Bound to Love
11 Capitulo 11
Notas iniciais
Duas semanas depois
– Alo?
– Sou eu. Conseguiu o que eu pedi? Seu prazo já acabou.
– Sim, senhora. Poderei entregar o relatório hoje mesmo.
– Perfeito.
– Mas devo avisá-la que não há muita coisa nos relatórios. A moça em questão tem os hábitos simples e uma rotina bem definida.
– Era isso mesmo que eu esperava. Vai ser mais fácil assim. Encontre-me no local de sempre às 20 horas.
– Certo senhora.
(...)
Eles estavam no parque onde se conheceram. Moira e Thea estavam junto. Oliver iria viajar para Gotham em três dias e queria aproveitar o domingo com a família.
Oliver, Thea e Moira observavam Sophia “fugir” de Felicity que corria atrás dela.
– Vou te pegar , Sophi! – ela dizia e a menina corria e gargalhava.
Felicity a pegava, a abraçava e depois soltava para que ela fizesse tudo de novo. Numa das vezes ela correu em direção a Oliver que disse:
– Vem que o papai te protege! – e abriu os braços.
Ela correu para ele e para espanto de todos deu um gritinho alegre:
– Papa! – e se jogou no colo dele.
Felicity parou na frente dos dois, sorrindo:
– Oh! Meu Deus, Oliver! – ele tinha um sorriso enorme no rosto e em seus olhos havia lágrimas de alegria. Sua pequena finalmente o havia chamado de papai. Ele ergueu a menina a fazendo rir e depois a abraçou.
– Meu amorzinho! Papai te ama, viu? – E lhe deu um beijo estalado que a fez rir.
Mas ela queria voltar a brincar com Felicity e logo se desvencilhou do colo dele e iniciou sua corrida que agora terminava no colo dele!
Moira e Thea observavam tudo e sorriam. Ao longe outra pessoa observava a cena, mas em seus olhos não havia alegria e sim raiva.
Naquela noite Oliver convenceu Felicity a dormir em sua casa:
– Amor, eu tive uma idéia... – ela se virou de frente para ele que estava na mesma posição.
– Qual idéia??
– Eu vou para Gotham na quarta e provavelmente vou ter que ficar lá até sexta no mínimo...
– E?
– E que eu pensei que você e a Sophi podiam me encontrar lá. Daí podíamos passar um final de semana diferente – ele sorriu e fez carinha de gatos de botas.
– Ninguém pode resistir a essa sua carinha!! – rindo ela lhe deu um selinho e concordou – Eu vou sim. Só precisamos fazer uma autorização para a Sophi viajar comigo.
– Sim. Amanhã mesmo peço para a Nyssa preparar a autorização e reservar o jatinho da empresa para levar vocês.
– Certo! Acho que vai ser ótimo!
– E se você quiser antes de voltarmos passamos em Central City para você visitar sua mãe – ele falou um tanto incerto.
– Queen, você está querendo conhecer a minha mãe?
– Qual o problema, Loira? Só quero conhecer minha sogrinha...
– Huum, ok...mas depois não venha com arrependimentos! A Sra. Smoak não é o que podemos chamar de mãe normal...
– Como assim?
– Você verá – fez cara de suspense para logo depois cair na gargalhada – Relaxa Queen! Ela vai te adorar!
(...)
– Tchau, meu amorzinho! – Oliver deu um beijo na filha que estava no colo de Moira – tchau mãe!
– Tchau meu filho! Se cuida!
– Pode deixar! Ah! Felicity vem aqui na sexta pegar a Sophi, ela vai levá-la para dormir na casa dela, pois o jatinho sai às oito.
– Pode deixar que já vou deixar tudo pronto. Fica mesmo mais fácil para ela. Filho?
– Ann?
– Aproveite o final de semana!
– Obrigado, mãe!
(...)
– Vocês dois entenderam?
– Sim, madame!
– Então repitam!
– Devemos pegar a moça e levá-la ao galpão perto das docas e deixá-la amarrada numa cadeira. Depois avisamos à senhora.
– O que mais?
– Vigiamos o lugar e não deixamos ninguém entrar e...ah! e não devemos fazer nada com ela até a madame chegar – o homem sorriu orgulhoso de si mesmo por lembrar de tudo.
A mulher sorriu, pois finalmente seu plano iria dar certo. Ele iria pagar pelo que fez.
(...)
No sábado Felicity acordou cedo, se vestiu e terminou de arrumar as malas dela e de Sophi. Acordou a menina logo depois para arrumá-la.
– Bom dia, meu amor! – a menina sorria e tentava repetir as palavras dela.
– Di..a!
– Isso! Incentivando a menina ela trocava a fralda e cantarolava. Aquela criança já tinha tomado seu coração. A queria como se fosse sua e na verdade já a considerava assim. Era a sua pequena! Colocou um vestidinho comprido e um casaquinho.
– Prontinho, minha linda! Agora vamos tomar café da manhã?
Ele faz a mamadeira dela e enquanto tomava seu café a tinha nos braços e ela tomava a mamadeira.
Oliver ligou para se certificar que estava tudo certo e logo depois as duas partiram para o aeroporto.
Felicity dirigia pela cidade que estava vazia naquele horário, as lojas ainda não havia aberto e o transito estava tranqüilo.
Ela acompanhava a musica que tocava baixinho no rádio e de vez em quando olhava Sophi pelo retrovisor. Ela brincava com um ursinho e estava calminha.
Tudo aconteceu tão de repente que ela nem teve tempo de agir. Uma van cortou a sua frente fechando seu caminho e ela teve que frear em seco.
O carro parou e um homem encapuzado saiu dele, ela engatou a ré para sair dali quando outro carro fechou sua passagem por trás. Ela não tinha para onde ir. Sophia começou a chorar. Os dois homens vieram em sua direção e a agarraram a arrastando para um dos carros.
Ela gritou por Sophia.
– Por favor, minha filha!! — chorando ela esperneava tentando soltar-se.
– Pegue a menina...e...deve ter uma bolsa de bebe...pegue também! – o outro obedeceu.
Felicity tentava por toda lei livrar-se do homem, mas ele era mais forte que ela.
– Hey, moça! Quieta! Vamos fazer um acordo: você cala a boca e a menina fica com você..e viva. Senão... – a ameaça era clara. Ela procurou se acalmar. Daria um jeito. Oliver iria perceber que tinha algo errado quando elas não chegassem a Gotham como combinado.
– Assim, boa garota! Pegue a bebe e a faça calar a boca!
Eles a colocaram no banco traseiro da van. Ela não poderia ver para onde a levavam. O medo tomava conta do seu ser. Ela temia mais por Sophia do que por ela. A menina estava mais calma agora, mas ainda choramingava baixinho.
Alguns minutos depois eles a tiraram da van e a arrastaram para um galpão vazio. Ela observou ao redor e percebeu que deveriam estar perto das docas.
Eles as deixaram numa sala vazia e escura onde só havia uma cadeira e uma mesa. A janela era alta e pequena, o ar era pesado e o cheiro era de mofo.
Eles discutiam entre si algo sobre alguém ter mandado amarrá-la na cadeira. Mas um deles dizia que co m a menina ela não poderia ficar amarrada. Por fim decidiram deixá-la livre para que pudesse ficar com a criança.
Quando a porta foi fechada ela desabou. Chorava baixinho abraçada com Sophia que estava alheia a gravidade da situação. O medo mais uma vez apertou seu coração. Mas ela não podia fazer nada, por hora. O jeito era permanecer quieta e cuidar de Sophia.
Felicity pegou um dos brinquedos da menina que estava na bolsa e lhe deu tentando distraí-la. Quem poderia ter feito isso? Ela não sabia que tinha inimigos, nunca tinha feito nada para ninguém. Poderia ser alguém atrás do dinheiro dos Queen, mas pelo que ela entendeu os dois homens não sabiam que Sophia estava no carro. Não sabia o que pensar.
Horas depois ela cochilava com Sophia agarrada a ela. Acordou com gritos. Não podia identificar, mas as pessoas estavam se aproximando. Reconheceu as vozes dos dois homens e havia uma mulher. Sua voz não era estranha e antes mesmo de poder identificá-la a porta se abre de súbito.
– Você?
– Surpresa, Queridinha?
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