Brahms
1 É um menino
Notas iniciais
28 de agosto de 1979;
Londres.
A casa dos Hellshire estava cheia .
No quarto do casal mulheres se encontravam conversando e andando de um lado para o outro.
—___ Foi difícil quando tive meu primeiro. Escamou uma delas com um sorriso sem jeito e um leve estremecer
—___ Partos nunca são fáceis.... disse a outra suspirando e olhando para a mulher na cama.
Senhora Lucy Hellshire tinha 40 anos e estava no oitavo més de sua gestacão, esperavam doutora Lilian Porter a medica de confiança da família, que estava demasiado atrasada, para começar o parto. Era uma gravidez de risco, pela idade avançada de senhora Hellshire, eles foram avisados de que realizar o parto poderia custar a vida de Lucy e ate mesmo da criança que estava em seu ventre, porem os Hellshire queriam correr esse risco. O parto teria de ser as pressas. Os cabelos loiros da senhora estavam molhados de suor, ela segurava sua barriga, respirava fundo e cada vez mais rápido.
—___Você ficará bem minha querida. Disse uma das mulheres abrindo um sorriso e segurando firme a mão de senhora Hellshire que mesmo com a dor conseguia esboçar um pequeno sorriso.
—___ Ninguem me disse que seria fácil... disse senhora Hellshire com a voz fraca, as pontadas de dor vinham cada vez mais fortes, ela se perguntava naquele momento se ira aguentar tamanha dor, sentia no fundo do coração que aquele era o momento de partir, preocupava com seu bebe acima de tudo não temia a morte só o queria salvo.
Do lado de fora um homem dava tapas nas costas de senhor Damien Hellshire, Sentado em sua poltrona na sala de estar fumava inpacientemente seu cigarro.
—___Eles ficarão bem. Dr. Porter é a melhor nesse assunto. Disse um dos homens lhe consolando, Damien se levantou e foi até a escada olhou para baixo e suspirou.
—___Onde ela está? Disse ele amassando o cigarro no cinzeiro.
Bateram a porta principal
a medica subiu as pressas rumo ao quarto do casal. Senhor Hellshire segurou-lhe o braço
—___ Pelo amor de deus doutora... salve-os...
—___ Farei o possível.
A medica entrou no quarto
senhora Hellshire estava pálida, contorcendo se na cama, a medica colocou sua maleta na mesa de cabeceira.
—___Quando começou a bolsa rompeu?
Senhora Hellshire respirou fundo
—___Há algum tempo...
Disse uma das mulheres
A medica começou a tirar os objetos da mala e colocar na mesa.
—___ Ok. Terei que agir as pressas, mas antes devo lhe avisar... não será um parto fácil preciso que fiquem aqui com ela. Pode ser que nem um dos dois sobreviva...
Senhora Hellshire arregalou os olhos as lágrimas caíram, ela balançava a cabeça de um lado para o outro falando "não" a mulher que estava segurando sua mão acariciou seu cabelo e sussurrou "calma"
—___ Nao...nao...Mesmo que... custe minh... minha vida... eu... eu... quero... que o salve... salve meu filho doutora... disse ela segurando fortemente a mão da medica que balançou a cabeça em sinal de concordância.
As horas que se passaram foram tenebrosas, os gritos ficavam cada vez mais fortes, senhor Hellshire que agora havia abandonado o cigarro abaixava e levantava a cabeça e rezando baixo para que deus salvasse as duas coisas que ele mais amava no mundo. Ate que silêncio, seguido de um choro agudo de criança.
A medica entrou na sala enxugando seu rosto, suspirando, senhor Hellshire se levantou depressa se equilibrando para não cair
—___ Você a salvou? salvou minha Lucy?
ele a olhou, ela abriu um leve sorriso e fez que sim com a cabeça
—___ E quanto a criança?
—___ É um menino... disse a medica, senhor Hellshire se sentou de novo.
—___ Um menino... meu menino.... meu garotinho... disse ele ofegando.
Uma rajada de alegria tomou a sala pessoas davam tapinhas nas costas de senhor Hellshire ainda em choque e lhe parabenizavam
Ele apenas olhava para o chão sorrindo e repetindo "é um menino"
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