19 de fevereiro de 1984;

Londres.

Brahms estudava em uma escola particular na qual ele estava se dando muito bem. Ele era bem inteligente para sua idade, e um tanto curioso, ele questionava tudo e qualquer coisa que o ientrigava. Aquela tarde senhor é senhora Hellshire tiveram que comparecer à escola para uma reunião de pais, cujo motivo era seu filho.

Senhora Hellshire não entendia por que uma reunião especificamente sobre Brahms, já que ele não causava problemas, exceto naquela vez, uma semana antes que acidentalmente deixou cair gordura fervendo no braço de uma coleguinha quando faziam um trabalho com a cozinheira, mas aquilo já fora resolvido afinal, ele era só uma criança.

Chegaram por volta das três e meia, a aquela altura todos os pais estavam na sala. A professora de Brahms, senhora Graay, lhes orientou para tomarem seus lugares.

—___ Então. Disse senhor Hellshire impaciente ____ Por favor, nos explique o por que de nos chamarem aqui. Ele estava nervoso, além de não entender o porquê daquilo, estava com raiva por perder um dia de trabalho.

—____ Essa reunião foi idéia dos pais para conversar sobre o comportamento de seu filho. Disse a professora calmamente. Sra. Hellshire franziu a sobrancelhas, sr. Hellshire cruzou os braços, estava irado, como eles podiam submeter sua família á imenso constrangimento?! Convocar uma reunião de pais para caluniar seu filho?! Inaceitável, tudo bem que Brahms não era bem, uma criança convencional, mas ele nunca fez nada de ruim para ninguém.

—____ Como assim? Disse sra Hellshire

—____ Senhora Hellshire, seu filho tem agido de forma muito agressiva ultimamente...

—____ Eu não entendo. Oque ele está fazendo especificamente?

—____ Bom, creio que foram informados do incidente na cantina....

—____ já resolvemos aquilo. Foi um acidente, acidentes a contestem.

—____ Mas o comportamento de seu filho está pior des desse acidente ...

—____ O que ele tem feito?

—____ A lista é bem extensa. Nesta última semana ele tem gritado, praguejado, ele quebra os brinquedos dos outros alunos, chingando os colegas e até bate neles.

Sr. e Sra. Hellshire estavam perplexos, seu filho nunca apresentava esse tipo de agressividade em casa, não sabiam o que dizer, a professora estava bem seria não parecia enventar nada naquele discurs. Os outros pais sentados atrás do casal estavam calados mas sra. Hellshire sabia que uma hora ou outra eles iam começar a fazer escândalo.

A raiva de sr. Hellshire se transformou em incompreendimento. Ele não tinha argumentos contra aquele discurso.

—____ Ele não se comporta assim em casa, muito pelo contrário.

—____ Sra. Hellshire seu filho costuma passar muito tempo sozinho?

—____ Não, estou quase sempre com ele.

—____ Já presenciou ele maltratando algum animal?

—____ Não, nunca.

—____ Ele já falou algum palavrão na sua presença. Ou lhe ensinaram palavrões?

—____ Creio que Brahms nem saiba oque são palavrões.

—____ Ele costuma responder os mais velhos?

—____ De novo, não. Brahms não faz nada disso, ele é um garoto muito tímido, e tenho sertesa ao lhe dizer que o educamos muito bem em casa.

Um dos pais sentados na última fileira deu uma tosse e um pequeno riso num tom sarcástico._____ Eu realmente não estou entendendo, se oque esta disendo srt. Graay for verdade por que ele não demonstra isso em casa?!

—____ Geralmente crianças dessa idade são como esponjas. Absorvem quaisquer comportamento presenciado em casa. Creio que de alguma forma Brahms...

Sr. Hellshire se levantou agressivamente.

—____ Bobagens! Sr. Hellshire deu um soco na mesa_____ Você insinuando que Brahms está aprendendo isso conosco?? Minha familia nao usa de violência. Chega ja ouvi demais, conheço meu filho e Brahms não é capaz de machucar uma mosca. Ele estava vermelho mal conseguia controlar sua raiva. Sra. Hellshire tentava controlar o marido mas foi em vão.

—____ Senhor, por favor, não estou insinuando nada. Só os chamei aqui por pura preocupação com seu filho e com os demais alunos. Brahms está agindo assim...

—____ Meu filho age assim por que é uma criança, e não sabe ainda distinguir o certo do errado. Um dos pais se levantou da cadeira

—____ Isso é verdade. Mas nunca conheci uma criança que fizesse tamanha crueldade. Disse o homem

—____ Crueldade?

—____ Sim. O senhor sabe oque seu filho fez com o braço de minha filha.

—____ Pensei que já tivéssemos encerrado este assunto Sr. Williams.

—____ Encerrado? Me surpreende você achar que isso está encerrado Sr. Hellshire. Seu filho jogou gordura fervendo no braço de minha Sarah por sorte não pegou seu rosto. O homem subiu o tom de voz, em retribuição Sr. Hellshire aumentou o timbre também.

—____ Foi um acidente, o senhor sabe disso, inclusive quando nos reunimos para resolver, o senhor foi o primeiro que disse isso.

—____ Pois é, não tenho mais certeza disso.

—____ Acha que foi propositadamente?

O homen não respondeu

—____ Robert, você conhece meu filho tão bem quanto eu, Sarah e Brahms cresceram basicamente juntos. Você sabe muito bem que meu filho não seria capaz de fazer aquilo.

—____ Mas fez. Ele fez a questão é essa. Sr. Hellshire empurrou a mesa que estava em sua frente para o lado e se aproximou de Robert Williams

—____ São crianças, crianças agem por impulcividade, não tem consciência de ...

—____ Com todo o respeito Damien, uma criança independente de sua idade não faria tamanha maldade.

—____ Perdão?!

—____ Brahms não é uma criança, é um monstro!

Senhor Hellshire voou encima de sr. Williams dando um soco em sua cara, todos na sala correram para separar os dois, que trocavam socos. Depois de alguns minutos os dois foram separados, senhor Williams estava com a boca sangrando e senhor Hellshire com um olho roxo. Depois de ter acalmado os dois, professora Graay dispensou os outros pais, falou para que os Williams e os Hellshire resolvessem isso fora da escola que era um local de respeito, e avisou senhor e senhora Hellshire que era melhor conversarem só os quatro ( ela, Brahms e os pais) em outra data. Essa reunião nunca iria acontecer Brahms não iria voltar para a escola no dia seguinte, nem na semana seguinte, nem nunca mais.

A amizade dos Hellshire e Williams era antiga...

Era...

Essa é a palavra certa...

Eles agora não eram mais amigos...