Born to Die

7 Marina, quem brinca com fogo se queima


Notas iniciais
Já sabem, antes de ler, passem no twitter: @MarinaArtista. Estava muito ocupada esses dias, não pude escrever. Quando pude, atualizei a minha outra fic, que estava a mais tempo sem atualizar. Beijos!

As meninas acordaram um pouco tarde naquele domingo e como Chica tinha convidado todos para o almoço, todas correram para se arrumar. Clara acordou com beijinhos que Marina distribuiu pelo rosto, mas não tiveram tempo de ficar trocando carinhos, logo Luiza deu pressa nelas. Marina seguiu para seu quarto e Clara para um dos quartos de hóspedes, tomou banho, colocou um short jeans, com uma blusa e uma das várias jaquetas de couro. Ao sair do quarto de hóspedes e entrar no corredor, ela não resistiu e entrou no quarto da fotógrafa, Marina ainda estava no banheiro, ela aproveitou e deitou na cama da outra e resolveu esperar.

Não demorou e Marina saiu do banheiro, os cabelos estavam presos em um coque alto, ela estava apenas enrolada por uma toalha branca.

Marina: Clarinha, o que faz aqui?

Clara: Te esperando. — Ela continuou deitada.

Marina: Resolvi não lavar os cabelos, demoraria muito secando. — Disse, enquanto desfazia o coque e deixava os cabelos livres. Andou até o guarda roupa. — Que roupa devo vestir?

Clara: Não sou boa em vestir mulheres. Prefiro despedir. — Sorria para a fotógrafa.

Marina: Oh! Devo ir assim? — Deixou a toalha cair, ficando nua na frente de Clara, que parou de respirar um minuto.

Clara: Eu... eu... eu acho... — Clara não conseguia formar as palavras. Marina caminhou até a morena, sentando em seu colo, com as pernas de cada lado da cintura de Clara.

Marina: Esqueceu como se fala Clarinha? — Marina tinha o olhar provocante, mordia os lábios e Clara sentiu a respiração falhar, ela tentou se aproximar da mais nova, mas esta saiu rápido do seu colo.

Clara: O que?

Marina: Temos um almoço e horário para chegar lá.

Clara: Estou odiando você.

Marina: Não acredito! — Marina pegou uma calcinha de renda branca. — Coloca para mim?

Clara: Eu te disse, eu não visto mulheres. E pedir para vestir uma calcinha em você é um pouco demais.

Marina: Se você não fizer, não sairemos daqui.

Clara: Por que as mulheres são tão complicadas?

Marina: Você é mulher Clarinha.

Clara: Eu sou prática. Prefiro tirar a calcinha de você do que botar. E tenho certeza que você também prefere que eu tire.

Marina: No momento o que eu prefiro não vem ao caso. — Jogou a calcinha em cima de Clara. — Vem!

Clara pegou a calcinha de cara fechada, ajoelhou na frente da fotógrafa e vestiu a calcinha nesta, logo em seguida, deu um beijo ma barriga de Marina.

Clara: E não ficará assim! — Disse séria.

QUARTA-FEIRA

A aula de dança tinha acabado, Clara, Marina, Gisele, Flavinha e Vanessa estavam na lanchonete da academia:

Luiza: Titia! — Luiza chegou dando um beijo na bochecha da tia e se juntando as meninas. — Meninas, a lanchonete é o local favorito da titia em toda a academia.

Clara: Lógico, depois de mulher, comida é a melhor coisa do mundo. — Dava uma garfada na torta de kiwi com chocolate. — Ma, experimenta. — Disse dando um pedaço na boca de Marina. — Não esta ótima?

Marina: Uma delícia. Da próxima vez peço um pedaço, porque hoje eu já pedi um crepe.

Luiza: Tia, o Fernando passou aqui, disse que o irmão mais novo dele estava abrindo uma casa noturna com um espaço ótimo, sábado a noite. Falou que o irmão adora esses eventos de dança, disse que é para você ir conhecer o espaço, que aí se você gostar, pode até fazer o evento da academia lá, para você não se preocupar com espaço, porque lá é bem grande,

Vanessa: Evento da academia.

Clara: Sim. Um evento de dança que eu tenho vontade de fazer no fim dos cursos.

Flavinha: Adorei! Quero participar!

Clara: Com certeza Flavinha! Você esta arrasando.

Luiza: Então, ele deixou uns convites aí. Quatro. Mas, se você quiser mais é só ligar,

Clara: Vou ligar sim. Deixa dois para mim. Pega dois para você, caso seu namorado queira ir. E eu ligo para pedir um para Gi, Vanessa e Flavinha.

Luiza: Duvido que o Jorge vá. A festa de inauguração, será uma festa GLS.

Vanessa: Agora ficou melhor ainda.

Marina: Clarinha, você não falou no meu convite.

Clara: Então Ma. — Disse virando comigo. — Meus planos é que você fosse comigo. Por isso pedi a Lu para separa dois convites, o meu e o seu. Nós podemos ir jantar antes.

Marina: Clarinha, você esta me chamando para um encontro. — Disse com os olhos brinlhando.

Clara: Eu não faço a menor ideia de como chamar alguém para um encontro. Mas, estou sim. Você aceita?

Marina: É claro que aceito. — Deu um beijo na mão Clara. — Clarinha, esta sujinho aqui. — Disse apontando para o canto da boca de Clara. Mas, antes que a morena pudesse limpar, ela mesmo passou o dedo, tirando o chocolate que estava na boca de Clara e levou a própria boca.

Gisele: Meninas, é melhor vocês irem para o quarto.

SÁBADO A NOITE

Clara estava um poço de nervosismo quando chegou a casa de Marina. Ela quase bateu o carro cinco vezes durante o caminho do Leblon a Santa Tereza. Ela usava um vestido preto curto, tubinho, tomara que caia, usava umas sandálias alta, também na cor preta, tudo produção de Luiza. Flavinha, Gisele e Vanessa já tinham saído, então Marina que recepcionou a morena.

Marina: UAU! Esta vestida para matar! — Disse enquanto despia a morena com os olhos.

Clara: E você, nunca fica pronta na hora? — Marina ainda esta de roupão.

Marina: Eu ia colocar meu vestido quando você chegou chamando. — Deu um beijo na bochecha de Clara e sumiu correndo para o quarto. Não demorou a voltar. Com um vestido vermelho, também curto, só que mais soltinho na parte da saia, tinha alças não muito finas que auxiliavam um generoso decote.

Clara: Agora, é você que esta vestida para matar. — Ela ofereceu a mão a Marina, para que esta terminasse de descer as escadas e juntas foram caminhando até o carro e seguiram para o restaurante. O restaurante tinha vista para o mar e Clara tinha reservado a melhor mesa, a brisa que vinha do mar tocava a face das duas, Marina sorriu e segurou a mão da morena.

Marina: Nervosa? — A moradora do Leblon guiou a mão de Marina até seu peito que batia desesperadamente.

Clara: Nunca passei por isso antes.

Marina: Saiba que esta se saindo muito bem. — A fotógrafa puxou a mão da outra e deu um beijo.

Marina: Relaxa Clarinha! Aproveita noite. — Falou de forma tranquizadora.

Clara: Eu não quero fazer feio com você. Nunca estive em um encontro antes e até agora foi a Lu que me ajudou com tudo. A roupa, o restaurante... — Marina colocou o dedo na boca de Clara, pedindo que ela ficasse em silêncio.

Marina: Relaxa. — Fez um leve carinho na bochecha de Clara. — Estar com você é a certeza de que a noite será maravilhosa. — Clara sorriu aliviada, devolvendo o carinho que Marina fez. O garçom interrompeu as duas trazendo o champanhe que tinha sido solicitado.

BOATE

Quando Clara e Marina chegaram, Flavinha e Vanessa já estavam por lá. Gisele tinha ido acompanhada de Murilo, Luiza estava acompanhada do pessoal da academia:

Clara: Esta aqui escondida do namorado?

Luiza: Estou pensando em terminar.

Clara: Vai por mim, esta é a melhor coisa que você faz. — Deu um beijo no rosto da sobrinha e foi para o lado de Marina.

Vanessa: Amei esta festa! — Vanessa já estava alterada por conta da bebida. — Muitos gays, poucos heteros, a vida tinha que ser assim.

Flavinha: Van, pega leve com a bebida. — Flavinha já tinha percebido que Vanessa já tinha passado dá conta. — Ela já chegou aqui bêbada.

Marina: Essa é a Vanessa que eu conheço. — Disse sorrindo.

Marina e Clara desfilavam juntas pela boate, conheceram o irmão de Fernando, Carlos que era fã de Marina. Curtiram um pouco da música eletrônica, aproveitaram a diversidade de bebidas do bar, até Clara pedir a Fernando para falar com o DJ para tocar algo mais sensual. Assim que ouve uma batida caribenha Clara arrastou Marina para pista de dança:

Clara: Vou testa na prática se você realmente esta realmente atenta as minhas aulas de dança. — Marina deu risada e deixou-se guiar pela morena.

Logo as duas viraram a sensação da pista de dança. Clara conduzia os passos de Marina com maestria, as duas se moviam de acordo a batida da música. As mãos da professora de dança deslisavam pelo corpo da fotógrafa, os corpos estavam totalmente colados e Marina rebolava sem parar. Como não estava dando aula na academia, a morena não resistiu e fez o que dando queria, passou a beijar pescoço de Marina enquanto dançavam. Clara era mais forte que a outra, ela detinha o total controle do que se passava, a mais nova apenas reagia aos carinhos com um leves gemidos, ela estava totalmente entregue. Clara desceu os beijos até o decote da fotógrafa:

Marina: Você tem a boca muito gulosa Clarinha. — Disse para depois morder o lóbulo da orelha de Clara. Esta levantou o olhar e manteve os braço firmes ao redor da cintura de Marina.

Clara: Você me enlouquece! — A voz de Clara esta rouca de tanto desejo. Marina passou os braços ao redor do pescoço de Clara. Elas se olharam com intensidade. Sabiam que já não podiam, nem querem evitar o que viria a seguir.

Quando os lábios das duas se encontraram, era como se fogos de artifício explodissem no interior delas. As línguas se procuram com extremo desejo, era como uma dança sensual no interior das bocas delas. Ambas podiam sentir o coração acelerado e só quebram o beijo quando o ar faltou. Ficaram por um tempo mais na pista de dança, se dividiam entre passos ousados e beijos apaixonados, mas não ficaram muito tempo na festa. Deixaram a boate sem avisar as amigas. Já não existia mais ninguém no mundo, apenas as duas.

Não demorou muito e as duas já estavam no caminho do Leblon. Clara parou o carro em frente ao prédio da família Fernandes, procurou novamente a boca de Marina para um beijou:

Clara: Quero fazer amor com você até o amanhecer, na minha cama.

NOS PRÓXIMOS EPISÓDIOS:

Clara: Do que você esta rindo?

Marina: Estou me sentindo com uma menina que perdeu a virgindade.

Luiza deu um tapa na cara de Jorge que ficou transtornado.

Luiza: Nunca mais fale assim com a minha tia! — Ele segurou o braço dela:

Jorge: Escolha agora, eu ou a sua titia. Escolhe Luiza: eu ou essa sapatão nojenta!

Notas finais
Atenção, no próximo capítulo a fic será modificada, ela passará a ser +18. Beijos, deixem reviews, sugestões...