Boys N' Roses
8 Um pouco de história...
Notas iniciais
“ – Rose! Pare de gracinhas! Temos que ir pra casa! – Marie exclamava.
Depois de terem saído da festa de Julie, Rose estava “andando” e rindo sozinha. Realmente ela estava bêbada.
— Mas esse poste é meu amiigu! Podemos levá-lo? – a morena falou rindo. Na verdade enrolou mais a língua do que falou.
— Não. Vamos deixa-lo ai. – Marie disse, pegando rose pela cintura e a arrastando.
— Mas... – a morena tentou falar, mas uma pessoa a interrompeu.
— Rose? – Alec exclamou do outro lado da rua. Ele a atravessou ficando de frente à morena. – O que faz aqui a essa hora da noite?
— Estamos voltando de uma festa. – Marie responde meio nervosa. – Mas quem é você?
— Xiu Marie! Não conte nada a esse cretino. Se não ele irá contar ao me pai. – Rose falou a Marie, fazendo sinal de silencio e logo após rindo.
— Rose, você está bêbada? – Alec perguntou direcionando um olhar reprovador a ela.
— Claro que não! – ela exclamou brava. – Consigo andar até em linha reta, olha. — Óbvio que ela falhou miseravelmente em sua missão de andar em linha reta. – Ops. – ela disse após cair no chão.
— Rose, iremos pra casa agora! – Alec murmurou ficando vermelho de raiva, a pegando no colo.
— Nãaao! Meu pai vai me matar! – a morena disse choramingando. – Me deixa em paz na casa da Marie e volta pra sua namoradinha.
Alec suspirou.
— Marie, certo? – ele se pronunciou, dirigindo a palavra à loira que o encara desde sua chegada. A loira apenas assentiu com a cabeça. – Meu amigo ali — ele disse apontando para um carro que estava parando do outro lado da rua com os faróis acesos. – irá te levar para casa, ok? – a menina voltou a assentir, logo após acenou para Rose e foi embora, em direção ao carro.
Rose estava ficando tonta. E com náuseas. Realmente não fora uma boa ideia beber tanto.
— Alec... Estou enjoada. – a menina declarou.
— Ninguém mandou beber tanto. – ele fala com uma feição bastante séria. Ele não conseguia encará-la. Em que momento a Rose-toda-certinha começou a mudar para Rose-toda-inconsequente?
— Alec... – era um aviso de Rose que ela realmente estava muito enjoada.
Mas daí veio um barulho ensurdecedor no final da rua, sendo seguido por vários pedaços de concretos lançados ao ar. Era uma bomba. Só agora eles perceberam o barulho dos aviões. Aviões alemães.
— Merda! – Alec exclama. – Rose, você esta bem? – ele pergunta a colocando no chão. No mesmo instante, a garota se abaixa e vomita.
Ela coloca tudo o que tinha no estômago pra fora, e o que não tinha também. Alec prontamente segura os cabelos da menina. Assim que a morena termina, ela percebe exatamente o que acontecera. Uma bomba havia caído ali. E pessoas estavam mortas. Pessoas inocentes que não tinham nada haver com aquela guerra idiota provocada pelos nazistas. Pessoas que não teriam mais um futuro.
— Vamos sair daqui logo. – ela fala, suspirando.
Rose não era uma pessoa religiosa, mas, naquela noite, rezou por todos aqueles que não teriam mais um futuro feliz. Mas ela não sabia que o futuro dela também iria acabar. Em breve.
1º de Setembro de 1939 — Uma data memorável que iria ficar para a história.
Rose acordou com a pior do de cabeça de sua vida. Agora ela sabia o que era a ressaca. Ela estava em sua cama confortável. Assim que a morena se levantou, viu um loiro dormindo desconfortavelmente numa poltrona.
Na noite passada, quando chegaram a casa, o pai da menina não se encontrava. Certamente ele fora convocado para resolver os problemas militares, o que foi muito bom para Rose, porque se o pai da garota a visse no estado que estava ontem... Estaria terrivelmente ferrada.
Rose ficara encarando o menino loiro a sua frente por bastante tempo. Ah, por que as coisas eram tão complicadas?, ela pensara.
— Vai ficar aí me encarando mesmo. – Rose estava tão absorta em seus pensamentos que nem percebera que o menino havia acordado. Ela corou violentamente por ter sido pega no flagra. Ela desviou o olhar rapidamente e se deitou novamente na cama. – Por que bebeu tanto ontem?
— Porque eu quis. – ela respondeu ríspida.
O loiro revirou os olhos com a resposta da morena.
— Isso eu percebi. – ele comentou rindo. – Mas por que você quis?
— Blake, me deixe em paz.- ela disse, se cobrindo até a cabeça com o cobertor.
— Isso tudo foi por que está com ciúmes da Pietra? – ela percebeu que a voz do menino aumentara e que ele havia sentado ao seu lado, na cama.
Rose abaixou o cobertor até ficar na altura dos olhos para olhá-lo, antes de lhe responder: — Eu não tenho ciúmes de você.
Alec riu gostosamente, o que irritou muito Rose já que fez a dor de cabeça dela aumentar.
— Eu já lhe disse que eu não tenho mais nada com ela. Ela que é louca e não aceita verdade. – o loiro disse, brincando com os cabelos da morena.
A morena suspira. Será que acreditava nele?
— Vamos tomar café. – foi a única coisa que Rose disse antes de se levantar.
Enquanto os dois tomavam o café, sozinhos, já que aparentemente o pai de Rose ainda não voltara do trabalho, eles ouviam o rádio. Havia apenas algumas noticias chatas, até que uma chamou a atenção dos dois na mesma hora.
Ontem a noite foi registrado que os nazistas resolveram dar uma passada pelo nosso país e deixaram algumas bombas como “presente” de boas vindas a guerra. 13 pessoas, infelizmente morreram, e 5 ficaram feridas. E também ficamos sabendo que os alemães, nesta madrugada, invadiram o território polonês. Rezemos para que os nossos bravos soldados acabem com esses nazistas nojentos o mais rápido possível. Que acabem logo com o que alguns chamam de “Segunda Guerra Mundial”. Esperemos que os horrores que ocorreram na primeira não ocorram agora.
Então, a Segunda Guerra Mundial fora iniciada. Alec estava pálido, pois ele sabia que muitas responsabilidades cairiam para si, já que era uma das maiores esperanças do exército britânico. O projeto Immortal finalmente seria colocado em ação.”
POV Rose
História. Odeio história, mas é uma das matérias que eu sou incrivelmente boa.
— Irei passar um trabalho para semana que vem valendo MUITA nota. – a professora carrancuda exclama. – Nosso próximo assunto será a Segunda Guerra Mundial. Sendo assim, farão um breve resumo sobre esse período terrível para terem uma ideia do que veremos. E não aceitarei menos de 60 linhas!
Foi ouvido várias reclamações antes de o sinal bater. Seria fácil escrever um trabalho com mais de sessenta linhas, mas cadê à vontade? Pois é, evaporou.
Guardei todas as minhas coisas e saí da sala. Logo na porta, encontro Dex, que prontamente pega minhas coisas. Dex me deixa confusa... Muito confusa. Mas Alec me deixa mais. Muito mais.
— Pela sua cara, a aula não foi nada boa. – Dexter comenta, arqueando uma sobrancelha.
— A professora passou um trabalho gigante para nós fazermos. E vale muita nota, de acordo com ela. O problema é que não estou nada animada para fazê-lo. – respondo bufando. – Então, quando sua mãe chega?
— Chega amanhã. – ele responde, revirando os olhos. – Eu realmente não entendo porque ela resolveu vir logo agora que as coisas estão ficando legais. Parece que ela pressente quando estou bem e volta pra estragar tudo.
— Não pense assim. – falo pegando em sua mão. Para os outros, provavelmente parece um simples ato de namorados. Mas para nós, isso significa muito. Não sei exatamente o que, mas significa. E é isso o que mais me irrita, não saber o que sinto exatamente por Dexter. Ele apertou minha mão, enquanto suspirava. – Não tire conclusões precipitadas antes de saber o que ela quer. Mas você quer mesmo que eu vá? Tipo, mentir pra pessoas desconhecidas é uma coisa, para a sua mãe, é outra.
— Acho que você tem razão. – ele disse, assim que chegamos à porta do meu quarto. – Mas o que você acha de sairmos hoje à noite? Essa escola já está me irritando.
Pensei por um instante. É, seria uma boa dar uma saída. Respirar novos ares...
— Ok. Para onde iremos?
— Isso é segredo, baby. – o moreno me responde e me rouba um beijo. – Até mais. – ele diz sorrindo torto.
Provavelmente eu estava toda vermelha. Entrei rapidamente no meu quarto. A cada dia, Dexter me surpreende mais. O único problema é que sinto uma coisa forte por Alec, e não sei o que faço com isso. Será que devo deixar pra lá? Investir? Mas e o Dex? Eu gosto dele. Espera. Eu gosto do Dex. AI. MEU. DEUS. Estou muito ferrada...
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Eu estava quase pronta, faltava apenas borrifar um pouco do meu perfume. Depois das descobertas de hoje, resolvi caprichar um pouco mais na produção. Minutos depois, ouvi alguém batendo na porta. Deve ser Dex.
— Oi. Nossa você está maravilhosa! – era Alec. E ele ainda estava me elogiando. Caramba.
— Oi. – respondi, desviando o olhar. Ele me encarava intensamente.
— Estava de saída? – o loiro pergunta.
— Pra dormir que não é. – Dexter responde por mim.
Espera. O Dexter está aqui? Eita, dois deuses gregos juntos... Querem me matar. Os dois se encaravam, quase atacando um ao outro. Acho melhor intervir.
— Vamos Dexter? – eu disse, saindo do quarto e fechando a porta do mesmo.
— Espera, você vai sair com esse panaca? – Alec exclama. Seus olhos cinzentos estavam em tempestade.
— Você vai ver o panaca! – Dexter explode. Antes que eles comecem a se matar, eu me coloco entre eles.
— Epa, melhor não brigarem agora. – Digo, tentando fazer com que a paz reine. Respiro fundo e encaro Alec. – Bem, esse panaca é meu namorado, se você não se lembra. – Aquilo machucou profundamente o loiro, de uma forma que eu nunca imaginaria. Será que realmente ele gosta de mim? Balanço a cabeça, dispersando esses pensamentos. – Vamos logo, Dex. – Digo pegando na mão do moreno e nos tirando dali.
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— Que bela surpresa! – exclamo extasiada, enquanto tenho Paris aos meus pés. Sim estamos na Torre Eiffel. – Nunca vou me cansar dessa vista.
— Ainda bem que gostou. Agora vamos jantar. – Dex estava ao meu lado, e seus olhos brilhavam.
Jantamos no restaurante que tem na Torre Eiffel que é meio que MUITO caro. Não sei como o moreno pagava todas aquelas regalias. E um dia eu queria saber. Mas esse dia não será hoje, porque essa comida está maravilhosa de divina!
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Sábado. Finalmente. Estou um pouco cansada por causa de ontem. Dex e eu ficamos bastante tempo pela cidade. E acabou rolando beijos e algumas mãos bobas. É. Talvez as coisas estejam ficando mais sérias. Mas prefiro não pensar muito nisso. Vou deixar as coisas rolar. Mas preciso urgentemente me distrair.
Depois de um belo café da manhã, onde eu sentei junto com Marie e Pietra (Sim, as meninas estão me odiando por isso), resolvi fazer meu trabalho de história. O problema é que parece que toda a escola resolveu fazê-lo também.
— Realmente Srta. Fontaine. Todos os livros da segunda guerra mundial foram emprestados. Consta só um no sistema, mas fala das curiosidades.
Suspirei. Pegaria logo ele. Não teria o trabalho todo, mas já era alguma coisa, certo?
— Tudo bem. Onde posso encontra-lo?
— Está na seção de história, prateleira 6A. – a bibliotecária me responde.
Logo me direciono a seção e pego o livro. Sento numa mesa e abro livro em qualquer página. “Supostos experimentos: Immortal.” . Logo abaixo havia umas fotos e...
Espera. Não pode ser... O que eu estava fazendo naquele maldito livro?
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