Boys And Girls
6 01x06 - Ação De Graças
Notas iniciais
Rachel
Eu estava ajudando um dos garçons do horário noturno fazendo hora extra.
–Oi. – Jonathan fala se aproximando de mim. Ele era o garçom que ficava no horário noturno. Ele era bonito.
–Oi. – Eu falo sorrindo.
–Muito obrigado por me ajudar a cuidar daqui a noite. – Ele fala sorrindo. – Está ajudando demais!
–Que bom. – Eu falo.
–Como está o seu namorado, Jesse certo? – Ele fala.
–Nós terminamos. – Eu falo. – Já foi tarde... Brincadeira! – Eu o encaro e sorrio. – O que você vai fazer no dia de ação de graças?
–Bom, eu sempre passo com a minha avó. – Ele fala.
–Que legal. – Eu falo.
–Mas ela acabou de morrer. – Ele fala.
–Meu Deus. – Eu falo. – Sinto muito. Que horrível. Quando foi?
–Cerca de um mês atrás. – Ele fala. – Bom é melhor eu ir atender os cliente. Obrigado pela ajuda, já pode ir embora.
–Jonathan! – Eu falo e ele se vira me encarando. Sorrio.
Finn
Rachel entra na sala carregando um grande peru na mão.
–O que é isso? – Puck pergunta.
–Eu fui a cinco mercearias e comprei o ultimo peru do país. – Ela fala.
–Rachel, não comemoramos ação de graças. – Eu falo para ela. – Já conversamos. Vamos ver futebol, beber cerveja e vamos ao um bar qualquer já que onde você trabalha estará fechado.
–É a nossa tradição, Rachel. – Puck fala. – É a ação dos caras.
–Ok, não importa quantos e-mails você me mandou não é uma tradição. – Eu falo.
–É sim. – Puck fala.
–Não vamos chamar assim. – Eu falo para Puck.
–Faz dois anos que eu tive um dia de ação de graças. – Sam falou.
–Já falamos disso. – Eu falo.
–Não é grande coisa. – Rachel fala. – Vou cozinha para vocês... E para Jonathan.
–O que? – Eu falo bravo.
–O que? – Rachel falou.
–Você falou e o Jonathan. – Eu digo. – Quem é Jonathan? – Ela sorri. – Você convidou esse Jonathan para a nossa casa?
–Sim. – Ela fala animada. – Eu marquei um encontro.
–Marcou um encontro? – Eu grito.
–Rachel, seja sincera. – Puck fala. – O nome do peru é Jonathan?
–É um cara de verdade. – Rachel falou colocando o peru no balcão. – Ele trabalha de noite no bar, e é muito gostoso! E o nome do peru é Frank! Ação do Frank! E vamos comê-lo então
–Dia de ação do Frank. – Eu falo.
Sam
–Não se preocupem garotos. – Rachel falou. – Eu cuido de tudo.
–Vamos bater um papo com Jonathan. – Eu falei. – Ou ele também é garçom?
–Não. – Ela fala. – Ele também sai com homens. Ele passava o feriado com a avó, mas ela morreu.
–Ótimo plano Rachel. – Finn fala irritado. – Ser a substituta da avó dele.
–Eu sei. – Ela fala animada saindo da cozinha indo para o quarto e não percebe a irritação de Finn.
–Gente. – Eu falo. – Isso não vai dar certo. Ele será o nosso quinto colega de quarto.
–É o primeiro encontro. – Finn fala.
–Não o conhecemos certo? – Eu falo. – Temos que descobrir se é o cara certo para nós. Merecemos ser felizes.
–Nem levantem. – Rachel fala voltando. – Aproveitem as cervejas, será um grande jantar! Só por curiosidade vocês sabem cozinhar? Sem pressão, assar um peru por exemplo. Dizem que precisa de um barbante.
–Barbante de cozinha. – Puck fala.
–Não! Puck! – Finn fala.
–É uma boa dica. – Rachel fala. – Tem mais?
–A dica é: não faça o jantar de ação de graças para cinco pessoas em 14 horas. – Puck falou. – Outra dica: não marque um encontro no feriado menos sexy da América!
–Quais são os feriados mais sexys? – Ela pergunta para Puck.
–4 de julho, dia da independência óbvio, dia da mulher e o natal. – Puck fala.
–Me ajuda? – Rachel pergunta para ele.
–Definitivamente não. – Puck fala.
–E se eu convidar a Santana. – Rachel fala e percebo Puck hesitar.
–Não faça isso Puck. – Finn fala. – Cerveja e futebol!
–Ação de graças com a Santana. – Rachel fala.
–Não Puck. – Finn fala, mas Puck se levanta indo para o lado de Rachel.
–Tudo bem. – Puck fala. – Mas vou avisando que eu sou mandão na cozinha. Só cozinho se ninguém se meter. E não venha me dizer que eu coloquei sal demais que eu não coloquei!
–Nunca vai ouvir isso de mim. – Rachel fala.
–Estou dentro. – Puck fala.
–Qual é Puck? – Finn fala.
–Isso! – Rachel comemora e aponta para o peru. – E então esse cara vai descongelar até amanhã?
–Acha que somos cientistas? – Eu falo.
Puck
Já havia amanhecido e Rachel tentava furar o peru.
–Veja já está pronto. – Finn fala.
–O que eu vou fazer? – Ela fala. – Ele chega em 3 horas! — Eu e Rachel tentamos colocar o peru no forno mas não cabe. – Não consigo colocar dentro!
–Todos passamos por isso, certo? – Eu falo e Finn e Sam reviram os olhos.
–Cala a boca! – Eles dizem juntos.
Rachel estava deitada no chão em cima do peru, enquanto eu Finn e Sam a observamos.
–Talvez se eu deite pelada com ele o calor do corpo o descongele. – Rachel fala.
–Não vou mentir. – Eu falo. – Isso me deixou um pouco excitado.
–Excitou? – Sam me perguntou.
Santana entra no apartamento e anda até nós.
–Oi garotos. – Ela fala.
–Santana, graças a Deus. – Rachel falou. – Deite em cima do peru comigo!
–Pode deitar. – Sam fala.
–Deita mesmo, boa ideia. – Eu falo.
–Isso é uma péssima ideia! – Santana fala.
–Sim, 100%. – Rachel fala.
Colocamos o peru no secador de roupa e o observamos rodar, e rodar, e rodar.
–Coquei o peru para centrifugar. – Rachel fala.
–Não vai precisar passar ferro. – Finn fala.
Ouvimos a porta bater e Rachel arregala os olhos.
–Ele chegou cedo. – Ela fala. – Como eu estou?
Ela está descabelada e a roupa dela suja de temperos.
–É melhor não saber. – Eu falo.
Ela corre para a porta e abre com um grande sorriso no rosto.
–Oi! – Ela fala.
–Hey. – Ele fala e entra.
–Jonathan, esse é o pessoal. – Ela fala apontando para mim, Santana, Finn e Sam.
–Oi. – Todos nós falamos sem entusiasmo.
–Bem vindo a nossa casa. – Rachel fala.
–Obrigado. – Jonathan fala.
Rachel
–Então eu vou tomar um banho e já volto. – Eu falo e saio da sala.
–Eu só quero ver o jogo. – Finn fala.
–Finn, posso falar com você um pouquinho? – Eu chamo e ele vem sem entusiasmo.
Eu fecho a porta do meu quarto e me viro para Finn.
–Preciso que você não faça aquilo que você sempre faz. – Eu falo.
–O que eu faço? – Finn fala. – Eu não faço nada!
–Sim, fica com essa cara de bunda! – Eu falo para ele.
–Não faço cara de bunda! – Finn fala.
–Só fale com ele como uma pessoa normal. – Eu falo. – Não sobre politica, empréstimos ou da conspiração do Google, certo? Só o vi no bar e quero impressionar ele, certo? Por favor, ele é o único que eu gostei desde o Jesse. Não sou boa nisso, então me ajude.
–Certo. – Finn fala olhando para baixo. – Eu vou te ajudar.
–Obrigada. – Eu falo e o abraço, ele fica hesita, mas acaba me abraçando.
Sam
–Posso me sentar aqui? – Jonathan fala se sentando ao meu lado do sofá. Ficamos em um silencio constrangedor, até ele falar. – Colegas de quarto... Três caras é intimidante. Vou ser honesto, é intimidador chegar a esta arena. É difícil conhecer pessoas. É como cachinhos dourados e os três ursos. Aposto que você é o urso que tem a cama arrumada. É uma piada chata, me desculpe.
–Para nos conhecermos melhor façamos o seguinte. – Eu falo. – Vamos fazer um jogo.
–Ótimo. – Ele fala. – Divertido.
–Eu digo algo e você diz o que vier primeiro à cabeça. – Eu falo.
–Cantar. – Ele fala.
–Certo nós não começamos ainda. – Eu falo.
–Certo. – Ele fala. – Vou continuar com cantar.
–Certo. – Eu falo. – Limites.
–Importantes. – Ele fala.
–Certo. – Eu falo. – Coisas de outra pessoa.
–Particular. – Ele fala.
–Bom. – Eu digo. – Sexo matinal barulhento.
–Bom trabalho, se conseguir. – Jonathan fala.
–Oi Jonathan. – Finn fala se aproximando.
–Oi Finn. – Jonathan responde.
–Quer ver futebol? – Finn fala.
–Sim. – Jonathan fala.
Rachel chega à sala toda arrumada, com uma blusa branca com uma saia preta de bolinhas brancas e com uma meia preta alta.
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Ela estava linda. Eu, Finn e Jonathan a olhávamos de boca aberta.
–Rachel, você está... – Finn começou a falar.
–Linda. – Jonathan falou e Finn olhou para o chão enquanto Rachel corava.
Santana
Estava na cozinha ajudando Puck, o que era estranho. Eu encho a mão de nozes que estavam em um pote, e Puck me encara franzindo a testa.
–O quê? – Puck fala bravo. – Você... Lavou as mãos?
–Lavo depois. – Eu falo.
–Não. – Puck fala irritado. – Pode parar! Por que agora toda a tigela de nozes está comprometida.
Ele joga as nozes no lixo irritado e eu franzo a testa.
–Você é muito higiênico. – Eu falo. – Lava a mão dez vezes ao dia?
–Não se preocupe Sants. – Puck fala. – Se precisar eu sujo as mãos. Me sujo todo se precisar.
Eu ando lentamente até ele e mostro uma noz que eu havia pegado.
–Você comeria essa noz “imunda” – Eu pergunto e ele me encara.
–Sim. – Ele fala hesitando. – Eu comeria... Sim.
–Abra a boca. – Eu falo e ele me encara. – Abra a boca Puck!
Eu aproximo a noz da boca dele e ele pula para trás e pega a noz da minha mão jogando ela longe.
–Não! – Puck fala e me encara. – Bela selvagem!
Finn
Jonathan estava mostrando fotos da avó dele no celular para Rachel.
–Posso te mostrar uma coisa? – Sam pergunta e quando Jonathan concorda com a cabeça Sam pega o celular. – Uma foto do meu avô. Morreu ano passado.
–Meus pêsames. – Jonathan fala. – Lamento Sam.
–Obrigado. – Sam fala. – Tudo bem. Essa foto foi de quando tentaram o fazer parar de beber, péssima ideia! Essa foi a primeira vez que ele tomou sorvete. Ele não gostou.
–Como era o nome dele? – Jonathan pergunta.
–Era Nelson. – Sam fala quase chorando.
–Hey, Puck como está indo? – Rachel grita.
Puck encara Santana bravo.
–Bom eu preciso de nozes, eu não tenho nozes! – Ele fala e Santana franze a testa.
–Eu vou comprar e você fica com o peru. – Jonathan fala.
–Por que o Finn não vai com você? – Rachel fala e eu a encaro bravo.
–De onde você é? – Jonathan me pergunta.
–Canadá. – Eu falo enquanto dirijo.
–Rachel me falou que você é advogado. – Ele falou.
–Eu abandonei o curso, faltavam três semestres. – Eu falei.
–O que? Tão pouco! – Jonathan fala e eu reviro os olhos. – Os 20 anos são para isso certo? Se decidir.
–Eu tenho 31 na verdade. – Eu falo irritado.
Santana
Puck me obrigou a colocar luva para poder mexer na comida.
–Certo, eu preciso de batata bem amassadas. – Puck falou.
Eu olho para ele.
–Tem alguma coisa no seu nariz. – Eu falo e passo a mão cheia de purê no nariz dele. Ele vai para traz furioso.
–O quê? – Ele grita furioso. – Não! O que há de errado com você? Olhe a receita! Onde diz para colocar purê no nariz do Puck? Olhe! Aqui? Não! Aqui? Não! Vai! Me mostra!
–Puck! – Rachel aparece e ele a encara abaixando olhar.
Finn e Jonathan entram.
–Trouxemos as nozes Rachel. – Finn fala irritado.
–Acho que Finn não gostou de mim. – Jonathan fala para Rachel.
–Não! – Rachel fala e ouvimos uma explosão vinda da lavanderia.
–O peru! – Puck fala e corre até lá e entra na lavanderia. – O peru pegou fogo!
Rachel
Estávamos todos do lado de fora do apartamento esperando para a fumaça sair.
–Meu Deus! – Finn falou.
–Eu só queria que você se divertisse. – Eu falei para Jonathan.
–Lembram que quando só tinha homens aqui não havia incêndios? – Sam falou.
–Isso é ridículo! –Finn fala. – Há 3 meses nem conhecíamos essa menina!
–Meu olho está doendo. – Puck falou.
–Vamos embora! – Finn falou. – Vamos para o bar, não dá para tirar a fumaça.
–Espere. – Jonathan fala. – Ainda podemos fazer isso. – Ele olha para Puck. — Eu quero experimentar a comida que você ficou fazendo o dia inteiro! Você se esforçou tanto! Qual é o seu nome?
–Puck. – Puck falou chateado.
–Certo. – Jonathan falou.
–E é o meu sobrenome. – Puck fala.
–Meu sobrenome é Groeenforfe. – Jonathan fala e eu rio. – E eu gostaria de comer a sua comida Puck.
–Tudo bem. – Puck fala sorrindo.
–Eu estou com ele. – Sam fala sorrindo e percebo Finn bravo perto do elevador nos observando.
–Tenho uma ideia! – Eu falo. – Vamos ao vizinho. Ele é muito legal e foi visitar o irmão e deixou a chave reserva para emergências.
–Arrombamento e invasão. – Finn falou. – Isso é crime.
–Direito, legal! – Jonathan fala e Finn bufa bravo.
–Não estamos invadindo. – Eu falo. – Dei uma chave nossa também para ele. Ás vezes ele tem problema como chuveiro.
Eu abro a porta do vizinho e puxo Finn enquanto todos entram, eu fecho a porta e fico no corredor com Finn.
–O que é isso? – Finn perguntou.
–Prometeu que seria legal com ele! – Eu falo.
–Eu fui legal com ele. – Finn falou. – Eu fui muito legal com ele! Fui o caminho inteiro. Sabe o que ele falou? Que ama cachorros, eu sei onde ele tira cópias! Gosta de assobiar.
–Entendi. – Eu falo. – Então ele não é descolado para você! Porque ninguém é tão descolado quanto o famoso Finn Hudson! – Eu o imito. – Eu sou Finn Hudson, sou tão descolado que vou fazer minha famosa cara de bunda! Por que você não gosta dele?
–Quem liga? – Ele pergunta. – Você gosta?
–Claro que gosto! – Eu grito.
–Não importa o que eu penso ok? – Ele grita. – Por que eu não quero transar com ele!
–Mas eu quero! – Eu grito. – Quero transar com ele mais muito mesmo.
–Ótimo. – Finn fala.
–Você ouviu! – Eu grito. — Muito mesmo, está bem! Quero tirar uma casquinha dele. Quero fazer tudo o que se faz em um quarto, quero fazer em pé, sentada, meio em pé, meio sentada e deitada e o ataque de urso, com as mãos na cabeça, e como patinadores. Digamos que eu sou boa. Muito, muito boa! E não importa o que você acha!
–Então por que pergunta? – Finn grita me encarando e eu o encaro de volta.
–Rachel. – Sam fala abrindo a porta. – Quero que saiba que todos amam o Jonathan e que estamos ouvindo tudo o que vocês estão falando.
–O quê? – Eu pergunto assustada.
–Prossiga! – Sam fala e sai.
–Depois de você Rachel. – Finn fala e abre a porta onde eu vejo todo me encarando.
Eu abaixo a cabeça e entro furiosa. Olha para todos e vejo Sam, Puck e Santana segurando o riso e Jonathan desconfortável.
–Então. – Eu falo. – Só um aviso. Estávamos ensaiando para uma peça que o Finn escreveu. Chama-se Muito. É sobre um homem que ama outro homem chamado Jonathan. E não está muito boa. — Olho para Finn e ele sorri vitorioso. – Me desculpem.
Eu falo saindo chorando.
Santana
Estava junto com Rachel no balcão, dobrando toalhas.
–Então, quanto ruim eu fui a uma escala de um a dez. – Ela me pergunta.
–Pense assim, um cara normal já teria ido embora. – Eu falo. – Mas ele ficou certo?
–Ele não é normal. – Ela fala.
–Puck gritou comigo! – Eu falo para Rachel.
–Sinto muito. – Ela fala. – Ficou esquisito? Ele é assim na cozinha. Tocou no batedor dele?
–Não o problema é que eu acho que estou a fim dele. – Eu falo.
–O que? – Eu falo. – Deus!
–Ele tem essa raiva, essa fúria, dentro dele e eu amo. – Eu falo.
–Puck? Já faz nove horas! – Finn grita. – Eu estou com fome.
–Posso escaldar ou falar, mas não os dois! – Puck grita.
–Eu estou indo. – Eu falo sorrindo.
Finn
Jonathan se senta entre mim e Sam.
–Finn. – Ele fala. – Preciso falar algo pra você. Sinto que você me acha um pouco irritante.
–Não precisava se sentar tão perto, podia ter falado de onde estava. – Eu falo.
–E se esse for o caso. – Jonathan fala – Eu não tenho certeza.
–É sim. – Eu falo.
–Eu não me importo. – Ele fala. – Na verdade eu sinto pena por que neste momento da sua vida sei que nunca me odiara tanto quanto odeia a si mesmo.
–Sério? – Eu pergunto para ele. –Veio com essa?
Jonathan se levanta e vai para perto de Rachel e começa a conversar com ela animadamente. Eu o encaro furioso, que cara idiota.
Puck
–Hey, Santana fala para mim. – Vamos falar sobre o que aconteceu. Por que você me fez me sentir uma menina malvada.
–Sei que sim e sinto muito, Sants. – Eu falo me desculpando. – Nunca mais gritarei com você novamente.
Ela coloca a mão dentro do purê.
–E agora? – Ela me pergunta.
–Por favor, não faça isso. – Eu falo.
–Coloquei minha mão suja no seu purê. – Ela fala.
–Tão nojento. – Eu falo. – Tão nojento, pode, por favor. Deus! – Ela pega um pouco e leva a boca. – Tão nojento!
–Grite! – Ela fala.
–Preferia não fazer isso. – Eu falo.
–Não lavei as mãos desde as 15:00 da tarde. – Ela fala. – E vou colocar o dedo de novo.
–Tão nojento. – Eu falo.
–E agora. – Ela fala e coloca mão inteira.
–Está tudo bem. – Eu falo me segurando. – É tão anti-higiênico! Eu imploro!
Sam
Estava sentado com Finn no sofá e Finn observava Jonathan com raiva.
–Gosta mesmo dele Sam? – Ele me pergunta.
–Sim, cara. – Eu falo. – Ele perguntou o nome do meu avô. Você nunca perguntou!
–Não sei. – Ele falou. – Sempre pensei nele como o seu avô. Não sabe o nome do meu avô.
–O paterno Mason e o materno Charles? – Eu pergunto para ele.
–Sim. – Ele fala derrotado. – É Mason e Charles.
Rachel
–Não acredito que ainda está aqui. – Eu falo para Jonathan.
–Como assim? – Ele pergunta. – É claro que eu estou! Por que não estaria? Pode não ser da minha conta, mas eu preciso perguntar. Aconteceu algo entre você e o Finn?
–O que? – Eu falo. – Não!
–Não quero atrapalhar nada. – Ele fala.
–Não. – Eu falo.
–Bom, por que eu quero sair com você de novo. – Ele fala. – Muito mesmo.
Eu dou risada.
–Muito mesmo. – Eu falo rindo.
–Muito mesmo. – Ele fala rindo.
–Igual a peça. – Eu falo.
–Sim. – Ele diz rindo.
–Peça legal – Eu falo.
–Realmente. – Ele fala.
Após comermos era hora de Jonathan ir embora. Todos menos Finn haviam feito amizade com ele. Ela saiu pelo elevador e sorriu e assim que a porta fechou eu volto para casa onde todos estão, me sento entre Puck e Sam e abraço eles.
–Obrigada. – Eu falo para eles. – Por me ajudarem, como eu posso retribuir?
–Não precisa. – Sam falou.
–Você sabe que uma visita até o meu quarto para dar uma olhada no meu peru não seria problema nenhum. – Puck falou e eu o encaro.
–Cala a boca seu idiota. – Eu falo rindo e Sam ri também.
Finn chega à sala e eu desvio o olhar do dele olho para a TV desligada.
–Eu não vou ficar para ver isso. – Sam fala se levantando e indo para o quarto.
–E você acha que eu vou? – Puck fala e eles saem me deixando a sós com Finn.
–Como se eu fosse ficar. – Eu falo me levantando, mas Finn entra na minha frente.
–Qual é Rachel. – Ele fala. – Vai ficar brava comigo?
–Eu só não entendo o porquê de você não se comportar com ele. – Eu falo.
–E eu não entendo o porquê de você se importar tanto com a minha decisão! – Ele fala. – Rachel por que minha decisão é tão importante para você?
–Por que você é importante para mim, Finn. – Eu grito e ele fica sério me encarando. – Eu quero dizer...
–Me desculpe Rachel. – Ele fala me interrompendo. – Eu não deveria ter feito isso, eu devo te apoiar sempre, é isso que os amigos fazem certo?
–Eu acho que sim. – Eu falo com um meio sorriso no rosto.
–Prometo que vou apoiar todos os seus próximos namorados. – Ele fala e sorri como se tivesse um segredo. – Até você achar o ideal e ele está mais perto do que você imagina.
Ele sorri e sai para o quarto dele.
Sorrio sem perceber e franzo a testa. O que ele quis dizer com isso?
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