Born to Die
6 A Lista
Notas iniciais
Clara já tinha chegado a praia, ela estava acompanhada de Luiza, Alice, que era prima de Luiza e tinha levado o namorado Samuel, e Sandra, amiga de Luiza, estava com o namorado Vinicius, Murilo amigo de Luiza também tinha ido, ele e Gisele estavam bem próximos. Os meninos tinham levado um isopor cheio de cerveja para não ficarem tendo que ir no quiosque toda hora. Clara estava um pouco impaciente, mas logo viu Marina, Vanessa, Flavinha e Gisele chegando. Depois que todos já tinha sido apresentados, Clara aproveitou para ficar um pouco a sós com Marina, chamando a fotógrafa para ir com ela até o quiosque, pegar água de côco, elas foram caminhando de mãos dadas.
Marinha: Você está ficando mais confortável com relação a andar de mãos dadas comigo.
Clara: Eu estou andando de mãos dadas com uma linda mulher, tenho mais é que me sentir honrada. Só estou desconfortável com os olhares de desejo que você esta recebendo, agorinha mesmo dois surfistas só faltaram quebrar o pescoço para poder olhar você.
Marina: Eles também estavam olhando para você. Olha só para isso. — Marina apontou para o corpo de Clara. — Quem não enlouqueceria por você?
Clara: Até a semana passada eu vibraria ouvindo isso. Daria tudo para ter todas as mulheres aos meus pés. Hoje não. Hoje, eu só quero uma.
Marina: Posso saber quem é a sortuda? — Elas chegaram até o quiosque e Marina falou bem perto da boca de Clara.
Clara: Acho que você já sabe. — Clara mordeu os lábios enquanto olhava para a boca de Marina.
Camila: Tubo bem Clara? — Comentou a atendente do outro lado do balcão.
Clara: Tudo ótimo. Vê duas águas de côco, por favor. — Camila deu um olhar de desprezo para Marina e entrou para pegar a água de côco.
Luiz: Clara, sempre acompanhada de belas mulheres, hein? — Disse o rapaz sorridente que se aproximou.
Clara: E aí a Luizinho? Deixa eu te apresentar a Marina.
Marina: Tudo bem? — Perguntou de forma educada.
Luiz: Tudo ótimo. Muito prazer conhecer você.
Clara: O quiosque é da família do Luiz.
Marina: Eu adorei o lugar.
Luiz: Então venha mais vezes.
Clara: Se preocupa não. Trarei ela mais vezes.
Luiz: Esta brincando? Arrumou namorada fixa? — Luiz falava de um jeito brincalhão, ele era muito querido por todos.
Clara: Olha o respeito rapaz. — Deu um tapinha no braço dele. — Essa aqui é a futura mãe dos meus filhos.
Luiz: Nossa! Você deve ser “A” mulher para a Clara esta falando assim.
Marina: Estou vendo que você conhece a fama da Clarinha.
Luiz: Passa aqui depois. Tenho muitas coisas para te contar. — Disse piscando para Clara que sorriu para ele. Camila voltou e entregou dois côcos.
Camila: Então, Clara. Quando é que vamos repetir aquela noite?
Clara: Nos seus sonhos. — Deu um sorriso, colocou os óculos no rosto, pegou a água de côco e a mão de Marina. — Luiz, anota a água aí, quando formos para casa, passamos aqui para acertar a conta.
Luiz: Aqui é você que manda. — Clara saiu junto com Marina, deixando Camila furiosa.
Camila: Quem é aquela biscate com a Clara?
Luiza: Biscate nada. Segundo a Clara é a futura mãe dos filhos dela.
Camila: Duvido! A Clara não tem dona.
Luiz: Pelo visto agora tem. Esquece a Clara!
Enquanto caminhavam de volta para encontrar o resto do grupo, Clara e Marina conversavam:
Marina: Não acredito que você pegou aquela garota.
Clara: Nem eu. Todo Leblon sabe que ela é do tipo que beija uma vez e gruda.
Marina: E por que foi para cama com ela?
Clara: Porque eu estava bêbada. Esquece ela. Temos o dia pela frente, vamos curtir. — Disse e parou em frente a Marina. — Naquele dia que conversamos até tarde no telefone, falamos sobre o que esta rolando entre nós. Algo novo e que de certa forma me assusta. Aquela menina, foi uma aventura de uma noite, você não. — Marina se aproximou lentamente de Clara, ela tinha os olhos na boca da moradora do Leblon e se aproximava mais, estavam extremamente próximas.
Vanessa: Marina, esqueceu que você de passar o protetor solar. Branca do jeito que é vai virar camarão em instantes. — Disse distraindo as duas e jogando o protetor em Marina. Clara pegou da mãe dela.
Clara: Deixa que eu passo em você.
FLASHBACK
Era quinta a noite, Clara e Marina tinha passado o dia juntas pelo shopping na companhia das amigas. Mas, quando a noite chegou e ambas estavam sozinhas em seus respectivos quartos, a saudades bateu. A moradora do Leblon decidiu ligar para a moradora de Santa Tereza.
Clara: Por favor, não me diz que eu te acordei.
Marina: Não acordou não. Estava lendo, costumo a fazer bastante isso antes de dormir.
Clara: O que estava lendo?
Marina: Jogos Vorazes. Na verdade, já estou no segundo livro, Em Chamas.
Clara: Sério que você gosta?
Marina: E do Harry Potter também.
Clara: Eu também gosto. E dos filmes. Amo ver a Jennifer Lawrence distribuindo flechadas.
Marina: Deveríamos marcar para fazer uma maratona de Jogos Vorazes e Harry Potter.
Clara: Eu amaria. Amaria ainda mais se essa maratona fosse só entre nós.
Marina: Querendo ficar sozinha comigo Clarinha?
Clara: Já parou para pensar que desde que nos conhecemos sempre tem alguém por perto? Nunca ficamos sozinha.
Marina: Nos conhecemos essa semana. Mas, se quer saber, acho que já te conheço a minha vida inteira. Mas, o que você esta fazendo?
Clara: Vendo Orange is the new Black. Tento ver pelo menos um episódio por dia.
Marina: Vanessa e Flavinha amam essa série. Até Gisele gosta.
Clara: Helena, Luiza, Ju e até Filipe e a noiva dele assistem. Eu indiquei e eles amaram.
Marina: Dá até vergonha falar que eu nunca assistir.
Clara: Está brincando comigo.
Marina: Sério. Mas, se serve de consolo, eu não perco Grey's Anatomy e Game of Thrones. Tem também Once Upon A Time que eu amo.
Clara: Eu assisto esses que você falou, mais Orange e Glee.
Marina: Você assiste Glee?
Clara: Claro, é super gay. Eu adoro assistir e falar que o seriado é gay.
Marina: Ainda não acredito que Rachel e Quinn não ficaram juntas.
Clara: Nem eu. É frustrante. — Elas deram risada pelo telefone. — Olha, eu já estou na segunda temporada de Orange, mas se você quiser posso assistir do começo junto com você.
Marina: Oba! Vamos adicionar na lista de coisas que podemos fazer juntas.
Clara: Vamos sim. Vamos colocar mais coisas nessa lista, porque esta pequena.
Marina: Podemos viajar juntas.
Clara: Uma volta ao mundo.
Marina: Só nós duas.
Clara: Assim que se fala. Podemos fazer uma tatuagem. Não a mesma, mas é que sempre tive vontade, mas nunca coragem, quero alguém para ir comigo e alguém que também faça uma tatuagem.
Marina: Eu tenho uma tatuagem.
Clara: No pé, eu sei. Por isso estou te chamando para fazer uma comigo. Sei que tem coragem.
Marina: Fechado então. E que tal aprendermos a surfar. Sempre quis.
Clara: Pode colocar na lista. Podemos... tem um aras de uma amiga, podemos ir lá qualquer dia, andar a cavalo...
Marina: Fazer um piquenique. Sempre quis, cavalgar e fazer piquenique.
Clara: Podemos... podemos ter um filho. — O tom de voz de Clara tinha mudado. Antes era divertido como o de uma criança, agora parecia apaixonado.
Marina: UAU! Nem casamos ainda. Nem somos namoradas.
Clara: Seremos um dia.- Ela deu uma pausa. — Queria que estivesse aqui agora.
Marina: Pensei que não levasse mulheres para casa.
Clara: Você diferente.
Marina: Defina diferente.
Clara: Você desperta coisas que eu não sei explicar. Que eu nunca senti. Eu até fico assustada.
Marina: Você também faz isso comigo. Meus relacionamentos não vão muito longe. Sendo que a maior parte eu acabo machucada. Sabe, a Vanessa me chama de volúvel porque eu me envolvo fácil, diz que eu sou carente demais. A verdade é que apesar de ter tido paixão fumegantes, eu nunca me apaixonei, nunca amei. Nunca quis estar com alguém. — Ela deu um forte suspiro.- Nunca quis ficar com ninguém como quero ficar contigo.
Clara: Vem para cá.
Marina: Não.
Clara: Por quê? Nós duas queremos.
Marina: Vamos esperar mais um pouco. Nos conhecer melhor. Conhecer isso que estamos sentindo. … Sinceramente, eu não sei se posso aguentar o que estou propondo...
Clara: Nem eu.
Marina: Mas, vamos tentar. Apenas para termos a certeza que não iremos nos machucar.
Clara: Tudo bem. Mas, eu sei que não vai demorar muito para que eu te chame de minha mulher e você ser a mãe dos meus filhos.
Marina: Namoro, casamento e filhos, anotado na nossa lista. — Elas deram risadas. Boa noite Clarinha.
Clara Boa noite. … E Marina...
Marina: Sim?
Clara: Acrescenta na lista sexo. Muuuuito sexo,
Marina: Vai estar no topo. Beijos!
Clara – Beijos! — Elas desligaram e foram dormir com sorrisos bobos.
FIM DO FLASHBACK
O sábado passou rápido, após a praia elas foram para casa de Marina, ficaram na piscina até cair a noite. Então os rapazes foram embora. E as meninas seguiram para o estúdio, Marina e Flavinha montaram o projetor. Clara, Vanessa e Luiza foram para cozinha fazer pipoca, brigadeiro e colocar as pizzas que compraram congeladas no forno, depois cortaram em cubinhos e arrumaram nas bandejas, pegaram refrigerantes e copos e voltaram para o estúdio. Gisele, Sandra e Alice arrumaram os colchões, almofadas e cobertores pelo chão.
Na hora de escolher o filme, Clara implorou por um de terror, decidiram assistir Invocação do Mal. Marina tinha muito medo de filme de terror, e passou o filme inteiro no colo de Clara que se divertia com o medo da fotógrafa. Logo depois Flavinha pediu uma comédia para aliviar a tensão que o filme de terror causou. Assistiram Minha Mãe É Uma Peça e todas choraram de tanto rir. Já prontas para dormir, decidiram que aguentavam ver mais um filme, embora já fosse de madrugada. Apagaram as luzes e colocaram os pijamas, foram para os colchões, cada uma no lugar que dormiria. Decidiram que seria melhor ver uma comédia romântica ou um romance, optaram por Imagine Eu e Você. Clara e Marina estavam deitadas, abraçadas e conversam baixo durante alguns momentos do filme.
Clara: Eu preferia dormir só com você, lá em cima.
Marina: Eu também. Mas, não ficaria bem se deixássemos as meninas aqui e fossemos para lá.
Clara: Tem razão.
Elas trocavam alguns carinhos enquanto assistiam ao filme. Até que este acabou. O projetor foi desligado e tudo se silenciou. Ainda acordadas, Marina se aproximou de Clara, ela tinha uma das mãos na bochecha da professora de dança. Os lábios das duas estava quase se encostando, até que ouviram um barulho e levantaram a cabeça para ver, era Flavinha que voltava para o estúdio trazendo mais cobertores.
NÓS PRÓXIMOS CAPÍTULOS
Marina: Clarinha, você está me chamando para o encontro? — Dizia a fotógrafa com um olhar sedutor e um sorriso nos lábios, acompanhados sempre pelo batom vermelho.
Clara parou o carro em frente ao prédio da família Fernandes, procurou novamente a boca de Marina para um beijou:
Clara: Quero fazer amor com você até o amanhecer, na minha cama.
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