Bound to Love
7 Capitulo 7
Notas iniciais
A viagem atrasou um pouco pois acabaram adormecendo na sala de Felicity e quando acordaram foram para a casa de Oliver para pegarem as coisas dele e de Sophia.
Pegaram um pouco de transito no caminho e quando finalmente chegaram já estava anoitecendo.
A casa era simples, mas tão elegante quanto à mansão. Dois andares, tijolos a vista, arquitetura antiga e um jardim com grama verde e flores que dava acesso á praia.
Felicity olhou fascinada.
– È lindo aqui, Oliver.
– È mesmo, faz tanto tempo que não venho que acabei esquecendo de como era bom vir aqui – ele lhe deu a mão – vamos entrar?
– Sim...
Na cozinha eles organizaram os alimentos que trouxeram.
– Você se importa de fazer a mamadeira da Sophia? Vou dar um banho nela...
– Acho que me dou melhor dando banho nela do que fazendo a mamadeira... – ela sorriu.
– Ok! — deu um beijo na filha – as roupinhas e o restante das coisas dela estão no quarto ao lado do nosso.
– Certo – ela pegou a menina que estava na cadeirinha e subiu – vamos meu amor, vamos tomar um banhinho gostoso e ficar mais linda e cheirosa?
Oliver a ouvia conversar com a filha enquanto subia as escadas em direção ao quarto. Não pode deixar de sorrir. Será que ela se dava conta de que chamava a menina de meu amor e que já estava lidando com ela como uma mãe faria?
Vários sentimentos passaram por sua mente e por seu coração. Não adiantava negar que estava apaixonado por Felicity, nem faria isso. O problema é que ele tinha uma carga muito grande na bagagem...uma filha...um passado não muito normal...um relacionamento no mínimo caótico com a ex cunhada e um medo de se envolver com alguém e de perdê-la...teria que dar um passo de cada vez. O primeiro seria contar sobre o passado para ela, ela tinha o direito de saber de tudo.
No andar de cima Felicity cantarolava uma canção de ninar enquanto dava banho e vestia a Sophia.
Oliver tinha subido e estava na porta do quarto olhando as duas interagirem. Sophia ria e balbuciava para Felicity como se cantasse junto com ela. As duas eram lindas...
– Hey! Há quanto tempo você está ai? – ela estava terminando de vestir a menina.
– Tempo suficiente para saber que eu sou um homem de sorte! As duas mulheres mais lindas do mundo estão aqui comigo!
Felicity suspirou com a declaração e riu.
Ele se aproximou a beijou com carinho e pegou a filha para alimentá-la.
– Eu acho que também vou tomar um banho...
– Vai sim, vamos usar o quarto do lado que tem a porta interligada com esse. Sua bolsa já está ali.
Enquanto Felicity tomava banho ele fez a filha dormir e quando Felicity voltou o encontrou olhando a menina dormir no bercinho.
– Hey – falou baixinho – sua vez! Eu fico aqui com ela...
– Não precisa, temos a babá eletrônica e ela costuma dormir bem a noite.
– Ok, então vou lá em baixo fazer algo para comermos.
– Eu trouxe alguma coisa congelada, se você preferir algo rápido hoje.
– Vou ver o que temos.
Oliver voltou para a cozinha e viu a mesa posta, uma garrafa de vinho aberta e a lasanha cozinhando no microondas. Olhou para a janela e a viu encostada no pilar da varanda olhando o mar com uma taça de vinho na mão.
Ele aproximou-se e a abraçou fazendo com que ela se apóie em seu peito. Ele lhe dá um beijo no pescoço e a puxa mais perto de si.
– Vinho? – ela oferece e ele aceita – a lua está deslumbrante hoje.
– Está mesmo... – nesse instante o celular dele toca e o microondas anuncia que a lasanha está pronta.
– Alo?
– ONDE DIABOS VOCÊ SE METEU?? NÃO CONSIGO FALAR COM VOCÊ!
Felicity consegue ouvir os gritos mesmo não estando perto dele. Oliver suspira e ela percebe que ele não está nada feliz, também pudera.
– Laurel – ele diz com a mandíbula trincada – eu não devo satisfações da minha vida para você. O que eu faço ou deixo de fazer não é da tua conta.
– EU EXIJO VER MINHA SOBRINA AGORA! MEU PAI PEDIU PARA VÊ-LA! ME FALE ONDE VOCÊ ESTÁ QUE ESTOU INDO AGORA MESMO PEGAR ELA.
– AH! MAIS NÃO VAI MESMO! VOCÊ MELHOR DO QUE NINGUÉM SABE QUE EU NUNCA VOU DEIXÁ-LA SOZINHA CONTIGO. E SE TEU PAI QUISESSE VÊ-LA ELE SABE MEU TELEFONE E ELE MESMO TERIA ME LIGADO.
Ela deve ter gritado mais algo pois ele afastou o telefone do ouvido e fez cara de assassino em série.
– Não temos mais nada para conversar, Laurel!
– NÃO SE ATREV.... – ele desligou o telefone.
Olhou para Felicity que se aproximou e lhe deu um copo com wiski
– Você parece estar precisando de algo mais forte.
– Obrigado! – e lhe puxou para um abraço.
Ela não perguntou nada, sabia que na hora certa ele lhe contaria. Só o que fez foi manter ele nos seus braços e acariciar suas costas até ele se acalmar.
– Essa mulher acaba com meu sistema nervoso! – ele dá um suspiro desanimado.
– Hey! Nada de se deixar abalar por ela... – o que provavelmente foi a intenção da megera – vamos temos uma lasanha para comer, uma garrafa de vinho para beber e muito o que aproveitar!
Ele se deixou levar por ela até a mesa. Ela tirou a lasanha do micro e colocou na mesa e lhe deu um sorriso.
– Achei melhor algo rápido...
Ele concordou com a cabeça. Conversaram sobra coisas banais e quando terminaram foram para a varanda.
A varanda era espaçosa e tinha como duas únicas mobílias um sofá confortável e uma mesa de centro.
Oliver a puxou para o sofá e a fez apoiar-se em seu peito. Ficaram ali por algum tempo, em silencio...ouvindo o barulho do mar. Ele lhe fazia carinho nos braços e ela lhe acariciava o abdômen.
– Obrigado!
– Por que¿
– Por não fazer perguntas e por me ajudar a ficar mais calmo.
– Não precisa agradecer – ela levantou o rosto e o olhou – fiz porque não gosto de te ver nervoso e angustiado. Quanto a fazer perguntas...bom, acredito que se você quiser e se sentir à vontade, um dia, você vai me contar.
– Isso é certo...
Felicity colocou sua taça de vinho na mesa e trocou de lugar com ele...o fez deitar-se em seu colo para poder lhe acariciar os cabelos. Depois de um tempo num silencio cumplice e agradável Oliver começou:
– Eu conheci Sarah, a mãe da Sophia, quando éramos adolescentes. Foi na escola...eu, Thommy, Sarah e Laurel éramos inseparáveis! Fazíamos tudo juntos.
Felicity prestava atenção em suas palavras, seu coração se preparou para consolá-lo...ela sabia que não seria fácil para ele.
– Laurel, a que gosta de gritar, namorava Thommy na época e eu e Sarah tínhamos uma amizade colorida...se é que posso chamar assim. Ela era uma pessoa independente, gostava das coisas do jeito dela e tinha uma alegria de viver que contagiava a todos. Eu contava tudo para ela...nunca tive segredos para ela e nem ela para mim. Antes de sermos amantes, éramos amigos.
Ele parou de falar, talvez as lembranças invadiram seus pensamentos.
– Nós nos formamos no mesmo ano e no ano seguinte eu e Thommy fomos convocados. Sarah também se alistou e Laurel ficou sozinha. Nós permanecemos cinco anos no exército, realizando missões estratégicas e secretas. Não me orgulho dessa fase de minha vida, fiz coisas muito ruins...matei muitas pessoas e mesmo elas sendo o inimigo...é difícil.
– Às vezes precisamos tomar decisões para proteger aqueles que amamos...não é como se você tivesse muita escolha, não é¿
– È...mas sei lá... – ele sacudiu a cabeça como se quisesse espantar os pensamentos ruins – Sarah voltou à Starling um ano antes de mim e sua relação com Laurel não era das melhores nessa época. Eu consegui dispensa por causa de um ferimento, consequência de uma emboscada.
Ela percebeu que ele não falou do amigo, e nesse momento seu olhar se tornou vazio. Ela o puxou de novo para seu colo e tentou lhe passar algum conforto.
– Oliver... – ela queria lhe dizer que não precisava lhe contar, mas ele a interrompeu.
– Não...você merece saber. Thommy não retornou, ele morreu num ataque a um vilarejo próximo a Gaza. Laurel reagiu muito mal. Me culpou por algum tempo, ela dizia que eu o tinha convencido a ir para a guerra...
– Mas como pode ter sido culpa sua se vocês foram convocados¿
– È...e é por isso que essa carga eu não assumi. Quando voltei tive pesadelos por meses, não conseguia dormir e quando dei por mim estava procurando Sarah. Ela era minha amiga e poderia me entender. E foi assim que nos reaproximamos. Fomos o conforto um do outro durante o período crítico do retorno da guerra. Nos envolvemos emocionalmente, depois de um tempo pareceu normal morarmos juntos.
Oliver levantou-se, ela via o quanto dolorosas eram aquelas lembranças...e o amava ainda mais por ele contar tudo para ela. Uouu!! Amava¿ Questão para ser avaliada mais tarde.
Ela levantou-se e ficou parada perto dele, pegou em sua mão lhe dando forças.
– Nosso relacionamento não agradava a Laurel. Acredito que nada do que eu fizesse a agradaria. A realidade é que depois da morte de Thommy ela se tornou uma pessoa amarga e fria.
Ele a puxou para si e lhe deu um beijo demorado. Ela correspondeu. E quando já estavam ofegantes ele separou seus lábios e a abraçou. Permanecendo assim por um tempo.
Sentando-se na escada da varanda, ele continuou:
– Dois anos depois de nosso retorno Sarah me disse que queria um filho. Ela estava numa fase muito maternal...toda criança eu ela via ficava encantada! Demorei para concordar mas acabei cedendo. Eu também queria ser pai e não via motivos para não acontecer naquele momento. Tinha um emprego na empresa do meu pai, morávamos num bom apartamento e ela poderia até parar de trabalhar se quisesse. Claro que a irmã foi contra, mas não demos atenção. Depois de algum tempo Sarah engravidou, foi um dos momentos mais felizes da minha vida. A primeira vez que escutei o coraçãozinho do bebe eu chorei que nem uma criança – ele estava emocionado, Felicity pegou seu rosto entre suas mãos e o beijou. Ela estava sentada na sua frente na escada – nos cinco primeiros meses a gravidez transcorreu tranquila. Um dia cheguei a casa e a encontrei se torcendo de dor com o celular na mão para me ligar. A levei para a emergência e o médico nos informou que Sarah estava com um problema relacionado a placenta que havia se fixado muito próximo ao colo do útero.
– Já ouvi falar. Uma funcionária de empresa também teve e precisou ficar afastada até o bebe nascer.
– Sarah precisava de repouso absoluto, mas ela não parava. Era agitada demais e sempre estava fazendo algo, mesmo em casa. Durante um tempo tudo ficou bem, mas mais próximo ao sétimo mês ela começou a se sentir mal com mais frequência e sua saúde se complicou com pressão alta. Na época eu estava lidando com contratos importantes na empresa e viajava muito. Algumas viagens eu conseguia evitar, mas não muitas. Thea sempre ficava com ela durante as minhas viagens. Nunca a deixava sozinha.
Ele se serviu de mais um pouco de vinho...a história era dolorosa...ele ainda podia sentir o desespero e a dor de perde-la.
– Oliver, vamos subir... – ela via a dor em seus olhos e não queria mais que ele sofresse.
Ele aceitou a mão estendida. Foram para o quarto e ele colocou a babá eletrônica na criado mudo.
– Vou dar uma espiada na Sophia – Felicity seguiu para o quarto ao lado e Oliver a acompanhou.
– Ela é tão calminha, tão linda!
– É sim...ela era tão pequenininha quando nasceu, achei que não iria sobreviver. Depois tivemos a complicação com a alimentação...
Felicity se aproximou dele e lhe acariciou o rosto:
– Mas agora ela está aqui, saudável e forte...
– Verdade... – ele deu um beijo na testa da filha e apagou a luz.
Os dois voltaram para o quarto e Oliver sentou-se na cama com as costas apoiadas, Felicity ficou na sua frente.
– Oliver, você não precisa me contar nada...eu vejo o quanto é ruim para você contar.
– Felicity, eu quero que você saiba toda a história. Preciso que você saiba...porque eu te quero na minha vida e na da minha filha...e tens que saber onde estais te metendo!
Ela ficou paralisada por um momento, ela tinha claro para si seus sentimentos por ele. Mas não fazia ideia de que era correspondida na mesma proporção.
Ela sorriu e lhe beijou, ele correspondeu e por um tempo eles se perderam nas sensações. Quando o ar faltou eles deitaram um do lado do outro e Oliver continuou.
– Sarah estava no final do sétimo mês e eu estava voltando de viagem, tinha ficado dois dias fora e Laurel era para estar com ela. Quando cheguei em casa a encontrei no chão se contorcendo de dor e com hemorragia. O médico já havia nos explicado que se ela não se cuidasse o quadro poderia evoluir e se tornar mais grave. Chamei a ambulância e corri para o hospital.
Felicity segurou a mão dele, sabia que a pior parte estava por vir.
– Ela estava fraca, havia perdido muito sangue. O médico decidiu fazer uma cessaria para salvar o bebe e tentar conter o sangramento. Fiquei esperando por duas horas sem saber de nada. Minha mãe e a Thea...além de John e Lyla, amigos meus que agora moram em Central City, foram para o hospital para me ajudar. Depois de duas horas o médico veio me dar a notícia. Não me lembro muito bem dos fatos daquela noite...lembro da Laurel gritando e me culpando pela morte da irmã...minha mãe me abraçando, Thea chorando...
Ele virou-se de lado e a fitou, ela virou também ficando de frente para ele.
– Deve ter sido muito doloroso perder a mulher que amava...
– Foi sim, mas sabe o que eu sentia pela Sarah, e sei que ela por mim, era algo mais carnal...tínhamos uma conecção que poucos casais tem. Mas não éramos perdidamente apaixonados um pelo outro. Nossos sentimentos estavam mais para compreensão, carinho, afeto...éramos duas pessoas que davam a outra o que ela precisava. Mas do nosso jeito nos amávamos...e doeu e dói muito até hoje sua perda.
– Só perdi meu pai na vida, mas ele não morreu...só me abandonou – ela suspirou – não sei o que é perder alguém assim.
– Parece que um pedaço de ti é arrancado...e que você nunca mais vai se recuperar. Mas eu era obrigado a seguir em frente tinha minha filha para cuidar.
– Fizesse um bom trabalho – ele sorriu, ela sempre dizia algo que colocava um sorriso em seus lábios.
– Foi difícil, eu não sabia lidar com um bebe tão pequeno e que precisava tanto de mim. Minha mãe me ajudou, Thea também. No início Laurel se dispôs a me ajudar indo na minha casa enquanto eu estava na empresa – ele suspirou – logo depois ela veio com a bomba: iria pedir a guarda da Sophia para ela.
– O que¿ Aquela louca¿
Ele riu, ela deixava claro sua aversão por Laurel, com o que ele concordava.
– Sim, ela entrou com o pedido e tivemos a primeira audiência. E pela primeira vez eu usei minha posição social e meu sobrenome em vantagem própria. Mas nem precisei de muito, um dia em minha casa, numa visita autorizada pelo juiz, eu a vi bater na Sophia.
– O QUE¿ — Felicity se sentou na cama com os olhos cheios de fúria – ela fez o que¿ Quantos meses Sophia tinha¿
– Quatro...ela estava um pouco irritada pois estávamos trocando a alimentação dela para achar a mais adequada, chorava muito e só se acalmava comigo. Eu estava chegando da empresa e fui direito para o quarto dela. Quando entrei Laurel a estava socando na cama – os olhos de Oliver escureceram, suas pupilas dilatadas denunciavam a raiva que ele ainda tinha por causa do ocorrido.
– Aquela vadia!!! Como ela ousou fazer isso com uma bebe tão pequena¿ O que você fez¿
– Eu a peguei pelo braço e a tirei de lá. Mandei que ela nunca mais aparecesse ali e a ameacei. Disse que se ela não desistisse da ação de guarda eu a denunciaria por maus tratos e a mandaria para a prisão. Como ela é advogada isso poderia sujar e muito a imagem dela. Por isso ela desistiu.
– Ela nunca mais ficou sozinha com a Sophia, não é¿
– Não...nem o pai dela fica. Apesar do Sr. Lance ser uma ótima pessoa eu não confio mais em deixá-la com aquela família.
– Mas ela pode tirar a Sophia de você ainda¿
– Ela que tente! Eu tenho testemunhas da agressão, minha mãe e uma empregada. Se ela ousar fazer algo eu peço medida protetiva e a denuncio por agressão a um menor.
– Ia ficar feio para a imagem dela.
– Sim...e ela realmente não quer a Sophia...ela quer me ver sofrer...
– Uma completa idiota.... – ela resmungou.
– Sou obrigado a concordar. Enfim, agora a diversão dela é me infernizar, Meu advogado já me disse para pedir a medida protetiva contra ela e denunciá-la...mas por respeito a memória da Sarah eu ainda não fiz...
– Ele está certo. Sophia não gosta dela e chora quando a vê. Ela não faz bem nem para você nem para a Sophia.
Oliver a olhou com intensidade. Ele tinha acabado de despejar um monte de coisa ruim em cima dela e ela estava ali, serena e lhe dando apoio. Ela tinha pegado as mãos dele nas suas e correspondia seu olhar.
– Posso te pedir uma coisa?
– Pode...
– Você sabe que independente de qualquer coisa a Sophia já tem um lugar no meu coração. Não consegui evitar me apaixonar por ela – e nem pelo pai ela pensou, mas achou melhor não comentar – promete pra mim que você não vai deixar aquela...uma...chegar perto dela?
Se ele já não estivesse completamente apaixonado por ela aquela frase o teria feito apaixonar-se.
Ele pegou seu rosto em suas mãos e a beijou ardentemente até o fôlego fazer falta:
– O que eu fiz para merecer você? – e a beijou novamente.
Felicity estava completamente perdida em seus braços, ele a beijava e ela retribuía.
Seu corpo e seu coração já não obedeciam mais a razão...não conseguia lembrar-se de nenhum motivo para afastar-se dele. Ela o queria, o desejava...
Oliver era forte, o abdômen definido, o desejo de Felicity aumentava a cada segundo. Ele acariciava seu corpo com adoração e a cada caricia, ele se perdia mais nela. Ela tirou a camisa dele e se deliciou com a sensação daqueles músculos sob sua mão. Ela sorriu e mordeu o canto do lábio numa demonstração de prazer.
Ele não ia resistir a ela muito tempo, assim como o dela seu desejo era enorme e seu corpo clamava por ela. Oliver a puxou para sentar-se em seu colo e tirou sua blusa lentamente, observando cada pedacinho de pele que era revelada. Jogou a blusa num canto e passou lentamente as mãos pela pele alva até alcançar os seios ainda cobertos por um sutiã rendado preto.
Ela arfou com a caricia e soltou um gemido rouco quando ele depositou um beijo no vale entre seus seios. Oliver a livrou da peça e iniciou uma pequena tortura de prazer com beijos leves e pequenas mordiscadas em seus mamilos. Felicity já não controlava seus gemidos, estava completamente entregue, ela passava suas mãos pelos cabelos curtos e o puxava mais para si.
Ele se afastou o suficiente para olhar para o rosto dela, para que ela pudesse ver refletidos em seus olhos o mesmo desejo que a consumia. Num impulso ela abriu o zíper da calça dele mostrando que ela o desejava. Ele sorriu e ela retribuiu. Suas respirações estavam ofegantes e ele a beijou com ardor.
Oliver a deitou na cama e percorreu o olhar por todo seu corpo:
– Maravilhosa! – ele passou um dedo por sua barriga parando no cós da calça e a olhando em busca de permissão, ela sorriu, ele abriu lentamente o zíper da calça a livrando dela, deixando-a só com um minúscula calcinha preta de renda preta.
Felicity só desejava, seu corpo parecia ter vida própria e respondia a cada toque de Oliver. Mas ela também queria tocá-lo. E se colocou em cima dele. Ele arfou quando sentiu a intimidade dela tão próxima de seu membro que já estava pulsando de desejo por ela...
– Por Deus – ele gemeu – Felicity!
Ela agora percorria o abdômen dele com a ponta das unhas arrepiando sua pele e o fazendo contorcer-se de prazer. Seu próximo passo foi terminar de tirar a calça dele deixando-o só de cueca. Ela o olhou, percorreu seu corpo com o olhar e se deliciou com o que via. Ele era magnífico, seu corpo definido e seu sorriso era a perdição de qualquer mulher. Mas era ela que estava ali, e iria aproveitar cada pedacinho dele.
Audaciosa ela se aproximou de seu rosto lhe deu um beijo e sussurrou em seu ouvido:
– Eu quero você Oliver! – ele soltou mais um gemido rouco e a virou deixando-a sob seu corpo. Ela arfou de prazer.
Ele tirou a calcinha dela e por um tempo só a apreciou com seus olhos azuis ardendo de prazer. Passou os dedos em sua intimidade e ela arqueou o corpo em busca de saciedade. Gemeu seu nome:
– Oli..ver!
Ele continuou e depositou beijos e lambidinhas próximas a seu centro de prazer, Felicity arfava em busca de ar. Parecia que seus pulmões tinham esquecido-se de como respirar. Oliver estava perdido na doçura de sua Felicity, ele a provocava com um dedo roçando sua intimidade.
– Tão doce! Tão linda! – e não suportando mais ele tirou sua cueca e em segundos estava dentro dela.
Felicity gemeu quando o sentiu dentro de si e nenhum pensamento claro passava em sua mente. Ela só conseguia sentir...
Entregaram-se ao prazer juntos e quando chegaram ao ápice juntos seus nomes foram ditos entre arquejos de prazer e amor.
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