Notas iniciais
Galera, faz tempo e me desculpem por isso, eu sei que estou em dívidas com vocês, mas o ano passado foi intenso, enfim, espero que compreendam e não se ainda vai ter alguém com esperanças com esta história, mas aqui está o próximo! Eu estava preocupada com a reação de vocês, de qualquer forma, podem me xingar nos comentários!

—Mais calma? – perguntei quando a loira se acalmou pegando ou copo de água.

—Desculpa, eu...

—Você não é a única que desaba quando vê a Sany em surto.

—Eu imagino como é doloroso para você Rach!

—Sim, ela é minha irmã e me dói ver ela dessa forma e ter que usar as faixas, mas...

—Eu entendo, mas não te preocupa, eu não vou fugir, eu vou te ajudar sempre! Eu gosto da San, não quero que ela pense que estou aqui por pena ou por curiosidade.

—Eu sei, e fico feliz por isso. Você a ajudou muito hoje.

—Eu vou vir sempre, depois da escola vou vir sempre ajudar quando ela não estiver bem.

—Que bom. – Preparamos o lanche coloquei na cesta e subimos para o quarto.

—Como atrapalharam o nosso pic-nic ontem, hoje vamos terminar ele, certo?

—Certo.

—Vou soltar sua mão para que possa comer, tudo bem? – A loirinha perguntou.

—Acho que sim. – Me encarou. – Tudo bem Rach?

—Tudo bem!Mas não é para colocar a mão na boca, combinado? – Avisei.

—Combinado! – Sorriu leve. – Ela às vezes me trata como se eu tivesse cinco anos.

—Você costuma agir como se tivesse cinco anos. – lembrei e ela mostrou a língua. – Criança!

—Eu gostaria de voltar a ser criança de vez em quando, o mundo delas é mais bonito. – Britt comentou e deu de ombros. Soltou a mão da minha irmã carinhosamente e começamos a comer, conversando sobre acontecimentos na escola, rimos de algumas coisas que Britt contava sobre o gato maconheiro. Foi um dia divertido, quase não saímos do quarto da Sany, antes do final da tarde ela já estava com as mãos livres, sorrindo e se divertindo conosco.

Nos despedimos da loirinha perto das oito horas.

—Espero você na escola amanhã, se não for, eu venho e te arranco da cama. – Sorriu. – Ate amanhã meninas.

—Ate Britt, obrigada por ter vindo.

—Imagina, me diverti muito hoje. – Falou sincera e saiu saltitando pela porta.

—Obrigada por ter chamado a Britt Rach, foi uma das melhores coisas que você poderia ter feito por mim. – Deitou no meu colo no sofá. – Ela não fugiu. – Colocou a mão na boca,deixei, não era um surto, apenas uma fixação adquirida por forte impacto emocional, minha irmã precisava daquilo.

—Eu sabia que ela não fugiria – Dei de ombros e acariciei sua mão. – Pedi que ela viesse apenas porque você precisava ver com seus próprios olhos. – Ela assentiu fechou os olhos e continuou sugando a mão. – Quer dormir? – Perguntei suavemente sem deixar de acariciar sua mão. Ela negou.

—Só estou relaxando mesmo. Não vai fazer eu tirar a mão da boca? – Perguntou surpresa.

—Não, eu sei que não é um surto, não está te machucando, apenas está relaxando.

—Como você sabe?

—Quando é um surto, nossas conversas são apenas em espanhol, você fica tensa, seus pelos da nuca e dos braços ficam eriçados, seus olhos e voz ficam frios, e quando está quase saindo do surto se comporta como uma menininha birrenta de cinco anos.

—É, você definitivamente me conhece bem. – Colocou a mão de volta a boca.

—Você ainda duvidava? – Perguntei , um pouco de baba escorreu pela boca quando ela negou. Sorri. E voltei a acariciar sua mão.

Santana

Eram 6h00 da manhã quando o despertador tocou, joguei ele longe,queria dormir. Ate que senti alguns beijinhos no meu rosto. Minha irmã definitivamente não me deixaria dormir.

—Sany, hora de acordar, bebê!

—Não quero ir para a escola. – Falei com a minha voz pastosa, e ali estava a menininha birrenta de cinco anos.

—Tem que ir bebê, se não você não vai passar de ano e vai ficar aqui em Lima.

—Desde que eu possa dormir, tudo bem!

—Ok, fica dormindo, se não passar de ano, eu vou para NY sozinha. – Pronto, ela havia me convencido, arregalei os olhos e quando vi já estava dentro do chuveiro, só ouvi a risada da Rach.

—Idiota! – Gritei lá de dentro e a risada aumentou. Saí do banho, me vesti com uma camisa de manga longa, uma calça jeans cargo um casaco e um tênis, não teria treino hoje, mas mudei logo a camisa ao lembrar que teria raspadinhas durante o dia, vesti apenas uma camiseta de banda, um pouco surrada e calcei meu all star batido.Coloquei duas mudas de camisetas na mochila e desci para encontrar a Rach.

—Bom dia – Ela falou, com um sorriso amplo.

—Buenos dias. – Seu corpo tencionou.

—Espanhol Sany? – Perguntou preocupada.

—Não, desculpa, esqueci. – Segundo arrependimento do dia.

—Tudo bem. Senta, vamos tomar o nosso café, não queremos nos atrasar, ainda mais que você vai ter aula com a Holly no primeiro horário.

—Sim! Finalmente uma professora decente de Español. – Sorri comendo a minha torrada.

—Verdade. – Terminamos de comer e seguimos para a escola.

Cheguei lá e fui enlaçada por um furacão loiro também conhecido por Brittany Susan Pirce.

—Você veio! – Sorriu me apertando mais ainda nos braços. – Está tudo bem? – Sussurrou em meu ouvido. Ela não queria me expor fiquei realmente grata por isso.

—Sim, tudo bem. – Sorri para ela.

—Ninguém sabe o que aconteceu, não te preocupa. – Avisou com um sorriso lindo nos lábios.

—Ficamos gratas. Não gosto quando as pessoas ficam sabendo do que acontece na nossa casa. – Rachel sorriu e foi abraçada pela loira.

—Rach! Eu adorei a sua casa, muito legal! – Falou sincera.

—Obrigada loirinha. – Sorriu e nos acompanhou ate a sala de aula.

—Então, o que você vai fazer depois da aula?

—Acho que ficar em casa, depende da Rach, eu não me sinto segura de sair sem ela, ainda mais...

—Hei, não precisa explicar, eu entendo, podemos assistir um filme na casa de vocês? – Pediu.

—Claro, podemos sim, — Coloquei a mão na boca, pensativa.

—San, você está bem? – Sussurrou quando viu o movimento.

—Não te preocupa, é só uma mania – Falei, ela ainda me olhava desconfiada. – Sério, eu quando estou em princípio de surto, eu mastigo a mão, ou coço o braço, quando estou pensativa, apenas sugo a mão.

—Promete que vai me avisar se não estiver bem? – Pediu, eu assenti. – Ótimo! –Kurt e Quinn sentaram nos lugares na nossa frente e viraram para conversar.

—Santana, isso é nojento, tá escorrendo baba. – Quinn falou revirando os olhos.

—Deixa ela! – Britt me defendeu e acariciou meu braço. – Quando quiser ela para.

Holly fez sua entrada triunfal com o seu usual “Hola Clase”, seus olhos pararam em mim principalmente na minha mão. – Se aproximou.

—Santana, você pode soltar a mão? – Pediu baixinho. – Teremos muito para escrever hoje. – Sorriu. Soltei a mão e limpei a boca. – Gracias. – Puxei meu caderno enquanto ela voltava para a frente da turma e começava a aula.

Saímos da sala de espanhol e seguimos para nossas outras aulas, Britt teria mais duas comigo antes do almoço.

—Vamos para o refeitório? – Perguntou a loirinha quando saímos da sala de matemática.

—Vamos sim, se importa de procurarmos a Rach? Nós sempre almoçamos juntas.

—Claro, vamos encontrá-la.

Saímos a procura da minha irmã quando a encontramos perto da sala dos professores.

—Oi meninas, como foram as aulas?

—Chatas, menos a da Holly – Britt comentou. – Agora eu entendi espanhol – Sorriu.

—Podemos te ajudar se quiser – Rach avisou e eu concordei.

—Eu adoraria. – Sorriu para nós. – Obrigada. – Seguimos juntas para o refeitório onde sentamos com Quinn e Kurt depois de pegarmos nossas bandejas.

—A comida não está boa hoje. – Soltei um muxoxo insatisfeito.

—Precisa comer Sany.

—Essa comida é ruim Rach!

—Faz o seguinte, come a salada e um dos meus bolinhos, não comerei os dois, as Sue me mataria. – Quinn concordou com ela e nós cinco rimos. – eu como o que você não quiser, pode ser? – Britt sugeriu. Eu sorri para ela e concordei. Terminei antes deles, coloquei a mão na boca. Rachel me olhou carinhosa porém dizia que não deveria fazer isso ali, Britt pegou minha mão delicadamente e a segurou, ela me olhou e sorriu.

—O que você tem agora depois do almoço? – Britt me perguntou tentando me distrair para não sugar a mão novamente.

—Uma de geografia, uma de... – Encarei Rachel, não lembrava.

—História Sany. – Kurt revirou os olhos, ele me amava mas era impaciente. Quinn apenas mastigava um pedaço de bacon animadamente.

—Isso, depois vou para o clube do coral e por fim o balé. Rach insiste que eu entre em todas as aulas extras que eu aguentar.

—Isso é bom distrai.

—Sim, verdade, eu não fico tão ansiosa, depois do coral e do balé. E você, o que tem?

—Tenho duas de literatura, depois o coral e por fim o treino. – Fez um beicinho – Que pena, não teremos aulas juntas hoje à tarde antes do coral.

—Bom, ainda assim nos veremos. – Me lembrei do pedido da Britt. – Porque não vamos todos depois da escola assistir a um filme lá em casa.

Rachel sorriu, ela ficava feliz quando eu interagia com meus amigos depois da escola.

—Sim, eu aceito. – Fabray nem pensou duas vezes. A encarei confusa, afinal sabia que seu pai não gostava que ela andasse comigo. – Meus pais não estão na cidade, foram ver uma tia e minha irmã apoia nossa amizade, na verdade a minha irmã é a favor de tudo que meu pai é contra. –Deu de ombros. – Então ela diz que eu tenho mais é que ser rebelde como ela. – Sorriu e deu mais uma garfada em seu bacon toda animada.

—E você Kurt? – Perguntei, ele andava estranho comigo. – Topa sessão de filmes?

—Eu passo, vou passar a noite no Blaine. – Falou e voltou a encarar a maçã que comia.

No horário do Glee estávamos todos conversando animados quando o professor Shue apareceu seguido de Finn e Rachel.

Depois de dar a lição da semana Britt levantou e pediu para cantar.

— Eu quero dedicar essa música para uma pessoa muito especial que tenho o prazer de chamar de amiga. – Sorriu amplamente para mim eu fiquei tensa na cadeira, Rachel percebeu e sentou ao meu lado segurando minha mão com força Quinn que estava no outro lado pegou a outra mão, preocupada.

Quase caí para trás quando ela começou a cantar “Perfect da Pink”- Segurei com força as mãos das meninas e ela retornaram o aperto, eu não poderia me desestabilizar, as duas sabiam o motivo elas eram as única que sabiam meus sentimentos por Britt. – Ao final da música loira não falou nada apenas trocou de lugar com a Rach e segurou a minha mão.

Quando todos saíram da sala eu não me movi. Minha irmã sabendo que eu não estava bem me abraçou segurando-me em seu colo.

—Eu... eu...

—Não fala, não precisa, eu sei. – Me abraçou com força acariciando minhas costas enquanto eu soluçava em seu colo. Ficamos assim ate o final do último período. – Está mais calma? Podemos cancelar.

—Não precisa, eu estou bem, de verdade. – Me separei dela mostrando meus braços , eu não havia coçado. – Só não acredito ainda.

—Eu sei querida, está tudo bem. – Saímos da sala e seguimos para o estacionamento de mãos dadas – Prontas? – Rach perguntou enquanto Quinn me analisava.

—Sim! – Britt saltitou sorridente, Quinn ainda me olhava. Apenas assenti para ela.

—Vamos logo, Rach, acho bom que tenha meu bacon. – Rachel apenas revirou os olhos e seguimos para o carro.

Sentei no banco do carona e as meninas foram atrás coloquei minha mão na boca e fiquei sugando distraída. Quinn nem reclamou, ela sabia que eu não estava bem.

Rachel estacionou o carro dentro da garagem e entramos, deixamos as duas escolhendo o filme e fomos preparar pipocas e alguns bolinhos.

—Tudo bem?

—Sim. – Sorri meio encabulada. – Vou ficar bem. – Sussurrei.

Voltamos para a sala elas já haviam colocado uma comédia romântica, deitei no colo de Rach com a mão na boca.

—Santana , eu ainda vou te dar uma chupeta – Quinn soltou e eu apenas revirei os olhos.

—Deja – me – Falei encarando-a. Rachel alisou meu cabelo mecanicamente, ela ficava preocupada quando eu começava a falar em espanhol. – Preciso relaxar. – Voltei a sugar minha mão.

Depois de dois filmes e pipoca as meninas foram embora finalmente pude me descontrolar um pouco, eu não estava bem.

—Rach? – Chamei do meu quarto.

—Sim querida.

—No me sinto bien.

—Español? – Perguntou ansiosa, assenti chateada. – Todo bien mi amor, tudo está bien. Nesesitas lá restriccion? – Perguntou-me suspirando forte.

—Si, encuanto estoy a pensar racionalmente porfavor. – Pedi.

—Tudo bien cariño. – Rachel me ajudou a trocar de roupa, eu ficava completamente apática quando estava a beira de uma crise.amarrou minhas mãos carinhosamente, senti lágrimas escorrendo dos meus olhos.

—Necesita ser fuerte mi amor, nos és fácil para mi y sé que no ES fácil para usted también, pero necesito que seas fuerte ahora, cierto, mi pequeña.

—Cierto. – Rachel me deitou em seu colo e ficou cantando ate que pegássemos no sono.