Notas iniciais
Olá pessoas, Estou atualizando atrasa, eu sei. Ia fazer ontem, mas passei o dia mal, não aguentava nem a luz do computador. Bom, mas aí esta o capítulo.

Não demorou muito até que o rapaz entrasse pela porta. Tinha o mesmo sorriso de menino no rosto, mas dessa vez usava um belo terno. Tony vinha de uma família importante, trabalhava junto com o pai na empresa. E dividia o comportamento de um adolescente imprudente com o a de um jovem empresário de grande visão.

Tony: Meninas? É um prazer retornar ao estúdio da minha fotógrafa favorita. — Foi em direção a Marina e deu um beijo na mão da mesma.

Clara: Sem gracinhas que o papo é sério. — Clara disse grossa. — É melhor você se sentar. — Ele não fez objeção.

Marina: Tony, o que exatamente você lembra da nossa última noite em Ibiza?

Tony: Pouca coisa. Mas, a verdade é que eu tenho até vergonha de lembrar. Depois da pastilha que tomamos tudo é um borrão e... e... eu peço desculpa. É verdade que eu bebo além do normal, mas não é hábito usar drogas. Eu realmente me sinto envergonhado. — A postura do rapaz não lembrava nem de longe aquele garoto maluco de Ibiza.

Marina: Nós também. Afinal, se tudo chegou onde chegou, temos nossa parcela de culpa. — Respirou fundo. — O fato é que sabemos que você dormiu com a Luiza e Patrícia.

Tony: Quanto a isso, eu só não falei nada...

Clara: Porque a Luiza pediu. Nós sabemos. — Passou a mão no cabelo. — Eu vou ser bem direta. A Luiza esta grávida e a Patrícia também.

Tony permaneceu parado. Respirou fundo. Não que ele duvidasse das palavras de Clara, mas a notícia era forte. Ele retirou o paletó e foi até o jardim de Marina, tomar um ar. Clara tentou ir atrás, mas foi impedida. Depois de alguns minutos ele retornou.

Tony: Eu sou jovem, você mais ainda. Mas, eu estou feliz. Elas crianças foram feitas de em um momento de loucura, mas são vidas, são as nossas vidas que continuarão. Eu vou estar do lado das duas, nos faremos isso funcionar.

Clara: Uau! Essa é uma atitude descente, eu não esperava.

Tony: Se tem uma coisa que eu valorizo é a família. A Paty e Lu são as mães dos meus filhos, elas são minha família agora. Eu vou assumir as crianças e estarei presente o tempo inteiro.

Luiza: Acha que vai resolver? — Começou a ficar nervosa. — A minha mãe não pode saber.

Paty: E nem a minha. Meu pai pior ainda. Tia, você conhece meu pai. — Patrícia sempre tratou Clara por tia. — Ele é um daqueles religiosos fanáticos, se ele souber que eu engravidei sem casamento eu...

Tony: Casamento? Precisa mesmo?

Clara: Meninas, como vocês querem fazer. Como você levaram uma gravidez sem os pais de vocês saberem?

Luiza: Eu não sei se vale a pena levar adiante.

Tony: Não. Isso não.

Marina: Luiza, você não pode estar falando sério.

Luiza: Eu não terminei a faculdade, como é que eu vou cuidar de uma criança? Eu preciso abortar.

Clara: Eu sou contra.

Tony: Eu também.

Luana: Eu acho que sei a solução. — Falou pela primeira vez. — Esses dias eu conversei com a Luiza e ela falou que adoraria passar um tempo fora do país. Então, Lu, tranca a faculdade. Fala para sua mãe que você passar um tempo fora do Brasil, aproveitar para melhorar o seu inglês por exemplo, aprender sobre novas culturas. Ela não vai se opor.

Marina: Onde você quer chegar? E como é que vamos mandar a Luiza grávida para fora do país e a Paty?

Lua: A Paty pode ir também. Elas não vão sozinhas. Elas podem ir com a Nicky.

Nicky: Oi? — Olhou para Luana sem entender.

Luana: Esses dias você me falou que iria para Nova York para acertar sua licença definitiva da CIA, que iria voltar para o Brasil e abrir um SPA e um restaurante vegano, até conversou com o Cadu sobre um cheff na área. Então, eu pensei que você poderia receber as meninas na sua casa e ajudar ela com o processo de adoção das crianças, já que ambas não querem os filhos. Até porque o seu irmão, adotou uma criança recentemente de uma meninas de 17 anos que engravidou.

Paty: Eu gosto da ideia. Para mim, não é problema ir para os Nova York, eu até falei para minha mãe que estava querendo participar de um curso de moda que vai ter por lá, sobre lingerie. O curso dura uns cinco meses, mas ela não vai estranhar se eu estender um pouco mais. Especialmente se a Lu for. Eu posso dizer que estou fazendo companhia para ela.

Tony: E eu? Eu quero meus filhos e vocês simplesmente querem se livrar deles.

Nicky: Eu poderia adotar, os dois. — Foi a vez de Marina olhar surpresa para Nicky. — O quê? Assim que as crianças nasceram eu adoto as duas, assumo como mãe e o Tony como pai, já que ele faz tanta questão. Depois eu vou voltar para o Brasil mesmo. As meninas podem ver as crianças quando elas quiserem, vocês também. — Olhou para Clara e Marina. — Elas vão viver comigo no SPA, mas estarão perto da família.

Luana: Você tem mesmo um coração enorme. — Disse com lágrimas nos olhos. Clara levantou de onde estava e deu um forte abraço na Nicky.

Clara: Sua anã maluquinha, eu só tenho que te agradecer. — Olhou para Luiza. — O que você diz?

Luiza: Vamos fazer, o mais rápido possível. Quando você vai? — Perguntou a Nicky.

Nicky: Fim da semana. Mas agora, acho que posso esperar mais umas semanas e vamos todas juntas.

Clara: Nicky, você vai cuidar dela não é? Vai cuidar dela por mim? — Disse já chorando.

Nicky: Não chora sereia, vou cuidar dela sim.

Clara: É que a Lu, é minha bonequinha, uma das coisas mais precisas que eu tenho.

Luiza: Falando assim parece que eu vou até casar com a Nicky.

Clara: Não me surpreenderia. Nicky, promete para mim, que você vai manter contato sempre.

Nicky: Todo dia, se você quiser. — Clara a abraçou de novo e dessa vez Marina se juntou ao abraço. Agora, eram todas da mesma família.

NOS PRÓXIMOS CAPÍTULOS:

Marina: Vegas? Sério?

Clara: É. Por que não? Então, vem comigo?

Notas finais
Sim, Lucky is real. É o início do casal, implícito, mas pra frente elas voltam, já como casal. Beijos!