Born to Die
11 Ser forte, por Marina
Notas iniciais
SANTA TEREZA
Era madrugada no Rio de Janeiro, Rafael e Ricardo tinha ido encontrar com um detetive amigo do advogado. Gisele, Flavinha e Vanessa estavam no acordadas no estúdio, Helena, Virgílio e Luiza estavam por lá, não conseguiam dormir, estavam preocupados com Marina. Luana sumiu para tentar colocar Renatinho para dormir, mas tanto ela quando o menino estavam inquietos. Tudo naquela era um ar pesado. Chica entrou no quarto de Marina, Clara estava deitada na cama da fotógrafa, abraçada ao travesseiro de Marina, tinha os olhos fechados, mas não dormia. Sentiu a mãe passar a mão em seu rosto:
Clara: Tem o cheiro dela. — Falou se referindo ao travesseiro. Os olhos estavam vermelhos de tanto chorar.
Chica: Ela vai voltar meu amor. Logo ela vai estar e você vai poder abraçá-la e protegê-la. Clara fez que sim com a cabeça. — Clara, eu sei que não é a melhor hora, mas... Por que você nunca me falou sobre vocês? Por que nunca me falou sobre você minha filha?
Clara: Eu ensaiei várias vezes o que te dizer e agora não tenho forças para isso. — Suspirou. — Não queria te machucar mãe.
Chica: Ô minha filha, eu te amo! Você jamais me machucaria. Não por conta da sua sexualidade. Mas, eu fiquei chateada por descobrir que existe fora de partes da sua vida como seu primeiro amor, a sua descoberta de sua sexualidade, até mesmo suas desilusões amorosas.
Clara: Nunca sofri desilusões, mas já desiludi muitas. — Clara levantou ficando sentada e colocando o travesseiro de Marina ao seu lado. — Fiquei com um menino uma vez, mas nunca me apaixonei de verdade. Foi horrível mãe. Eu sempre notei nas meninas e depois do que rolou com o menino eu nunca mais fiquei com nenhum cara. Mas, nunca tive uma namorada, era sempre coisa de uma única noite. — Suspirou de novo. — Foram anos e anos assim, curtindo, me esbaldando, até conhecer a Marina. E... E eu simplesmente não imagino como vivi tanto tempo sem ela e não quero imaginar ter que viver longe dela.
Chica: E não você não vai. Logo a minha nora vai entrar por aquela porta e vocês estarão juntas. E tenho certeza que estarão ainda mais unidas. — Clara sorriu fraco, abraçando a mãe.
Clara: Você é incrível. Me perdoa?
Chica: Não tenho porque perdoar, você não fez nada errado. Só me diz se você é feliz.
Clara: Muito. E serei ainda mais quando a Marina estiver aqui.
Chica: É o bastante para mim. — Beijou a cabeça da filha. — Eu também quero a Marina aqui e logo. Ela agora também é minha filha e está sendo desesperadora toda essa situação. — As lágrimas caíram pelo rosto de Clara, escorrendo pelo ombro de Chica, que também chorou. Ficaram ali abraçadas, buscando o conforto da outra.
Eram 04:00 da madrugada quando o carro de Rafael chegou a casa de Santa Tereza, ele e Ricardo entraram no estúdio e Clara chegou correndo, tinha ouvido o carro chegar, não fez pergunta, tinha apenas um olhar desesperado:
Rafael: Fomos até seu apartamento, acompanhado da polícia. Não tinha nenhuma pista além do bilhete que você trouxe. Só fim tomar um banho, comer alguma coisa e ver como você estavam. Depois eu volto a me encontrar com o Eric. — Eric era o detetive amigo de Rafael. Luana se aproximou e deu um selinho no marido.
Luana: O Renatinho, esta inquieto, parece que ele sente tudo o que esta acontecendo. — Se aconchegou nos braços do marido e deu um beijo no seu rosto. — Vá tomar seu banho, eu faço alguma coisa para você comer, sei que vai encontrar a Marina. — Ele afirmou e saiu. — Clara, vem comigo. — Pegou Renatinho que estava com Flavinha e foi para cozinha com Clara. — Vou fazer algo para você comer também.
Clara: Obrigada Lua, mas não dá. — Luana passou Renatinho para o colo de Clara.
Lua: Marina é como minha irmã, estou desesperada, acho que o Renatinho também senti falta e medo pela madrinha. E você, bom... é a sua mulher lá fora, que esta correndo perigo. Mas, eu sei que o Rafa vai trazê-la. Ele cuida muito bem de todos que ama. E quando a Marina voltar, ela precisar de todos nós, principalmente de você. Então, enquanto esperamos por ela, temos que cuidar uns dos outros, aí estarem bem para cuidarmos da Marina. — Abriu a geladeira. — Vou fazer algo para você e paro o Rafa, cuidarei dos dois, enquanto isso, você cuida do Renatinho e deixa ele cuidar de você também.
Clara: Obrigada Lua. — Disse enquanto olhava a Renatinho, o menino tinha os olhos abertos, queria chorar, mas não chorava, mantinha os punhos fechados e Clara beijou a cabeça dele, que passou a brincar com os cabelos dela.
Lua: Ele gosta de música, fica calmo quando eu canto. Você gosta de música?
Clara: Muito.
Lua: A Marina também. — Ela sorriu lembrando da amiga. Se concentrou nos sanduíches que fazia.
Lua:
Smile, Though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by
If you smile
through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
A voz calma de Luanna ecoou pela cozinha, Clara reconhecia a letra, deixou-se levar pela melodia, segurava Renatinho nos braços, entrara um pouco de paz durante aquela tempestade.
Lua:
You'll find that life is still worthwhile
If you just
Light up your face with gladness
Hide every trace of sadness
Altho' a tear may be ever so near
That's the time you must keep on trying
Smile — What's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
Smile, Though your heart is aching
Smile, even though it's breaking
When there are clouds in the sky
You'll get by
If you smile
through your fear and sorrow
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
Larara
That's the time you must keep on trying
Smile — What's the use of crying
You'll find that life is still worthwhile
If you just smile
Eric chegou a casa de Marina as 06:00 da manhã, o detetive estava sendo acompanhado por outro carro, foi recebido no estúdio. Todos estavam surpresa com quem seguia o detetive:
Clara: Carlos Eduardo?!
Cadu: Tudo bem Clara? — Cadu não tinha uma boa relação com a família Fernandes, ele tinha sido o motivo da separação de Juliana e Nando.
Eric: O irmão mais novo do Cadu esta trabalhando no caso da Marina e parece que ele tem informações.
Cadu: Eu fui fazer uma entrega ontem, fora da cidade, um sítio e eu vi o Jorge na propriedade vizinha onde eu estava. — Ele conheceu Jorge no mesmo dia que conheceu Nando.
Ricardo: Onde era isso rapaz?
Cadu: Estava escuro, não deu para ver a casa direito. Vi um carro e um rapaz viajando a porta, depois vi o Jorge sair da instruções para o rapaz não sair de modo algum. Ele falava alto, parecia um pouco bêbado e com raiva. Achei estranho. E quando cheguei em casa, minha mãe disse que Alberto tinha pegado um cado em que a ex família do Nando estava envolvido, foi assim que eu soube da Marina.
Clara: Você a viu?
Cadu: Não. Só ouvi o Jorge gritar: “Fica de olho nessa vadia”.
Eric: O Cadu nos deu o endereço exato do sítio onde ele foi fazer a entrega. Só achei importante trazê-lo aqui para que ele contasse os detalhes para vocês. Estou saindo agora mesmo para ir buscar a Marina.
Rafael: Vou com você.
Ricardo: Também vou.
Clara: E eu. Vou acabar com o Jorginho. — Tinha raiva no olhar.
Luana: Clara, pensa positivo, a gente vai encontrar a Marina. Ou melhor, já encontramos. Fica calma!
Clara: Calma não! Nem me segura! Eu vou matar aquele desgraçado. — Rafael passou na frente dela.
Rafael: Você não vai sair dessa casa. Não vai fazer besteira. Deixa que eu cuido disso. A partir de agora, vai ser comigo que esse Jorge vai lidar. — Passou a mão no ombro de Clara. — Não me interessa seu o papaizinho dele vai tentar proteger o filho, vou colocá-lo na cadeia. Ele vai pagar, te garanto.
Ricardo: O Digo esta chegando, fica aqui para recebê-lo. Eu conheço o meu primo, ele é louco pela filha. Vocês dois a amam demais. Fica, vão precisar um do outro.
Clara aceitou ficar na casa, Cadu pediu para ficar também e esperar a conclusão do caso. Estava disposto a depor contra Jorge, caso houvesse julgamento. Queria também se redimir com a família Fernandes.
Seguiram em dois carros, Eric, Rafael, Ricardo e Anderson, parceito de Eric foram em um. Em outro estavam Alberto, irmã de Cadu e mais um policial.
Fabio: Danilo! — Disse chutando o pé do amigo que dormia em uma cadeira. — Jorge ligou, estou indo encontrar com ele. Fica de olho na fotógrafa. Da alguma coisa para ela comer.
Fabio saiu deixando Danilo sozinho, ele saiu de modo e passou pelo carro dos polícia que ia em direção a casa. Danilo lavou o rosto, pegou café com leite e um biscoitos, foi até cama que Marina esta amarrada.
Danilo: Trouxe comida. — Colocou Marina sentada e tirou a mordaça.
Marina: Me solta seu cretino! — Disse tentando chutá-lo.
Danilo: Que isso fotógrafa? Eu tento ser gentil e você me trata mal fofura? — Disse passando mão pelo rosto dela e tenta desviar. Olhou para ela com um ar malicioso. Tirou a camisa. — Vou cuidar direitinho de você, de um jeito que a tia da Luiza nunca vai poder. Ele apertou o rosto dela e deu um selinho agressivo. Em seguida, abriu o cinto da calça, assustando Marina.
NOS PRÓXIMO CAPÍTULOS
Eric entrou com tudo dentro da universidade, não se importou com a aula que acontecia:
Eric: Jorge Ribeiro, você está preso pelo sequestro de Marina Meirelles.
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