definido. Dei algumas mordidas em sua nuca, segurando suas mãos e deitando meu membro em sua bunda durinha. Os gemidos dele saiam quebradiços e as mãos seguravam fortes nas minhas, ansioso.

– Cora-san...

– Eu não vou te machucar, eu prometo. – Disse, beijando seu pescoço para ele se acalmar, o que acabou dando certo.

– Eu sei, eu confio em você...

Direcionei meu rosto até a bochecha de Law, que se virou para darmos um leve beijo. Mostrei meu sorriso para ele, e logo fui retribuído com o sorriso mais bonito existente, que dava-me alegrias desde muito tempo. Não queria que Law lembra-se do meu irmão nessa hora, então tentei ser o mais gentil possível.

Desci por seu corpo, dando mais beijos em suas costas na tentativa de acalmá-lo, o que dava imediatamente certo. Assim que finalmente cheguei a seus quadris, afastei um pouco suas pernas e direcionei minha língua até sua entrada, para lubrificá-lo.

O corpo púbere logo estremeceu-se, ficando automaticamente arrepiado. Mais gemidos saíram de sua boca, principalmente quando eu adentrava com minha língua dentro dele. Senti logo que ele estava já bem molhado e voltei a ir com meu rosto em direção a seu pescoço.

– Me avisa se doer, tá?

– T-Tá...

– Eu amo você, meu anjinho.

– Eu te amo, Cora-san...

Puis dois de meus dedos na boca, começando a entrar dentro de Law com um deles. Mais uma vez seu corpo reagiu instantaneamente e suas mãos tremiam, segurando forte nos lençóis e na minha, mas ele foi se acostumando.

Coloquei o segundo dedo, fazendo questão de beijar seu pescoço pescoço e de mostrar-lhe que podia confiar em mim. Girei-os, abrindo em forma de tesoura conforme o tempo ia passando, tudo para que ele pudesse se sentir confortável comigo.

– Cora-san...

– Já posso ir..?

– Eu quero ficar de frente pra você...

Ele virou-se, permitindo que eu olhasse bem fundo em seus olhos. Segurei as pernas dele, as colocando enroladas em minha cintura, em uma posição que meu membro pudesse bater em sua entrada sem precisar de muito esforço.

– Law, você é extremamente irresistível, sabia?

– E o Cora-san é perfeito.

Law sorriu para mim e voltamos a nos beijar, enquanto eu ia me posicionando para entrar dentro dele. Seus dedos puxavam meu cabelo bem forte assim que sentiu a ponta do meu membro entrando em seu corpo.

– Aaahhhhhn..! – Nós soltamos um gemido juntos, sendo que o dele estava mais forte graças a dor e o meu por puro prazer de estar dentro dele.

– Law... você é tão gostoso...

– Você não tem ideia... do quão eu esperei por esse momento... Cora-san..!

Adorava beijá-lo, nunca iria cansar-me de sentir o doce toque de seus lábios, sua língua afável e a temperatura que sua boca ficara graças aos gemidos abafados. Logo já estava totalmente dentro dele, sentindo seu delicado corpo da maneira que eu quisesse. Ele também já havia se acostumado e a dor logo transformou-se em prazer.

– Aah...!

– Aaahhn...!

Os sons de nossas vozes quentes ecoavam juntos por todo o quarto, dançando junto com o orvalho da gélida madruga de Outono. O vento batia nas cortinas, deixando que a claridade da lua contrastasse o ambiente escuro, deixando em um tom azulado nossos corpos que, cada vez mais, estavam unidos.

O delicioso e, certamente, exuberante corpo desnudo à minha frente tremia com a energia que era emanada pelo ato sexual. Meu membro sentia todos os pontos erógenos que ele possuía, observando de perto aonde Law sentia mais prazer, para fornecer a ele tudo que precisava para ser feliz. Ser feliz ao meu lado, para o resto de nossas vidas.

Minhas mãos grandes e pesadas seguravam a ereção latejante dele, fazendo movimentos no mesmo ritmo das estocadas e nossas vozes, mais ritmadas do que nunca, soavam como um canto melodioso por todo ambiente, até sentirmos que éramos só um.

– Cora-san...! Aaahn...

– Law....!

– Eu vou... Aahhnn...!

Seus dedos marcavam cada vez mais minhas costas, arranhando-a completamente e deixando que sua marca caísse sobre mim. Senti o líquido quente e viscoso, envolto em um mar de êxtase, percorrer em minhas mãos. Logo depois, não resisti em ver teu rosto de orgasmo e fui dentro dele, deixando que nossas vozes abafadas se acalmassem juntas.

Deitei-me ao seu lado, carinhosamente tocando seus cabelos negros e imaginando o futuro. A vida que levaríamos, realizar junto a Law todos os infinitos desejos até chegar a paz por nós almejadas durante todo um passados. Vi seus olhos cinzas brilhantes, contrastados com a vermelhidão de teu rosto e percebi, essa é a face do homem da minha vida.

– Ei, Cora-san... – Ele estava deitado em meu peito, com um leve sorriso estampado.

– Diga, meu anjo.

E assim, contrariando todo o momento romântico que meus pensamentos poderiam ter, Law subiu em cima de mim e lançou-me um olhar diabólico e, ao mesmo tempo, maliciosamente irresistível.

– Eu quero de novo!

– M-Mas já?!

– Claro! Eu imaginei essa noite por anos e você conseguiu fazer ela ser melhor ainda! Eu não vou me cansar até ficar com você por mais duas, três ou CINCO VEZES!

– C-C-Calma lá, eu não tenho mais vinte anos! E-Eu preciso descansar pelo menos por uns vinte minut–

Minha fala fora interrompida imediatamente por seus lábios, que me calaram com um beijo. Um beijo gostoso, excitante, que ardia em brasas e mais brasas tamanho era sua vontade de beijar-me. Um beijo profundamente molhado, repleto em êxtase e transpirando sensualidade. Tentei afastar-me, mas como poderia?

Ao invés disso, segurei seus ombros com força, jogando-o na cama e subindo por cima dele mais uma vez. Usei meus últimos momentos de fôlego, visto que meu coração já batia tão rápido que seria impossível utilizar-se da mesma calma da primeira vez.

– Heh, o Cora-san resolveu ficar comigo mais tempo...

– Como você consegue me deixar assim, tão apaixonado?

Senti meus fios loiros sendo puxados para mais um beijo, contudo, o corpo de Law agora girou e voltou a ficar por cima de mim. Mordeu meus lábios, beijou minha bochecha e foi até os meus ouvidos, mordendo o lóbulo e dando pequenas lambidas.

– Ninguém mandou me deixar esperando por tanto tempo...

É como dizem por aí, sonhar com esses momentos decisivos por toda uma vida, quando a ansiedade finalmente chega a um fim, a ousadia, os desejos e as fantasias afloram-se de uma vez só, transformando totalmente a personalidade de alguém.

Law desceu por meu pescoço, deixando marcas de chupões por onde passava, usando os dentes para arrancar pequenos pedaços meus. Seus olhos brilhavam e, ao invés de dor, tudo o que eu conseguia sentir com esse garoto era mais e mais prazer.

Seus dedos acariciavam com toques suaves e macios meus mamilos, enquanto suas mordidas e chupões em meu pescoço ganhavam mais velocidade e profundidade. Com o mesmo ímpeto e voracidade de um animal no cio, devo confessar.

– Garoto, você não faz ideia do poder que tem sobre mim... – Voltei a direcionar teu corpo até mim, lambendo seus lábios e dando-lhe mais um beijo molhado.

– Que bom, é exatamente essa a minha intenção. Te provocar até você não aguentar e passar a noite inteira comigo, Cora-san.

– Noite? Nós temos a vida inteira pela frente, pode ter certeza que todas as nossas noites serão especiais assim, Law.

Deitei de lado, ficando frente-a-frente com ele e já percebi que sua ereção correspondia com os pensamentos maliciosos dele. Nos beijávamos, enquanto nos masturbávamos, deixando que nossos membros tocassem uns nos outros e dessem-nos mais prazer ainda.

– Cora-san... – Ele me chamava, no estalar de nossos beijos. Nossos olhos semi-abertos encaravam um ao outro com um leve sorriso em nossos lábios.

– Diga...

– Eu amo você... demais...

– Eu amo você também...

– A gente pode trocar de posição agora?

– Eh..? – Aquela pergunta foi tão repentina que eu confesso ter me assustado um pouco, mas a face dele era séria.

– Por favor...

Ele utilizou da beleza de teus olhos para me fazer concordar, o que funcionou perfeitamente. Como eu poderia negar alguma coisa a alguém tão perfeito? Eu seria um monstro, com certeza. Não respondi com palavras de imediato, apenas segurei sua cintura e o trouxe para mais perto, voltando a beijá-lo.

– Claro que sim. É seu aniversário, eu quero que essa noite seja especial pra você, Law.

Virei-me de lado, pegando na gaveta do cômodo da minha cama um lubrificante, entregando para ele. Law ficou um pouco corado com aquilo, mas logo voltou a seu estado natural e subiu em cima de mim, com o creme nas mãos.

Voltamos a nos beijar, e minhas pernas entrelaçaram sua cintura do mesmo jeito que fizemos anteriormente, com a diferença que agora Law punha um bocado de creme nas mãos, usando para me lubrificar.

– Posso ir..?

– Pode...

Seu corpo flexionou-se, colocando o membro já duro dentro de mim, afastando minhas pernas com seus braços. Ele foi devagar, visto que era sua primeira vez e ardia um pouco para entrar, mas logo ele já estava por completo dentro de mim.

– Aaahhnn..! – E, mais uma vez, nossos gemidos estavam juntos e na mesma sintonia. Law deitou-se em cima de mim e eu o abracei bem forte.

– Law... Aaahn...!!

– Cora-san... você é tão.. gostoso...

Law iniciou os movimentos de estocadas dentro de mim, aumentando a velocidade gradativamente, junto com nossas vozes que prosseguiam em um só ritmo. É aí que eu percebo, eu já estava loucamente perdido de paixão por esse garoto há tempos.

Se antes eu já não suportava ficar longe dele, quem dirá agora. Com toda certeza eu irei desejá-lo para sempre. Eu quero ele em todos os momentos, em seus movimentos dentro da noite, sentir aquele beijo e o doce gosto de sua boca.

Deslizar em tua pele com minha mão, tatear teu corpo de olhos fechados para poder imaginá-lo da maneira que eu sempre quis. Tocá-lo, dar-lhe toda paixão possível, delirar em sua respiração, em seus gemidos, e por fim, gravar em minha mente o contorno de teu corpo, só meu.

– Aaahnn...! Law... eu amo você...!

– Cora-san...! Aahnn... eu amo você mais do que tudo...!

Senti que já estava quase gozando e ele percebeu isso, aumentando o ritmo das estocadas e dos movimentos de masturbação com a mão. Logo depois, senti que ele gozara dentro de mim e me desfiz em suas mãos. Law deitou-se em meu peito mais uma vez.

Nossos corações batiam juntos, no mesmo ritmo acelerado. Graças a essa coisa maravilhosa chamada idade, eu já estava quase morto por ter feito duas vezes na mesma noite, mas ele continuava a sorrir para mim da mesma forma maliciosa e perigosa.

– Ei, Cora-san...

– Não inventa...

– Você disse que faria tudo que eu quisesse no meu aniversário...

– Você quer me matar, isso sim... tá escrito na sua testa...

– Por favor... só mais uma vez...

– Deixa pra amanhã... sério...

– Por favor, por favor, por favor...!

E foi assim que, ignorando todos os meus pedidos, o garoto que conseguia me deixar louco desde tempos antigos começou a beijar meu corpo, indo do peito até a barriga, da barriga até a cintura e da cintura até lugares que já estavam sem forças nenhuma para impedi-lo de continuar.

Nós acabamos fazendo de novo. Como isso foi possível? Não me pergunte, talvez pelo fato de Law ser extremamente irresistível e completamente afobado. No final de tudo, eu já estava tendo um ataque cardíaco e ele estava deitado em meu peito, sorrindo como se nada tivesse acontecido.

– Law... tenha piedade...

– Só se o Cora-san me prometer que faremos todos os dias!

– Meu Deus... eu criei um monstro sexual....

– Então você não promete?

– Eu prometo sim, tá? Eu vou ficar com você todas as noites, agora... só me deixa dormir um pouco...

– Tá bom!

E quando eu finalmente consegui fechar os olhos, no mesmo segundo em que eu finalmente poderia descansar depois de passar horas na cama, surge um grito só para me perturbar mais ainda.

– ROSINANTE, ALERTA VERMELHOOO!!

Rosinante P.O.V off

– PORRA SENGOKU!

No mesmo segundo em que Law e Rosinante fecharam seus olhos para descansarem, Sengoku surge no quarto como se estivesse visto um fantasma. O loiro imediatamente puxa as cobertas para cobrir sua nudez e a de Law, ficando extremamente nervoso com a interrupção repentina.

– O que foi? – Indaga Law com raiva de ter sido abortado desse jeito. – Tem pessoas peladas querendo dormir aqui...

– Isso não importa, a situação é gravíssima! – Sengoku exclama, sentando-se na cama com eles.

– O que deu em você?! – Rosinante se irrita. – Não invada o quarto das pessoas no meio da madrugada!

– Que madrugada? São dez da manhã!

– Oi....?

– Vocês não dormiram? ARGH, ISSO NÃO IMPORTA! Rosinante, alerta vermelho!

– Que alerta vermelho? Nós usamos códigos agora? Estamos sendo invadidos por extraterrestres que vieram para colonizar nosso planeta e comer nossas crianças?!

– PIOR!!!!

– Pior?!

Sentado na cama, independente de haverem duas pessoas peladas lá, Sengoku tenta se acalmar e liga a televisão do quarto. Estava passando uma reportagem direto de um hospital cheio de crianças e adolescentes em estado preocupante.

"… Os especialistas ainda não têm certeza, mas suspeitamos que estas crianças vêm ingerindo uma quantidade perigosa de um certo veneno por muito tempo. Alguns jovens estão internados também e, pelo que percebemos, quanto mais velha a pessoa é, em pior estado ela se encontra..."

– Eu sinto muito pelas crianças. Agora você pode nos deixar em paz, Sengoku? – Diz Law, pouco se importando com a situação. Contudo, Rosinante estava boquiaberto e seus olhos arregalados; Sengoku assistia aos jornais como um brasileiro viciado em futebol assistiria um 7x1 da Alemanha.

– Não, não pode ser... – Rosinante dizia preocupado, até ser interrompido pelo homem viciado em biscoitos.

– Shhh! Você vai perder a melhor parte!!

"… Segundo os pais, estes jovens possuem algo em comum. Todos eles gostavam muito de comer doces, chegando até a ser um hábito. O curioso é, todos os doces pertencem a maior indústria da Inglaterra, a famosa fábrica Smile..."

– Oi? – Law começa a entender a reação dos dois. – Foi o Doflamingo..?

– SIM!/NÃO! – Exclamam ambos ao mesmo tempo.

– PORRA, ROSINANTE! Não tá meio óbvio?

– E-Ele disse que ia parar! P-Pode ter sido coincidência, nós não sabemos nada ainda...

– Você acredita mesmo que ele é inocente?!

– B-Bom, não, mas... T-Tudo o que eu quero saber é se as crianças estão bem! Isso que importa.

– Eu também me preocupo com as crianças, mas você precisa ver o lado bom! O Mingo finalmente vai ser preso e nós não precisamos fazer nada!

"… Neste momento, tanto o atual herdeiro da fábrica, Dellinger, como o antecessor, Doflamingo, estão em prisão domiciliar. Ambos negaram entrevista, porém, como ainda não existem provas definitivas contra a fábrica, um mandato de regime fechado foi negado..."

– V-Viu só? Não existem provas... – Rosinante tentava se acalmar, não aguentava aquela pressão.

– Claro que não, você pois fogo em tudo. Essa seria a nossa hora de brilhar! – Ele finaliza fazendo um gesto de arco-íris imaginário com as mãos, adorando a situação.

"… Os especialistas estarão encarregados de examinar todos os doces consumidos para encontrarem a droga presente. Assim que encontrarem, sairá uma lista com os criminosos que serão devidamente condenados. Até lá, a fábrica está fechada."

Notas finais
Mereceu o título de melhor capítulo? Tretaaaaaaaaas!!