Notas iniciais
Olá todo mundo! Enjoy!

Assim que voltaram da praia no final do dia, se reuniram novamente na área lounge para conversarem, Clara estava deitada na barriga de Marina, que fazia carinho em seus cabelos.

Chica: É tão lindo ver vocês duas juntas assim.

Luiza: Também acho. E quando eu lembro como a tia era antes da Marina, eu acho ainda mais lindo vê-las assim.

Chica: Como era a Clara antes da Marina?

Clara: Ok, hora de mudar o assunto.

Marina: Por que amor? Com medo da sua mãe descobrir que você passava o rodo?

Chica: Clara?! — Chica falou em tom de adversação.

Filipe: Passava o rodo mesmo. Quando éramos solteiros e saímos a noite, a Clara pegava mais que eu.

Clara: Chega com isso gente. Eu sou comprometida agora.

Rafael: Não para não. Contém mais sobre a Clarinha.

Juliana: A verdade Chica, é que você tem que agradecer a Deus por Clara ser mulher. Se não, você teria que abrir uma creche, para a quantidade de netos que teria.

Chica: Eu não vazia ideia de que meu bebê era assim. — Todos deram risada.

Luiza: Olha vó, a tia já pegou quase todas as minhas colegas de sala. Até as comprometidas.

Chica: Clara?!

Clara: Eu nunca forcei ninguém mãe.

Filipe: A Silvia já passou pela mão da Clara. — Filipe fez a noiva corar diante de todos.

Vanessa: Conta isso direito?

Silvia: Eu não conhecia o Filipe.

Filipe: Até porque foi a Clara me apresentou a você. — Filipe deu um gole na cerveja. — Ela disse que tinha uma amiga que estava querendo uma sociedade para um consultório. Foi assim que nos conhecemos.

Ricardo: Mas, como vocês se conheceram?

Clara: Em Goiânia, numa boate. Passamos a noite juntas, eu achei que nunca mais veria a Silvia, até embarcar de novo para o Rio. Ela estava no mesmo vôo, viemos conversando e ela falou do consultório.

Luiza: Ela também pegou a Shirley.

Helena: Shirley? Que estudou comigo e hoje esta com o Laerte?

Luiza: A própria!

Clara: Essa eu tenho que contar. — Disse empolgada.

FLASHBACK

2 ANOS ATRÁS

Laerte passou anos longe do Brasil, chegou ao Rio de Janeiro as 22:00 em um sábado a noite. Hospedou-se em um hotel. Pensou em ir até a casa de Shirley, mas estava cansado e preferiu ir pela manhã. A loira não sabia que ele estava no Brasil, faria uma surpresa. O relacionamento dos dois, era aberto. Desde dos 18 anos que Laerte morava fora do país, nesse período, ele descobriu ser bissexual e passou a se envolver com homens, nada sério. Ele namorou com Shirleu dos 15 aos 18 e quando foi embora, ficou certo de eles teriam um relacionamento aberto. A loira sempre que podia viajava para encontrá-lo, sempre países diferente. E quando estavam longe um do outro, se envolviam com outras pessoas e tinham até alguns namoros passageiros. Mas, agora o músico estava decidido a voltar a viver no Brasil e pensava em levar o relacionamento com Shirley mais a sério.

O músico chegou na casa da namorada por volta das 8:30 da manhã. Foi direto até o quarto dela e a encontrou dormindo com outra mulher. De início ele não se importou muito, até que reconheceu a morena que estava ao lado da loira:

Laerte: CLARA? — As duas se assustaram. — QUE PORRA É ESSA?

Shirley: Laerte? Quando você chegou meu amor?

Clara: E aí priminho? — Disse levantando da cama sem se importar de estar nua na frente do primo.

Laerte: Nem vem com essa de priminho Clara? Como é que você fica com a minha mulher?

Clara: Porque ela me disse que o relacionamento de vocês era aberto.

Laerte: VOCÊ É MINHA PRIMA CLARA? NÃO ACHA QUE É ABUSO DEMAIS VOCÊ FICAR COM A SHIRLEY?

Shirley: Laerte, qual a necessidade de gritar assim com a Clarinha?

Laerte: PARA AÍ! NÃO VEM DEFENDER AS SAFADEZAS DA CLARA NÃO. PORQUE EU ACHO QUE DENTRO DE UMA FAMÍLIA, CADA UM TEM QUE RESPEITAR O QUE É DO OUTRO.

Clara: Não estou entendo o seu surto? Esta com medo da Shirley trocar você por mim?

Laerte: NÃO ME FAÇA RIR!

Clara: Rir não. Chorar talvez. Até porque, pelos gritos dela durante a noite, eu vou te dizer, casa logo, enquanto ela te ama. Porque eu não tenho dúvidas que ela te deixaria para ficar comigo. — Clara terminou de trocar de roupa e deu um beijo na bochecha de Shirley e saiu passando a mão no rosto do primo. — Tchau priminho. — O que fez Laerte bufar de raiva e seguir atrás dela.

FIM DO FLASHBACK

Clara: Ele me disse tanta coisa, mas tanta coisa. Ficou transtornado. – Não parava de rir.

Helena: Mas, justo com quem você foi ficar, a “namorada” do Laerte.

Juliana: Eu dava tudo para ver essa cena.

Passaram mais um tempo falando sobre as aventuras de Clara, até que Juliana tomou coragem e perguntou:

Juliana: Mas, e você Marina? — Todos viraram para ela.

Marina: Bom, eu sou como a Clara, mas sempre fui um pouco volúvel.

Vanessa: Um pouco?

Marina: Eu tentava manter alguns relacionamentos dona Vanessa, só que eles perdiam a graça.

Flavinha: Marina passava no máximo dois meses com alguém, aí já viu... enjoava.

Marina: Mas, por duas vezes eu me apaixonei mesmo. E durou um tempo bom.

Rafael: Vou logo causar inveja em muitos e muita e dizer que uma dessas duas vezes foi comigo.

Luana: Meu marido é lindo gente. Não tem como resistir.

Clara: A primeira coisa que eu disse ao Rafa, foi que se a Marina fosse bi, eu não deixaria ela respirar o mesmo ar que ele. Eu admito, o cara é lindo mesmo. Mas, a Lua também é. E digo mais, se eu não amasse a Marina como eu amo, você teria que proteger a Lua muito bem. — Marina deu um tapinha em Clara. — Ma, você não muda. Esta fazendo Muay Thai, mas ainda tem esse tapinha de moça. — Todos riram.

Luiza: E qual foi o outro Marina?

Marina: A outra. Foi a primeira garota com quem fiquei. Era colega de quarto da Lua.

Lua: E também tocávamos na mesma banda.

Diogo: Não sabia que você tocou em uma banda.

Lua: Sim. Quando eu fui para Nova York, passei a dividir o quarto com a Cecília, uma garota italiana que já morava lá há um ano. Ela gostou da minha voz e acabei entrando na banda dela, tinha uns caras nos instrumentos, mas era formada por várias garotas no vocal. A gente tocava toda semana, toda sexta em um barzinho que a Marina e o Rafa passaram a frequentar. Ceci era lésbica, aliás, é lésbica. Ela se interessou pela Marina e aproveitou que eu estava me aproximando da Rafa, para chegar na Marina.

Diogo: Eu lembro dela. Muito bonita por sinal.

Silvia: Vocês ficaram juntas quanto tempo?

Marina: Um ano e três meses. Depois, ficamos só na amizade mesmo.

Clara: Tem foto dela?

Marina: Sim. Nos álbuns que eu tenho lá em casa, do tempo da faculdade.

Flavinha: Ficou curiosa para conhecer a Cecília?

Clara: Ela namorou tanto tempo com a Matina, é claro que eu fico curiosa.

Rafa: A única coisa que eu posso dizer é: você não é a primeira morena perdição na vida da Marina.

Notas finais
Pensei em colocar logo a foto da Cecília no twitter, mas vou deixar no ar. Ela vai aparecer em breve. Beijos. Deixem reviews e ideias(preciso)!