Brave Heart
7 E o vento levou

– Eu não acredito nisso, Rosinante. Eu me recuso a acreditar.
– Qual é o problema, Doffy?!
– Como assim “qual é o problema, Doffy”? É óbvio qual é o problema!
– Se você quer saber a minha opinião, você está se preocupando à toa.
– Me preocupando à toa? Você não pode simplesmente ter a coragem de olhar nos meus olhos e falar um absurdo desses!
– Ah vai, é tão ruim assim?!
– Sim, é! Você vai mesmo dormir fantasiado? Isso é um absurdo!
Doflamingo e seu irmão mais novo estavam no quarto, discutindo. Rosinante fazia questão de ficar com a maquiagem que Law tanto admirava e que seu irmão tanto odiava.
– Que exagero! Mas beleza, se você não quer mais dormir comigo eu posso ir embora daqui.
E para piorar a situação, o mais novo ainda fazia questão de dar tiradas sarcásticas. Ele sabia muito bem que seu irmão odiava o personagem Corazón e mesmo assim, teimava em dizer que iria dormir maquiado quer o outro queira, quer não.
– Para com isso...
Seu tom irônico acabou dando certo. Ele também sabia que o mais velho não resistiria em passar uma noite junto a ele só por um mero detalhe bobo como este. Doflamingo, que estava sentado na cama, agora levanta-se e vai em direção a Rosinante.
– Vai me deixar ficar com a maquiagem?
– Posso saber o motivo de você querer ficar com ela?
– No começo era só pelo Law, mas sabe que eu comecei a gostar de ficar desse jeito?
– Ah, é? Achei que você quisesse me irritar ou algo do gênero. Uma pequena vingança pelo doce de NHC10.
O mais velho segura a cintura de Rosinante e o gira, obrigando-o a andar para trás, até sentar-se na cama. Logo após, Doflamingo continuou fitando seu irmão de pé, em frente a ele, com seu sorriso irônico de sempre.
– Por qual motivo você tocou nesse assunto agora, Doffy? Faz tempo que não fala sobre.
– Eu te disse que estava planejando lançá-los somente no Ano Novo. E eu realmente estava.
– Resolveu me ouvir e decidiu não lançá-los nunca mais?
– Pelo contrário, enquanto conversamos, os doces já estão nas mãos de milhares de crianças. O Vergo conseguiu iniciar as vendas no natal.
– Tsc!
Rosinante vira seu rosto de lado, parando de olhar seu irmão, ficando com uma raiva visível dele. Tudo que ganhou em troca foi uma risada sarcástica e fúnebre.
– Fufufu... não vai ficar feliz pelo meu sucesso?
– Você sabe muito bem que eu sou contra isso, irmão. Falou só pra me irritar?
– Agora estamos quites, correto?
Doflamingo segura o rosto do mais novo, gentilmente, e o obriga a voltar a encará-lo, deixando transparecer seu riso maligno e observando a face de ódio que o outro tinha. Tal face, apesar de amar seu irmão, o fazia feliz de alguma forma.
– É, acho que sim. – Ele finalizou já sabendo que não tinha como fugir.
– Agora, se me permite...
Aproveitando o fato do rosto de seu irmão mais novo estar em seu total controle, Doflamingo pede passagem para um beijo, que logo é concedido. Com ambos os lábios totalmente abertos, suas línguas se enroscavam umas nas outras, brigando por território.
Quanto mais movimentos faziam, mais o beijo se aprofundava, até Doflamingo começar a empurrar o irmão para trás, o obrigando a deitar na cama e deitando por cima dele; segurando seus braços na altura de seu pescoço para o outro não fugir.
Com o corpo de Rosinante totalmente entregue aos seus desejos, imobilizado pela força do maior, Doflamingo podia fazer tudo que desejava já que tinha certeza do consentimento alheio. Seus lábios foram descendo em forma de mordida até os pescoços do menor.
– Doffy...
Ao sentir os dentes cravando-se levemente em seu pescoço, Rosinante não conseguiu conter-se e acabou chamando o nome do outro, abafadamente, enquanto segurava firmemente em suas costas, quase arranhando sua camisa.
– Rosi... nante.. – Ele retribuiu, mordendo com mais vontade.
Sua camisa branca repleta de corações vermelhos foi sendo desabotoada com leveza até revelar o peito reto, porém definido, do menor. Doflamingo foi descendo seus beijos e dando alguns chupões em torno de teu corpo magro.
Teus lábios ferozes já percorriam a extensão da barriga do outro, botando suas mãos grandes e pesadas no cós de sua calça de linho, abaixando-as até revelar parte de sua cueca e o volume que se formara.
– Dof..fy... – Sua voz gentil era abafada por suas próprias mãos.
Doflamingo pôs-se a olhar o irmão lá de baixo, vendo sua maquiagem borrar com o suor e a temperatura de seu rosto. Tal visão era capaz de deixá-lo ainda com mais vontade de continuar, e a cada pausa em suas palavras, mais um beijo ele dava.
– Meu... precioso... irmão...
Porém, assim que os lábios dele pressionaram-se contra o volume formado, Rosinante ouviu uma voz chamando por teu apelido vagarosamente em seus pensamentos, fazendo o corpo dele arrepiar-se por completo.
"Cora..san..."
– Doffy, para!
Após ouvir aquela voz nostálgica e muito bem conhecida, ele sentiu um enorme susto e gritou sem sequer ter percebido, causando a estranheza no outro.
– Huh? O que aconteceu? – Ele não entendeu a atitude repentina, mas obedeceu e subiu seu corpo, deitando-se ao lado do irmão.
– Eu... me desculpa...
Lágrimas sem motivo começaram a escorrer dos olhos de Rosinante, que estava frente-a-frente com Doflamingo. Ambos deitados na cama. O mais novo ainda estava assustado por ouvir àquela voz em uma hora tão errada como aquela.
– Ei, o que houve? Foi alguma coisa que eu disse?
– N-Não, não foi culpa sua. – Ele limpa as lágrimas. – É que...
– O que aconteceu, foi a sua doença? Quer que eu te leve ao médico?
– Não, não, não foi isso. Você não vai gostar de saber...
– Argh... – Ele suspira, olhando para o teto. – Tem alguma coisa a ver com aquele garoto?
– A gente precisa conversar. É sério.
Doflamingo sentou-se na cama novamente, ficando de costas para ele, já sabendo o que ele iria dizer. Rosinante, mesmo entendendo a raiva do outro, não desistiu e deu um abraço nele por trás.
– Vai, me fala de uma vez. O que é?
– Eu não sei direito o que aconteceu, mas eu acabei ouvindo o Law me chamando e meu corpo se mexeu sozinho. É como se alguma coisa tivesse me impedido de continuar, eu não sei explicar!
– Não acredito...! – Doflamingo levanta a voz e acaba gritando, com ódio.
– Desculpa. – Ele se sente culpado e abraça o irmão mais forte.
– Tsc, fala sério. Você precisa mesmo pensar nesse bendito pirralho numa hora como essas?!
– A culpa não é minha, poxa! Foi só um reflexo.
– Um reflexo? Você chama ISSO de reflexo? – Doflamingo se vira e segura Rosinante pelo ombro, encarando ele bem de frente.
– É-É... olha, eu sei que você tá chateado comigo. Você tem motivos pra isso! M-Mas eu não sei o que aconteceu, eu só não consegui continuar, Doffy.
– O problema não foi você ter parado, o problema foi o MOTIVO de você ter parado! Rosinante, eu quero que você me responda com toda sinceridade do mundo.
– C-Claro! O que é?
– O que você sente pelo Law?
Rosinante ficou meio surpreso com essa pergunta repentina. Nem ele sabia muito bem o que dizer mas tentou ser o mais sincero possível, apesar da sua voz estar falhando miseravelmente.
– B-Bem, é que... e-eu não sei.. direito...
– Só tenta me explicar do jeito que você conseguir! Me diz qualquer coisa!
– B-Bom... falando como se estivéssemos em um conto de fadas, o Law seria a princesa presa em um castelo e eu seria o príncipe responsável por salvá-lo do temível dragão, você. É mais ou menos isso.
– Um dragão, é? – Ele sorri. – Tá, até que eu gostei dessa parte, apesar dos pesares.
– Então não está com raiva de mim?
– Estou, mas tem um erro nessa sua história.
– Qual é?
– No momento você está mais pra bobo da corte do que pra um príncipe.
– S-Sem graça. – Ele desvia o olhar, fazendo biquinho. – Eu só estava tentando ser sincero.
– E você sabe o que acontece com o príncipe e a princesa no final da história? Eles se casam! É esse tipo de relacionamento que você quer ter com o Law?
– Para com isso, Doffy, é claro que não. O Law é uma criança e eu não sou esse tipo de gente, foi só um exemplo.
– Espero que sim. – Ele lança um olhar sério.
– Eu quis dizer no sentido de proteção, sabe? Quando eu vejo o Law eu sinto vontade de protegê-lo, é só isso. É como um relacionamento entre irmãos.
– Tipo o relacionamento que você tem comigo?
– N-N-Não! Você tá distorcendo tudo que eu tô falando, saco.
– É claro, você só me dá motivos pra pensar em coisa errada!
– Escuta Doffy, não tem nada pra pensar errado, tá? Quando eu conheci o Law ele era completamente infeliz e isso me irritava. Me irritava ver uma criança infeliz. Quando ele começou a sorrir pra mim, eu comecei a sentir afeto por ele, mas é só isso!
– Hm... — Ele lança um olhar desconfiado.
– Você tá muito chateado comigo? Eu não quero te ver assim...
– É claro que eu tô chateado, se você começasse a gostar desse pirralho maldito eu não sei o que eu seria capaz de fazer!
– Eu já te disse, eu não sinto atração por crianças, não precisa ficar pensando nesse tipo de coisa!
– Crianças crescem, sabia?
– Eu não sei nem se vou estar vivo quando ele crescer...
– Ei, não fala esse tipo de coisa. — Ele olha para o rosto de Rosinante, bem de perto, fazendo carinho em seus cabelos loiros.
– Desculpa, é que às vezes eu acabo falando sem pensar. Posso te pedir uma coisa?
– Qualquer coisa.
– Se eu morrer antes do Law virar adulto, promete que não vai abandoná-lo e nem continuar com as agressões?
– Argh... você sabe que eu odeio quando você toca nesse assunto de morte.
– Só promete, por favor. Eu não quero morrer com esse tipo de preocupação, Doffy!
– T-Tá... — Ele hesita, mas responde. — Por você eu prometo.
– Obrigado! E agora que eu estou vivo, você promete que vai parar de persegui-lo e colocá-lo na escola?
– Tsc... aí já é abuso. Chantagista.
– Só promete!
– Eu vou colocá-lo na escola, tá? E vou deixar vocês dois se falarem por telefone. É só isso que eu posso prometer.
– Bom, já é o suficiente por hora.
– Então vamos parar de falar sobre isso agora? Eu não quero ter que ficar brigando com você por esse pirralho toda hora.
Para finalizar, Doflamingo deu um leve sorriso, desta vez verdadeiro ao invés de um falso e sarcástico, seguido por um beijo na testa do irmão.
– Claro que sim, Doffy.
(...)
“Me desculpe...”
“Me desculpe...”
“Me desculpe...”
“Me desculpe...”
“Me desculpe...”
– SERÁ QUE DÁ PRA VOCÊ PARAR?!
“Me desculpe...”
– Aargh!
No outro quarto, Law estava deitado em seu colchão no chão e brincando com seu novo ursinho de pelúcia enquanto Dellinger tentava dormir. Suas tentativas, no entanto, eram fracassadas graças ao barulho repetitivo de Bepo.
– Você nunca me deixava dormir, sempre ficava falando com as suas bonecas. Agora é a minha vez.
“Me desculpe...”
– Desde quando você acha que tem direito de se vingar? Eu vou chamar meu pai!
– Pode chamar, assim eu aproveito e vejo o Cora-san de novo. Eu queria saber o motivo deles dormirem juntos...
– Ah, você não sabe?
Dellinger saiu de sua cama e foi para o chão, ficando bem perto de Law, como se fosse contar algum segredo ou algo do tipo, com seu sorriso e risadas irritantes.
– Não, o que é?
– O papai e o tio Rosinante, eles...
– S-SÉRIO?
– Sim. Inacreditável, né? Hahaha!
– C-Como você sabe disso...?
– É que o tio Rosinante já fez isso comigo também, hihihi.
– Verdade? Que coisa.
– Sim, verdade!
– V-Você acha que o Cora-san vai fazer isso comigo algum dia?
– Acho que se você pedir ele faz, mas parece que essas coisas é melhor fazer com a família.
– Meu pai nunca fez esse tipo de coisa comigo...
– Talvez ele tenha feito com a sua irmã.
– Talvez...
– Mas Law, eu consegui tirar uma foto dos dois fazendo isso escondido! Quer ver?
– Quero!
– Não fala pra eles, ok?
– Tá bom.
Ele foi até o seu armário e tirou uma foto de lá, mostrando-a para Law. Era uma foto de Rosinante vestido com uma roupa estranha e Doflamingo sentado em cima dele.
– O papai não gosta de admitir mas ele se diverte muito com o tio.
– Eu não achei que os dois gostassem de brincar de Cowboy. Principalmente o Doflamingo, ele parece ser tão sério...
– O Rosinante tem uma roupa de cavalo, aí eles ficam brincando e fingindo que são do Velho Oeste. O papai diz que ele é o cavalheiro e o tio é o cavalo dele.
– Então eles ficam mesmo brincando assim, que nem criança?
– Eles disseram que faziam isso quando eram crianças. O tio deixa eu ser o cavalheiro às vezes!
– O Cora-san é divertido, né? – Ele finaliza com um sorriso inocente.
~ X ~
O tempo foi passando junto com o feriado de Ano Novo. Rosinante havia decidido ficar na casa do irmão mais velho até as aulas começarem, para garantir que o outro botaria mesmo Law na escola conforme o prometido.
– Hoje vai ser o seu primeiro dia na escola, Law! Você tá animado?
– Quem é você?
Dentro da Mansão de Doflamingo, Rosinante sempre ficava com a maquiagem e com a roupa de Corazón para deixar o garoto feliz, porém, por ser ele quem iria levar as crianças para a escola, ele decidiu tirar a fantasia.
– C-Como assim?
E assim que ele tirou a maquiagem e voltou a ser o velho Rosinante, Law não gostou nenhum pouco. Seu rosto voltou a ficar caído e seu sorriso desapareceu em um desânimo profundo.
– Você é aquele cara chato de antes? Achei que você tivesse morrido.
– Ei, eu não me transformo em outra pessoa só por estar sem maquiagem! Eu continuo sendo o Cora-san, sabia?
– Não fala do Cora-san! Você não é ele, você é só um idiota!
– I-I-Idiota...? – Ele fica em choque com o insulto repentino. – T-Tá, eu vou colocar a maquiagem...
Depois de ter voltado a colocar seu chapéu vermelho, maquiagem, blusa branca e seu casaco de penas negras, Corazón voltou para a sala de estar e foi recebido com um sorriso alegre e um abraço.
– Cora-san, você voltou!
– Law! – Ele retribuiu o abraço. – Tá preparado pro primeiro dia de aula?
– Sim!
– Mas que porra é essa? – Doflamingo surge do além e vê o irmão vestido daquele jeito.
– Não fala palavrão na frente das crianças, Doffy!
– Você vai mesmo levar o Law na escola vestido de palhaço?
– Eu não ia, mas quem é capaz de resistir aos pedidos do Law?
– Argh... era só o que me faltava. Vão logo então e tenta não chamar a atenção!
~ X ~
Quando Dellinger e Law chegaram na escola com Rosinante vestido daquele jeito, foi impossível os três não serem o centro das atenções. Todas as crianças começaram a querer brincar com Corazón porém Law não deixava.
Eles ficaram em turmas diferentes por conta da idade, o que acabou sendo bom para Law, que não gostava nem um pouco do irmão adotivo. É claro, ele foi com o gorro branco que havia ganhado de presente de natal e uma calça jeans de pintinhas, já que Corazón disse que combinava com ele.
O tempo na escola foi passando e eles voltaram para casa, encontrando-se com Corazón na Mansão. Dellinger foi tomar um banho e Law ficou com o tio adotivo e melhor amigo.
– Então, Law! Como foi o primeiro dia de aula?
Rosinante, como sempre, estava super ansioso em saber como foi o dia do garoto, já que foi tão difícil conseguir colocá-lo na escola, graças a teimosia de Doflamingo. Porém, sua alegria caiu bem rápido ao saber da resposta.
– Odiei.
– O-Odiou?!
– Odiei, foi o pior dia da minha vida!
– P-Por quê? O que houve? Fizeram alguma coisa com você lá? Me diz que eu boto fogo naquele lugar!
– É mais fácil você acabar se queimando assim...
– Que seja, mas me fala! Eu achei que você iria gostar já que você adora estudar e ler livros.
– A aula até que foi legal, mas dois garotos ficaram me enchendo o saco o tempo todo.
– Logo no primeiro dia? Que coisa, o que eles fizeram?
– Um deles era um ruivo que ficava rindo estranho. Ele usa um óculos na cabeça e ficou pegando minha caneta e desmontando ela pra montar de novo.
– Sério? Nossa, que estranho.
– Mas o outro era mil vezes pior, foi a pessoa mais detestável que eu já conheci!
– Mais do que o Doffy?
– Tá, talvez nem tanto, mas era ruim mesmo assim. Ele usava um chapéu estranho então eu o peguei pra ver melhor, mas depois ele gritou comigo e disse pra eu não tocar no chapéu.
– Chapéu?
– E depois disso ele ficou jogando um monte de borrachas em mim, dizendo que era um ataque de borracha. E ele também consegue ser incrivelmente irritante!
Trafalgar continuou contando sua drástica aventura na escola nova e Rosinante ficou ouvindo as histórias do garoto até Doflamingo chegar. Depois disso, ele voltou para sua casa e as coisas voltaram a ser como antes.
As únicas vezes que Rosinante ia visitá-los eram em alguma data comemorativa, tais como feriados e aniversários. Mas agora, graças ao celular, ele e Law podiam conversar diariamente.
E sempre que Law contava que Doflamingo tinha feito alguma coisa errada, Rosinante fazia questão de brigar com o irmão pelo telefone e proteger o garoto mesmo estando longe. Com isso, as coisas acabaram ficando mais fáceis para Law.
O tempo foi passando e cada vez mais a amizade dos dois se intensificava. Tudo acabou ficando bem e Trafalgar já havia aprendido a sorrir de verdade. Não era tão ruim ficar naquela casa, apesar dos pesares, tudo graças a Corazón.
Até que sete anos se passaram. Era uma noite de Outono, as folhas caíam e iam pintando o chão ao serem levadas pelo cruel vento gélido da madrugada. As trevas surgiram novamente, levando todas as poucas esperanças que Law ainda tinha.
Fale com o autor