Boys And Girls
33 02x15 - Primeiro Encontro
Notas iniciais
Finn
Eu saio do quarto e entro na sala e dou de cara com Rachel que sorri para mim.
–Estamos aqui, sozinhos. — Eu falo.
–O que devemos fazer? — Ela pergunto.
–Nem pensar em dar uns amassos. — Eu sorrio.
–Com certeza. — Ela concorda e nós rimos, e então eu não sei o que dá em mim e eu coloco a mão no peito dela e ela franze a testa. — Sua mão está no meu peito.
–É. — Eu concordo. — E é estranho. É menos estranho porque eu sei que é estranho. Estou ciente.
–Não torna menos estranho. — Ela fala. — Posso te perguntar algo?
–Por favor. — Eu peço.
–O que está rolando aqui? — Ela pergunta.
–É... -Eu rio.
–O que nós... — Ela ri também.
–Nós? — Eu pergunto.
–O que estamos fazendo? — Ela pergunta.
–Somos colegas de quarto, nos beijamos algumas vezes, sentimos atração um pelo outro e somos bons amigos. — Eu falo. — E às vezes nos odiamos. E às vezes tocamos no peito do outro.
Eu coloco a outra mão no peito dela e ela abra a boca suspirando confuso e eu sorrio para ela.
Rachel
–Acha isso um ato sexual? — Eu falo imitando o modo como Finn pegou nos meus peitos.
–Provavelmente. — Santana fala. — Porque?
–Porque foi o que o Finn fez em mim. — Eu falo me lembrando. — De repente, sem razão. Nosso relacionamento está confuso. Mas é do Finn que estamos falando. Ele nunca vai me dizer o que sente. Sempre será estranho. Não posso esperar que isso mude. O que foi?
–Percebeu que sua mão ainda está no peito? — Santana pergunta.
–Não consigo explicar, está... — Eu falo com vergonha. — Está me acalmando.
Finn
–A tensão sexual está fora de controle. — Eu falo para um velhinho que encontrei na praça, ele me observava curioso. — Parece o Velho Oeste. Sem leis. Não sei o que fazer. Meu pai acabou de morrer. A vida é curta, sabe? Parece que... Tenho que começar a fazer coisas. Ter atitudes, atitudes maduras. Qual é minha atitude com a Rachel? O que você faria? — Ele me continua a me observar. — Claro que sim, seu taradão. Na realidade, o que faria se fosse eu? — Ele continua a me encarar. — Um encontro? E se não for o que ela quer? E se ela... — Ele continua a me encarar. — Tem razão, sem pensar duas vezes. Tenho que ser confiante e claro. Mulheres gostam disso. Eu tenho que dizer: "Rachel, você é uma mulher linda e minha vida não é a mesma desde que te conheci. E significaria muito para mim se você... fosse a um encontro comigo."
Rachel
Eu estava enrolada na minha toalha secando meu cabelo quando alguém bate na porta e quando a abro vejo Finn parado me encarando.
–Oi, Finn. — Eu falo e ele ri igual um idiota.
–Rach... — Ele fala. — El... Se for assim, comida.
Eu franzo a testa confusa.
–Quer comer fora mais tarde? — Eu pergunto e ele ergue os polegares fazendo beleza com a mão de uma maneira estranha. — Vou me vestir. Certo, tchau.
Eu fecho a porta enquanto ele continua nela parado com a mesma pose.
Finn
Eu entro no quarto de Puck que conversava com Sam.
–Hey caras... — Eu falo.
–Oi Finn. — Puck fala.
–Puck, preciso de um favor com minhas roupas. — Eu falo atraindo a atenção de Puck.
–Queime todas elas. — Ele fala.
–Não, não. — Eu falo. — Tenho um encontro hoje. Você transa com muitas mulheres, não sei por quê, talvez sejam as roupas...
–Perguntou se posso ajudá-lo a escolher uma roupa para que seduza uma mulher? — Ele pergunta.
–Sim. — Eu concordo.
–Não sei. — Ele fala. — É tudo que sempre quis pelos últimos dez anos.
Rachel
Eu estou esperando Finn na barraquinha de cachorro quente quando ele estaciona o carro descendo dele de terno, eu franzo a testa.
–Oi, Rachel. — Ele fala.
–Olá. — Eu falo surpresa.
–O que está fazendo na barraquinha? — Ele pergunta divertido.
–Você me deu o endereço. — Eu explico. — Pensei que fôssemos comer aqui. Por que está de terno? Pediu um empréstimo ou algo do tipo?
–Não, eu... — Ele trava e eu franzo a testa. — Vamos jantar. Vamos, fiz uma reserva. Vamos.
Finn
Estamos no restaurante e já havíamos sido atendidos.
–Finn, posso fazer uma pergunta? — Ela pergunta me olhando.
–O que tem em mente? — Eu pergunto.
–Quero saber se isto é um encontro. — Ela pergunta tímida.
–Como assim "um encontro"? — Eu pergunto arregalando os olhos.
–Estou perguntando. — Ela fala. — Parece um encontro.
–Pensou o tempo todo que era um encontro? — Eu pergunto rindo e ela cora.
–Estou perguntando. — Ela fala com vergonha.
–Que embaraçoso para você. — Eu falo rindo nervoso. — Para mim é apenas sair de terno e tomar champagne com minha amiga.
–Sabe... -Ela começa. — Se fosse um encontro...
–Mas não é... — Eu falo.
–Mas se fosse... — Ela tenta falar.
–Não é um... — Eu falo e vejo uma pessoa entrar pela porta do restaurante com uma mulher loira. — E provavelmente é bom pois seu ex-namorado acaba de entrar no restaurante.
–Qual? — Ela pergunta e eu o vejo vindo na nossa direção.
–O rico... — Eu falo e quando ele para na nossa mesa Rachel sorri para ele.
–Will. — Ela fala. — Olá.
–Foi por isso que me largou, não é? — Ele pergunta apontando pra mim e eu o encaro bravo. — Brincadeira. Fico feliz que finalmente tenha acontecido.
–Nada aconteceu pois eu não sabia que estava acontecendo, então se algo acontece e você não sabe que aconteceu, realmente aconteceu? — Ela fala sem graça. — Entende?
–Isso aí. — Ele fala sem graça saindo.
–Sabe de uma coisa? — Rachel me pergunta. — Vamos esquecer esse encontro, ou não-encontro, e recomeçar tomando um drink no bar como amigos?
–Beber para esquecer? — Eu pergunto rindo. — É o meu ponto fraco. Vamos lá.
–Certo. — Ela concorda e nos levantamos indo em direção ao bar.
Rachel
Eu e Finn estávamos no bar do restaurante bebendo algumas caipirinhas.
–Amo os dois, mas são idiotas. — Finn fala rindo sobre Puck e Sam.
–São idiotas. — Eu concordo.
–São tão burros. — Ele fala rindo.
–Pelo menos eles não pegam os peitos dos outros ao acaso. — Eu falo rindo. — Que saibamos.
–Ao acaso? — Ele pergunta me olhando sem acreditar. — Sem chance. Você provoca, Rachel.
–O quê? — Eu pergunto o olhando confusa.
–Sim, você provoca. — Ele fala rindo.
–Provoco coisa nenhuma. — Eu falo surpresa.
–"Finn, me ajuda a abrir esse pote?"– Ele me imita e eu franzo a testa divertida.
–O quê? — Eu pergunto como se fosse óbvio. — Não consigo!
–Sim. — Ele fala rindo e faz biquinho. - "Como se reinicia a internet?"
–Isso é só meu sofrimento na vida. — Eu falo corando.
–Você tem que parar, porque é muito excitante. — Ele fala e eu o encaro corando mais ainda. — Certo? É difícil lidar com isso, pois é muito excitante.
–Então você tem que parar de "gemer" depois que bebe cada gole de cerveja. — Eu falo para ele.
–Você gosta disso? — Ele pergunta confuso.
–É excitante. — Eu falo corando e imito ele soltando o ar após todo gole.
–É muito estranho você gostar disso. — Ele fala rindo.
–É o mesmo que pegar uma mangueira e se molhar todo. — Eu fala.
–Você enlouqueceu. — Ele fala rindo e eu paro de rir o encaro.
–Você está a fim de jantar? — Eu pergunto.
–Tipo um... encontro? — Ele trava me encarando e eu concordo com a cabeça. — Estou. Vamos.
Finn
Voltamos para a mesa e bebemos mais algumas caipirinhas.
–Não quero ser indiscreta, mas seu pedido é uma ordem. — Rachel fala rindo. — Estou pagando.
–Se continuar me dando drinks, você vai se dar bem de qualquer jeito. — Eu falo. — Parece que os melhores não são todos gays ou casados.
–Quantos já tomamos? — Ela me pergunta e nós rimos. — Will! Foi bom te ver!
–Muito legal vê-los. — Will fala se aproximando da mesa.
–Sim. — Rachel fala.
–Vocês dois são... algo. — Ele fala nos observando.
–"Algo." — Rachel me pergunta. — O que isso quer dizer? Nosso encontro está ótimo.
–Não é? — Eu concordo e ela coloca o copo na mesa.
–Disse que somos "algo", quero saber o que quis dizer. — Rachel fala.
–Pode ser chocante, mas não tenho opinião sobre vocês. — Will fala.
–Quer saber? — Rachel pergunta. — Não pode chamar duas pessoas de "algo" e ir embora.
–Quer saber o que quis dizer? — Ele fala. — Vocês vivem juntos e tiveram três encontros hoje. O que é isso? Acho que não sabem o que são um para o outro.
–Está errado. — Eu falo ao mesmo tempo que Rachel. — Pois sabemos o que somos.
–Então tudo ficará bem. — Will fala se afastando.
–Finn, preciso saber como se sente. — Rachel me encara. — O que acha que nós somos?
–O que acha que nós somos? — Eu repito a pergunta a encarando e ficamos em um silencio desconfortável.
–Só vamos embora. — Ela fala se levantando magoada e eu suspiro triste.
Rachel
Eu saio do meu quarto indo até a cozinha e vejo Finn sentado no balcão dela com uma cerveja na mão.
–Não jantamos, então... — Ele começa a falar.
–Eu sei. — Eu falo me aproximando e pegando uma pote de vidro de geleia e o pão. — Vou comer um lanche e dormir.
Eu tento abrir o pote mas não consigo e Finn me encara e eu coro virando de costas para ele.
–Rachel, posso ajudar. — Ele fala.
–Eu consigo. — Eu falo tentando abrir sem sucesso. — Eu consigo. Eu nem... — Quando me viro Finn está na minha frente, muito próximo de mim. — Eu nem queria mesmo. — Ele me encara com a respiração pesada e pega o pote o abrindo. — Obrigada.
–De nada. — Ele fala olhando nos meus olhos e eu sinto meu coração acelerar.
–Vou para a cama agora. — Eu falo montando meu lanche rapidamente e fechando o pote.
–Está bem. — Ele fala me encarando sério e pega a cerveja que estava no balcão a bebendo, com os olhos ainda nos meus.
–Não. — Eu aviso mas ele engole e solta o ar dando um pequeno gemido e sinto minha respiração se acelerar e fecho os olhos mordendo o lábio. — Preciso dormir.
–Eu te acompanho. — Ele fala sorrindo maliciosamente.
Andamos pelo corredor até chegarmos na porta dos nossos quartos. Nos viramos nos encarando.
–Boa noite, Hudson. — Eu falo.
–Boa Noite Berry. — Ele fala sorrindo maliciosamente e eu entro dentro do meu quarto fechando a porta procurando por ar.
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