Born to Die
34 Two
Notas iniciais
A enfermeira abriu a porta e Clara entrou com Gabriela no colo.
Clara: Olha quem veio para a primeira amamentação. Esta pronta mamãe?
Marina estava deitada na cama e sorriu. A morena segura a filha com a mão nas costas da neném, Gaby mantinha o rosto perto do pescoço de Clara.
Marina: Ela gosto do seu cheiro amor. — Observou a fotógrafa ao notar com a filha gostava de estar perto de Clara.
Clara: Eu também amo o dela.
Sentiu o cheio dos cabelos da filha e a acomodou no colo de Marina, que não se importou em descer a camisola com o quarto cheio de gente, afinal, aquela era a primeira vez que ela amamentava Gaby. Chica, Ricardo, Diogo, Gisele, Luana, Rafael, Renato, Vanessa e Flavia, todos estavam por lá. Assim que Marina pegou a criança, Clara bateu uma foto, mas logo se junto a mulher e a filha enquanto Flavinha tirava as outras fotos.
Marina: Nossa, ela parece estar com muito fome, suga tão rápido.
Luana: É assim mesmo. É a primeira refeição dela aqui fora. Mas nessa idade a única alimentação deles é o nosso leite, então eles vão sempre estar com muita fome.
A fotógrafa e a dançarina continuavam olhando a filha de forma apaixonada. Gabriela nasceu grande, gordinha, com muito cabelo, eram loiro escuro, segundo Chica os da filha era da mesma cor quando bebê. A pele da menina era branquinha como a de Marina e os olhos eram mel, que na luz, ficavam quase dourados.
Cada dia ao lado de Gabriela era uma delícia para as duas, a meninas não dava muito trabalho, adorava dormir e dormia a noite toda, mas apesar de ter um quarto decorado especialmente para ela, os primeiros meses ela dormia no quarto das mães, um berço foi colocado por lá. A cada mês que se passava Gaby ganhava uma festinha das mães para comemorar sua vida. O primeiro mês o tema da festinha foram anjos, no segundo minions, no terceiro do fundo do mar, no quarto da fantástica fábrica de chocolate e no quinto de dos smurfs. A essa altura já engatinhava, adorava ficar perto das mães, gostava de “morder” a bochecha de Marina e Clara, os cabelos já caiam sobre os olhos com uma franjinha e era lisinho, a menina ria sempre e batia palminhas, já tinha aprendido amar piscina e água como Marina, e tinha grande desenvoltura na frente das câmeras e pousava direto para as mães.
Clara e Marina esperavam na recepção do consultório de Filipe, Gaby estava no colo de Marina ria para mãe, enquanto Marina cantava para ela, Clara avisou a esposa que iria no banheiro e deu um beijinho na filha. Assim que saiu de um dos boxes do banheiro, ela ouviu um choro, foi até o último box, uma menininha esta sentada no chão chorando:
Clara: Ei linda, por que você esta aqui? Por que esta chorando.
Bo: É que eu tenho medo de médico.
Levantou a cabeça e olhou para Clara a menina de olhinhos puxadinhos. Bo tinha a pele mais ou menos da cor da de Clara com o cabelo bem preto, extremamente lixo, usava um corte de franjinha, e o cabelo estava passando dos ombros.
Clara: Você é linda. — Estava encantada pela menina. — Onde esta sua mamãe? Qual o seu nome?
Bo: Não tenho mamãe. Estou com a tia do orfanato. Meu nome é Bo.
Clara: Então, vamos achá-la? — Estendeu a mão para a menina.
Bo: Não tia! Ela vai me levar para o médico.
Clara: Ei, não precisa ter medo. A minha filhinha também vai no médico hoje, você quer conhecê-la?
Bo fez que sim para Clara e saíram caminhando de mãos dadas. Marina olhou a menina segurando a mão de Clara e sorriu para ela. Bo sorriu de volta.
Clara: Aqui Bo. Essa é minha filhinha, a Gabriela, pode chamar de Gaby.
Bo: Oi Gaby! — Disse segurando a mão da neném, que prendeu os dedinhos nos dela e sorriu.
Clara: Bo, essa é Marina, a outra mamãe da Gaby e minha esposa. — Amor, essa é a Bo.
Bo: Oi tia!
Marina: Oi Bo. Clarinha ela é linda. Quantos anos você tem princesa.
Bo: Três tia!
Jéssica: Bo, finalmente eu te achei. — Um mulher ruiva entrou.
Clara: Oi. Eu sou a Clara, encontrei a Bo no banheiro.
Jéssica: Prazer, sou a Jéssica.
Clara: É a responsável por ela?
Jéssica: É. Eu tenho um orfanato com minha irmã, sou assistente social. — Marina levantou da cadeira com Gaby no colo.
Marina: Jéssica, o que a Bo tem?
Jéssica: Asma. Agora ela esta bem, mas passou a noite em claro.
Marina: Ela esta esperando o doutor Filipe?
Jéssica: Sim.
Clara: Nós também. Ele é meu irmão. Você deixa a Bo ir com a gente, ela esta com medo e como vamos entrar com nossa filha, ela pode ficar mais tranquila, você pode vir.
Jéssica: Eu agradeço Clara. A Bo tem pavor a médicos, acho que outra criança pode ajudar.
Marina: Quer entrar com a gente minha linda? — A menina sorriu e fez que sim com a cabeça, Gaby estendeu os bracinhos para ela. — Gaby, a Bo não pode te pegar no colo, ela ainda é pequeninha. Mas, pera aí que ela te abraça. — Marina aproximou a filha de Bo, que passou os bracinhos envolta da bebê, enquanto Marina segura Gaby de uma forma que Bo podia abraçá-la. Clara sorriu ao ver as três juntinhas.
ÚLTIMOS CAPÍTULOS
Marina, Bo, Clara e Gaby brincavam na piscina. Gaby usava a boia, Bo já tinha aprendido a nadar perfeitamente, ensinada por Marina, a barriga de Clara começava a aparecer.
Bo: Mamãe, quando é que você vai saber se é menino ou menina?
Clara: Amanhã, minha princesa.
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