Born to Die
24 Um bebê para a gente
Notas iniciais
Clara voltava da cozinha quando deu de cara com Cecilia na sala:
Clara: Veio fazer o que aqui?
Ceci: Dessa vez, não é pela Marina que estou aqui. Vim para ensaiar. Mas, depois virei fazer uma visita para minha fotógrafa.
Clara: Você já imaginou como vai cantar sem dentes?
Ceci: Isso tudo é insegurança? Uma mulher do seu tamanho, deveria ter vergonha.
Liz: Chega Ceci! — Liz apareceu, antes que as duas continuassem a brigar. — Lua, esta esperando a gente no estúdio, Marina deixou a gente ensaiar lá. — Liz saiu levando Cecilia e Clara foi para o quarto.
A professora de dança entrou no quarto e ficou perdida na visão de Marina brincando com Renatinho:
Marina: Vai ficar para aí amor?
Clara: Só observando como você tem jeito com crianças. — Clara se aproximou e deu um selinho em Marina e beijo na cabeça de Renatinho.
Marina: Sabe que eu já percebi que seus olhos brilham quando você vê uma criança.
Clara: Sempre quis ser mãe, desde menininha. Tem dois anos que eu estava disposta a engravidar, até procurei sobre inseminação.
Marina: E por que não fez?
Clara: Leninha e minha mãe me convenceram de que ser mãe solteira não é uma boa. — Elas ficaram brincando com Renatinho um bom tempo. As risadas do bebê deixavam as duas encantadas. — Então, loirinho, você bem que poderia pedir um priminho para sua dinda, não acha?
Marina: Um priminho?
Clara: É amor, você não quer? Imagina um bebezinho, fofinho, cheirosinho, gordinho, só nosso. — A fotógrafa sorriu e deu um selinho. — Eu amo a ideia, mas vamos deixar o casamento das meninas passarem e aí falamos de novo, certo?
Clara: Vou cobrar.
Marina: Pode cobrar sim. Enquanto isso, o que você acha de a gente pedir a Lua para ele dormir com a gente hoje.
Clara: Tem uma ideia melhor, mas quando a Lua chegar a gente fala.
Assim que as meninas terminaram o ensaio, Clara e Marina desceram para o estúdio. Assim que viu Renatinho no colo de Marina, Ceci foi até os dois.
Ceci: Lua, seu filho parece um anjo. — Cecilia disse sorrindo. — E você fica ainda mais linda com uma criança no colo. — Olho para Marina.
Clara: Eu concordo com você. E logo logo, será o nosso filho que ela estará carregando.
Marina: Amor, você tinha algo para pedir a Lua. — Marina queria evitar desentendimento.
Clara: É mesmo. Lua, será que você pode deixar o Renatinho com a gente por um dia? Assim você pode aproveitar o tempo com o Rafa, a gente fica com o Renatinho um dia todinho e dorme com ela. Deixa vai?
Lua: É muito trabalho, vocês querem mesmo?
Clara: Sim. E nós aproveitamos como um estágio, para quando tivermos nosso filho.
Lua: Clarinha, se vocês querem, eu vou aceitar a sugestão, porque eu estou com saudades de passar um tempo com o Rafa. Mas, cuidem do meu neném.
Marina: Pode deixar minha Lua! — Marina disse sorrindo.
Assim que chegou o sábado Marina acordou e foi direto ao quarto de Luana e Rafael.
Marina: Vim buscar meu lindo afilhado.
Rafael: Ele já esta prontinho para você. — Ele estava sentado na cama com o filho no colo.
Lua: Deixei tudo dele separadinho, mas se você precisar...
Marina: Nem pense. Hoje ele é todinho meu e da Clara. Não chamaremos vocês. — Pego o bebê no colo. — Vão, divirtam-se.
Rafael: Iremos!
Lua: Aproveitem bem. Logo logo vocês terão os filhos de vocês para cuidarem. — Após se despedirem, Luana e Rafael foram para um lado e Clara e Marina foram com Renatinho para outro.
Elas passeavam com o bebê pela cidade, ficavam em áreas não muito longe ao prédio da família Fernandes, pois quando precisavam trocar ou alimentar o menino, iam para lá. Era fim de tarde, elas estavam no quiosque de Luis, que com a ajuda das duas, assumiu o relacionamento com Fred. Elas tomavam uma água de côco, Renatinho também, só que em uma pequena mamadeira. O menino batia palminhas e sorria para as graças que Fred e Guga faziam. Camila observava do balcão com cara de poucos amigos.
Ceci: Lindo momento em família, merecia uma foto.
Clara: Não se preocupe, estamos registrando tudo. — Camila apareceu no quiosque com o seu sorriso arrogante de sempre. — A que devemos o desprazer de sua presença?
Ceci: Estava passando com o carro e vi a cena tão linda, que passei mal. Tive que descer para tomar um ar.
Marina: Ceci, por favor. Eu estou tendo um dia incrível com a Clarinha e o Renatinho, não atrapalhe.
Ceci: Não faço nada para te deixar infeliz minha linda. — Tirou o celular do bolso. — Deveríamos tirar um foto juntas. A Clara também. O importante é que nosso fãs nos vejam juntas. — Olho para Clara. — Você sabia que nós temos um nickname? CERINA. Nossos fãs amam quando aparecemos juntas.
Marina: Chega! Vamos embora amor. — Disse percebendo Clara ficar irritada com o simple batimento cardíaco de Cecilia. Elas caminhavam para perto do carro, quando Ceci gritou.
Ceci: MINHA FOTÓGRAFA, DEPOIS EU LEVAREI UNS PRESENTINHOS ATÉ SUA CASA!
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