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19 Someday Maybe


Notas iniciais
Oi ;) 2

"Minha cor, minha flor, minha cara

Quarta estrela, letras, três, uma estrada

Não sei se o mundo é bom, mas ele está melhor
Desde que você chegou, e perguntou:
Tem lugar pra mim?

Espatódea, gineceu, cor de pólen

Sol do dia, nuvem branca, sem sardas

Não sei se o mundo é bom, mas ele está melhor
Porque você chegou e explicou o mundo pra mim..."

Espatódea — Nando Reis



♠♠♠

É véspera de ano novo, e nosso bebê estaria prestes a nascer. Pepper tinha optado por parto normal e hoje estaríamos contando os dias e horas. Eu disse estaríamos, porque às vezes a vida nos prega peças e nada sai como esperamos. Eu, calejado, cansado levar rasteiras, já devia saber que a vida é assim, que ela segue o curso que quer, quando achamos que estamos indo em linha reta surge uma bifurcação, uma curva, um obstáculo e, de repente, nós somos obrigados a recalcular a rota. Há pouco mais de dois meses nós voltamos a morar na nossa nova velha casa e na mesma semana em que mudamos a vida nos surpreendeu.

Dezembro. Inverno. Lá fora ainda está escuro, calmo, a rua coberta de branco, e aqui dentro de casa a temperatura é quente, agradável, fazia silêncio até ele ser quebrado pelo som que mais tenho ouvido nas últimas semanas. Nós estávamos indo bem, estávamos tendo o nosso momento de cumplicidade, nos estudávamos, seus olhos azuis como sempre me fitando, até que sem motivo algum vem o choro.

—Não, meu amor, não chora.— sussurro —Não suporto te ver chorar.

—Já está na hora de você se acostumar então.— a voz de Pepper ressoa atrás de mim e o olhar curioso que antes era só meu parece procurá-la, enquanto o choro continua —Aliás, você pode deixá-la resmungar só um pouquinho antes de pegá-la no colo ou ela virará um bebê chato.— o choro magicamente para, simplesmente porque ela está prestando atenção na voz de Pepper, ela sempre me disse que às vezes basta apenas conversar com a bebê e ela acalma, mas se eu ficar conversando com ela no berço não consigo sentir seu cheirinho de perto, então prefiro tê-la nos braços —Vê? Ela não tem motivo algum pra chorar, está quentinha, limpinha e cheirosa, no entanto tem se revelado uma manhosa e a culpa é sua.— Pepper a tirou de mim e a colocou de volta ao berço.

—Não estou nem aí, vou mimá-la mesmo.

—Seu babão.— Pepper sorri —O papai é um coruja babão, não é meu amor?

Sou mesmo um coruja babão e a razão de eu ser assim tem um nome. Valentina. Minha filha exerce um tipo de poder sobre mim que até então nenhuma mulher tinha, nem a mãe dela, porém a Pepper não precisa saber disso, até porque a história é outra, é outro papo, outra vibe, outro tipo de amor. Amor à primeira vista, genuíno, puro.

Ela volta a chorar e Pepper não se contém, a pega no colo e Valentina começa a esfregar o rostinho contra seu peito. —Manhosa e gulosa.— comento. Pepper se sentá à poltrona e passa a amamentá-la, eu fico apenas observando, sou um mero espectador dos dois amores da minha vida.



♣♣♣

Desde que eu vi a maneira como ele olhou pra ela soube que eu estava caindo do primeiro pro segundo lugar. Não dá pra competir com amor à primeira vista. Aliás, não dá pra comparar o amor que ele sente por mim, com um amor que ele já sentia por um serzinho que nós nem havíamos colocado os olhos. Ela veio de surpresa, e nós ainda nem tínhamos certeza se ela era Ela.

Era um sábado frio de outono, eu tinha acabado de completar 32 semanas quando minha bolsa rompeu, não foi uma ruptura comum, a perda de líquido foi gradativa, quase imperceptível, mas significativa. Foi um parto de emergência, ela nasceu muito pequenininha, foram necessárias algumas semanas na incubadora. Porém eu dei a luz a uma pequena guerreira e no dia em que ela completou um mês nós a trouxemos pra casa, ela ganhou peso e mesmo nascida prematuramente saiu do hospital com o tamanho de um bebê “normal”. Valentina. Ela não podia ter outro nome. Linda, cabelos castanhos, olhos azuis, até agora, pele clarinha, bochechas com covinhas, boquinha rosada e riso fácil, essa é a nossa pequena que amanhã completa dois meses.

—Dormiu.— sussurro, assim que não sinto mais sua sucção em meu seio, me recomponho e a coloco de volta em seu berço —Temos três ou quatro horas de descanso até ela despertar novamente.— digo enquanto saímos do quarto de Valentina.

(...)

Mamãe voltou pra Paris há dois dias, depois de me assessorar por semanas, se dependesse dela ela ficaria aqui, mas meu padrasto planejou por meses uma viagem de ano novo e, por mais que Elena Potts seja a avó mais coruja que se tem notícia, ela também tem uma vida à parte a minha pra viver. Porém ao se despedir ela me disse o que eu precisava ouvir pra ter a certeza de que eu posso dar conta sozinha “Não tenha medo, vida, você nasceu pra isso” e ao invés de me desejar “Feliz Ano Novo” ela falou “Feliz Vida Nova”. Vida nova, realmente. Não posso afirmar que nasci pra isso, mas enquanto Valentina estava protegida do mundo dentro de mim, eu, exposta ao mundo, estava aprendendo a ser mãe.

No meu réveillon anterior eu havia planejado uma viagem, um cruzeiro, não me lembro pra onde, mas, com certeza, Tony ou Valentina não estavam nos meus planos. Sabe Deus onde eu estaria nesse momento, certamente estaria vestindo algo da última coleção de algum estilista renomado e talvez estivesse rodeada de gente que não significa nada pra mim. Hoje estou em casa, usando uma camisa de flanela e olhando o céu ser colorido pelos fogos de artifício, enquanto as janelas fechadas barram os estrondos, o único som que ouço são os resmungos da minha filhota, os braços do amor da minha vida estão em volta de mim, e não há outro lugar que eu queira estar nesse momento.

—Feliz ano novo, meu amor.— Tony sussurra conta os meus cabelos.

—Feliz ano novo, meu amor.— respondo ao virar-me de frente pra ele, Tony afaga e beija a cabecinha da nossa pequena e depois me beija a testa —Feliz vida nova.— eu digo antes que seus lábios encontrem os meus.



Seis meses depois



♠♠♠

Chego depois de passar uma semana nos Estados Unidos, agora é realidade a filial da Stark em Londres saiu do papel, precisei ir à matriz da empresa para os últimos ajustes burocráticos, o Reino Unido tem se mostrado muito interessado no ramo de energia e tudo indica que o primeiro automóvel autossuficiente em energia será criado aqui em Londres. A casa está silenciosa, subo em direção ao quarto e Pepper não está, o quarto de Valentina também está vazio, assim como o escritório. Nenhum sinal da empregada ou da babá. Pego meu telefone e ligo pra Pepper.

Oi, amor.— ela me atende com o sorriso na voz —Já está em casa?

—A caminho— eu minto —Vocês estão em casa?

Na revista.

—Vou passar pra pegar vocês.

Não precisa, Carrie vai nos deixar em casa...— ela responde e isso explica o fato de eu ouvir o riso da minha princesa, Carrie é uma das poucas pessoas com quem Valentina se da bem além de Pepper, Elena e eu —Assim que eu terminar o que vim fazer aqui.

—Diga pra Carrie não se preocupar, a casa dela é contramão, eu pego vocês.— falo enquanto pego minhas chaves e faço o caminho de volta para a garagem.

Quando chego ao prédio da Dirty subo até a sala de Pepper, não deixo sua secretária me anunciar e ao parar diante de sua sala leio na porta “Virgina Potts – Editora-chefe”. Potts, já está mais do que na hora de revermos isso. Lembro-me de ter entrado em sua sala poucas vezes, e me lembro mais ainda de tudo o que já vivemos aqui. Ela nem nota a minha presença, seus olhos estão grudados na tela do notebook a sua frente, sua mesa é sofisticada, sua cadeira é imponente, mas num canto do escritório um tapete felpudo colorido e alguns brinquedos revelam sua função dos últimos meses, e eu começo a pensar que na porta deveria estar escrito “Editora-chefe e mãe”.

—Amor!— Pepper sorri ao me notar e se levanta da cadeira, linda num jeans escuro, camisa e blazer brancos e sapatos azul-claros —Que saudade de você!— ela me beija e eu consigo sentir o quanto ela sentiu minha falta.

—Também estava com saudades.— murmuro contra sua boca e então acaricio seu rosto assim que nossos lábios se desunem.

—Bem, acho que você certamente já notou a ausência de alguém aqui, né?— ela comenta —Ela grudou na Carrie, acho que só você vai conseguir desgrudá-las. Mas não agora— Pepper me beija novamente, enquanto caminha para trás, me puxando, até eu estar a pressionando contra sua mesa, estou a segurando pela nuca, minha outra mão está em sua cintura enquanto as mãos dela vagam das minhas costas para apertar meu traseiro.

—Achei que você estivesse trabalhando.— ofego.

—Fim do expediente, além disso, já fiz o que vim fazer.— ela e volta a me beijar, mas eu não pretendo ir muito longe com essa sessão de beijos quentes, por mais saudade que eu esteja, afinal, nossa filha pode entrar no colo de alguém a qualquer momento, Pepper percebe a minha hesitação então me beija uma última vez antes de se afastar —Vou juntar as coisas da Tina pra irmos pra casa.

—Eu arrumo.— digo e ela volta para sua cadeira, senta por alguns instantes e logo levanta, depois de desligar seu computador e fechá-lo sobre a mesa. Assim que todas as coisas da bebê estão arrumadas o escritório volta a ter a aparência formal de sempre, e logo ouvimos batidas na porta.

—Vim trazer de volta a Dirty Baby.— Carrie anuncia ao entrar na sala.

—Olha quem voltou pra nós, meu amor!— Pepper diz pra Valentina e ela sorri, é o sorriso com poucos dentes mais lindo do mundo.

—Vem com o papai, princesa.— os olhinhos dela brilham, ela estica os bracinhos na minha direção, coloco sua bolsa sobre o sofá e a pego no colo. Ela parece enorme é como se eu não a visse há meses, ela tem uma tiara com um laço rosa em seus cabelos castanhos, seu vestido é marrom com bolinhas rosas, nos pézinhos uma sapatilha.

—Tudo bem, Tony?— Carrie pergunta.

—Tudo sim.— respondo —Melhor agora, de volta pras minhas garotas.— sorrio pra Pepper enquanto afago Valentina.

—A edição desse mês está bem adiantada, se você quiser ficar em casa semana que vem não precisa se preocupar— Carrie comenta com Pepper, talvez por saber que eu estou fora há uma semana, mas o fato é que desde que voltou da licença maternidade ela tem trabalhado mais em casa.

—Tudo bem, mas me mande tudo, cada editorial que for concluído.

—Sim, Sra!— Carrie graceja —Bem, estou indo, já que você não precisam mais da minha carona, bom final de semana.— ela diz —Tchau, princesa.— ela mexe com Valentina que não está mais nem aí pra ela.

—Bom final de semana, Carrie.— despeço-me antes de ela deixar a sala —Hora de levar as minhas garotas pra casa.— seguro Valentina com um braço só e estendo a outra mão para Pepper, ela pega a bolsa da bebê, sua própria bolsa e me dá a sua mão disponível e assim deixamos a sala da Editora-chefe da Dirty Man.

Enquanto Valentina se distrai com seu mordedor sentada ao bebê-conforto no banco traseiro, Pepper mantém a mão em minha coxa, as vezes ela escorrega a mão até meu joelho, depois volta pra minha coxa, ela sempre faz isso quando conversamos enquanto eu dirijo. Não demora estamos em casa.

—Você deu a entender que foi direto do aeroporto pra revista, mas já esteve aqui.— Pepper comenta ao ver a mala que abandonei próximo a porta principal.

—Estive, mas não aguentei esperar vocês voltarem.— confessei —Por falar nisso, porque levar a Tina pra revista, onde está a babá que não ficou com ela?

—Quando saí dispensei as empregadas, não precisava da babá, na verdade eu nem ia pra revista, nós saímos pra passear, né, princesa?

—Só que aí vocês foram passear perto do seu trabalho.— fui irônico —Amor?

—Tá! Demiti a babá ontem, ela se preocupava mais com o dia que você voltaria pra casa do que com as fraldas da Tina e a hora da papinha.

—Amor, você demitiu a babá por ciúme?— eu rio.

—Não, Tony, demiti porque ela era relapsa. Ela podia dar em cima de você o quanto quisesse, era até engraçado.— ela diz e enquanto subimos as escadas, Tina tagarela seu rico vocabulário desconexo como se quisesse tomar parte na nossa conversa.

—O que era engraçado?— pergunto.

—A babá se insinuando e você nem aí pra ela, ou fingindo não estar nem aí, sei lá.— ela coloca Valentina sobre o trocador —O vestido dela está úmido no peito, melhor trocar também.— Pepper comenta.

—Sério mesmo que a babá dava em cima de mim?— realmente ela dava, mas prefiro me fazer de desentendido já que ela não consegue ver meu rosto enquanto vou à comoda e pego um macacãozinho lilás.

—Demais.— Pepper responde ao pegar a roupinha que escolhi —Mas ela estava sendo paga pra cuidar da Tina, e na última semana fiz isso sozinha, porque parece que ser atenciosa com a nossa filha era uma artimanha pra despertar a sua atenção também.

—Segunda-feira nós ligamos pra agência e pedimos pra enviarem apenas babás feias pra entrevista.— provoco —Feias,...velhas...e com verrugas.

Ela me olha sobre o ombro —Não foi por ciúme mesmo, eu só quero ter a certeza de que ela está sendo bem cuidada quando não estiver em casa. Ela já fica em pé apoiando nos móveis, engatinha pela casa toda, pra subir alguns degraus da escada e depois rola-los abaixo é um piscar de olhos.

—Eu sei, amor.

—Filha, sossega pra mamãe conseguir trocar sua roupa.— Pepper pede porque as perninhas dela não pararam um só instante.

—Deixa comigo.— eu peço.

—Pronto, você conseguiu, ele é todo seu.— Pepper brinca ao me deixar terminar de trocar Valentina e vai jogar a fralda suja no lixo. Eu fecho os botões do macacão e a seguro diante do meu rosto, converso com Valentina e ela “conversa” comigo, beijo seu pescoço e como sempre acontece ela ri muito, com suas pequenas mãozinhas tenha me afastar, meu cavanhaque faz cócegas —Reparou que outro dente saiu?— assinto.

—Quando ela estiver com quatro dentes nós a deixaremos escolher o cardápio do jantar.— brinco, enquanto saímos do quarto.

♣♣♣

Tudo foi com ele. Brincar, dar banho, dar papinha, mamadeira e colocar pra dormir. Tentei ajudá-lo, mas quem disse que ela deixou? Fui apenas uma coadjuvante da farra dos dois. Desde o momento em que pisamos em casa eu não ouvi um “mamã”, só os peculiares “papá”, Valentina estava morrendo de saudade dele assim como eu, porém, o deixei ser dela, mesmo que depois que ela durma não sobre energia pra ser meu.

O Sr Stark avisa que a pequena Stark já está dormindo e que agora ele vai banhar-se.—Jarvis anuncia.

—Obrigada pelo recado, Jarvis.— agradeço, abandono minha taça de vinho na sala e vou até a cozinha para colocar o jantar, que a empregada deixou previamente pronto, no forno.

Srta Potts...?— Jarvis me chama novamente.

—Sim, Jarvis?

O Sr Stark perguntou se as intenções dele não foram claras quando pediu pra avisar que estava indo pro banho?

Eu rio, esse tipo de coisa é a cara dele, coloco o nosso jantar de volta na geladeira. Subo em direção à nossa suíte e quando ouço o barulho do chuveiro me livro das minhas roupas antes mesmo de entrar no banheiro. Ele está de costas, completamente nu, e antes de entrar no box, acompanho o caminho tortuoso que a água faz entre seus músculos até chegar ao chão. Sua visão me excita, engulo em seco. Entro e continuou o olhando, o ouço rir, ele sabe que estou aqui e o devoro com os olhos, Tony se vira e joga a esponja cheia de espuma em minha direção, a agarro no susto.

—Preciso de ajuda pra esfregar minhas costas.— com um sorriso sacana ele me examina da cabeça aos pés.

Talvez ele esteja esperando outra atitude minha, porém eu faço sinal com o indicador pra que ele fique novamente de costas, me aproximo e começo a esfrega-lo levemente com a esponja. Mordo meu lábio inferior enquanto o esfrego, Tony possui músculos bem definidos, mas não é um homem grande, aliás, dependendo do sapato que usar corro o risco de ficar mais alta do que ele.

—Vire-se.— eu peço, seus olhos imediatamente caem nos meus.

—Mais sabonete?— aquiesço, ele pega o sabonete líquido e despeja na espoja, começo a esfregar seu peito enquanto a água escorre levando a espuma consigo.

Passo a esfregá-lo, ou melhor, provocá-lo com as mãos. Esfrego seu peitoral, abdome, lavo seu pênis, o masturbo e sua ereção se faz presente, o tenho em minhas mãos e ele ofega. Tony me coloca de costas pra ele e, deixo a esponja cair, mas pra ele não é problema. Ela despeja sabonete em suas mãos, esfrega-me o pescoço, ombros, molda meus seios em suas mãos antes de esfrega-los, desce até minha barriga, agora sou eu quem ofega, sua ereção pressiona meu traseiro enquanto ele me lava como se estivéssemos nos banhando juntos pela primeira vez.

Ele posiciona o joelho entre minhas pernas as abrindo e sobe com a mão entre minhas coxas. Meu sexo está tão apertado que choramingo, meus sentidos estão intensificados pela proximidade de nossos corpos, sua respiração é quente e intensa, seus lábios roçam meu pescoço e eu tenho me manter firme quando minhas pernas bambeiam. Tony me vira de frente, me pega nos braços fazendo com que eu o envolva com as minhas pernas e então, finalmente nos beijamos, ele segura minha bunda e eu me serpenteio em seu pescoço enquanto nosso beijo se intensifica quase a ponto de nos fundir.

—Eu quero te amar, quero estar dentro de você.— ele diz e suga meu lábio inferior.

—Me faça sua, estou aqui.— respondo. Ele de repente desliga o chuveiro, me carrega para o quarto e me coloca em nossa cama.

—Adoro fazer amor com você no chuveiro, mas agora eu te quero aqui.— ele diz enquanto espalha beijos pela minha pele molhada.

Meu sexo se contrai novamente e a umidade que sinto não é mais por causa apenas do banho. Tony abre minhas pernas e se enfia em mim, eu gemo, sua boca esmaga a minha, suspiro quando sinto seu gosto. Não sei quem está com mais fome, mais carente ou mais desesperado, nossas mãos vagam pelos corpos um do outro enquanto nos beijamos e nos movemos nos amando. Ele me toma, ele me rouba, ele me ama avidamente e me faz gemer alto, enquanto o ouço grunhir a cada investida contra mim. Meu corpo formiga cada vez que seu peito roça contra meus mamilos. Ele me beija e, sem sair de mim, se ajoelha entre as minhas pernas, minhas costas se arqueiam um pouco, Tony me segura pelos quadris, e então ele sai inteiramente e a minha sensação de abandono dura poucos segundos, pois logo ele está dentro novamente.

—Oh, deus...isso é tão bom.— gemo, minha respiração está acelerada, meu peito sobe e desce, e ele não tira os olhos de mim, uma onda de calor se espalha pelo meu corpo quando seus dedos escorregam para o meu clitóris, meu sangue ferve, meu sexo encharca. Ele murmura meu nome e me deixa louca, se curva sobre mim e lambe meus seios, e todas as ondas de prazer parecem arrebentar no ponto mais sensível do meu corpo —Tony...!

Ele para de me estimular quando estou à beira do limite, há um prazer sádico em seu olhar, inclino meus quadris querendo mais, mas ele não me dá, Tony está enterrado em mim, mas parado, ele me puxa e eu agarro seus ombros estamos cara a cara, quase consigo sentir seu coração bater contra o meu peito enquanto ele ainda está completamente dentro de mim, duro e pulsante.

—Agora é com você.— ele diz, eu começo a me mover bem devagar e o beijo enquanto subo e desço. Eu amo a mameira crua e primitiva como ele me ama, amo o seu desejo por mim. Eu amo seu peito, seus braços que me circundam e sua pele, eu o amo. —Vamos, meu amor, agora, rápido, duro!— ele rosna e eu faço, ele me auxilia no meu sobe e desce que passa a ser frenético, uma de suas mãos estão em meus quadris a outra se enrola em meus cabelos e segura firme, eu grito, mas não é de dor, longe disso. Tony me beija enquanto nos encontramos violentamente num ritmo crescente. Subo uma última vez, e quando me afundo em sua ereção eu gozo, e logo ele goza também, sua mão afrouxa em meus cabelos e nós desabamos sobre a cama, exaustos. Tony relaxa e começa a pesar sobre mim, eu gemo, ele percebe meu desconforto e se deita ao meu lado, me puxando contra seu corpo, sinto seu pênis semi-ereto me cutucar e um arrepio percorre meu corpo, a sensação se intensifica quando ele afasta meu cabelo úmido e passa a plantar beijos em meu ombro. Eu me viro e o beijo. Nós ficamos frente a frente, apenas nos acarinhando enquanto a adrenalina baixa. Rimos, nos afagamos e nos beijamos. Depois do sexo intenso é como se estivéssemos voltado para as preliminares.

—Eu te amo.— sussurro —Demais. Cada vez mais. Isso é possível?

—Perfeitamente.— ele ri, amo o som da sua risada.

—Sou extremamente feliz por ter te reencontrado e caçado você quando você tentou fugir.— o beijo outra vez.

—Eu te amo mais.— ele diz, o nosso eu te amo sempre se transforma numa competição —Sou extremamente feliz que você tenha me caçado, mesmo que tenha sido por diversão, e que por isso tenha se apaixonada por mim de verdade, de novo, e pra sempre.— ele me beija —Por falar em pra sempre...— Tony se levanta e completamente nu caminha até o banheiro, o vejo vestir o roupão, me sento na cama, me enrolo ao lençol úmido.

—Aonde você vai?— pergunto ao vê-lo abandonar o quarto.

—Espere aí.— ele diz. Espero, mas ele demora a voltar e eu não aguento esperar mais, levanto da cama e me embolo ao lençol pra não tropeçar nele, não vou muito longe, quando chegou à porta do quarto o ouço conversar com Jarvis e volto correndo pra cama —Demorei?— ele pergunta ao sentar na cama próximo a mim.

—Um pouco.

—Desculpa, mas já estava mais do que na hora de eu fazer isso.— fico apreensiva —Pep...— ele diz a segurar as minhas mãos —Lembra daquele vídeo que eu te mandei há pouco mais de um ano pra te convencer a voltar pra mim?— aquiesço —Naquele dia eu prometi que não deixaria você e que nós ficaríamos juntos pra sempre. Como resposta você me disse que talvez um dia se casasse comigo. Nenhum de nós dois cumpriu a promessa, quer dizer, você ainda pode cumprir, o seu “talvez um dia” pode ser qualquer dia, mas eu, eu deixei você...— sua voz embarga.

—Não importa mais.— entrelaço nossos dedos —O nosso pra sempre é hoje, ele está acontecendo.

—Eu sei meu amor.— ele leva minha mão esquerda à sua boca e beija meu dedo anular, apenas meu dedo anular, e tudo começa a fazer sentido —Mas naquela noite eu disse que nós tínhamos que fazer direito, que nós iríamos a Paris e eu pediria a sua mão à Elena, infelizmente, nada saiu como o esperado. Mas agora nós estamos tendo a nossa segunda chance e, sua mãe que me desculpe, mas eu não preciso pedir mais nada pra ela não.— ele ri e eu também —Afinal, a nossa aliança está dormindo o sono mais tranquilo do mundo no quarto aqui ao lado.

—Nenhum anel é mais valioso do que ela, você não poderia ter me dado aliança mais significativa.— eu digo, pisco e as minhas lágrimas rolam.

—Mesmo assim, fui buscar uma coisa que eu quero te dar há mais de sete anos.— ele solta as minhas mãos e tira uma caixinha do bolso do roupão —Sei que faz pouco tempo que você voltou a usar o seu nome, e eu não quero que você deixe de usá-lo, só quero que você deixe o meu nome ficar ao lado do seu.— Tony abre a caixinha expondo um lindo anel —Virginia Potts, você aceita se casar comigo?

—Aceito.— afirmo, como em todas as outras vezes em que ele me pediu no nosso último ano, e então ele desliza a aliança no meu dedo anular da mão esquerda. É o anel perfeito, uma safira quadrada central e dois aros com diamantes incrustados a sua volta, nas laterais alguns outros diamantes.

—Eu venho te pedindo em casamento há meses, às vezes parece brincadeira, às vezes parece bem sério, mas sempre foi de verdade.— ele diz.

—Nunca duvidei dos seus pedidos, mesmo aqueles que vinham acompanhados de um doce pra matar os meus desejos e acalmar meus ânimos durante a gravidez ou aqueles que vinham com as flores que você arrancava do nosso jardim.— o beijo.

—Gostou do anel?— ele pergunta.

—É lindo, não sei por que, mas tenho a impressão de que azul é a nossa cor.

—Deve ser.— ele diz —No dia do nosso quase primeiro beijo você usava um vestido azul.

—Quase primeiro beijo?— arqueio uma sobrancelha.

—É uma longa história.— ele desconversa, me puxa e me beija com a mesma paixão, a mesma fome, desejo e urgência e minha mente viaja para o dia em que, pra mim, foi o nosso primeiro beijo, no estúdio, o beijo que significou tanto e eu nem sabia que estava beijando o homem da minha vida. Aquele beijo me tirou de mim, descongelou meu coração e o devolveu pra ele. Agora o meu “talvez um dia” está prestes a se transformar no nosso “Pra sempre”.

Notas finais
Apresento-lhes, Valentina Potts Stark: https://c2.staticflickr.com/6/5137/5492966835_3931ec9079_z.jpg Amores leitores, ativos e fantasmas, desculpem a demora. Desde a última postagem aconteceu tanta coisa, briga com o namorado, crise de criatividade, reconciliação e copa do mundo. São/Foram fortes emoções. Li que, ao contrário da aliança de compromisso, o anel (que é mais tradicional fora do brasil) fica mesmo na mão esquerda, e apenas no dia do casamento dá lugar à aliança. Esse é o anel que escolhi pra Pepper: http://sd4.gemvara.net/ig/PLD-ENG-UN-CS821-6x6-CUS/LD/1/14WG-T-D-D/400/cushion-blue-topaz-14k-white-gold-ring-with-diamond.jpg Não vou enganar vcs, não comecei o epílogo ainda, mas prometo atualização até o meio da semana que vem, tá? São as últimas atualizações da fic e eu ficaria feliz demais que vcs se manifestassem. Obrigada pelos comentários até aqui, e se vcs acham que a história merece comentem, favoritem, recomendem, façam essa leitora feliz. See u Xoxo, Ivy ;) 1