Born to Die
3 Sorriso em Vermelho
Clara entrou na sala de dança, muitos alunos se encontravam ali. Ela falou rápido com Luiza, cumprimentou rápido a sobrinha que dividia os pares de dança, para facilitar o trabalho de Clara:
Luiza: Gisele, vem cá. Aqui, você dança com o Murilo. E você deve ser a … — Disse sem lembrar o nome direito.
Flavinha: Flavinha. — A assistente de Marina, deu um sorriso.
Luiza: Flavinha, você pode dançar com o Lucas. E Vanessa, é esse o seu nome né? — Pergunto para a ruiva.
Vanessa: Sim. Eu mesma.
Luiza: Então Vanessa, você dança com o Mateus.
(Conheçam Lucas: http://s2.glbimg.com/UVxqHEGz3Vt4YT3Qi1TmvfDZ-ErkbjFta_wo4bmNJkpIoz-HdGixxa_8qOZvMp3w/s.glbimg.com/et/pr/f/original/2013/05/10/rodrigo_hilbert_3_copy.jpg)
(Conheçam Mateus: http://img4.wikia.nocookie.net/__cb20130111152401/vampirediaries/images/1/1c/Daniel-Saving-Hope-Photocall-MIPCOM-2012-October-08-2012-daniel-gillies-32809184-533-800.jpg)
Luiza: Marina, espera só a minha tia terminar de calçar a sapatilha que eu já apresentou vocês. — Dito e feito. Assim que terminou de calçar a sapatilha, Clara se dirigiu onde Luiza estava na companhia das outras meninas, ela ainda estava um pouco distraída com o celular. Marina estava de costas para ela.
Clara: Lu, eu preciso que você suma com esse celular durante a minha aula. Hoje ele está tocando mais do que celular de prostituta e mesmo no silencioso a luz que sai dele me distraí.
Luiza: Dá aqui tia. Vou deixar lá no seu escritório. Deixa eu te apresentar a Marina. — Marina virou finalmente para Clara e por alguns instantes elas se perderam no olhar uma da outra, até Luiza chamar a atenção:
Luiza: Vocês ouviram o que eu falei?
Clara: Claro Lu! O que mesmo que você falou?
Luiza: Estava explicando para a Marina que esta situação é completamente extraordinária. Ninguém costuma a dançar com a tia, só... — Clara não deixa ela continuar.
Clara: Ela já deve saber, a Gisele disse que explicaria tudo para ela. Esta dispensada Lu. — Clara pega na mão de Marina. Para duas, aquele ato simples, tinha se tornado como uma corrente elétrica. — Vem Marina. — Disse enquanto a arrastava para o meio da sala.
Clara: BOA TARDE PESSOAL! — Ela chama a atenção de todos. — É muito bom ver a turma cheia. Acho que vocês já estão separados em pares, a Lu estava fazendo isso. Por que ela estava fazendo isso? Simples. É assim que eu gosto de trabalhar. Eu acredito que a dança exista para unir as pessoas, para que elas possam compartilhar um momento gostoso juntas. Então, durante os próximos seis meses, eu quero que acima de tudo, vocês aproveitem para aliviar o stress do dia a dia se divertindo com seus parceiros. É assim que nascem as grandes amizades e os amores.
Gisele: Clarinha? Você já sabe que ritmo vamos trabalhar?
Clara: De preferência aqueles que gastarem mais energia. Vamos passar pela Salsa, Mambo, Zouk, Merengue, até mesmo as sensações do momento: Kuduro e Zumba.
Vanessa: Mas, Kuduro e Zumba não se dançam juntos.
Clara: Qual o seu nome Merida? — A turma deu risada do modo como Clara a chamou.
Vanessa: É Vanessa.
Clara: Então, Vanessinha. Dançar sozinha é deprimente. É melhor dançar agarradinho sabe? Especialmente se for uma dança sensual. — A turma vibrou com o comentário de Clara.
Clara: Mas, hoje eu não vou ensinar nada não. Eu quero que vocês conheçam seus parceiros. Então eu vou soltar uma playlist como vários hits diferente e quero que vocês dancem livremente. — Sobre os aplausos da turma, Clara soltou a música e os casais começaram a dançar. Ela então voltou sua atenção para Marina.
Marina: Tem certeza que você não terá problemas em dançar comigo?
Clara: Nenhum. Deixa eu te ensinar uma coisa, na dança, o que mais importa é confiança, um parceiro deve confiar no outro. Quem está guiando deve ter o controle, geralmente é o homem que faz isso. Mas, somos duas mulheres e como eu sou a professora, eu guiarei.
Marina: Acho que não terei problemas para confiar em você.
Clara: Ótimo. Você confia em mim, para que te guie. Mas, agora eu preciso de algo em retorno.
Marina: O que você quiser professora. — Disse com um sorriso no rosto, desenhado perfeitamente pelo batom vermelho que usava.
Clara: Para que eu também confie em ti, eu preciso que se entregue. — Marina deu um sorriso sugestivo, o suficiente para Clara colocar as mãos em sua cintura e unir o corpo das duas ao ritmo da música.
ESTÚDIO DE MARINA
Sentada em uma das cadeiras do estúdio, Marina tinha os pensamentos longe, enquanto era observada pelas amigas.
Vanessa: Pelo visto ela ainda não saiu do Leblon. — Dizia enquanto leva um gole de whisky a boca.
Gisele: Vocês estavam lá, viram o clima entre as duas.
Flavinha: Será? Vamos combinar que o ritmo da música era bem quente e faz tudo parecer sensual. Nem sabemos se a Clara é gay ou bi.
Vanessa: Flavinha, você tem o pior gaydar que eu já vi na minha vida. A Clara, não tem condição de ser bi. Aquela ali é 100% gay.
Flavinha: Se bem né, que ela dava umas pegadas na Marina, que até eu ficava com calor.
Vanessa: Como é que é isso aí?
Gisele: Deixa de ser ciumenta Van. Daqui a pouco você e Flavinha casam, não tem porque se sentir tão ameaçada.
Vanessa: Só para deixar claro uma coisa, estou de olho naquele Lucas. Qualquer coisa eu corto o “amiguinho” dele fora. — Elas sorriram e voltaram a olhar para Marina.
Flavinha: Eu nunca vi a Marina assim. — Disse pegando a garrafa de whisky servindo ela e as amigas.
–Flashback-
As mãos de Clara passeavam pelo corpo de Marina de acordo ao ritmo da música. Os corpos das duas estavam totalmente colados, Clara virou Marina de costas para ela, puxando o quadril da fotografa para si.
Clara: Pode soltar bem o quadril. Rebola sem medo. Lembre sempre que o na dançar, apesar de ser o homem que guia na maioria das vezes, o quadril é como uma fonte de poder para as mulheres. — Clara falava no ouvido de Marina, enquanto as duas dançavam. — Se a mulher souber dominar os movimentos do quadril, ela pode ter momentos de controle durante a dança. Pois o homem fará de tudo para acompanhar o ritmo imposto pelo quadril da parceira e assim, não perder o contato entre os corpos.
Marina: Ou seja, o quadril é uma arma de sedução feminina para ativar o tesão durante a dança?
Clara: Ativar ou aumentar. Depende de como o casal já esteja.
Clara afastou um pouco os corpos da duas, usando o braço para Marina girar em torno do próprio corpo e ao redor de Clara ao mesmo tempo. Ao final do giro, ela junto novamente o corpo das duas de forma rápida, mas causando um encaixe perfeito. Novamente Marina se encontrava de costas para Clara:
Clara: Agora, me mostre o poder do seu quadril. — Falou mais uma fez no ouvido da fotógrafa.
–Fim do Flashback-
Enquanto sentia o champanhe gelado descer pela garganta, Marina sentia um nome, fazendo o percurso inverso da bebida:
Marina: Clara! — Disse em um suspiro.
APARTAMENTO DE CLARA
Clara saiu do banheiro e deitou na cama. Pegou o controle remoto e passou de canal em canal, nada prendia sua atenção. Resolveu ir para o Netflix, sorriu ao ver que a nova temporada de Orange Is The New Black estava disponível, mas não conseguiu prestar atenção no capítulo, pois toda vez que tentava lembrava de um sorriso, um sorriso marcados por lábios pintados de vermelho. Desligou a TV, deitou na cama e fechou os olhos:
Clara: Marina! — Adormeceu com um leve sorriso estampado no rosto.
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