Bound to Love
12 Capitulo 12
Notas iniciais
Gotham
– Oliver!!
– Bruce!
– Fico feliz que entre todas aquelas reuniões tivemos tempo para podermos conversar.
– Eu também, meu amigo!
Os dois havia se conhecido no ultimo ano de Oliver no exercito. Eram de companhias diferentes e por ser mais velho Bruce era Capitão enquanto Oliver era Primeiro Tenente. Quando pediram baixa, os dois acabaram mantendo a amizade mesmo que a distancia. Bruce acompanhou todo o drama de Oliver quanto à filha e lhe deu o apoio necessário na época, inclusive lhe apresentando o Dr. Ray Palmer.
– Então – Bruce tinha um sorrisinho malicioso – fiquei sabendo que o solteiro mais cobiçado de Starling foi fisgado! – Oliver riu da referencia do amigo.
– Sim...e minha filha foi minha cupido! – Bruce ficou sem entender, mas Oliver logo explicou tudo.
– Você merece! E a sua ex cunhada continua infernizando?
Ele deu um suspiro:
– Na verdade depois que eu entrei com a medida protetiva ela sossegou. Acredito que isso a tenha assustado um pouco.
– Eu ficaria de olho, ela não me parece uma pessoa muito centrada.
– Vou ficar. Mas e você? Como vai a Nyssa??
Os dois amigos continuaram a conversa enquanto tomavam o café da manhã. Oliver esperava a ligação de Felicity para buscá-las no aeroporto. A conversa animada é interrompida pelo celular de Oliver.
– Alo?
– Por favor, quem está falando?
– Oliver Queen, pois não?
– Oh! Sr. Queen! Aqui é o policial Peter Stark. O senhor conhece Felicity Smoak? – Oliver levantou-se assustado e Bruce percebeu a tensão na fisionomia do amigo.
– Sim, é minha namorada. O que houve?
– Encontramos o carro da Srta. Smoak abandonado na estrada de acesso ao aeroporto. O celular dela estava no console e liguei para o senhor, pois a ultima ligação feita foi para esse numero.
– Meu Deus! E minha filha? Minha estava filha estava com ela!
– Não está no carro, senhor. Só a cadeirinha...
Oliver sentou-se e Bruce se aproximou aguardando a ligação encerrar.
– Sr. Queen, precisamos conversar com o senhor para tentar encontrar pistas sobre a Srta. Smoak. O senhor pode vir até a delegacia?
– Sim...quer dizer estou em Gotham...mas já estou indo....chego assim que possível!
Bruce observava o amigo. O desespero era visível.
– Bruce...Felicity e Sophi sumiram!
– Calma! Ligue para sua mãe e sua irmã. Pode ser outra coisa. E se simplesmente roubaram o carro? Pode ser que ela tenha pedido carona para ir para o aeroporto.
– Ok!
– Ligue para sua mãe que eu falo com a Thea.
– Certo.
Minutos depois Oliver estava mais desesperado ainda. Nem sua mãe e nem Thea tinham visto ou falado com Felicity naquele dia.
Bruce entrou em contato com seu piloto e pediu para preparar o jatinho para ir até Starling.
– Vamos Oliver! Vamos encontrá-las, ok? Só fique calmo!
Durante o vôo Bruce falava com seus contatos para verificar informações. Oliver estava em choque. Onde estavam as duas? Quem será que os odiava tanto para seqüestrá-las? Ou coisa pior! Tentava segurar o choro, mas estava difícil.
Starling City – Galpão.
– Você?
– Surpresa, Queridinha?
Felicity sentiu seu sangue gelar. Deitou Sophi numa manta e levantou-se. A mulher tinha os olhos frios e loucos. A menina começou a chorar assim que a ouviu.
– O que significa isso? Ficou louca, Laurel?
A mulher avançou para Felicity e a segurou pelo pescoço com a força que a loucura concede. Felicity arfou com o susto e com a pressão em sua garganta e foi jogada contra a parede.
Laurel gargalhou satisfeita!
– Você realmente achou que iria me tratar daquele jeito e ficar imune? Ainda mais para defender essa criatura que foi responsável pela morte da minha irmã! Vocês vão pagar por tudo o que me fizeram! E Oliver vai sofrer por perder as duas!!!
– Você é louca! Como podes culpar uma recém nascida pela morte de uma pessoa? Ela era um bebe!!! — Felicity levantou-se com dificuldade, pois havia batido as costas com força na parede – Podes fazer o que quiseres comigo, só te peço para solta a menina! Ela não tem nada a ver com isso!
– NÃO! NÃO! Por culpa dela minha irmã está morta!!! Vocês vão ficar aqui enquanto eu decido qual a melhor forma de fazê-las sofrer e depois...bom depois eu decido a melhor maneira de eliminá-las!!! Stuart!!!!! Greg!!
Os dois homens apareceram correndo, estavam sem a máscara agora e pareciam um pouco chocados com a situação.
– Amarrem a mulher e deixem a bebe ali mesmo.
– Mas, madame... — ela ao olhou com fúria fazendo com ele se calasse.
– Só faça o que eu mandei. Volto mais tarde! E FAÇAM ESSA CRIATURA HORRENDA CALAR A BOCA!
Felicity chorava desesperada! Laurel tinha enlouquecido de vez! Temia por Sophi.
Os homens a amarraram na cadeira.
– Daqui a pouco trazemos algo para comerem e beberem.
Ela resolver apelar para a bondade dos dois, se é que ela existia.
– Por favor...minha filha...preciso alimentá-la direito e trocá-la... – o mais velho, que se chamava Stuart assentiu.
– Mais tarde! – e saiu.
– Meu amor...estou aqui....shhiii....se acalme minha linda! Mamãe está aqui! – Sophi olhava para ela e aos poucos ouvindo a voz tranqüilizadora de Felicity ela parou de chorar. Ela falava com a menina para mantê-la calma, mas depois de um tempo parou de funcionar. Provavelmente porque estava com fome e precisa ser trocada. Ela pensou que estava chamando a menina de filha...não importava, era assim mesmo que se sentia. E agora faria de tudo por ela. Até morrer se fosse preciso.
Depois do que pareceu uma eternidade um dos homens apareceu, a soltou e lhe entregou duas garrafas de água e um pacote de bolachas.
– Aproveite, daqui a uma hora eu volto para amarrá-la de novo.
Ela tomou uns goles de água e antes de comer foi atender as necessidades da menina, pegou-a no colo e a trocou. Depois pegou a água e o leite especial de Sophi e fez uma mamadeira para ela. A menina devorou a comida, estava faminta!
Felicity colocou uma roupa mais quente nela, agradeceu mentalmente Moira que pensou em tudo e colocou duas mudas de roupa para a menina na bolsa de mão, e depois tentou fazê-la dormir. Cantarolou baixinho até que a pequena pegou no sono, devagar a colocou em cima da manta e rezou para que ela dormisse o resto da noite. Enquanto velava o sono de Sophi ela bebeu mais água e comeu algumas bolachas.
O homem voltou e a amarrou. Ela só conseguia pensar em Oliver e em como ele ficaria quando se desse conta do ocorrido. Não evitou quando as lágrimas nublaram seus olhos.
(...)
– Sr. Lance!
– Oliver!
– Sophi...Felicity...
– Eu sei, o policial que encontrou o carro me avisou assim que terminou de falar com você. Não temos pistas ainda... – uma batida na porta interrompeu a conversa.
– Capitão?
– Sim?
– Encontramos uma testemunha.
A pessoa disse ter ouvido freadas bruscas e olhou pela janela e viu Felicity e Sophi sendo levadas por dois homens encapuzados. Ela disse que a van seguiu em direção ás docas.
– Isso não nos ajuda! Há milhares de lugares naquela região em que eles podem mantê-las em cativeiro!
– Acalme-se Oliver! Vamos Achá-las!
– Não posso ficar esperando, Lance. È a vida das duas pessoas que mais amo na vida que está em jogo!!!
– O que você vai fazer?
– Tenho meus contatos e meus meios – e saiu da sala em busca de Bruce e no caminho ligou para John.
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