Notas iniciais
Olá meus amores! Então...vamos ao que interessa!!

Oliver acordou cedo. Era costume seu relógio biológico ainda estava disciplinado com os horários do exercito. Mas sua filha também tinha seu reloginho e minutos depois ele ouviu os primeiros resmungos dela através da babá eletrônica.

Felicity estava em seus braços. Lembrar-se da noite anterior lhe trouxe um sorriso aos lábios. Ela ficou uma fera quando ele contou sobre Laurel. E ele só a amava mais por isso. Por Deus! Como era possível que ela tivesse entrado tão rápido em seu coração? Ele não sabia, mas sentia-se completo ao seu lado e era ali que queria ficar!

Sophia resmungou um pouco mais alto, ela devia estar com fome. Ele se desvencilhou dos braços de Felicity com cuidado para não acordá-la. Foi até o quarto da filha e a pegou no colo. Passou pelo quarto e viu que Felicity havia acordado.

– Hey, bom dia – ela falou sonolenta.

– Bom dia, loira!

– Me dê ela aqui – e estendeu os braços para Sophia e Oliver atendeu seu pedido – bom dia florzinha! Dormiu bem? – Ela deitou a menina em cima de seu peito e a aconchegou.

Oliver olhou para a cena e mais uma vez surpreendeu-se com a facilidade com que as duas se relacionavam.

– Vou fazer a mamadeira dela, ok?

– Sim – Felicity beijava a cabeça da menina e lhe fazia carinho nas costas.

Ela ainda estava sonolenta, naquele momento da manhã em que uma preguiça gostosa ainda está no corpo. Ela aconchegou Sophia um pouco mais e a menina pegou uma mexa de seus cabelos na mão e começou a enrolar com os dedinhos pequeninos.

Ela não sabia explicar como, mas amava aquela menina como se fosse sua filha. Aquele pequeno ser que já havia tido sua cota de sofrimento. Isso a fez lembrar-se da tia da menina e por um momento a raiva tomou conta de si. Como uma pessoa pode fazer isso com um bebe?? Ela só podia ser insana!

Nesse momento Oliver retorna com a mamadeira da menina e entrega para Felicity que senta e oferece a comida para Sophia que come com vontade.

Ele se aproxima das duas e abraça Felicity pelos ombros e lhe dá um beijo na testa.

– Oi...

– Oi – ela vira o rosto lhe dando acesso a sua boca que ele logo cobre com a sua num beijo apaixonado.

– Eu já volto, vou terminar nosso café – ele da um beijo na filha e outro nela – fiquem aqui que eu já volto.

– Já desço também...

– Não eu trago aqui o café – ele lhe sorriu, ela retribuiu!

– Vou ficar mal acostumada!

– Desde que fique mal acostumada e comigo não vejo problema – e saiu.

O coração de Felicity deu um salto quando ela ouviu o que ele disse. Um sorriso bailou em seus lábios e a alegria inundou seu corpo. Quando Sophia terminou de mamar ela a fez arrotar e foi trocar sua fralda. Quando retornou viu Oliver retornar com uma bandeja nas mãos.

Ele tinha trazido café, frutas, pão e biscoitos e uma rosa. Ela emocionou-se com o gesto e o beijou com ardor.

– Se essa for a recompensa por te trazer café na cama posso fazer isso o resto da vida! – ele sorriu e percebeu que era a mais pura e simples verdade. Manhãs como aquela podiam se repetir por toda a sua vida!

Colocou a bandeja na cama e eles tomaram café entre risos e beijos apaixonados, com Sophia no colo dela brincando com as mexas de seu cabelo.

– Vamos para a praia? – ela pediu.

– Vamos sim, o dia está lindo!

– Ok, vou me arrumar.

Ele a esperava na sala com a pequena Sophia no colo. Quando ela desceu ele ficou boquiaberto! Ele vestia um biquíni preto com um shorts por cima...estava linda!

– Uouu! Você fica bem de biquíni, loira!

Ela riu e lhe deu um tapa no braço:

– Idiota!

Ele a puxou para si e lhe deu um beijo nos lábios:

– Um idiota que você gosta? – ele a provocou mais um pouco

– É...digamos que você não é dos piores!!! – rindo muito eles foram para a praia.

Sophia parecia um pouco assustada, nunca tinha visto o mar.

Oliver a pegou no colo e foi chegando perto da água. Felicity foi junto. Ele sentiu que a água não estava muito fria e se abaixou sentando-se na areia e a colocou sentada em suas pernas. Felicity ficou do lado dos dois e fazia carinho no bracinho da menina. Quando veio a onda e os molhou ela deu gritinhos felizes e balançava os bracinhos. Oliver olhou para Felicity sorrindo, ela sabia que ele tinha ficado com medo que a menina chorasse ou algo assim.

– Ela gostou! – e pegou numa das mãozinhas dela enquanto ele pegava na outra para ajudá-la a ficar em pé.

A menina ria feliz e batia os pezinhos na água quando os dois a levantavam.

– Oliver? – os dois olharam em direção a voz e ela pode ver ver um home negro muito bonito com um sorriso nos lábios!

– John! – ele levantou e foi cumprimentar o amigo e Felicity ficou um pouco atrás com a bebe no colo que esperneava querendo voltar para a água – que bom te ver por aqui!

– Eu digo o mesmo – e deu uma olhada para o lado em direção a Felicity que estava agora segurando a menina para que ela pudesse ficar com os pés na água.

Oliver riu, sabia que o amigo estava curioso.

– Felicity? — ela levantou e se aproximou dos dois – Este é meu amigo John.

Ela estendeu a mão para ele:

– Prazer em te conhecer – e sorriu.

– E Lyla e Sarah? – não passou despercebido para Felicity que o nome da filha de John era o mesmo da mãe de Sophia.

– Elas estão vindo, vim na frente para trazer as coisas – apontando para as cadeiras quase ao lado das coisas deles.

– Se juntem a nós – Oliver convidou.

– Com certeza!

Os dois juntaram as coisas enquanto Felicity andava com a menina na beira do mar.

– Oi – ela olhou para a mulher que a cumprimentou. Era morena e tinha um sorriso sincero – Felicity?

– Sim...

– Sou Lyla, mulher do John.

– Ah! Oi!

As duas sorriram. Lyla tinha uma garotinha morena no colo com os olhos de jabuticaba que já estava querendo ir para o mar.

– Ela é linda – e fez um carinho no rosto da menina que sorriu.

– E sapeca! – Lyla falou colocando a menina no chão e sentando do lado dela.

Felicity fez o mesmo. As duas olhavam para as crianças brincando. Depois de algum tempo conversando Lyla comenta:

– Ela parece bem agora – apontando para Sophia.

– Sim... – Felicity sabia do que ela estava falando – Oliver me disse que ela teve dificuldades na alimentação, mas agora está tudo bem.

– E não foi só isso – e Felicity pode ver um rastro de raiva passar pelos olhos da mulher – Aquela...

– Vadia?? – ela deu um sorriso sem graça – Oh...me desculpe...

Rindo a mulher concordou:

– Não precisa se desculpar, eu concordo.

– Oliver me falou ontem à noite sobre isso, não consigo acreditar que alguém é capaz de fazer isso com ela ou com qualquer outra criança. Por Deus! Ela era só um bebe! – e inconscientemente puxou a menina para seu colo a apertando em seus braços com carinho. Ela resmungou um pouco, mas acabou ficando ali e se aconchegou.

Lyla observou a cena e sorriu:

– Parece que Sophia encontrou uma leoa para defendê-la!

Felicity a olhou um pouco espantada, mas acabou sorrindo:

– Obrigada!

– Você vai me contar ou vou ter que arrancar de você? – John ria da cara de bobo do amigo olhando para a loira.

– Eu conto! — e Oliver contou como a conheceu e como tinham chegado até ali.

– È meu amigo, parece que você foi fisgado! — Oliver não negou. Nem tinha porque, era verdade! – e ela se dá bem com a Sophia?

– Sim, melhor impossível! È como se ela fosse mãe dela.

– Você sabe que a culpa não foi sua não é? Sarah quis o bebe tanto quanto você e sabia dos riscos. E já faz mais de um ano, tens que seguir tua vida e Sophia precisa de alguém que seja mãe dela.

– Eu sei John, mas não é fácil me livrar de todos os meus receios de uma vez só!

As mulheres vieram ao encontro deles conversando e rindo com as meninas no colo.

– Nós vamos entrar – Felicity disse – o sol está ficando muito quente para elas – e vamos fazer um lanche para a gente, ok?

– Ok! – Oliver levantou deu um selinho nela — querem ajuda?

– Não, fiquem aqui depois chamamos vocês – Lyla falou.

Felicity se afastou um pouco com Sophia e foi tirar a areia do corpinho da menina. Estava abaixada jogando água com as mãos nas perninhas dela quando uma sombra apareceu. Ela olhou para cima com um sorriso que logo desapareceu de seu rosto quando viu quem era.

– O QUE VOCÊ ESTÁ FAZENDO AQUI! – Laurel começou a gritar e Sophia imediatamente começou a chorar.

Felicity ignorou a mulher e se virou consolando a menina. Mas Laurel foi mais rápida e as segurou pelo braço tentando tirar Sophia do seu colo. Felicity virou uma fera e sem pensar duas vezes acertou um tapa no rosto da mulher:

– Tira suas mãos dela e nunca mais ouse se aproximar dela! Ouviu bem?

Nessa altura Oliver, John e Lyla já haviam corrido para ajudá-la, mas pararam quando a viram acertar o tapa no rosto da mulher.

No momento Felicity tinha uma Sophia desesperada no colo e um olhar de ódio para a mulher. Oliver só pode a ouvir gritando para Laurel não se aproximar de sua filha. Laurel tinha a mão no rosto no lugar onde Felicity tinha acertado e seu olhar para ela era de completo ódio.

– SUA VAGABUNDA! QUEM VOCÊ PENSA QUE É? ELA NÃO É NADA SUA....É MINHA SOBRINHA E É COMIGO QUE ELA VAI FICAR! — ela fez menção de se aproximar de novo das duas.

Felicity se afastou e entregou Sophia para Lyla. Olhou para Oliver e sem saber como teve forças para dizer numa voz calma e fria:

– Olha aqui! Só vou te dizer uma única vez: se o Oliver não teve coragem de te denunciar por agressão a menor por respeito a tua irmã eu não tenho! – ela viu Laurel empalidecer e continuou com o dedo no peito dela – e você sabe que eu posso fazer mesmo não sendo nada da Sophia! E eu vou, sem nem pensar duas vezes seu eu ver essa sua cara de fuinha de novo! – ela tinha os olhos faiscando de raiva – porque você nem mesmo merece chamar o nome dela! Agora sai daqui antes que eu chame a policia! – e virou as costas pegou Sophia que ainda chorava do colo de Lyla e foi para casa. A menina parou de chorar assim que ela a pegou no colo e começou a falar com ela:

– Não chora meu amor, eu estou aqui.... – e passava a mão nas costas da menina – shhii...não chora....

Laurel saiu correndo dali gritando que isso não ia ficar assim e que eles iriam pagar! Oliver estava paralisado. Ele olhou para John e para Lyla e os dois estavam do mesmo jeito.

Lyla foi a primeira a falar:

– Como eu disse, Sophia encontrou uma leoa para defendê-la!

– È melhor eu entrar e ver como elas estão. – ele tinha um bolo na garganta. Laurel tinha passado de todos os limites e tinha feito Felicity e Sophia sofrer. No dia seguinte iria falar com Dr. Palmer para regularizar toda a situação – entrem e fiquem a vontade, vamos pedir algo para o almoço. – os amigos concordaram e foram para a cozinha.

Ele as encontrou no quarto. Felicity estava sentada na cama com a menina nos braços que já estava mais calma. Ela chorava baixinho e suas lágrimas corriam por seu rosto. Seu coração se condoeu de dor pelas mulheres que amava.

– Hey! Tudo bem vem cá — ele abraçou as duas e sentiu Felicity relaxar.

– Desculpe, eu não tinha o direito de fazer isso...

– Você não está acreditando no que ela falou, não é? Você é muito mais para minha filha do que ela jamais foi e além do mais é você que eu quero conosco e não ela. – ele beijou sua cabeça e pegou o rosto dela nas mãos:

– Obrigado – e a beijou – obrigado por defender minha pequena e por amá-la tanto.... – ela sorriu entre lágrimas e disse:

– Não só ela que eu amo....

Notas finais
Nossa Fel virou uma leoa para defender sua pequena!! A Laurel que não se meta mais no caminho dela!! Mas o que vcs acham? A Laurel bruxa vai deixar por isso mesmo?? E o que será que o Oliver vai responder agora??? Será que ela é correspondida? Não deixem de comentar!! Então..esse foi o ultimo capitulo do ano! :( Vou viajar e vou ficar sem micro...mas noa que vem eu voltou com tudo ok???!! Eu quero desejar o todo um Natal iluminado cheio de amor e paz! E que 2015 seja fantástico!! Bjus e até o ano que vem!!!