Born to Die
12 O Pesadelo Acabou
Notas iniciais
Alberto meteu o pé na porta, que caiu no chão gerando um forte barulho. Danilo se assustou, olhou em volta e puxo uma nove milímetros que estava perto. Aproximou-se de Marina e a levantou, passou usar a fotografa como escudo, enquanto tinha a arma apontada para a cabeça da mesma. Assim que a polícia entrou, Ricardo e Rafael entraram, mais atrás e com cautela. Não demoram até chegaram ao cômodo que Danilo mantinha Marina.
Danilo: Baixem as armas! Façam logo, ou eu atiro na fotógrafa.
Eric: Solta a moça! O jogo acabou para você.
Danilo: Se você não notou, eu tenho uma arma na cabeça dessa piranha aqui.
Eric: Sua mão esta tremendo garoto. Provavelmente, você não tem noção do que esta fazendo. É melhor libertar a moça. Assim, não se prejudica tanto.
Rafael: Não se prejudica mais ainda. Porque tenha certeza que eu vou te mandar para cadeia e fazer você apodrecer lá dentro! — Rafael tinha ódio na fala.
Alberto: Não tem mais ninguém na casa. — Voltou da ronda que fez na casa.
Eric: Viu? Não tem onde correr, entrega a Marina agora! — Gritou autoritário. Danilo apertou ainda mais a cintura de Marina que sentiu dor e gritou. Rafael perdeu a cabeça com a cena e sem pensar direito, avançou sobre o rapaz, assustado Danilo disparou, mas o tiro pegou de raspão na barriga do advogado. Eric não se conteve e atirou também. Tinha experiência em troca de tiro e a bala acertou o ombro de Danilo, fazendo-o cair de dor. Marina também caiu e foi amparada Ricardo que chegou abraçando a prima que chorava.
Alberto livrou Marina que estava amarrada. Esta correu até Rafael, que ainda estava no chão. Ambos estavam abalados, choravam, mais agora estavam bem. A fotógrafa colocou a mão por onde a bala passou e olhou para o rapaz com lágrimas nos olhos.
Rafael: Esta tudo bem Mari. Estou bem, bebezinha.
Marina: Você me chama assim quando namorávamos. — Sorriu fraco.
Rafael: Não namoramos mais, só que você ainda é minha bebezinha.
Marina: E se o tiro tivesse pegado em você. O que eu diria a Lua, Flavinha e o Renatinho?
Rafael: Não pensa nisso. Já passou! — Ele beijou o cabelo dela, ambos levantaram do chão:
Marina: E a Clara?
Rafael: Esta desolada. Quis vir, mas eu não deixei, não era local para ela.
Ricardo: Sem falar que desesperada como ela esta, se viesse teria provocado uma tragédia.
Marina: Me leva para ela.
Eric: Primeiro temos que ir na delegacia. Precisamos vamos exames em você. É de praxe. Mas, se quiser pode ligar para Clara. Vocês estão precisando uma da outra.
Ricardo pegou o celular e ligou para Clara que atendeu no primeiro toque:
Clara: Ricardo? Cadê a Marina, já estão com ela?
Ricardo: Espera um minutinho. — Ele passou o celular Marina.
Marina: Meu amor? — Clara caiu no choro ao ouvir a voz de Marina.
Clara: Amor, é você mesmo? Você esta bem?
Marina: Estou bem. Vou ficar melhor quando estiver com você.
Clara: Eu quero tanto te abraçar.
Marina: Eu também amor.
Clara: Você esta vindo para casa.
Marina: Para a delegacia. Você pode me encontrar lá se quiser.
Clara: Vou voando para lá. Eu te amo!
Marina: Também te amo! A gente se encontra lá. — Se despediram em lágrimas, mas ambas aliviadas.
Marina seguiu para delegacia com Alberto, Rafael e Ricardo. Eric, Anderson e Emanuel estavam com o mandado de prisão e fizeram Danilo falar onde encontrariam Jorge. O rapaz que sangrava muito, foi na mesma viatura que Marina para a prisão. Receberia tratamento médico, mas ficaria detido.
Eric andava furioso pelos corredores da faculdade. Ele seguiu para a turma de Jorge, enquanto Anderson e Emanuel estavam atrás de Fabio. Não se importavam se estava tendo aula ou não.
Eric entrou na turma de Jorge com tudo.
Eric: Jorge Ribeiro, você está preso pelo sequestro de Marina Meirelles.
Jorge levantou da cadeira, esta assustado, mas ainda sim tentou fugir. Eric era mais forte e agiu, conseguindo dá um soco no rapaz, que caiu sobre a carteira de uma colega, ali mesmo foi algemado.
Do outro lado da universidade, Emanuel e Anderson prendiam Fabio. Ambos foram jogados no fundo da viatura e levados para a delegacia.
Os olhos de Clara estavam ligados na delegacia, que aparecia diante dos seus olhos. Diogo dirigia o carro. Ele tinha chegado aquela manhã, esta preocupado com a filha e a ligação com a nora fora imediata. Ambos amavam Marina. Chica ia no banco detrás do carro, não queria desgrudar da filha e estava preocupada com Marina. Clara tirou o sinto, ao ver Marina descer de uma das viaturas amparada por Rafael, Diogo ainda não tinha estacionado, mas andava em baixa velocidade por esta no estacionamento da delegacia, Clara saiu do carro ainda em movimento e correu em direção a Marina:
Clara: MARINA! — Gritou o nome da amada, que também se pôs a correr em sua direção.
Era como se estivessem anos sem se ver. Marina se jogou nos braços de Clara, que eram seu porto seguro. Se beijaram e o tempo parou. O pesadelo que durou a noite inteira e que para as duas parecia uma eternidade, tinha chegado ao fim. Elas ali, juntas e como dissera Chica, estavam mais unidas do que nunca.
Clara: Você esta aqui amor! Você voltou para mim! — Clara dizia chorando, passava a mão no rosto de Marina e dava vários selinhos na amada.
Marina: Meu lugar é com você, nos teus braços meu amor! — Chorava também.
Clara: Não vou desgrudar de você. Não vou sair do seu lado nunca. — Se abraçaram, mais uma vez e a fotógrafa percebeu a presença do pai.
Marina: Pai?! Eu não acredito... — Não conseguiu formular a frase, Diogo a abraçou.
Diogo: Estou aqui minha filha! Não poderia ficar longe, não agora. Preciso cuidar de você. – Deu um beijo carinhoso na testa de Marina.
Chica: Eu posso te abraçar também? — Chica a olhava com o sorriso no rosto e envolveu Marina em um abraço maternal, depois levantou da fotógrafa. — Você também é minha filha agora. — Puxou novamente Marina para seus braços. — O pesadelo acabou! – Clara e Diogo estavam abraçados, se aproximaram das duas, ficaram os quatro abraçados.
Eric retornava a delegacia trazendo Jorge e Fabio, ele tirou os dois do fundo da viatura, estes estavam algemados. Jorge mesmo estando preso, ainda tinha um tom e olhar arrogante.
Jorge: Como é que você deixa sua mulher solta por aí Fernandes? Tem que aprender a cuidar mais do que é seu. — Falou na hora que passou por Clara e Marina, que ainda estavam no estacionamento.
Clara perdeu a cabeça e foi para cima de Jorge, ela acertou um soco na boca do rapaz que caiu:
Clara: Eu te disse para ficar longe da minha mulher. — Ela chutou o estômago dela, fazendo o sangue jorrar pela boca do ex de Luiza.
Eric segurou Clara:
Eric: Não faz besteira. Ele vai ter o que merece. — Disse tentando impedir que ela mattasse Jorginho ali mesmo. — Deixa com a gente agora. Olha a Marina ali. — Olhou para fotógrafa. — Cuida da sua esposa, que eu cuido desse delinquente aqui.
Ao soltar Clara, ela voltou para perto de Marina, abraçando-a. Só queria protegê-la.
Marina voltou para casa e todos estavam comemoram o retorno da fotógrafa. Ainda assustada, ela pediu aos membros da família Fernandes que passassem o resto do dia com ela e que dormissem na casa, porque assim se sentiria mais segura. Enquanto ela subiu com Clara para tomar um banho que Vanessa preparou quando soube que ela esta indo para casa. Os banhos de Marina eram sagrados e Vanessa conhecendo a amiga do jeito que conhecia, sabia que ela iria chegar querendo relaxar na banheira. Enquanto o casal aproveitava o banho agarradinhas, Chica foi para cozinha, fez questão de fazer o almoço, como toda a confusão, ninguém tinha se alimentado direito. Se reuniram na beira da piscina, as mesas foram colocadas juntas e todos estavam mais tranquilos.
Marina: Chica, essa comida esta divina.
Chica: Fiz pensando em você. Aliás, você esta muito magrinha. Tem se alimentado direito?
Vanessa: Não né? Desde que eu a conheço que ela não come direito. Vive de dieta.
Marina: Já vai me dedurar Vanessa?
Lua: A Van esta falando a verdade. Chica, você tem que ficar no pé da Marina. Já perdi a conta de quantas vezes ela pegou anemia.
Clara: Acho que você ganhou uma mãe mesmo amor. Agora a mamãe vai grudar em você.
Diogo: Pelo menos eu sei que a minha filha será bem cuidada.
Chica: Olha Marina, depois eu quero conversar com você direitinho, quero saber tudo sobre essa suas anemias. Você tem que se alimentar melhor. E vou ficar de olho.
Marina: Sim senhora!
Diogo: Mudando de assunto. Passamos por momentos difíceis. Eu sei que ninguém mais quer tocar no assunto e nem eu quero. Mas, eu acho que para relaxar, poderíamos todos tirar a semana de folga e ir para Angra.
Marina: Boa pai. — Disse abraçando o pai que esta de um lado, Clara estava do outro.
Diogo: Temos uma casa linda, grande, dá para irmos todos tranquilamente.
Clara: Eu estava mesmo querendo tirar a Marina do Rio essa semana. Ir para um lugar tranquilo com ela. Acho que Angra será perfeito.
Diogo: Vamos todos?
Chica: Vamos, sim. Nossas meninas precisam de descanso e cuidados. — Segurou a mão de Clara e Marina, que estavam sentadas em frente uma para outra.
Marina: Então, que venha Angra. — Marina levantou puxando um brinde com suco.
Todos: Que venha Angra! — Bridaram juntos.
PRÓXIMOS CAPÍTULOS
Clara e Marina andavam pelo surfer shop.
Roberto: Aquela não é a fotógrafa famosa, a Marina Meirelles?
Patrícia: É sim. Mamãe esta louca para que ela fotografe a nova coleção de biquínis. – Patrícia era filha de uma estilista de moda praia. — Espera! Eu sei quem é aquela do lado dela. — Se aproximou do casal. — Tia Clara!
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