Brahms

4 A bronca (parte 1)


22 fevereiro de 1986

Londres

—____ Mas eu não fiz isso Papai. Disse o menino sentado na cama

—____ Não minta para mim! Sr. Hellshire andava de um lado para o outro, estava com tanta raiva que sua pele branca ficará vermelha. Ultimamente ele ficava bastante assim, seu filho estava lhe dando bastante motivos._____ Eu vou perguntar só mais uma vez. Brahms, você colocou aquele rato morto na cama de Virgínia?

—____ Não. Respondeu ele num tom de sinceridade, mas a sinceridade de Brahms era falsa. Acontece que um dia desses uma empregadas da casa, Virgínia dormia tranquilamente em sua cama, acordou assustada e se deparou com um rato morto ao seu lado, e jurava de pé junto que viu pequenos olhinhos castanhos esverdados espreitando no canto do armário observando a gritaria da empregada. Isso aconteceu pelo menos 4 vezes antes que Virgínia tomar coragem de contar aos seus patrões.

Não havia provas concretas mas Sr. Hellshire sabia que se tratava de mais uma das travessuras de seu filho. Afinal o passatempo favorito de Brahms era aprontar com os empregados da casa. Sr. Hellshire olhou o menino, ele estava tão calmo que ate parecia que se divertia com a sua raiva.

—_____ Fale a verdade. Eu sei que foi você Brahms.

—_____ Eu tô falando a verdade.

—_____ Eu não estou com paciência pra isso...

O menino abaixou a cabeça, e começou a brincar com os dedos da mão.______ Tá bom, já que não quer falar a verdade, você vai lá em baixo pedir desculpas para Virgínia.

—_____ Mas...

—_____ Mas nada, você vai fazer isso e depois eu quero que volte para cá e pense no que fez. Brahms emburrou a cara, se levantou e olhou para o seu pai, ele agora estava com raiva também, não gostava de ser castigado. Nunca gostou.

—____ Não.

—____ O que disse? Sr. Hellshire se surpreendeu, era a primeira vez que seu filho falava não para ele.

—____ N-A-O. Eu não quero. Ele cruzou os braços e olhou diretamente para o pai desafiando-o.

—____ Eu vou te ensinar a me respeitar seu moleque mal educado.

Sr. Hellshire segurou o menino pelo braço, Brahms tentou tirar o braço da mão do pai, como não conseguiu começou a gritar chamando sua mãe, Sr. Hellshire virou o menino e deu três fortes tapas. Ele começou a chorar, gritar, xingar, até que seu pai o soltou._____ Levanta a voz de novo pra mim, pra você ver o que acontece com você. Agora Você tá de castigo até amanhã, e vai pra cama sem jantar. Brahms o olhou o pai indo em direção a porta. Assim que seu pai saiu ele correu para abri-lá mas estava trancada.

Ele começou a espancar a porta, dando chutes e socos, mas isso não adiantou ele estava preso. Ele se sentou no chão e chorou um pouco, olhou para sua comoda viu um martelinho de brinquedo com ponta de ferro em cima dela. Ele correu subiu em sua cama e pegou o martelo. Bateu com o martelo em seu braço direito ficar roxo, depois deitou-se na cama e apagou a luz. Sua mãe não tinha ido socorre-lo, isso significava que ela não estava em casa, então era só esperar. Brahms ria deitado na cama até que pegou no sono.