Born to Die

2 Almoço da Família Fernandes


SEXTA FEIRA A NOITE – CASA/ESTÚDIO DE MARINA

Marina: Meninas? — A fotografa dizia enquanto entrava no estúdio e colocava a bolsa em uma das cadeiras.

Gisele: Marina? Mas, você não ia chegar só amanhã?

Flavinha: Iriamos te pegar no aeroporto. — Flavinha se aproximou da amiga e lhe da um abraço.

Marina: Resolvi adiantar o voo. Sentiu minha falta Flavinha? — Disse abraçando novamente a assistente.

Flavinha: Claro chefinha!

Vanessa: Pode tirar as mãos de minha noiva, dona Marina.

Marina: Aí Vanessinha! Sempre ciumenta. Vem cá falar comigo você também.

As quatro amigas colocaram o papo em dia, sobre aquela semana de mudanças, enquanto se fartavam de pizza. Vanessa, Flavinha e Gisele tinha chegado no Brasil na segunda-feira e Marina só chegaria no sábado, mas a fotografa adiantou o voo e chegou sexta a noite.

Flavinha: Mari, descobrimos uma academia excelente para manter a forma.

Marina: Ótimo. Qual é?

Gisela: É a academia da Clara, minha nova irmã. Fica no Leblon.

Marina: Leblon é um pouco longe. Mas, como assim nova irmã?

Gisele: Esqueceu que meu pai casou de novo? Então, Clara é a filha mais nova da mulher dele, a Chica.

Marina: Você me falou, tinha esquecido. Bom, se a academia é de uma pessoa da família, então vale muito a pena sair de Santa Tereza para o lembro.

Vanessa: Não precisaria a Clara ser da família para você se abalar daqui até o Leblon. Basta ver a gata que ela é, que você faria isso.

Marina: Mas, já conheceram?

Vanessa: Fomos lá nos matricular. Conhecemos ela e a sobrinha dela, a Luiza, outra gata.

Flavinha: Nos matriculamos na turma dela de dança. Dizem que as aulas são incríveis e disputadíssimas. Melhor você ir lá amanhã cedo, ver se tem vaga.

Marina: Pode deixar. Mas, Gi, me conta. Sua mãe não surtou porque você voltou para o Brasil e quis morar comigo?

Gisele: Clara que ela enlouqueceu. Mas, eu já tenho quase 25 anos. Está na mais que na hora de sair da casa da minha mãe. — Elas conversaram até bem tarde e depois foram deitar.

DOMINGO AO MEIO DIA, APARTAMENTO DE CHICA

Clara, Filipe e Silvia, noiva do Filipe chegaram no apartamento da mãe. Como era de costume, a mãe de Clara reunia sempre a família para almoçarem juntos. Clara entrou, cumprimentou todos rapidamente e foi até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma cerveja long neck:

Chica: Minha filha, você tem que parar com esse hábito de beber cerveja na boca da garrafa. Clara: É mais gostoso assim mãe.

Chica: Não fica bem para uma moça. E onde foi que você achou essa cerveja? Eu disse que só queria vinho sendo servido hoje.

Rosa: Eu sei dona Chica. Mas, é que eu coloquei umas cervejas para gelar, porque sei que a Clarinha gosta.

Clara: Arrasou Rosinha! É por isso que te amo! — Disse dando um abraço em Rosa.

Chica: Mas, eu não vim aqui para reclamar sobre cervejas. Clara, eu convidei o filho de um velho amigo para esse almoço. Eu queria muito apresentar ele a você.

Clara: Outro pretendente?

Chica: Leninha já casou, Filipe esta noivo, daqui a pouco a Luiza também fica.

Clara: Luiza tem 20 anos, vira essa boca para lá mãe.

Chica: Minha filha, eu só quero ver você casada logo. Com uma família. Olha, o Fernando é um bom rapaz, cursou medicina fora do país.

Clara: O último Fernando que entrou nessa família, acabou indo para cama de um dos pretendentes que você arrumou para mim, em plena festa de aniversário do Filipe.

Chica: Você não é fácil.

Clara: Deixa eu ir lá, dispensar o mané. — Clara sai da cozinha, mas antes pega outra cerveja.

Chica: O que eu faço com essa menina Rosa? — Chica foi atrás da filha.

( Conheçam o Fernando http://img3.wikia.nocookie.net/__cb20131106055638/greenarrow/images/d/db/Oliver_Queen_Stephen_Amell-64.jpg)

Clara entra na sala e logo ver um rapaz que ela não conhecia perto da mesa de frios.

Clara: Oi? Você deve ser o Fernando? Eu sou a Clara. — Ela tinha um bonito sorriso no rosto.

Fernando: Eu sou o Fernando sim. Sua mãe me falou muito de você. — Ele devolveu o sorriso.

Clara: Então, será que eu posso falar a sós com você.

Fernando: O que você quiser. — Diz já mostrando interesse por ela. Os dois se dirigem até a varanda do apartamento.

Clara: Eu você direta. A primeira vista você parece mais ser bem mais bacana do que todos os outros pretendentes que minha mãe arrumou, sem falar que você é realmente lindo. Mas, não vai rolar entre a gente.

Fernando: Você é mesmo direta. Mas, por que não vai rolar entre a gente? Porque sinceramente, eu já estou disposto a te levar para o altar.

Clara: Muito simples. Da fruta que você gosta, eu chupo até o caroço. — Fernando caiu na risada com as palavras de Clara.

Fernando: É uma pena. Porque você é muito linda e eu já estava visualizando nossos filhos. Mas, vem cá, sua mãe sabe?

Clara: Não. Ainda não tive coragem de contar.

Fernando: Está explicado porque ela te arruma tantos pretendentes. Você deveria abrir o jogo com ela.

Clara: No momento certo. Mas, você não está chateado né?

Fernando: Não. Meu irmão mais novo é gay. E eu fui a pessoa que mais incentivei ela a assumir o que sentia.

Clara: Gostei de você. Acho que podemos ser amigos.

Fernando: Definitivamente. E que tal começarmos a nossa a amizade com você conseguindo uma dessas cervejas que está bebendo para mim?

Clara: Isso eu posso fazer.

ALGUNS MINUTOS DEPOIS

Clara se aproxima da irmã:

Leninha: Mamãe tentou conseguir um namorado para você de novo?

Clara: Foi. Mas, dessa vez o cara é legal, acho que podemos ser amigos.

Leninha: Quantos pretendes ela já te arrumou?

Clara: Mais de dez. A maioria é tudo babaca.

Leninha: Eu gostei do Cadu.

Clara: Eu também. Principalmente pelo fato dele ser gay e ter conseguido livrar a Ju do Nando.

Leninha: Não me esqueço da cena da Rosa pegando os dois no maior amasso no banheiro durante o aniversário do Filipe.

Clara: Nem me fale. A coitada ficou traumatiza. — As duas dão risada. — Quem é aquela com a Luiza?

Leninha: É a Marcinha, colega da Luiza da faculdade, elas vivaram a noite lá em casa, fazendo um trabalho da faculdade, aí a Lu a convidou para o almoço. — Helena percebe o olhar de interesse da irmã. — Clara, você ouviu o que eu falei? Ela é colega da Luiza, tem idade para ser sua sobrinha.

Clara: Mas não é. Além disso, as coleguinhas da Luiza amam a tia Clara. — Disse dando um sorriso para irmã. — Vou lá conhecer a Marcinha.

[Conheçam a Marcinha: http://cinematicpassions.files.wordpress.com/2011/04/leighton-meester-herbal-madrid-01.jpg ]

Clara se aproxima de Luiza e da colega da sobrinha.

Clara: Oi Lu? Oi... — Diz virando para Marcinha.

Marcinha: É Márcia, mas pode chamar de Marcinha. — Clara cumprimenta a menina de com dois beijinhos no rosto e aproveita para colocar a mão de leve na cintura da menina, Fernando observa de longe e dá um sorriso e uma piscada para Clara.

Clara: Prazer Marcinha!

Luiza: Essa é a minha tia, a Clara.

Marcinha: Então é a famosa tia Clara?

Clara: Famosa?

Marcinha: Sim. Você é um sucesso lá na faculdade. Todo mundo fala da tia Clara da Luiza.

Clara: Você não me falou disso. — Disse virando para sobrinha. — Eu espero que você mate a minha curiosidade, já que a minha sobrinha não o faz.

Luiza: Eu vou pegar mais bebida. — Luiza saiu e deixou as duas conversando, pois percebeu que já rolava um interesse de força maior por ali.

O almoço correu bem e de forma animada. Enquanto todos estavam na mesa, Gisele aproveitou para falar com Clara sobre Marina. A fotografa não tinha conseguido entrar na turma de dança, pois já estava lotada e Marina não teria par para dançar, pois segundo as regras da academia, não eram permito número ímpar de alunos nas turmas de dança, assim ninguém ficaria sem par. Como se tratava da prima de Gisele e Ricardo, Clara disse que Marina poderia entrar sim na turma de dança, ela mesmo faria par com a fotografa. Ao final do almoço, Clara se ofereceu para dar uma carona a Marcinha até em casa.

Clara: Não vai me convidar para entrar? — Ela pergunta para o carro na porta do prédio menina.

Marcinha: Se você quiser. Mas, não repare na bagunça, eu moro sozinha e não sou boa em arrumação de casa. — Ao entrar no apartamento da garota, Clara logo empurrou contra a parede, pressionando seu corpo no de Marcinha:

Clara: Você quer mesmo isso né? Sabia que não vou te ligar ou mandar flores. O que acontecer aqui, morre aqui.

Marcinha: Não vejo problemas nisso. Até porque eu tenho um namorado lindo e não pretendo acabar com ele. — Clara deu um sorriso, antes de beijar a garota a sua frente.

Notas finais
Beijos! Deixem reviews e sugestões.