Born to Die
33 One
Notas iniciais
Clara: Acorda sua preguiçosa!. — Falava enquanto mordia e beijava o rosto da esposa.
Marina: Só mais 5 minutos.
Clara: Você não vai dormir nada em 5 minutos.
Marina: Vou sim. Eu sei muito bem aproveitar 5 minutos de sono. — Colocava o travesseiro sobre a cabeça.
Clara: É sério amor. A gente tem consulta com a Regina. Vamos lá. Você tem que começar o processo, logo vai estar carregando nosso neném.
Marina: Por que eu e não você?
Clara: Porque você esta em uma situação mais folgada que eu. Amor, eu estou saindo da academia para aprender a trabalhar no estúdio e aprender fotografia. Mas, eu não posso me ausentar totalmente de lá, ou seja, são dois trabalhos administrativos, na academia e com a Vanessa. É uma fase de transição para mim. Você esta em uma situação melhor.
Marina: Nossa, falando assim até me sinto uma mãe solteira. Só faltou você falar que o seu tempo livre é para futebol com os amigos.
Clara: Amor, gerar uma criança requer uma situação de conforto para a progenitora, encara essa primeira gravidez vai?
Marina: O que eu não faço pela morena mais linda desse mundo, hein? — Mordeu os lábios de Clara e pulou da cama para o banheiro.
Chegaram ao consultório de Regina animadas. A médica recebeu as duas com a mesma animação. Ficou surpresa com a notícia do casamento em Vegas, mas feliz:
Regina: Então, já decidiram qual das duas vai carregar a criança?
Clara: Já sim. A Marina vai primeiro.
Marina: E depois voltamos aqui, para a Clara passar pelo mesmo processo. Quando nosso beber estiver com mais ou menos dois anos.
Regina: Isso é ótimo. Eu e a Emma nunca discutimo sobre ter mais filhos depois que Henry nasceu. E agora que queremos, estamos as duas sem tempo.
Clara: Pois tentem encontrar algum tempo. Vai ser.
Marina: Eu e a Clarinha queremos vários filhos. Então vamos recorrer ao método da gravides e também adoção.
Regina: Ou seja, Brad Pitt e Angelina Jolie estão com concorrentes.
Clara: Por aí.
Elas seguiram com a consulta, Regina explicou todo o processo e tirou a dúvidas das duas, que ficaram de retornar na mesma semana para informar a escolha do doador do esperma. Decidiram que Marina geraria a criança, mas Clara doaria o óvulo, assim procuram um doador que tivesse as caraterísticas parecidas com as de Marina. Elas olhavam a lista no projetor do estúdio, com a presença de Gisele, Luana, Vanessa e Flavia.
Vanessa: Procurar uma versão masculina da Marina é tão estranho.
Luana: É compreensível. Assim o bebê vai ter caraterísticas das duas. Espera, volta uma foto aí.
Flavinha: Parece uma mulher.
De fato parecia, o rapaz tinha traços delicados, mas não era feminino. Tinha o cabelo, preto, um pouco ondulado, barba por fazer.
Gisele: Vamos ver, 25 anos, formado em música, toca bateria, a cor favorita é preta....
Vanessa: Não é um pai, é uma estrela do rock.
Clara: Até que eu gostei, especialmente da jaqueta que ele esta usando. Tem estilo para se vestir. Candidato número 09, alguém anota.
Gisele: Estou anotando. — Passaram mais alguns e acharam outro.
Luana: 32 anos, formado em medicina, terminou a residência a pouco tempo em cardiologia, adora velocidade, é fã de fórmula 01 e é vegetariano. — Estava usando um terno claro, cabelo curto bem penteado e um óculos. — Ah, sim, usa óculos apenas de descanso.
Marina: É, anota que a gente ver depois. Candidato 15.
Demoraram um pouco para achar o terceiro:
Flavinha: 30 anos, tenente da marinha, adora nadar e surfar, toca violão e piano, é formado em psicologia, gosta de pintura e artes plástica em geral. — O rapaz estava tinha o cabelo da cor do de Marina, arrumado em um corte militar já crescido, a barba estava feita, o que o deixava com cara de ser bem jovem.
Marina: Acho que encontramos.
Clara: Eu aprovo, é bonito, sensível e forte.
Luana: Por que Vanessa e Flavinha não entram no embalo da Clara e da Marina?
Vanessa: Eu te adoro Lua, mas sem ideias de loira diabólica.
Marina teve uma gravidez tranquila, Clara era extremamente presente, assim como todos os amigos e a família. O quarto do bebê foi montado antes mesmo de saberem o sexo, tudo na cor branca, destacando uma outra coisa em vermelho. A família Fernandes estava em festa com a nova criança que chegaria, Chica quase todos os dias ia a Santa Tereza ou ligava, até comprar de supermercado com as duas ela passou a fazer, tudo para que Marina tivesse uma gravidez saudável, a mãe da morena insistia sempre que a nora era magrinha demais e precisava comer melhor. Diogo comprou um apartamento no Rio, para que pudesse vir mais vezes no país e ficar próximo a criança. Sempre antes de dormir, Clara conversava com o bebê. Ela repousava a cabeça levemente na barriga de Marina e contava historinhas, as vezes cantava umas músicas, Marina participava as vezes, outras ficava só observando enquanto fazia carinho nos cabelos da esposa, elas faziam planos, a ansiedade tomava conta das duas. No prazo certo descobriram que Marina esperava uma menina e logo começaram a pensar no nome, depois de muitas pesquisas, conversas e acordos decidiram que a menina se chamaria Gabriela. A fotógrafa retribui o convite que Luana e Rafael fizeram e eles ficaram felizes em serem madrinha e padrinho da criança. Apesar da tranquila ela surtava aos poucos por conta do aumento de peso e da barriga cada vez maior, Clara com maestria e muito amor, conseguia acalmá-la. Foi uma festa no dia em que Gabriela chegou, em todos os sentidos, Diogo tinha acabado de chegar no Rio e foi jantar com a família, Chica, Ricardo, Gisele e Murilo também estavam na mansão, o jantar seguia animado, com muitas risadas, quando a fotógrafa começou a ter as dores, Clara de início ficou paralisada, mas logo recuperou o fôlego para levar a mulher até a maternidade e de mãos dadas elas viram Gabriela chegar ao mundo, com chegou chorou estridente, mas que para duas era como ouvir a mais doce música.
ÚLTIMOS CAPÍTULOS:
Assim que saiu de um dos boxes do banheiro, Clara ouviu um choro, foi até o último box, uma menininha esta sentada no chão chorando:
Clara: Ei linda, por que você esta aqui? Por que esta chorando.
Bo: É que eu tenho medo de médico. — Levantou a cabeça e olhou para Clara a menina de olhinhos puxadinhos.
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