Born to Die
31 A dança dos corpo entrelaçados
Notas iniciais
Movimentos lentos, movimentos rápidos, as pernas e os pés se entrelaçavam, a postura era impecável. Marina e Clara se moviam no ritmo de tango pelo estúdio da fotógrafa. Após a viagem de Nicky junto com Luiza e Patrícia, Rafael, Luana e Renatinho foram para casa deles, no mesmo condomínio de Marina. Gisele já tinha ido para o apartamento de Murilo. Flavinha e Vanessa chegaram da Lua de Mel e foram direto para o apartamento das duas. A casa de Santa Tereza ficou fazia. Era sexta feira a noite, estavam sozinhas, Marina continuou a aprender dança de salão, agora Clara era sua professora particular. Elas terminavam mais uma aula de tango.
Para de frente uma para outra, após o fim da coreografia, Marina selou os lábios de no de Clara, início um beijo calmo. Mas, estavam sozinhas, o ritmo da música de tango ainda tocava e a luz do estúdio em tons vermelhos eram convidativos. Não demorou para ambas estarem rodando e sem amando pelo chão do estúdio.
Marina: Não acredito que fizemos sexo no meio do meu estúdio. — Logo após o comentário, caiu na risada.
Clara: É o que acontece, quando temos uma casa enorme e o estúdio só para a gente.
Marina: Sabe, acho que tudo mundo espera que sempre algo romântico, mas estamos aqui, agora, complementarmente nuas e deitadas no chão, acabamos de fazer amor e honestamente, eu nunca me senti tão feliz e completa na minha vida. — Clara a olhava com atenção. — Mas, eu não preciso tudo que eu tenho para ser feliz, sabe, todo o dinheiro, a casa, piscina, quer dizer, talvez eu precise da piscina. Mas o que eu realmente preciso é de você, sempre aqui, sempre comigo. E eu te amo.
Clara: Eu também te amo!
Marina: Casa comigo? — Clara levantou de onde estava, os olhos de brilhavam, ela caiu na risada e rolou por cima de Marina.
Clara: Você é a minha vida! E tudo o que eu mais quero é ficar assim, juntinhas, para sempre. — Deu um selinho. — É lógico que eu aceito casar com você. E se quer saber, eu acho que não existe modo mais romântico de pedir alguém em casamento, do que após fazer amor. — Elas riram mais uma vez e voltaram a rolar e se amar pelo chão.
Estavam ainda pelo chão, era quase meia noite, devoravam uma pizza tamanho família de pepperoni.
Clara: Eu estava pensando em uma coisa.
Marina: Fala.
Clara: O que você acha de casarmos amanhã?
Marina: O quê? Como? — Perguntou quase engasgando.
Clara: Presta atenção, a gente vai para o quarto, arruma uma mala só, como suas roupas e as minhas, vamos para o aeroporto e pegamos um vôo direto para Vegas.
Marina: Vegas? Sério?
Clara: É? Por que não? Então, Vem comigo?
Marina: Não é mesmo uma brincadeira?
Clara: Não. Vamos para Vegas, nos casamos amanhã mesmo, aproveitamos beeeem a noite de núpcias e depois, sei lá, vamos...
Marina: Caribe!
Clara: É! Isso. Melhor ainda, que aí é só colocar biquíni na mala, embora eu não pretenda deixar você vestida por muito tempo.
Marina: Vamos! — Levantou, mas no momento que ficou em pé a toalha caiu e ela ficou nua. — Levanta!
Clara: Talvez, devêssemos esperar mais alguns minutos. — Disse olhando o corpo de Marina.
Marina: Não! Vegas, vamos agora! — Disse puxando a mão de Clara e indo em direção ao quarto.
O voo foi demorado, mas empolgação de Clara era tanta, que ela não teve medo. Elas faziam planos, tentavam imaginar a reação da família, dos amigos. Elas riam, cantavam, estavam mais feliz que nunca. Assim que chegaram em Vegas, foram atrás de uma aliança e uma vez compradas, não foi difícil achar uma daquelas capelas pela cidade para realizar a união das duas. Voltaram ao hotel, vibrando, estavam casadas. Mesmo tudo tempo partido de um momento de loucura, existia tanto amor naquela loucura que as duas não cabiam em si de felicidade.
Marina desceu com rapidez o zíper do vestido de Clara e a namorada imitou o movimento, o quarto no mesmo instante se tornou pequeno, era uma jogando a outra para um lado, a outra subia na outra pelo outro. Beijos, tapas, chupões, mordidas, risos, gritos, elas estavam em êxtase. Uma era da outra e apenas isso importava.
Deixaram Vegas com o coração apertado, a cidade do pecado era extremamento convidativa, mas Santo Domingo estava a espera.
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Marina: Amor, você já viu a quantidade de mensagens que estamos recebendo?
Clara: Já. Todos estão preocupados com o nosso “desaparecimento”
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