Born to Die
5 Eu a quero para mim
Marina entrou na sala de dança e logo viu Clara mexendo no celular. A professora percebeu as meninas chegando e sorriu, foi ao encontro delas e Marina logo se jogou nos braços da morena.
Marina: Saudades de mim, Clarinha? — Clara a puxou forte contra seu corpo, dando um beijo molhada em seu pescoço.
Clara: Isso te responde? — Um dos alunos que via a cena fez um comentário dando risada.
Aluno: Professora, o que eu tenho que fazer para ganhar uma recepção dessas?
Clara: Ser mulher e principalmente, tem que ser a Marina. — Elas deram risadas e Marina mostrou a língua para o colega, que ria das duas.
Clara: Ok turma, hoje continuaremos a praticar a lambada. Aula passada, antes de vocês começarem a dançar eu fiz questão de passar vários ritmos, porque a lambada ela dominou uma época no passado e hoje não é bem assim. Mas, ela deu origens e inspirou outros ritmos como o zouk. Vamos ter passes de lambadas sendo influentes em danças francesa, árabe, caribenhas.
Lucas: Sem falar que é uma dança bem excitante, ótimo para dançar com a parceira perfeita. — Disse olhando para Flavinha, o que fez Vanessa cuspir fogo.
Gisele: Calma Van! Não faz besteira. — Disse baixinho, apenas para Vanessa ouvir.
Clara: Concordo com você Lucas. Alguém mais que falar o que percebeu da lambada?
Flavinha: Eu percebe que tem bastante piruetas, até tentei praticar vendo uns vídeos lá em casa, mas fiquei meio perdida.
Lucas: Pelo que eu vi, você não tem que se preocupar gata. Até porque é o homem que conduz tudo. — Vanessa fechou os punhos, como quem iria dá um murro em Lucas a qualquer momento.
Murilo: Mas mesmo assim a mulher tem que fazer a parte dela. As mulheres rebolam muito na dança e os homens também precisam rebolar um pouco.
Clara: Isso é interessante. Essa é uma das danças que tem mais rebolado.
Mateus: O bom mesmo é que as partes íntimas se juntam bastante durante a dança. — Vanessa mais uma vez se irritou, pois já tinha notado que seu parceiro de dança era um safado.
Clara: Vocês são inacreditáveis. — Clara tinha um sorriso torto no rosto. — Parecem que entram numa turma de dança para conseguirem transar mais.
Lucas: Mulheres gostam de homens que sabem dançar. E quanto melhor o cara dança, mais mulheres pegam.
Vanessa: Isso foi nojento! — Vanessa não conseguiu segurar a boca.
Clara: Chega de conversa né? Vamos para parte boa. — Clara soltou o som e logo todos estavam dançando na sala.
Marina provoca Clara, sempre que podia fazia movimentos para deixar a professora louca.
Clara: Nunca ouviu falar que quem brinca com fogo se queima? — Clara perguntou perto do ouvido da aluna.
Marina: Está querendo me queimar professora? — Mordeu os lábios e Clara a trouxe mais para perto.
Clara: Te avisei!
Ela arrastou a aluna para o meio da sala, os outros alunos abriram caminho, eles dançavam em volta das duas. Clara deixou que a sua perna direita escorregasse para o meio das pernas de Marina, onde encaixou a fotógrafa, conduzindo a aluna para movimentos de recolados rápidos, enquanto as duas faziam um movimento em direção ao chão e voltavam a subir. O modo com a professora conduzia a aluna, deixava Marina excitava e por conta do intenso contato entre o sexo de Marina e a coxa de Clara, a morena percebeu e deu um sorriso safado, que foi percebido por muitos. Depois de um giro rápido, Clara segurou as duas cinturas de Marina, a fotógrafa entendeu a mensagem e pulou no seu colo, entrelaçando as pernas em sua cintura. A morena virou o corpo da artista em direção ao chão e logo depois puxou de volta para si. Marina se soltou da cintura de Clara e logo dava várias piruetas pela sala, enquanto era conduzida pela moradora do Leblon. A música chegou o fim e Clara trouxe Marina para si, fazendo com que a perna deste fosse para em sua cintura e ela manteve a mão em um aperto firme sobre a perna da mesma. A turma explodiu em aplausos:
Aluno: Professora, você acabou de virar meu ídolo! — Dizia o aluno entusiasmado.
A NOITE
SANTA TEREZA – QUARTO DE FLAVINHA E VANESSA
Flavinha: Van se acalma. — Pedia Flavinha com toda a paciência.
Vanessa: Como é que você consegue ser tão pacífica? Aquele cara estava dando em cima de você.
Flavinha: Eu não dou a mínima para ele. Estamos noivas Vanessa.
Vanessa: Amanhã mesmo eu falo com a Clara. Não quero você dançando com aquele cara.
Flavinha: Você acha mesmo que eu estou feliz vendo você com o Mateus? Ele é um safado e não esconde isso. Mas, não fico dando escândalo por aí.
Vanessa: Eu vou falar com a Clara.
Flavinha: Não vai não. Eu vou morrer de vergonha se você fizer isso.
Vanessa: Flávia, presta atenção, aquele cafajeste... — Flavinha não deixou Vanessa continuar.
Flavinha: Você não vai falar nada com a Clara. Poxa Vanessa, você me coloca como uma menininha indefesa. E o Lucas não fez nada comigo.
Vanessa: Acha pouco os comentários dele?
Flavinha: Um mês. Um mês sem sexo Vanessa. Isso que você vai ganhar se abrir a boca para Clara. — Flavinha pegou saiu do quarto.
Vanessa: Não ouse Flávia! Volte aqui! Onde você vai?
Flavinha: Dormir no quarto da Marina. — Bateu a porta deixando uma Vanessa muito irritada.
LEBLON – SALA DO APARTAMENTO DE CLARA
Como de costume, Luiza resolveu passar a noite no apartamento da tia. As duas conversam na sala, enquanto devorando um prato de brigadeiro.
Clara: Lu, como é se apaixonar?
Luiza: Esse é o tipo de pergunta que eu deveria esta fazendo para você tia. Não você para mim. — Deu risada da inexperiência da tia. — Acho que casa pessoa tem uma reação diferente. Mas, acho que o coração de todo mundo dispara quando vemos a pessoa que estamos apaixonada sabe? Tem gente que diz que parece ter borboletas na barriga, ou uma corrente elétrica passando pelo corpo, tem gente que diz que tem fogo de artifício explodindo no interior delas. Mas, por que você está perguntando?
Clara: Você sabe muito bem. Não se faça se desentendida. — Disse dando mais uma garfada no brigadeiro. — Eu a quero para mim.
SANTA TEREZA – QUARTO DE MARINA
Marina: As vezes eu acho que a Vanessa precisa fazer terapia. Faria bem para ela.
Flavinha: Vai falar isso para ela. É capaz dela querer te bater. — As duas sorriram. — Vamos falar de coisas boas. Me fala sobre você e Clara. — Marina deu um sorriso sapeca e escondeu a cara no travesseiro. — Não adianta se esconder, eu passei ontem no corredor, era bem tarde já, sei que vocês ficaram conversando até mais tarde pelo telefone.
Marina: Ela me ligou sim.
Flavinha: E o que o casal apaixonado conversou.
Marina: Muitas coisas. Banalidades. Mas, ela me disse que ligou porque ficou com saudades.
Flavinha: Passaram o dia juntas e não conseguem ficar longe uma da outra durante a noite?
Marina: Aí Flavinha! Eu a quero para mim.
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