Notas iniciais
Olá peoples! Para conhecer a Patrícia, Roberto e carro da Marina, passem no twitter: @MarinaArtista Enjoy!

Eram 10:00 da noite. Clara e Marina estavam no quarto da fotógrafa, estavam lá desde o fim da tarde. Depois de passarem a noite em claro por conta do sequestro, finalmente encontraram um momento de paz para descansarem. Dormiam abraçadas, agarradas, tinha a necessidade de sentir o calor do corpo da outra. Marina levantou do nada, estava com o coração acelerado e um pouco assustada:

Clara: Amor, o que aconteceu?

Marina: Me abraça Clarinha. — Pediu com lágrimas nos olhos. Clara a envolveu nos braços, limpou as lágrimas que desciam do rosto dela.

Clara: Você teve um pesadelo não foi?

Marina: Foi. Mas, eu não quero falar.

Clara: Não precisa. — Marina se agarrou mais a seu corpo. — Eu não vou te deixar sozinha. Não vou te deixar sozinha nunca. — Beijou os cabelos dela. — Eu te amo.

Marina: Eu também te amo. Não quero nem pensar em ficar longe de você.

Clara: Você não vai. Eu vou cuidar de você.

Marina: Você é meu porto seguro. É meu amor. Não sei viver sem você. — Deu um selinho em Clara.

Clara: Você é minha vida. — Deitou e puxou Marina para deitar em seu peito. — Somos uma só meu amor.

Clara permaneceu fazendo carinho em Marina, até a namorada adormecer. Ela velou um pouco o sono da amada e depois adormeceu. Adormeceu abraçada a Marina, queria protegê-la mesmo durante o sono.

Na manhã seguinte, todos foram arrumar as bagagens para a viagem. Clara entrou no apartamento seguida por Marina. Uma se recusava a ficar longe da outra. Assim que entraram na sala, observaram que tudo estava do mesmo jeito que Marina deixou na sexta feira a noite. A morena se aproximou para a fotógrafa e segurou sua mão.

Clara: Deve ser difícil para você entrar aqui depois do que aconteceu,

Marina: Nada aconteceu aqui. Aconteceu lá fora. Seu apartamento ainda é aconchegante para mim. — Ela sorriu de forma verdadeira para a namorada. — Mas, eu não escondo que ficaria extremamente feliz se você fosse morar comigo.

Clara: Esta falando sério?

Marina: Claro, meu amor. Já faz um mês que dormimos juntas todos os dias, quando não é aqui, é lá em casa. E mesmo que nós nos conhecemos a pouco tempo, eu sei que é você a pessoa com quem eu quero ter uma vida. Ao nosso redor, as pessoas já nos consideram casadas. Até sua família. Então, eu acho que nós já podemos dar esse passo. Vem morar comigo?

Clara se aproximou da fotógrafa, envolvendo-a nos braços e a beijou. Ela sorriu para Marina:

Clara: Eu aceito. Não posso mais ficar longe de você. Então sim, eu vou morar contigo. — Sorriram uma para outra.

Marina: Anda, temos que arrumar suas coisas. Não vamos deixar todos esperando.

Para chegar a Angra, eles iriam de helicóptero. Três em cada um, tinham dois helicópteros disponíveis. Na primeira viagem, foram Diogo, Vanessa e Flavinha em um, Helena, Virgílio e Luiza em outro. Depois foi a vez de Ricardo, Chica e Rosa, com Juliana, Bia e Guiomar. Rafael, Luana e Renatinho foram em um, Filipe, Silvia e Murilo em outro. Gisele, Marina e Clara foram no último. A verdade é que Clara enrolou o máximo possível para entra no helicóptero.

Clara: Tem certeza que temos que ir nessa coisa?

Gisele: É mais rápido.

Clara: Por que não podemos ir de carro? Ou moto?

Marina: Clarinha, eu não estou te entendendo. Você tem medo de voar?

Clara: Claro que não. — Se fez de forte. — Só um pouquinho. — Foi deixando o medo chegar aos poucos. — Tenho pavor! — Disse quase chorando.

Marina: Ô meu amor! Olha, não tem que ter medo não. É super seguro. E ainda vamos ter uma vista linda. — Assim que elas começaram a subir, Clara passou a se esconder no colo de Marina, segurava a fotógrafa com força.

Gisele: Se me contassem, eu não acreditaria nunca nessa cena. Ainda bem que estou vendo.

Marina: Calma Clarinha. Olha só que vista linda. — Marina tentava acalmar a namorada como possível. Mas, Clara se agarrava cada vez mais a ela. Foi assim durante todo o curto percurso do Rio até Angra, mas que para a professora de dança, durou a eternidade.

Assim que todos chegaram na casa, ficaram admirados com a beleza do local. Depois de se acomodarem nos quartos, foram para a área da piscina, Virgílio ficou responsável por fazer o churrasco, todos começaram a beliscar alguns quitutes, beber cervejas e alguns coquetéis, o dia estava lindo. Juliana e Luana estavam com umas crianças na área lounge perto da piscina.

Juliana: Eu tenho saudades da Bia nessa época. Um bebezinho recém nascido é a coisa mais gostosa que existe.

Luana: Eu concordo. Gravidez também é uma delícia. Dá vontade de ter filho atrás de filho. Você pensa em ter mais filhos? — Juliana olhou para Bia, que estava sentada no chão, montando uns brinquedos com Guiomar.

Juliana: Eu tenho. Na verdade, eu penso em adotar. Você acha difícil uma mãe solteira adotar uma criança.

Luana: Qualquer adoção é complicada no Brasil. Mas, não é impossível. Eu também penso em adotar. Tem muita criança precisando de amor.

Juliana: Isso é verdade.

Marina: Cadê o bebezinho lindo da dinda? — Marina se aproximou das duas e pegou Renatinho.

Luana: Ele é louco pela Marina. Mesmo sendo assim pequenininho, ele ama essa madrinha, fica tão quetinho quando esta com ela.

Marina: Eu também sou louca por ele.

Juliana: Marina, eu fiquei tão feliz com a notícia que você e a Clara vão ter um filho. — Marina deu um sorriso.

Marina: Esta falando por causa da reportagem?

Juliana: Eu não tive tempo de falar com a Clara. Mas, fiquei tão feliz.

Clara: Tão feliz com o que? — Clara se aproximou delas.

Luana: Com a notícia que saiu na internet que você estão esperando um bebê. — Luana disse com um sorriso no rosto.

Clara: Ah aquilo! Então tia, a Marina não esta grávida. Ainda!

Juliana: Que pena! Ela leva o maior jeito com criança.

Luana: Leva mesmo. Estou surpresa.

Clara: Inclusive esse jeito dela me faz querer encher a casa de crianças. — Todas sorriram. Começaram a conversa, logo todas as mulheres estavam reunidas no local, enquanto os homens estavam com Virgílio assando carne.

Silvia: Mas, quando é o casamento de vocês? — Silvia perguntava para Vanessa e Flavinha.

Vanessa: Por mim, eu faria o mês que vem. Mas, a Luana e Marina que são madrinhas da Flavinha estão tomando conta dos assuntos da festa e tal e insistem que temos que guardar um pouco mais.

Luana: Van, não se organiza um casamento em um mês. O meu e o do Rafa, nós ficamos preparando por um ano.

Marina: E ficou perfeito.

Flavinha: Mas, não tem só a festa né? O meu apartamento é pequeno, eu quero um maior, porque não quero ficar casada e morando na casa da Marina.

Chica: Quando a gente casa, é bom ter o nosso cantinho.

Luana: Eu acho que vocês deveriam comprar uma casa. Pensem no futuro meninas, nos filhos de vocês. A casa que eu e o Rafa compramos é ótima para criança, só não mudamos ainda, porque a Marina pediu para ficarmos com ela mais um pouco.

Vanessa: Acho que um apartamento é bom. A Helena criou a filha em um apartamento, a Juliana esta fazendo o mesmo.

Luiza: É, mas eu adoraria ter um espaço maior para brincar quando era pequena. — Luiza fez cara de triste e as outras sorriram.

Chica: E quem serão suas madrinhas Vanessa?

Vanessa: Gisele e Clara. Eu sei que o Murilo será padrinho junto com a Gisele, mas não sei quem será com a Clara.

Flavinha: Também não sei quem fará par com a Marina não. A Lua vai com o Rafa. Será que seu pai aceita Marina?

Marina: Meu pai te adora Flavinha, ele vai amar.

A tarde foi agradável, o pesadelo ocorrido estava sendo deixado para trás. Todos focavam no futuro e faziam planos. Quando chegou a noite e após todos já estarem deitados, Marina olhava pela varanda do quarto, observava o mar, Clara a abraçou por trás.

Marina: Amo esse barulho do mar. É tão relaxante.

Clara: Também acho isso. — Ela beijou o pescoço da namorada. — Estou com saudades de você amor. — Falou em seu ouvido.

Marina: Também estou com muitas saudades de vocês. — Marina disse se rendendo ao beijou que Clara revindicou.

As duas adentraram no quarto aos beijos, Clara afastou a alça da camisola de Marina, que caiu no chão. A fotógrafa puxou a blusa da namorada e continuou indo em direção a cama. Os beijos das duas ficavam mais frenéticos. Já deitadas na cama, Clara desceu os beijos pelo corpo de Marina, estava quase chegando ao sexo da namorada, quando a moradora de Santa Tereza a interrompeu:

Marina: Eu também quero amor.

Clara entendeu o recado, ela voltou e beijou mais uma vez os lábios da namorada. Se posicionaram lado a lado, na posição 69. Se chupavam, se lambiam, exploravam o sexo uma da outra. Mais tudo com muito cuidado, porque com a casa cheia de gente, não dava para fazer muito barulho. Mas, aproveitaram a noite, pois depois de terem passado por um grande susto, nada mais justo do que se amarem.

DIA SEGUINTE

Marina dirigia um carro rosa, Clara não parava de rir:

Marina: Qual a graça?

Clara: Você tem um carro rosa. Quer coisa mais engraçada?

Marina: Esse foi meu primeiro carro. Não era rosa no início, mandei pintar depois.

Clara: Nunca imaginei você gostando de rosa. Preto e vermelho combinam mais com você.

Marina: Também tenho uma lado fofo viu?

Clara: Eu sei amor. — Deu um beijo na mão da namorada. — Ma, para ali.

Marina: Onde?

Clara: No surf shop, sempre falamos em tomar aula de surf, mas só ficamos nos planos, vamos aproveitar e comprar as pranchas, no Rio procuramos um professor.

Marina sorriu e estacionou o carro. Elas entraram na surf shop e começaram a andar olhando os produtos:

Roberto: Aquela não é a fotógrafa famosa, a Marina Meirelles?

Patrícia: É sim. Mamãe esta louca para que ela fotografe a nova coleção de biquínis. – Patrícia era filha de uma estilista de moda praia. — Espera! Eu sei quem é aquela do lado dela. — Se aproximou do casal. — Tia Clara!

Clara: Não acredito! — Clara abraçou a garota e Marina não gostou. — Você não mudou nada, esta com a mesma cara de bebê. — Virou para Marina. — Amor, a Pat estou com a Luiza por um tempo quando eram menores. Juntava as duas e mais umas amigas e faziam a maior bagunça na casa da Helena.

Pat: Prazer Marina. Sou sua fã!

Marina: O prazer é meu. — Ela sorria sincera.

Pat: E cadê a Lu, eu cheguei de viagem e não tive tempo de encontrar com ninguém.

Marina: A Lu esta aqui em Angra.

Clara: Viemos a família toda passar a semana na casa da Marina. E você?

Pat: Eu queria relaxar. Nova York é uma loucura. Cheguei no Rio semana passada, aí o meu irmão estava vindo para cá por causa do trabalho e eu vim para curti a tranquilidade daqui.

Marina: O surf shop é da sua família?

Pat: Sim. Minha mãe e meu tio herdaram o surf shop, meu tio cuida dos produtos esportivos e minha mãe aproveitou para montar uma griff de moda praia.

Clara: A mãe dela é a Paula Vermont.

Marina: Não brinca! Eu amo os biquínis de sua mãe.

Pat: Ela também venera você.

Marina: Vou te dar o endereço da minha casa. Vai passar o dia com a gente amanhã.

Clara: É mesmo. A Lu vai adorar.

Pat: Vou sim. — Marina passou o endereço para Patrícia.

Clara: Pat, eu e a Marina estávamos atrás de umas pranchas?

Pat: Vocês surfam?

Marina: Em breve sim. Viemos comprar logo, mas só começaremos as aulas no Rio.

Pat: Eu amo surfar, me relaxa. Mas, eu vou chamar o Betinho e entende muito de prancha e também dá aulas. Vocês podem até combinar as aulas com ele. — Ela gritou pelo irmão. — E não se preocupem, que mandaremos entregar as pranchas em casa. — Roberto chegou e elas foram olhar as pranchas.

NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS

Marina: Uma campanha para a griff de sua mãe em Ibiza?

Pat: Na verdade, parte seria no Rio e parte lá. Se você aceitar, minha mãe cobre todas as despesas.

Flavinha: Mas, isso vai ser um arraso.

Notas finais
Reviews? Estou precisando de ideias.