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3 Chapter Two - You are Divergent!


Notas iniciais
Oi pudinzinhos! Vocês devem ter notado que eu não posto faz muito tempo... pois, acontece que eu esqueci que também tinha postado a fic aqui no Nyah! e continuei a att a fic no spirit, no watt e não aqui. SORRY!!! Bem. Voltei com um capitulo novinho em folha!!! A verdade é que ele ficou beeeem comprido, mas se querem saber um segredo eu vos conto (meus capítulos sempre são longos) Esse capítulo foi criado ao longo de uma semana (há dois meses atrás), durante as aulas ou até mesmo na biblioteca do Colégio durante as duas horas da prova de Matemática (que eu não fiz porque andei a faltar por ter estado com gripe) Bom, espero que vocês gostem, o título diz muito do capítulo não é mesmo? ah ah ah Notaram o climão entre Eric e Kay? Eu acho que sim... e acho que vocês vão gostar das novas aparições dele nesse novo capítulo... Bom, vocês devem estar fartos desse meu bla bla bla, por isso vamos ao que interessa. O capítulo. Boa leitura!!!!

“Quando a gente tem que tomar uma decisão, devemos analisar todos os aspectos positivos e negativos das opções de escolha que nos põe à disposição. Só assim poderemos escolher acertadamente.” – Douglas Walker (pai de Kay)

Há várias coisas que me deixam mal-humorada… Minha mãe costumava me dizer que isso deve ser pela simples razão de eu ser muito difícil de agradar.

Mas, tivesse ela ou não razão, isso é um facto. Muitas coisas realmente me irritam. Uma delas é ser acordada com o sol batendo em meus olhos.

E foi isso que acabou de acontecer…

Me sentei na cama e esfreguei meus olhos, olhando de seguida minhas mãos e notando que as mesmas estavam manchadas de preto. Estranho… Me levantei e tentei correr para o banheiro mas minhas pernas não o permitiram por estarem doridas. Depois de fazer a tatuagem nova me lembro de pouca coisa. Fui deixar Uriah a casa e fui sozinha para a mureta, embora já tivesse passado do horário de recolher que Max e Eric tinham estipulado para quem, tal como eu, fosse fazer a prova no dia seguinte. Mas, depois disso, não me recordo de nada…

Meio às apalpadelas carreguei no botão do banheiro e liguei a luz. Me arrastei até o lavatório branco e fiquei olhando o escoador metálico. Ergui lentamente meus olhos para o espelho e quase gritei com a imagem na minha frente. Se as tranças bagunçadas fossem o pior… Minha maquiagem preta estava completamente borrada, nos olhos e nos lábios, me fazendo parecer a Magia do filme que eu vira recentemente “Suicide Squad”.

Definitivamente, eu não vim sozinha para casa, porque por mais sono que eu tenha, eu sempre retiro a maquiagem para isso não acontecer. Agora fica a questão. Quem me trouxe para cá?

Lavei meu rosto com sabonete e esfoliante para retirar minha maquiagem e deixar minha pele macia e hidratada. Saí do banheiro e me dirigi para a cozinha, fazendo 9º menos barulho possível, para não acordar a Bela Adormecida, isso é… o Tobias. Liguei o lume e parti dois ovos, um em cada frigideira. Noutra coloquei o bacon. O tempo de eu colocar a mesa era o suficiente para a comida ficar pronta. Despejei suco de laranja no copo do Tobias e no meu. Estava acabando de lavara loiça quando a porta se abriu e Tobias entrou coçando por debaixo da camisa de dormida enquanto se espreguiçava.

— Bom dia! – o cumprimentei alegremente, enquanto secava as mãos no pano sobre a bancada cinza.

— Bom dia! – Tobias beijou minha testa e olhou para o café da manhã. – Tem bom aspeto isso aí!

Ele se sentou e eu fui pegar o pão fatiado no armário. Por fim começamos a comer.

— Vou ter saudades da sua comida… — ele comenta, mastigando um pedaço de ovo.

Senti um nó na garganta e no estômago, e por momentos a fatia de pão com bacon e ovo que eu estava comendo não me soube nada bem. Acho que pelo sabor amargo que se gerou em minha boca…

— É… também vou ter saudades de poder comer quando me apetece. De ver televisão nos dias chuvosos. De jogar às cartas com você e ver sua cara de frustração quando perde várias vezes seguidas. – apesar de ter umas estúpidas lágrimas teimando em fugir e deslizar por meus olhos, eu me ri.

Tobias se levantou e me puxou num abraço bem apertado. Aí sim, o choro começou.

(…)

Uriah me acenou, sorridente. Ele estava junto de Marlene e Lynn no meio do grupo de Intrépidos que iria fazer a prova.

Acenei de volta.

Atrás de mim, Tobias mantinha uma postura direita, os braços cruzados e o olhar embora não direccionado para o grupo era sério. Por esse mesmo motivo eles diminuíram as brincadeiras e a gritaria.

— Bom… — me virei para trás depois de me rir com a reação deles. Dei um longo suspiro. – Até mais logo!

— Boa sorte Princesinha Gótica. – Tobias me sorriu. – Eu sei que vai correr tudo bem.

Uma das coisas más de pertencer à Audácia é o facto de não podermos mostrar afeto público. Aqui, mais do que em qualquer outra fação levamos (quer dizer, o Max leva) muito a sério a célebre frase “Fação acima do Sangue”.

Sorri de volta para Tobias e me afastei uns quantos centímetros.

— Ah, e Kay…

— Sim? – minhas tranças balançaram quando rodei sobre meus calcanhares.

— Não se esqueça de agradecer ao Eric quando se cruzar com ele. – Tobias falou a um nível suficientemente baixo para os Intrépidos na sala não escutarem, mas suficientemente alto para eu escutar.

Agradecer… ao Eric? Porquê?

Acho que meu rosto transmitiu meus pensamentos pois Tobias satisfez minha curiosidade.

— Quem você acha que te levou para casa ontem à noite? – ele perguntou tranquilamente.

Meus sobrolhos se levantaram e uma ruga de surpresa se gerou em minha testa, sem que eu desse conta disso. Eu teria dito algo, mas estavam me chamando, pelo que me limitei a acenar a Tobias e a correr para junto de Uriah, Lynn e Marlene.

— Pronta? – Marlene, como de costume, estava extremamente entusiasmada.

— Sempre! – respondi com um sorriso e seguimos o resto do grupo.

(…)

Há uma coisa que eu simplesmente adoro em fazer parte da Audácia. Nossa liberdade… Alguns (bem a maior parte) nos acham loucos e desafiadores da morte. Mas, e daí? Temos treinamento para isso desde que começamos a andar (okay, talvez eu esteja exagerando).

A aragem que batia em meu rosto era agradável. Sou das pessoas que fica o caminho todo olhando para fora da carruagem. Minhas tranças dançavam ao sabor violento do vento e sem dúvida que estariam completamente desalinhadas quando saíssemos do trem.

— Estamos perto, cachorrinha? – Nathan pergunta e se ri enquanto dá uma cotovelada no garoto do seu lado, Jason.

Nathan é poucos meses mais velho que eu. É alto (cerca de 1 metro e 75 centímetros), tem tanto os olhos como o cabelo marrom. O cabelo é liso e cobre ligeiramente os olhos.

Por sua vez, Jason é ligeiramente mais baixo com os cabelos loiros arrepiados e os olhos azuis.

Ignorei o infeliz comentário e me deixei ficar como estava. Senti um braço se apoiar acima de minha cabeça e uma respiração quente bater em minha nuca. Olhei para cima curiosa e vi que era Uriah…

— Parece que chegamos! – sorriu abertamente e beijou minha testa.

Ambos nos aproximamos de Lynn e Marlene. Assim que vimos a grama verde à frente do Colégio pulamos para fora do trem. Meu corpo rebolou pela grama. Costumo ter facilidade em aterrar de pé, mas, com a inclinação do solo ainda torcia um pé e cairia de cara. O que não seria nada agradável.

Corremos todos juntos para a porta que dizia Audácia e nos colocamos em fila, mesmo na altura em que as portas se abriram.

(…)

Sempre achei a espera uma sensação estipidificante (nem sei se a palavra existe). Analisei atentamente o refeitório do Colégio, (no qual nunca tomei uma única refeição, por acaso), e memórias de minha mãe surgiram em minha mente.

Durante vários longos anos, eu e o Colégio nunca fomos muito bons amigos. E por isso minhas notas eram péssimas. Eu simplesmente não entendia porque razão tinha de aprender todas aquelas coisas… Eu seria da Audácia e não da Erudição. Corajosa e não Inteligente.

Você, mais do que ninguém precisa de saber tudo acerca das outras fações.” Minha mãe me explicou no dia em que eu cheguei a cas com uma Negativa a História das Fações. “Quando você tomar o meu lugar, precisará de muito mais do que coragem e músculos para ficar à frente de Jeanine. Ela é inteligente. Mas você é mais. Apenas ainda não se deu conta disso.”

Minha mãe nunca gritou comigo. Tal como nunca me castigou ou me bateu. E a verdade é que eu preferia que ela o fizesse.

Ela era o oposto daquilo que Eric é.

Eric impõe respeito com a sua figura e sua voz enquanto minha mãe necessitava apenas do olhar para colocar todos com a bunda entre as pernas.

— Nathan Colleman, Jason Porter, Carmen Western, Uriah Predad, Kay Cohen… — chamaram nossos nomes para a prova.

Nos dirigimos para as portas e olhei uma última vez para Uriah. Sorrimos e entramos ao mesmo tempo.

(…)

— Meu nome é Linda Bohrer e vou supervisionar sua prova… — a mulher na minha frente me sorriu minimamente e preparou tudo.

— Franqueza… — comentei ao ver sua roupa e ela sorriu. – Nascida na Audácia, certo?

Me sentei e ela continuou sorrindo.

— Como você sabe disso?

— Sua postura. – me limitei a dizer aquilo para ela compreender.

Linda me estendeu um copinho estranho com um líquido curioso de tonalidade azul.

— O que é? – perguntei.

— Deixe a curiosidade para um integrante da Franqueza e bota abaixo!

Cheirei o líquido e fiz cara de nojo.

— Cheira mal! – resmunguei afastando o copinho de mim. – Não quero beber isso!

Linda suspirou e reforçou o olhar. Não tinha escolha senão beber aquela coisa estranha. Coloquei o copo sobre os lábios e deixei o líquido escorrer por minha garganta abaixo. Não só cheirava mal como sabia ainda pior. Devolvi o copo e fechei meus olhos.

Quando os voltei a abrir, Linda havia desaparecido. Estava apenas eu, a cadeira e os espelhos. Me levantei e caminhei sempre na defensiva. Senti algo me tocar no ombro e me virei bruscamente. Era… eu?

— Escolhe! – ordenei a mim mesma.

À nossa frente se encontravam dois pilares que me chegavam pelos joelhos. Em cada um deles estava uma taça cor de creme: numa estava um pedaço de carne, e no outro uma faca.

— Escolher? Para quê? – contrapus franzindo o sobrolho e enrugando, consecutivamente, minha testa, demonstrando o pouco convencida com a ordem.

A verdade é que nunca imaginei, alguma vez na vida, vir a discutir comigo mesma. É mesmo estranho…

— ESCOLHA! – me encolhi perante o berro enervado que meu outro “eu” deu.

Agora eu entendi o motivo para Uriah ter medo de mim quando me enervo. E tem razões para se afastar. Eu sou um autêntico demônio. Peguei na faca, mas quando voltei a olhar meu “eu” demoníaco havia desaparecido. Olhei em redor e fui surpreendida por um rosnar monstruoso. Me virei para trás e vi um cachorro com o pelo eriçado.

— Cachorrinho lindo… — — falei dando uns passos atrás.

Olhei a faca em minha mão e logo entendi porque razão eu tinha de escolher: O queijo alimentaria o cachorro; A faca o mataria.

Mas, eu não posso matar um cachorrinho, não tem nada de corajoso em o fazer, pelo menos no meu entender.

A verdadeira coragem não está na altura em que tiramos a vida de alguém, mas sim na altura em que a poupamos.”, as palavras de minha mãe ecoaram em minha mente. E como sempre, ela tem toda a razão.

O cachorro se atirou a mim com os olhos cobertos de raiva e as presas aguçadas de fora. Me deixei cair de joelhos no chão e larguei a faca, que caiu emitindo um som seco ao alcançar o chão de pedra branca. Esperei pelas presas a morderem minha carne mas, ao invés disso, recebi uma lambidela em meu rosto. Abri os olhos surpresa e me dei conta que o cahorro estava mansinho. Sorri e acariciei seu focinho quando ele deitou sua cabeça sobre minhas pernas.

— Cachorrinho! – uma mocinha de chiquinhas e pele branca coberta de sardas correu até nós. Era novamente eu, dessa vez com meus seis anos de idade. – Ele é seu?

— Não. – respondi com um sorriso.

Voltei a cabeça de novo para o cachorro e me assustei. Ele estava novamente raivoso e olhava a menina mortiferamente.

— Corre! – gritei firmemente para a pequena que estava aterrorizada.

Ela me obedeceu e correu o que mais podia. O cachorro se levantou e a seguiu.

Ia apanhá-la! Me levantei e corri atrás deles. A garota tropeçou e caiu pesadamente no chão com as lágrimas nos olhos e, sem pensar duas vezes, me lancei sobre o cachorro raivoso o afastando da mocinha que segurou minha jaqueta assustada.

Quem me dera ter uns biscoitos aqui…”, pensei para comigo mesma.

O cachorro pulou e eu abracei a pequena para a proteger. Esperei alguns segundos e não aconteceu nada. Me arrisquei a abrir os olhos e me vi agachada no meio de um trem quase vazio. Já não havia nem cachorro, nem garotinha. O cenário havia mudado…

Me sentei num dos bancos almofadados do trem e deixei escapar um suspiro. Meu coração ainda batia tão forte e acelerado que parecia estar em minha garganta.

Tudo não passa de uma simulação…”, disse para comigo mesma. “Nada vai te acontecer Kay, fica calma.

Abri os olhos um pouco mais tranquila e notei que um homem com muito mau aspeto me olhava fixamente. Devolvi o olhar sem demonstrar uma única ponta de receio. Ele se levantou e se dirigiu até mim. Estava segurando um jornal na mão direita com tanta força que era impressionável como o mesmo não estava todo rasgado.

— Você o conhece? – me perguntou batendo violentamente com o dedo indicador na fotografia de um homem. O reconheci de algum lado, mas não sabia de onde. – Então, você o conhece ou não?

— Não… — respondi, resguardando minhas mãos nos bolsos de minhas calças. Era uma mentira, mas não me pareceu boa ideia falar a verdade.

— Você está mentindo! – ele me acusou falando bruscamente. Sua vos era cavernosa, saída do mais profundo de suas entranhas. – Você sabe quem ele é…

Ergui um sobrolho ficando tensa. Detesto que me desafiem desse modo.

— Não estou mentindo, senhor! – menti novamente com impaciência na voz. – Já o disse uma vez. É surdo?

O homem me analisou em silêncio deslizando os olhos por meu corpo, desde minha cabeça até meus pés. Não gostei nada da forma como ele o fizera, mas me mantive silenciosa.

— Você o conhece… — repetiu de novo. – Você poderia me salvar se me dissesse que o conhece.

Senti uma veia latejar na minha testa e senti uma rajada de irritação sair de minha boca.

— Pois, mas caso não tenha reparado, eu pertenço à Audácia. Se quer ajuda e atos altruístas, vá procurar um membro da Abnegação que com toda a certeza terá mais paciência que eu. – o homem ia repetir as palavras, mas eu me adiantei. – DESAPAR… Mas, o que…?

O cenário havia voltado a mudar. Estava novamente olhando para o meu reflexo, mas desta vez num vidro de uma loja de roupas. Eu estava bastante vermelha da minha irritação. Vi um clarão de luz e se seguiu um estrondo nos céus. Eu estava completamente encharcada. Eu me encontrava numa das ruas de Chicago, num dia de temporal.

— Kay? – uma pessoa a poucos metros de mim falou.

Inicialmente, não entendi quem era, mas algures em minha mente eu conhecia a pessoa. Era uma mulher muito bonita, loira, na casa do 25. Ela se aproximou de mim e começou a implorar meu perdão, enquanto segurava minhas mãos. Senti pena dela, principalmente quando se deixou cair no meio do chão abraçada a minha cintura, lavada em lágrimas e soluços.

— Ei, calma… — toquei a cabeça dela e sorri. – Eu te perdoo…

Abri meus olhos e arfei com a sensação de falta de ar.

Olhei em redor com a visão desfocada e o suor escorrendo por minha testa. Estava novamente sentada na cadeira, ligada à máquina por fios grisalhos.

Terminara por fim…

Suspirei aliviada, limpei o suor da testa e olhei Linda. Ela fixava o visor da máquina com a boca entreaberta e os olhos muito arregalados.

— Você se importa de esperar uns instantes? – perguntou e saiu da sala murmurando. – Incrível…

Esperei que ela regressasse sem compreender o que estava se passando. Um dois minutos depois de ter abandonado a sala, ela voltou a entrar, dessa vez mais calma. Digitou a palavra Audácia no resultado da prova e começou a retirar os fios que estavam colados em minha testa, braços e peito. Depois, me puxou para me ajudar a levantar e começou a me levar para fora da sala.

— Vamos depressa, antes que venha um examinador… — ela falou num sussurro.

Me soltei de sua mão e a olhei fixamente.

— O que está havendo? – perguntei sussurrando também.

— Eu explico tudo a você. Mas não pode ser aqui… — ela olhou em volta, como se estivesse com medo.

— Não! – rebatei. – Eu quero uma explicação lógica. Agora!

— Seu resultado foi inconclusivo! – ela falou cortante.

— Inconclusivo? Como assim inconclusivo?

Ela rolou os olhos.

— Eu explico a você depois. Fica apenas sabendo que coloquei o seu resultado como dado na Audácia… — ela me puxou e depois parou. – Se alguém perguntar porque você não foi ter com os outros no refeitório e porque demorou para voltar ao seu quartel-general, diga que o líquido te causou uma paragem digestiva e que eu te levei no hospital.

— Um membro da Franqueza incitando uma mentira? – brinquei. – Uau!

— Como você disse, eu tenho postura de membro da Audácia. – ela sorriu e me puxou para fora dali.

(…)

Linda estacionou seu automóvel e me fez a seguir para dentro de um edifício todo branco. Entramos num elevador em completo silêncio. Felizmente não nos cruzamos com ninguém… As portas se abriram e Linda saiu. A segui e ela rodou a chave na fechadura de uma porta preta com as letras Mrs. Bohrer gravadas nela.

— Eu não imaginava ter visitas hoje, por isso desculpe qualquer coisa. – ela abriu a porta e fez um sinal com a cabeça para eu entrar. – Bem-vinda no meu apartamento.

Entrei e analisei o apartamento atentamente. Todo ele era em tons de preto e branco – as cores da Franqueza — , nos dirigimos para a sala de estar e me sentei no sofá preto.

— Você quer tomar alguma coisa? – Linda perguntou enquanto retirava sua jaqueta clássica branca e a colocando sobre uma cadeira. Em seu braço esquerdo estava tatuada uma serpente que ia desde seu ombro até à palma da mão (onde se encontrava a cabeça do reptil).

— Não, obrigada… — sorri e ela se sentou do meu lado.

— Então Kay… — ela enrolou os dedos e traçou a perna. – Você alguma vez ouviu falar em “Divergentes”?

— Sim. – dei de ombros. – São pessoas com qualidades acima do normal, e que por essa razão não se encaixam em apenas uma fação.

— Exatamente. – ela sorriu. – Agora que estamos esclarecidas acerca de seus conhecimentos vamos falar de algo mais importante…

O resultado de minha prova”, disse para comigo mesma.

— Como eu disse sua prova foi inconclusiva, você lembra? – acenei e ela prosseguiu. – Bem, ela deu na Audácia de verdade, assim como nas outras fações todas.

Meu queixo caiu com aquela revelação.

— Espera! Você está dizendo que…

Você é Divergente, Kay Cohen! — a frase ficou ecoando em minha mente de um modo completamente imparável. A frase não saiu da cabeça mesmo.

Fechei os olhos e respirei fundo. Eu não devia estar espantada. Tanto meus pais como meu irmão eram Divergentes, porque razão eu não haveria de o ser? Mas, por outro lado isso me assustou… E se, alguém indesejado o descobrir? Eu estou morta…!

Olhei Linda e tentei me manter calma.

— Como foi que minha prova deu todas as fações?

Linda se ajeitou e começou a explicar.

— Tudo começa na altura da decisão entre a faca e o pedaço de carne fresca. O facto de você ter escolhido a faca indicaria o óbvio. Você seria sem dúvida uma integrante da Audácia. Por isso retirei a Amizade, representada pelo pedaço de carno. Mas, quando você não foi capaz de matar o cachorro por piedade, fui obrigada a recolocar. Logo a seguir quando você enfrentou o cachorro para proteger a garotinha, mostrou uma atitude de uma pessoa típica da Abnegação. Ou seja, nada ficou concluído, nem nenhuma fação fora excluída. Tive que mudar rapidamente o cenário. Na cena do trem, você demonstrou dois grandes aspetos: um da Audácia, a coragem de enfrentar uma figura que impõe medo acima daquele que, em média, se consegue aguentar e a paciência e racionalidade de uma pessoa da Erudição. Por outro lado, você insistiu com o homem, que não conhecia a pessoa da foto… Por fim, no último cenário, você soube perdoar a mulher na sua frente, um ato típico da Amizade.

Fiquei processando toda a informação que me fora dada. Por fim coloquei minha única questão:

— Como foi que eu fiquei colocada na Franqueza?

— Por ter dito a verdade de o cachorro não ser seu, e de certo modo quando perdoou a mulher, por ter sido sincera em suas palavras e sentimentos…

Suspirei e me dirigi até à janela.

Audácia. Erudição. Franqueza. Abnegação. Amizade.

Divergente.

(…)

Estava caminhando tranquilamente até à entrada do quartel-general, quando vi duas pessoas saindo de lá. Eram Uriah e Marlene. Assim que me viram eles correram até mim e Marlene me abraçou com tanta força que fiquei sem respirar.

— O que aconteceu? – ela pergunta.

— A gente depois conversa. – sorri. – Vocês parecem apressados… Aonde vão?

— Tenho que fazer um recado pra minha mãe. – Uriah coça a cabeça. — E a Mar vem comigo. Você também quer vir?

Abanei negativamente a cabeça.

— Estou um pouco cansada. Preciso me deitar e dormir um pouco…

Uriah torceu os cantos da boca como que não acreditando em minhas palavras mas depois sorriu.

— Está bem então. Nós temos que ir, ou ainda perdemos o trem…

Nos despedimos e eles saíram a correr.

Suspirei. Detesto mentir a eles, e detesto ainda mais, saber que vou levar bronca do Uriah por ele me conhecer tão bem e saber que eu estava mentindo. Abanei a cabeça, afastando meus pensamentos e entrei no quartel-general. Meus passos ecoaram à medida que eu avançava pelos corredores.

— Olha só quem decidiu aparecer… — rolei os olhos e me voltei para as figuras atrás de mim. Nathan, sua namorada Carmen e Jason.

— O que vocês querem? – perguntei com um suspiro.

— Ora, nós só estamos preocupados. – se eu não os conhecesse acreditaria nas palavras de Nathan. – Você desapareceu depois da prova.

— Aconteceu alguma coisa? – Jason fingiu preocupação.

— O líquido me causou paragem digestiva e tive que ir no hospital. – disse tudo de uma vez.

Eles rebentaram em gargalhadas tão cruéis que ultrapassavam a crueldade do Diabo.

— A grande Chefa! – Nathan fez um gesto com os braços, como que representando um cartaz e se desfez em gargalhadas. – Vencida por um… líquido azul.

— Você é completamente ridícula, querida… — Carmen colocou a mão na frente da boca. – Não admira que não tenha namorado.

— E você é tão idiota que não admira que tenha um namorado como esse perú aí do seu lado. – eles os três se silenciaram.

— Perú ou não… Eu tenho namorado. Enquanto você está sozinha… — Carmen afastou o cabelo e se riu.

Apertei de tal modo meus punhos que minhas unhas quase cortavam a pele de minhas mãos. Preguei um soco na parede com tanta força que ela ficou ligeiramente rachada. Eles pararam de se rir e me olharam. Eu passei por eles e bati propositadamente contra o ombro de Carmen que caiu redonda no chão. Nathan ainda gritou alguma coisa, mas eu ignorei. Limpei as lágrimas de raiva de meus olhos e procurei alguém que pudesse me alegrar o dia.

— Oi Josh! – assim que avistei um dos grandes amigos de minha mãe, corri para ele. – Você viu o Quatro ou a Shauna por aí?

— Eles não estão numa reunião com o Max. – ele falou.

— E o Eric?

— Deve estar pelas salas de treino…

Olhei para uma resma de folhas pequenas sobre a mesa e uma caneta. Coloquei um dedo sobre as coisas e perguntei:

— Posso?

— À vontade, Chefinha. – ele sorriu abertamente.

Escrevi na folha e me despedi de Joshua.

Corri pelas salas de treino da Audácia, mas não encontrei Eric em lado nenhum. Mas que raio! Ele não para quieto não? Continuei o procurando por todos os corredores e acabei o avistando no abismo, acabando de passar o parapeito. Corri para o alcançar e mesmo antes de o fazer ele parou.

— Eric… — me apoiei em meus joelhos para ganhar novo fôlego. – Finalmente te achei.

Ele se manteve silencioso e me olhou.

— O que foi? – tive que gritar para me fazer ouvir, por causa do rugido do rio.

Nos afastamos do abismo para podermos conversar sem termos que gritar.

— Já pode dizer…

— Eu só… Queria te agradecer por ter me levado para casa ontem à noite. – ajeitei minha trança e coloquei meus braços atrás das costas, me balançando.

— Só isso? – perguntou dando de ombros.

— Não… Falta uma coisa.

Colei na testa dele a pequena folha de papel branco onde estava escrita inúmeras vezes a frase “Irado com a vida”, que era o apelido que eu lhe dera no seu ano de iniciação.

— Agora sim está tudo… — sorri orgulhosa com minha obra de arte.

Eric retirou o papel da testa e o analisou. Rolou os olhos e o amachucou, lançando contra meu rosto de seguida. Fechei meus olhos quando a pequena bola de papel me embateu entre eles, e caiu no chão. Eric suspirou e saiu dali sem dizer nada.

— Eric… — bufei e corri atrás dele. Quando virei o corredor, senti uma mão cobrir minha boca e me puxar para dentro de uma sala. – Porra! Que susto.

Eric espreitou para fora da sala e depois de se certificar de que ninguém passava por ali, fechou a porta e a trancou.

— O que você está fazendo? – perguntei.

— O Max mandou colocar mais e novas câmeras de vigilância por todo o quartel-general. Para além do interior dos apartamentos, são poucos os lugares sem as câmeras. Esse é um deles…

— Ah! Por isso você estava tão irado com a vida… — me ri depois de perceber que usara seu apelido na frase. – Pensei que estivesse irado comigo.

Eric me prendeu entre si e a parede, tocando com as pontas dos dedos na mesma. Conseguia sentir sua respiração quente bater em meu rosto e vi um sorriso malicioso se gerando em seus lábios.

— Eu? Irado com você? Nãão… — ele deixou escapar uma risada meio abafada e depois mordeu o lábio inferior de uma maneira provocante. – Fico é irado de ter que passar um dia inteiro de seu lado e não poder te tocar…

No segundo seguinte nossos lábios estavam colados, e nossas línguas travavam uma grande batalha. Mas, sem sombra de dúvidas que a mais ativa era a dele. Segurei e apertei sua jaqueta quando senti sua perna se meter entre as minhas e seu corpo me pressionando mais contra a parede. O senti morder levemente meu lábio inferior e o puxar. Depois parou o beijo, começando a mordiscar meu pescoço.

— Se o Quatro nos descobre… — começo, imaginando as possíveis reações de meu primo se descobrisse que não só estou namorando com Eric, como também tenho relações sexuais com ele.

— Não vai descobrir… — ele me tranquilizou. Sua língua deslizou por meu pescoço.

— Mesmo assim…

Eric me calou com um beijo.

Recebi a mensagem. Ele está excitado, agora nada o para.

Mas e se alguém nos pegar?”, meu lado racional cutuca minha mente.

Se alguém pegar, pegou, oras!”, meu lado pervertido e completamente viciado em Eric teve mais impacto. “Agora para de pensar e sinta!

E foi mesmo isso que eu fiz. Me deixei dominar por Eric. Novamente…

(…)

Estava sentada na mesa, apertando minha bota, quando senti Eric afastar meus cabelos e colar seus lábios em meu pescoço. O toque suave de seus lábios em meu pescoço me fez sorrir. Sua mão passeou em torno da minha cintura em um modo protetor. Acabei de apertar minha bota e deixei minhas pernas balançando, enquanto sentia a respiração dele bater em minha orelha.

— Você foi maravilhosa… — sussurrou com a boca, literalmente, colada em minha orelha.

Senti meu rosto arder de vergonha e esfreguei meus braços, não por frio, mas pelo arrepiu que aquelas palavras me causaram. Eric se riu e beijou minha nuca. Virei a cabeça para trás e analisei o corpo seminu dele. Nem um único chupão à vista. Analisei meu corpo seminu. São tantos chupões que nem consigo contar. Pulei da mesa e fui pegar minha camisa branca que estava jogada no meio do chão, perto da minha jaqueta. A virei do lado certo e a vesti. Por sua vez, Eric ajeitou os cabelos loiros e seguiu meus movimentos com o olhar.

— Sabe… — ele falou depois de deixar escapar um suspiro cansado. — …tenho andado a pensar numa coisa.

— Eric… — o olhei fixamente. – Já tivemos uma vez essa conversa. Vai ser uma menina chamada Katherine.

Eric deixou escapar uma gargalhada e me puxou para entre suas pernas – por ainda estar sentado na mesa – e colando nossos lábios num selinho.

— Não é isso. – disse por fim. – Eu vou… fazer um piercing.

— Outro?! – não consegui evitar essa reação. Foi mais forte do que eu. – Você não acha que já chega? Ainda no mês passado fez três no sobrolho. Onde quer agora?

— No lábio inferior. – ele beijou a ponta do meu nariz.

— Eu te juro que se o fizer, nunca mais te beijo na vida. – belisquei levemente seu mamilo direito e ele se contorceu com a dor.

— Está bem… — revirou os olhos. – Eu não faço piercing nenhum.

— Ótimo!

Acabamos de nos vestir e saímos da sala com cautela. Nos separamos no meio dos corredores. Andei calmamente até o refeitório, onde estava a algazarra do costume.

— Kay! – Marlene me acenou com um sorriso rasgado.

Me aproximei da mesa e me sentei entre Lynn e ela. Na nossa frente estavam vários tabuleiros com bifes de porco e travessas de arroz. Esfreguei as mãos uma na outra e me servi em quantidades absurdas e coloquei molho picante na comida.

— Onde esteve? – Uriah, que estava em frente a Marlene, perguntou de boca cheia. – Quando eu e a Mar voltamos, fomos no seu apartamento e o Quatro disse que não te tinha visto.

— Estive por aí… — dei de ombros.

— E porque você desapareceu depois da prova? – perguntou Lynn.

Senti um piquinho em meu estômago por não lhes poder contar a verdade.

— Pois… — cocei o nariz e tamborilei as pontas de meus dedos na mesa. – O líquido me causou uma paragem digestiva e a Linda (a mulher que supervisionava minha prova), teve que me levar no hospital.

Lynn deixou escapar uma risada de gozo e Marlene colocou sua mão sobre meu ombro, com um semblante preocupado.

— Mas você está melhor, certo? – perguntou.

— Sim! – meus dedos aceleraram o ritmo enquanto me esforcei para sorrir.

Escutei os presentes baterem com as canecas sobre as mesas. O barulho se alastrou e as atenções foram desviadas para Max e os outros líderes (incluindo Eric), que acabavam de chegar à grade. Notei que Uriah me olhava fixamente.

Temos que falar”, falou mudamente e virou sua atenção para Max que começaria um discurso.

(…)

Me virei na cama pela milésima vez naquela noite.

Não sei se por descobrir que sou Divergente, ou simplesmente por estar mentindo aos meus amigos e ter discutido de Uriah pela primeira vez na minha vida. Ele realmente se deu conta de que eu estava mentindo e ficou bem chateado com isso, principalmente porque eu me recusei a lhe contar a verdade. Descobri também que ele já tinha percebido sobre eu e o Eric, e quando disse que não havia nada entre nós ele aí se passou por completo.

Me sentei e esfreguei os olhos. Só havia uma coisa a fazer… Troquei de roupa e saí de casa em silêncio para não acordar Tobias. Andei pelos apartamentos até chegar numa porta que dizia Pedrad. Olhei para as janelas e vi que Uriah estava na cozinha, esfregando o rosto. Bati no vidro e ele levantou o olhar. Saiu da cozinha e alguns minutos depois abriu a porta da rua com outra roupa. Caminhamos em silêncio para perto do abismo e foi lá que nossa conversa começou.

— Uriah, desculpa. – suspirei. – Minha vida está completamente virada do avesso e eu não sei bem aquilo que faço. Acredita, eu quis te contar várias vezes sobre eu e o Eric, mas não tive coragem. Tinha medo da sua reação… Eu não quero estar brigada com você. Você é meu melhor amigo e se você deixar de me falar por causa dessa merda toda, eu não sei o que me acontecerá.

— Shh Kay… — Uriah segurou meus ombros e sorriu. – Eu não vou ficar brigado com você. Se eu disse aquilo que disse foi para te mostrar que me preocupo com você e presto atenção quando você está ou não feliz. Desculpa se te machuquei…

Sorri e o abracei. Enterrei meu rosto em seu peito e senti seus braços me circundarem e ele beijar minha nuca. Nos sentamos encostados na parede.

— Com que então você e o Eric, hein? – era bom ter o Uriah de volta. – Será que ele passa a ser menos assustador comigo se soubesse que eu sei acerca de vocês?

Deixei escapar uma gargalhada.

— Não me parece, cara de pudim!

(…)

Você alguma vez foi acordado com um grito?

Então se não, te digo que tem muita sorte, porque eu acabei de ser.

— KAY! URIAH! – gritei com o susto que apanhei ao escutar uma voz potente gritando. – O QUE VOCÊS FAZEM AQUI?

Uriah abriu os olhos com o susto e olhou em redor. Me levantei e me espreguicei. Quando o fiz, minhas costas estalaram todas.

— Eric, qual é a sua? – perguntei ajudando Uriah se levantar. – Acordou com os pés de fora da cama, amor?

Eric ficou com as faces rosadas quando o chamei de “amor” na frente de Uriah, mas se manteve sério. Dei um beijo nele e senti seu corpo ficar tenso.

— Ele sabe… — falei.

— Você contou para ele?! – Eric parecia estar em um pesadelo.

— Não, eu descobri sozinho. – Uriah comentou.

Eric passou as mãos pelas têmporas e suspirou.

— Tabom, mas vão logo ou perdem o trem…

— Já é tão tarde? – peguei o braço dele e via as horas. – Puta que me pariu, vamos logo Uriah!

Começamos a correr pelo quartel-general feitos loucos. Saímos de lá e quando chegamos na linha do comboio, ele estava em movimento. Corremos o mais que podíamos e acabamos por conseguir subir para o vagão. Suspiramos de alívio e ficamos sentados até chegarmos ao nosso destino.

(…)

Uriah segurava minha mão que palpitava quente. Estavamos sentados no meio dos outros membros da Audácia, escutando o discurso da líder da Erudição, Jeanine Mathews. Quando ela se calou todo o edifício mergulhou numa onda de aplausos e eu e Uriah tivemos que nos largar para batermos palmas.

Meu olhar se aguçou quando vi a figura que acabara de subir até o “palco”. Marcus Eaton, meu tio, e líder da Abnegação começou a chamar os nomes e meu coração foi acelerando.

— Uriah Predad!

Uriah me olhou e sorrimos um para o outro. Beijou Marlene do seu lado esquerdo e ela sorriu. Parecia uma despedida. Ele desceu os degraus e subiu no palco. Pegou na faca e fez um golpe. Esticou seu braço e seu sangue caiu dentro de uma das taças.

— Audácia! – nossa fação se encheu de gritos e aplausos e eu e Marlene nos abraçamos.

Uriah voltou para seu lugar sorridente.

— Pensaram que se livravam de mim? – brincou. – Não tão facilmente…

— Mikayla Cohen! – a sala mergulhou no silêncio quando Marcus anunciou o meu nome. Todos os olhares estavam postos em mim.

Me levantei trémula e desci os degraus calmamente, mas devido ao meu nervosismo tropecei e se não fosse Zeke, que estava ali perto como um dos responsáveis pelos iniciados, a me agarrar eu teria dado uma queda vergonhosa. Subi no palco e fiz um golpe na mão. Olhei cada uma das taças.

—- Amizade:

— Lado bom: não tenho que me preocupar com merda nenhuma dentro da cidade

— Lado mau: Estão sempre demasiado felizes

Não me parece.

—- Anegação:

— Lado bom: Nenhum

— Lado mau: Ter que colocar os outros acima de mim

Nem pensar!

—- Erudição

— Lado bom: Poderia ser mais inteligente

— Lado mau: Teria que levar com a Jeanine Mathews, e trair minha mãe.

Outro que escolha.

—- Franqueza

— Lado bom: Poderia voltar a ver o meu pai que por acaso está olhando para mim agora…

— Lado mau: não sou capaz de passar os dias dizendo só e apenas a verdade

Desculpe papai, mas é melhor não.

—- Audácia:

— Lado bom: Sou livre, sou feliz, tenho amigos incríveis e tenho um namorado.

— Lado mau: Se descobrem que sou Divergente, morro na hora.

Mas, mesmo assim…

— Audácia! – a pinga de meu sangue fervilhou quando tocou na pedra contida dentro da taça e os membros da Audácia rebentaram em gritos e euforia.

Eu não só não podia abandonar o sítio onde eu cresci por razões bobas, como também não podia deixar Max destruir todo o trabalho de minha mãe. Eu vou ser a líder da Audácia e vou mudar tudo! Eu sou egoísta! Eu sou corajosa! Sou Divergente!

Notas finais
Bom pudinzinhos e é tudo, espero que tenham gostado. Fico esperando vossos lindo comentários e até o próximo!!! —---- Elenco novo: Linda Bohrer (representada por Lily Collins): https://s-media-cache-ak0.pinimg.com/736x/c8/0b/a1/c80ba1c5f07434b3b63a899810891d8f.jpg Nathan Colleman (representado por Louis Tomlinson): http://30.img.v4.skyrock.net/8016/84148016/pics/3148946476_1_2_g2nsM2CS.gif Jason Porter (representado por Niall Horan): http://68.media.tumblr.com/057733be9d4b705f8acf7d8287b2d09a/tumblr_mh4yj4BnMW1ri8uu5o1_500.gif Carmen Western (representada por Camila Cabello): http://37.media.tumblr.com/76f4eb2580deefd5a715bc353c435a16/tumblr_n4380oBZ721s86ardo1_250.gif Douglas Walker - pai de Kay - (representado por Dwayne Johnson): https://media.giphy.com/media/2koiXEhA5oVnW/200.gif