Bound to Love
15 Capitulo 15
Notas iniciais
Felicity estava sozinha no quarto. Oliver tinha ido para casa. Na noite anterior depois de muito choro Moira tinha conseguido levar Sophia para casa. Ele ficou com ela a noite toda e ela havia insistido para que ele fosse para casa descansar um pouco, por fim ele cedeu dizendo que voltava mais tarde.
O medido havia acabado de sair e lhe dito que se ela permanecesse estável ela lhe daria alta na manhã seguinte.
E nesse momento ela pensava em tudo o que havia acontecido. As horas de terror, o medo e a ansiedade. Sophia...Oliver. Aquelas duas pessoas tinham se tornado o centro do seu mundo e donas completas do seu coração.
Sophia a tinha chamado de mamãe. A menina que estava desenvolvendo a fala aos poucos e que há pouco tempo tinha chamado Oliver de pai...A emoção voltou com tudo. Mesmo não tendo sido gerada por ela Sophia era sua.
A enfermeira entrou no quarto para trocar os curativos e medicar-lhe.
– Bom dia! Como se sente hoje?
– Melhor – Felicity sorriu.
– Seu marido e sua filha foram para casa?
Ela sorriu e pensou em negar...dizer que Sophia não era sua filha e Oliver na era seu marido, mas não o fez.
– Sim...
Enquanto trocava os curativos a enfermeira comentou:
– Eu me lembro do Sr. Queen...do dia que a pequena nasceu.
– Então você sabe que ela não é minha filha de verdade?
– Minha querida, ela até pode não ter nascido de você...mas ela te escolheu para ser mãe dela e isso demonstra que ela sabe que você a ama acima de tudo. As crianças sentem o amor e também o ódio!
Felicity assentiu e lembrou-se de como a menina ficava quando Laurel se aproximava.
Depois que a enfermeira saiu ela ficou tão perdida em seus pensamentos que nem percebeu quando uma Thea saltitante entrou no quarto.
– Hey, cunhada!!
– Oi, Thea!
– Como você se sente?
– Melhor. Tenho um pouco de dor, mas no geral estou bem. O médico me disse que ganho alta amanhã – só de pensar em ir pra casa, não via a hora!
– Que ótimo! E...Fel...
– Huum?
– Eu queria te agradecer...
– Pelo que?
– Por ter protegido nossa Sophi...
– Não preciso de agradecimentos por isso....Podes achar besteira, mas pra mim ela é como se fosse minha filha... teria feito qualquer coisa para protegê-la.
– Eu sei...ela mesmo te considera mãe dela! – Thea a abraçou e lhe deu um beijo no rosto.
– Assim você vai me fazer chorar!
– Sua boba!
Thea ficou ali até Oliver voltar com Moira. Ela ficou lhe fazendo companhia enquanto ele resolvia algumas coisas na QC que não podiam ser mais adiadas. Moira lhe falou que assim que ganhasse alta Felicity iria para a mansão. No inicio ela disse que não queria dar trabalho, que podia se cuidar sozinha e tudo mais. Mas a mãe de Oliver não lhe deu opções e ela sabia que ele mesmo não daria.
Na manhã seguinte ela recebeu alta com muitas recomendações médicas e Oliver a levou para sua casa.
Tres semanas depois...
– Ai, Nyssa! Eu não aguento mais ficar em casa! Preciso fazer algo, trabalhar! – Felicity andava de um lado para outro. A amiga tinha ido visitá-la depois do expediente.
– São só mais alguns dias, amiga! E depois não sei o que tem de ruim em ser paparicada por um gatão daqueles e por sua filha linda...sem contar Moira e Thea!
Felicity não pode deixar de sorrir ao lembrar-se dos mimos de Oliver, ele lhe trazia flores quase todos os dias...fora as ligações durante o dia para saber dela e quando podia vinha almoçar em casa com ela. O que realmente a estava incomodando era o fato dele não chegar nem perto dela, bom pelos menos com as intenções que ela queria!
– E de que vale os mimos se ele nem encosta em mim??? – ela corou de imediato! Desde que tinha voltado do hospital Oliver não tinha lhe dados mais do que beijos castos e carinhos que ele poderia fazer na irmã.
– Uouuu!! Pera ai! Como assim?
– Como assim? To me sentindo irmã dele...ele dorme todos os dias ao meu lado e nada!! Parece até que não me quer mais! Sei lá...e vou te dizer que não é fácil ficar do lado dele...com todos aqueles músculos e aqueles sorrisos e não ter vontade de atacá-lo!! — isso realmente a incomodava. Depois de tudo ela precisava saber que as coisas entre eles estavam normais. Ela não queria que ele estivesse com ela por pena, queria ver o desejo nos olhos deles de novo, o queria de corpo e alma. Precisava dele.
Nyssa soltou uma gargalhada! A amiga estava mesmo sofrendo de abstinência!!
– Fel...ele deve achar que se fizer algo você possa sentir dor ou se machucar. É mais altruísmo do que falta de desejo! – ela viu a amiga pensar – te sentes bem? Sem dor ou algo assim?
– Sim, já tirei os pontos...o médico disse que está tudo certo, mas só me liberou para o trabalho na semana que vem pois queria garantir – ela suspira alto – eu só queria ter certeza que ele não está comigo por que se sente culpado pelo que houve ou algo assim!
– Eu não acredito nisso. Oliver não parece ser um homem que fica com uma pessoa por pena ou por culpa. Eu sugiro que você tome a atitude. Seduz ele Fel! Aposto que ele não vai resistir nem um minuto!
Felicity sorriu para a amiga! Ela estava certa, não daria escolha para ele...
No dia seguinte ela resolve ligar pra a única pessoa que podia lhe ajudar, afinal ela estava sem seu carro e não podia simplesmente pedir para Oliver.
– Thea?
– Oi, Fel!
– Preciso da tua ajuda...
– Pode falar!
– Preciso ir no shopping...numa loja de lingerie – Felicity deu graças a Deus por estar no telefone com a cunhada pois tinha certeza que seu rosto estava como um pimentão.
– Huum... – Thea deu uma risada – claro que te levo. Mas tem que ser segredo?
– Sim, podemos dizer que vais me levar para buscar algumas coisas na minha casa.
– Ok! Daqui a meia hora estou ai.
– Obrigada!
As duas foram direto a uma loja que era de uma amiga de Thea. Lá encontraram o conjunto perfeito. O sutiã era preto e tinha o bojo drapejado revestido de renda da mesma cor, a alça tinha pedrinhas de strass e no meio dos seios havia um pingente em forma de coração. A calcinha era toda renda e para completar meias três quartos e cinta liga.
– Garota! Você vai matar meu irmão do coração! — Thea ria, Felicity tinha o rosto rosado ainda agora e ela tinha certeza de que a cunhada só estava ali, pois o irmão ainda estava na fase de “não posso fazer nada, pois vou machucá-la”.
– Nem sei se vou ter coragem de fazer algo... – ela mordia o lábio inferior.
– Eu tenho a impressão que você só vai precisar aparecer na frente dele com esse conjunto e mais nada!
– Bom...tomara... – elas riram e foram almoçar.
Felicity conferiu tudo mais uma vez. Thea já estava de olho em Sophia. Ela tinha comprado um champagne, morangos e tinha pedido para Maria (cozinheira dos Queen) algo para eles comerem ali mesmo no quarto. A bandeja já estava ali.
Ela tinha posto a lingerie e por cima tinha vestido um hobbie preto. Andava de um lado para o outro, estava nervosa. E nem tinha cabimento. Eles já haviam passado da fase de primeiras vezes...seus pensamentos foram interrompidos por Oliver que entrou no quarto:
– Hey, loira...
– Hey, Queen!
Ele a olhou de cima a baixo, parou em seu rosto e sacudiu a cabeça como se para tirar uma ideia dali.
– Você está bem? Thea me disse que vai cuidar da Sophi hoje à noite e que você queria falar comigo...
Ela respirou fundo e aproximou-se dele, segurou a gravata que ele usava e começou a tirá-la.
– É que eu quero passar um pouco de tempo com você...só nós dois... – ela tirou a gravata completamente e se dedicou aos botões da sua camisa – sinto falta de você!
Assim que Oliver entrou no quarto e a viu apenar com aquele hobbie sentiu seu corpo se retesar de desejo. Mas ele tinha prometido a si mesmo que ia esperar ela melhorar bem. Era um sacrifício, mas a ultima coisa que ele queria era machucá-la.
Mas agora, com ela grudada em seu corpo com aquele sorriso lindo nos lábios e o desejo refletido nos olhos azuis toda sua determinação estava a ponto de ir pelos ares.
– Felicity – ele disse entre suspiros, pois nesse momento ela tinha as mãos em seu peito.
– Huuumm? – ela deu um beijinho no peito dele e suspirou parando para olhá-lo nos olhos – o que foi?
Oliver não resistiu e a puxou para seus braços e a beijou com toda saudade do mundo. Ele parou de repente e a segurou delicadamente pelos braços.
– Felicity... – ela soltou-se das suas mãos e as dela foram para sua nuca para puxá-lo para mais um beijo – hey, loira...espere um pouco...
Ela parou e quando ele a olhou tinha uma expressão frustrada no olhar.
– Tenho medo de machucá-la...ainda é recente – ele pegou seu rosto entre as mãos e lhe deu um beijo – não pense em nenhum momento que eu não te desejo. Isso seria a maior mentira do mundo. Voc~e não tem ideia de quantos banhos gelados eu já tomei! Estou a ponto de pegar uma pneumonia! Meu corpo e meu coração anseiam por ti...mas não quero correr o risco de te machucar.
Felicity decidiu “apelar” e concordando falsamente com o que ele disse murmurou:
– Oh! Certo...vou trocar essa roupa então – ela foi para o closet e pegou um pijama mais comportado e o colocou em cima da cama e bem devagar começou a tirar o hobbie sem nem mesmo olhar para Oliver.
Ele estava parado no mesmo lugar, sem reação. Ela parecia uma deusa, quase intocável...ela tirou o hobbie revelando um sutiã de renda preta com a calcinha da mesma cor e uma cinta liga...cinta liga? Por Deus! Ela vai acabar comigo!
Felicity agora tirava com extrema lentidão uma das meias três quartos, tinha o pé apoiado na cama. Ela esperava que ele não demorasse muito...
Oliver engoliu em seco, olhava ela tirar a meia e seu corpo reagia a cada centímetro de pele que ela desnudava. Ela o estava seduzindo milímetro por milímetro! Dessa maneira nem um banho em um lago gelado daria conta!
Posso fazer com extremo cuidado, devagar e com muito amor! Seus pensamentos e seu corpo tinham chegado a um “acordo”! Ele se aproximou, ela ainda não tinha olhado para ele, estava quase terminando de tirar a primeira meia.
– Posso te ajudar? – ele sorriu maliciosamente para ela que o olhou com satisfação e concordou com a cabeça.
Oliver a pegou pela mão e a fez deitar-se na cama apoiou sua perna em seu peito e terminou de tirar à meia, repetiu o gesto com a outra sendo deliberadamente lento ao fazê-lo.
Felicity estava feliz, ele a desejava. Estava ali, nos seus olhos azuis. Ela soltou um gemido fraco quando ele tirou a cinta liga e seus dedos roçaram propositalmente a parte interna de suas coxas. Ela deitou-se um pouco mais para o meio da cama e ele deitou do seu lado e ficou admirando-a.
Acompanhando seus olhos, seus dedos percorriam todo o corpo dela com delicadeza fazendo com que sua pele se arrepiasse com o toque. Ela o puxou para mais um beijo demorado que os deixou sem fôlego.
– Você acaba comigo loira!
– Você que estava acabando comigo, Queen! Tens noção de como é difícil ter um homem lindo e gostoso como você do meu lado todas as noites e não poder aproveitar nem um pouquinho??
Ele gargalhou e se colocando em cima dela sussurrou:
– Eu tenho a exata noção loira, passei por essa situação pelo mesmo tempo que você! – ele a beijou novamente e suas mãos percorreram seu corpo. As delas fizeram o mesmo e eles se perderam entre suspiros e beijos molhados.
Oliver queria ir devagar, queria lhe dar prazer, mas ao mesmo tempo queria que ela percebesse o amor que ele tinha dentro de si. Queria que ela tivesse a certeza que ele era dela por completo.
Ergueu os braços dela acima da cabeça e pediu:
– Quietinha agora... – ele passou a beijar cada pedacinho do corpo dela e ela se contorcia de prazer a cada beijo.
Ele beijava sua barriga lisa e dedicou-se a beijar a cicatriz que ela tinha no lado direito como que para fazê-la sumir dali.
– Meu amor... – ele sussurrou entre beijos e quando chegou à barra da calcinha subiu novamente para sua boca. Recomeçou a trilha de beijos e dedicou-se aos seios ainda escondidos pelo sutiã, tirando a peça em seguida.
Felicity o empurrou invertendo as posições precisava tocar cada pedaço do corpo másculo dele e assim o fez. Oliver gemia o nome dela e acariciava as pernas dela provocando...
– Você tem roupa demais ai... – ela terminou de tirar a camisa que ele usava e espalmou as mãos em seu abdômen e suspirou como se somente esse gesto lhe desse prazer. Ela tirou a calça e parou para observá-lo.
– Você é lindo sabia? – e sorriu maliciosa – E nesse exato momento todo meu!
Ele inverteu as posições novamente, olhou nos olhos dela e afirmou:
– Não só nesse momento...sou seu pra sempre!
Ela agora tinha lágrimas no olhar, o que tinha começado como uma simples provocação terminou em um ato de amor intenso.
Mãos passeavam pelos corpos que estavam queimando de desejo, suspiros e gemidos...Oliver tirou a calcinha dela e se livrou da sua cueca.
– Felicity – a chamou – olha pra mim – e ela o fez enquanto ele a penetrava devagar alavancando o prazer ainda mais. Com estocadas lentas e firmes ele os levou ao ápice do prazer.
– Eu te amo, Felicity...
– Eu te amo, Oliver... — ela se aconchegou em seu peito e entrelaçou as pernas nas suas.
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