Notas iniciais
Oi meus queridos!!! Estou de volta!! Primeiro quero agradecer a todos os comentários maravilhosos que vcs me enviam!! Estou lendo todos com muito carinho...quanto as respostas...estou com pouquíssimo tempo livre e o uso para atualizar a fic. Por favor não fiquem chateados se não respondi ainda, podem acreditar que eu leio todos. Assim que as coisas acalmarem eu os respondo, ok?? Segundo, curiosos para saber como estão a Fel e a Sophi?? Então vamos lá!!!

Bruce e John estavam na sala do Capitão Lance. O homem estava completamente devastado. A filha estava numa cela, tinha sido sedada, pois estava histérica.

– Capitão, eu entendo que seja sua filha, mas ela passou de todos os limites possíveis. Sequestro e tortura? Ela ficará um bom tempo presa... – John tentava argumentar e fazê-lo aceitar o inevitável.

– E você acha que eu não tenho consciência disso, Sr. Diggle? — ele deu um suspiro cansado.

– Há uma solução que pode evitar que ela vá para uma prisão comum e ainda possa ser tratada de maneira correta.

– Qual?

– As empresas Wayne assumiram Arkam há anos atrás. Agora lá existem profissionais capacitados para tratar de todo tipo de distúrbio. O senhor pode requerer no julgamento que a pena seja trocada pela internação em Arkam.

– Um sanatório? O senhor acha que realmente ela estará melhor lá do que numa prisão?

– Não cabe a mim a decisão. Mas acredito que todos tenham direito a uma segunda chance e talvez depois de tudo seja o que sua filha precise.

– Vou pensar.

– Certo. Vamos John?

– Vamos sim...

– Ahnn.. – o capitão parecia constrangido – como está a Sophia?

– Não falamos com o Oliver ainda, mas acredito que ela esteja bem.

– Se possível peça ao Oliver para me manter informado?

– Pedirei.

Os dois saíram de lá sabendo que apesar de Arkam ter sido sugerido e possivelmente ser aceito como alternativa para Laurel, não seria garantia de melhora.

Hospital Geral de Starling City

Oliver tinha o coração apertado. A angustia tomava conta dele e nada podia aplacar a raiva que ainda fervia dentro de si.

Ele estava novamente naquele hospital, na mesma sala de espera aguardando noticias da filha e da mulher da sua vida.

Sophia parecia bem quando foi levada pelo pediatra da família para ser examinada. Felicity não havia mais acordado depois de ter perguntado por Sophi na ambulância. Ele a vira ser levada pelos enfermeiros há quase duas horas e nenhuma informação lhe fora passada depois disso.

Bruce e John já haviam chegado, assim como Nyssa, Lyla, sua mãe e Thea.

Oliver nem perguntou aos amigos o que havia acontecido com Laurel. Isso não era importante. Tudo o que importava na sua vida estava atrás daquelas portas.

Ele havia levantado do banco da sala de espera pela “milésima” vez quando o pediatra de Sophi voltou com ela nos braços.

– Oi, meu amor!!! – ele a pegou no colo e a abraçou forte.

– Papa...

– Sim...papai!! Como ela está doutor?

– O estado de saúde dela é bom, está um pouco desidratada. No mais está tudo certo. Eu acredito que a moça que estava com ela no cativeiro pode alimentá-la e mantê-la limpa. Ela só precisa voltar a se alimentar direito e nos horários certos que o quadro se reverterá. Os hematomas saírão sozinhos e se ela sentir alguma dor você pode aplicar uma pomada analgésica. Deixarei a receita na recepção. Qualquer coisa me procure.

– Obrigado, Doutor! — Oliver suspirou de alívio. Sua pequena está bem! Ela resmungou algo e olhou para as pessoas na sala. Esperneou um pouco para sair do colo do pai e quando ele a largou parecia procurar alguém.

– Oliver – sua mãe o olhou com pesar – acho que ela está procurando a Felicity...

– Mama...?

Todos na sala olharam para a pequena e entenderão de quem ela estava falando. Oliver tinha os olhos marejados.

Nesse momento o médico que atendeu Felicity entrou na sala, ele pegou a filha no colo.

– Vocês estão acompanhando a Srta. Smoak?

– Sim! – Oliver se adiantou – como ela está?

– O quadro dela é estável, mas inspira cuidados. A perda de sangue e a falta de alimentação a debilitaram muito e a cirurgia para conter a hemorragia não ajudou, apesar de ser necessária. Vamos observá-la e mantê-la aqui até a estabilização completa do quadro.

– Ela ainda corre algum risco? – Oliver pediu ansioso.

– Acredito que não, mas vamos estar de olho em qualquer alteração.

– Podemos vê-la?

– Podem, mas um de cada vez.

– Certo....e doutor? Minha filha pode vê-la?

– Sim, ela já está num quarto. Não há perigo. Uma enfermeira virá buscá-lo.

A enfermeira veio em seguida.

Quando Oliver entrou no quarto assustou-se ao vê-la. Seu pescoço estava marcado e seu rosto pálido. Havia um curativo no braço direito e um na altura da clavícula. Ele percebeu um grande curativo na altura do abdômen.

Sophia deu um gritinho de alegria e se jogou em direção a cama.

– Hey, calminha ai!! — ele a sentou na beirada da cama e ela olhou para Felicity para logo depois apoiar a cabeça no peito dela. Novamente os olhos de Oliver marejaram e ele fez uma prece silenciosa para que ela ficasse bem.

A menina adormeceu ali mesmo, talvez por se sentir segura ao lado da mulher. Oliver a ajeitou na cama. Permaneceu ali até o momento que a enfermeira voltou e pediu que ele saísse um momento para que ele pudesse olhar os curativos e aplicar a medicação.

Ele foi a sala de espera dar noticias aos outros.

– Ela parece bem, ainda não acordou. – ele contou a mãe a reação da filha.

– Sophia está bem graças a Felicity, ela deve ter convencido os seqüestradores a deixá-la cuidar dela.

– Sim...e por isso Sophi sente-se tão segura com ela – Moira viu todo o cansaço no rosto do filho.

– Oliver, vá pra casa. Tome um banho, coma alguma coisa e descanse um pouco. Leve Sophia com você...ela deve estar com fome e também precisa dormir.

– Eu vou só trocar de roupa e levar Sophi pra casa. Você pode ficar com Felicity até eu voltar? Vou pedir pra Thea ficar com Sophi...

– Eu fico com a Fel – Nyssa se ofereceu – assim vocês podem cuidar da Sophi com calma.

Ele pensou um pouco e concordou.

– Eu não demoro.

Já era madrugada quando Oliver retornou ao hospital. Como era um quarto particular não havia restrições para visitas. Ele encontrou Nyssa lendo um livro.

– Hey – ele sussurrou – tudo bem?

– Sim...ela ainda não acordou. Mas o médico veio vê-la mais cedo e disse que ela já está mais estável e que os ferimentos estão sem inflamações. E Sophi?

– Um pouco agitada. Mas consegui fazê-la dormir agora a pouco – Oliver se aproximou da cama e depositou um beijo casto nos lábios de Felicity.

– Bom eu vou indo então. Qualquer coisa me liga, ok?

– Ok! Obrigado! – ele sorriu agora um pouco mais aliviado por vê-la um pouco melhor – Bruce vem te buscar?

– Sim, vou ligar para ele.

– Certo. Até amanhã Nyssa!

– Até...

Oliver sentou-se na poltrona ao lado da cama e ficou observando-a enquanto ela dormia. Parecia tão serena, tranquila. Ele só queria que ela acordasse e o olhasse com aqueles lindos olhos azuis.

Pela primeira vez depois que tudo aconteceu pode pensar com clareza. Felicity estava debilitada, mas estava viva. Sua filha estava bem e em grande parte por Felicity. Ele não sabe o que houve durante o tempo em que estavam nas mãos de Laurel, mas seja o que for provavelmente Felicity conseguiu se manter estável o suficiente para cuidar de sua filha. E nada do que ele falasse ou fizesse seria o suficiente para mostrar sua gratidão. Por outro lado, seu amor por ela só aumentava...a cada dia...ela era uma mulher forte que demonstrava fazer de tudo por aqueles que amava.

Sophi a tinha chamado de mãe. Ele imaginava que com o convívio das duas a menina iria acabar a reconhecendo como mãe...o que Felicity já havia se tornado mesmo antes do sequestro.

Ele levantou quando percebeu que ela havia se agitado no sono.

– Hey, está tudo bem – ele acariciava o rosto dela – eu estou aqui...a Sophi está bem – ela foi se acalmando aos poucos, como se reconhecesse a voz dele. Ele ficou algum tempo olhando para ela até ter certeza de que ela havia se acalmado de vez, depois sentou-se na poltrona e acabou adormecendo.

Acordou com a enfermeira da manhã o acordando pois precisava trocar os curativos e medicá-la.

Ele lhe deu um beijo na testa.

– Estarei na cantina. Se precisar de qualquer coisa...

– Pode ir tranquilo Sr. Quenn...

Oliver pediu um café e um sanduiche e enquanto aguardava ligou para a mãe para saber da filha. Ficou sabendo que a menina estava bem, mas pediu por ele e pela “mamã” assim que acordou.

– Peça para a Thea trazê-la aqui. Eu preciso que ela faça um favor para mim.

– Pode deixar, filho.

Quando Teha chegou ele estava saindo da cantina. Sophia estava andando na frente da tia. Quando a menina o viu saiu correndo.

– Papa...

– Hey, princesa!! – ele pegou-a no colo e a encheu de beijos o que a fez gargalhar alto – oi, Thea!

– Oi, maninho! E a Fel?

– Não acordou ainda, mas o médico falou que ela está estável, estão otimistas.

– Que bom! Não vejo a hora dela acordar!

– Nem eu! E por falar nisso eu preciso que você compre algumas coisas para ela. Tipo coisa que ela possa precisar quando acordar e sair daqui.

– Deixa comigo! – ela lhe deu um beijo no rosto e saiu, deixando Sophi com ele.

Quando voltou ao quarto a enfermeira disse que o médico viria em seguida, mas que os ferimentos estavam sem infecção e cicatrizando como previsto.

– Mamã! – a menina gesticulou os bracinhos em direção à cama.

– È filha dela? – e enfermeira perguntou?

– Não...pelo menos não de sangue...só de coração! – e sorriu e a senhora retribuiu.

– Ela logo vai acordar, pequenina!! Sua mamãe logo vai acordar!!

– Mamã! – e começou a choramingar.

– Você pode colocá-la deitadinha do lado esquerdo, onde não há ferimentos. Assim ela se acalma.

– Obrigado!

Assim que colocou a menina sentadinha na cama ao lado de Felicity a menina a chamou de novo passando a mãozinha no rosto dela. Oliver emocionou-se.

– Mamãe está dormindo, meu amor!

– Domindo?

– È...daqui a pouco ela acorda....você quer deitar com ela?

A menina deitou a cabecinha em cima do peito de Felicity e ficou ali brincando com os fios de cabelo dela como sempre fazia.

Oliver ficou um tempo observando as duas até o médico entrar no quarto.

– Bom dia! E o que temos aqui? Você está cuidando da mamãe? – ele falou rindo para Sophia que levantou a cabeça e o olhou seria – Você me deixa cuidar dela um pouco? – ela não lhe deu muita bola e deitou novamente fazendo o médico sorrir. Oliver resolveu interferir e a tirou da cama.

O médico a examinou e pareceu extremamente otimista.

– Eu acredito que logo ela deva acordar, já pedi para diminuir o sedativo. Agora o organismo dela já está um pouco mais forte.

– E quando ela poderá ir para casa?

– Acredito que tão logo ela acorde poderá receber alta. Claro que vai precisar de cuidados em casa, mas isso eu lhe oriento futuramente.

– Certo! Obrigado!

Horas mais tarde Oliver estava brincando com a filha quando Bruce e Nyssa vieram fazer uma visita.

Depois de atualizá-los sobre o estado de Felicity ele aproveitou que os dois estavam ali e foi atrás de algo para comer. Tinha decidido não sair de perto dela enquanto ela não acordasse. Aproveitou para pegar água para a mamadeira da filha e ligar para mãe.

Quando voltou os amigos se despediram prometendo voltar no dia seguinte. John e Lyla também passaram por lá.

Já estava anoitecendo e ele esperava a irmã para pegar Sophi e levá-la para casa. Olhava pela janela e mostrava para a menina alguns passarinhos que estavam pousados no telhado do prédio em frente.

– Oliver? – ele a olhou com um sorriso enorme no rosto e se aproximou.

– Hey, amor...como você se sente?

Antes que ela pudesse responder Sophi viu que ela estava acordada:

– Mamã!!! – Felicity a olhou com lágrimas nos olhos, olhou para Oliver e ele só sorriu. Ela estendeu o braço que estava sem o soro e Oliver colocou a menina na cama como já havia feito antes.

– Oi, meu amorzinho...mamãe estava com saudades... – as lágrimas corriam por seu rosto...eram de alivio e alegria.

– Mamã... – ela passou a mãozinha no rosto de Felicity que a pegou e deu um beijo na palma. A menina riu e depois fez o que mais gostava apoiou seu corpinho no peito dela e pegou uma mecha de cabelos loiros mexendo neles até dormir.

Oliver as olhava sorrindo. Seu amor tinha acordado. Agora tudo ia ficar bem. Ele a beijou levemente nos lábios e pela primeira vez em dias sentiu-se feliz de verdade.

Notas finais
Oinnnnn....momento fofura!! Então? O que acharam? Respondendo aos comentários sobre o destino da (vaca) Laurel...eu achei que não seria legal se o Oliver ou seus amigos a matassem, muito menos a Felicity. E por ela ser uma maníaca desequilibrada o lugar correto dela é num manicômio mesmo. E não pensem que eu não tive raiva dela....eu até escrevi o inicio da cena da morte dela...mas deletei...rsrsr Enfim...não posso esquecer de agradecer as Divas Thais Romes e Sweet Rose pelos conselhos!