Borboleta Negra

15 Capítulo Quatorze


Notas iniciais
Oie... Boa noite meus amores!Como prometido, capítulo bônus de dia das mães... Espero que gostem e se possível, me contem. Estou adorando receber os rewiews de vcs e conhecer algumas leitoras novas... Obrigada pela atenção e o carinho sempre.Agora:BOA LEITURA!

A primeira percepção fora ardor que o forte odor de álcool provocou em suas narinas ao puxar o ar para seus pulmões. Com o incômodo Isabella despertou a tossir.

– Graças ao bom Deus, voltou a si!

Foi Marie quem exultava com visível alívio. Desnorteada, ainda a sentir o nariz arder, Isabella olhou em volta. Estava no quarto que ocupava estendida sobre a cama, livre dos sapatos. Não entendia o que estava fazendo ali, nem atinava que horas seriam. Cogitava perguntar quando seus olhos pousaram na figura altiva parada à janela mirando à noite já escura, com ambas as mãos às costas.

– Veja Milord! – a criada exclamou contente. – Ela despertou!

– Eu ouvi – o barão falou seco, antes de finalmente se voltar na direção de sua amante.

Com o encontro de olhares ela lembrou; Edward tivera a péssima ideia de lhe propor casamento e ela desmaiara. Nunca se imaginou tão impressionável, mas a inviabilidade de tal união fora assombrosa demais até para ela que já vira de tudo um pouco em sua vida.

Queria ter algo a dizer para o barão; queria ter a mínima ideia do que se passava em seu íntimo. Contudo Edward permanecia mudo a encará-la; taciturno.

– Poderia nos deixar agora Marie – ele pediu. – Obrigado por ajudar.

– Vou preparar uma xícara de chá calmante para ela – a criada anunciou, deixando a cama, levando com ela o frasquinho com o álcool que usou para acordá-la.

Quando a porta foi fechada, Isabella teve um leve sobressalto ao ouvir o som da fechadura. Era como se tivesse sido encerrada com uma fera imprevisível; Edward se assemelhava a uma olhando-a daquela maneira.

– Sente-se bem? – ele perguntou por fim, porém com voz dura; quase gélida?

– Estou... Obrigada! – apoiando-se contra os travesseiros por subitamente sentir suas pernas adormecidas, falou ainda tentando um sorriso. – Não sei o que me deu para desmaiar. Essas coisas nunca acontecem comigo.

– Nem poderia culpar um espartilho muito apertado, não é mesmo?

O que poderia muito bem ser um chiste vindo de alguém comumente bem-humorado, fora na verdade um comentário ácido. Com as sobrancelhas unidas, ela concordou.

– Não poderia. – então, correndo as mãos pelos cabelos apenas para ocupá-las, perguntou. – O que há Edward? Estou bem... Foi apenas um desmaio. Não sei o motivo, mas...

– Eu sei o motivo – ele a cortou seco. – Acreditou que eu estivesse lhe pedindo em casamento e a ideia lhe é assim tão abjeta que parou de respirar e desmaiou.

– Acredita mesmo no que acabou de dizer? – Isabella indagou num fio de voz.

– Foi o que me pareceu. – Edward replicou antes de voltar a olhar a noite.

Sim, parecia, pois antes que terminasse seu gracejo Isabella simplesmente sufocou até desmaiar, alarmando-o. Carregando-a desfalecida entrou mesmo pela cozinha causando espanto nas criadas presentes. Mais em Marie que apavorada seguiu em seu encalço já munida com o álcool que assegurou ser um excelente remédio. Nero seguiu-os silencioso, com os olhos compridos em sua nova amiga, parecendo entender que ela não estava bem.

– Pois pareceu errado! – o barão a ouviu afirmar.

– Então não desmaiou porque imaginou que eu lhe propunha casamento?

– Bem... – ela começou cautelosamente. – De fato pensei que estivesse me pedindo, mas... Meu desmaio não precisa necessariamente parecer uma reação ruim.

– Então devo entender que sufocou e perdeu os sentidos de pura alegria?

A pergunta fora igualmente dura, como todas as palavras que ele lhe dirigia. Edward esperava por sua resposta com uma sobrancelha erguida, desafiando-a, pois ele sabia que qualquer confirmação estaria faltando com a verdade. Então, como explicar que a ideia de casamento não lhe agrava, mas não pelas razões por ele imaginadas?

– Já tenho minha resposta. – Edward falou deixando a janela para seguir até a porta.

– Edward espere... – ela pediu aflita. Tentou se levantar, mas as pernas não lhe obedeceram. – Fique.

– Não vejo qual a razão, nem o que poderíamos conversar – falou com a mão já a girar a maçaneta. – Precisa se recuperar de tamanho golpe. Espere até que Marie traga seu chá para acalmá-la. Até amanhã!

– Edward!

O barão nem ao menos olhou para trás ao sair, deixando-a sozinha com Nero, que sobre o tapete diante da penteadeira a mirava com olhos fixos.

– Estava previsto que não daria certo não é mesmo? – Isabella indagou ao galgo antes de mirar a porta fechada e murmurar. – Jamais daria certo!

Edward marchou rumo a sua sala de estar com o peito oprimido e a garganta muito seca. Sua mente não lhe dava trégua fazendo-o repassar o ocorrido. A lembrança do sufocamento de seu pai lhe pregou uma peça, pois lhe pareceu que Isabella também não mais respirava levando-o a tentar reanimá-la. Preso em seu desespero, somente reparou que Marie tentava afastá-lo quando não tinha mais forças. Derrotado, deixou a cama sabendo ser incapaz de ver sua amante morrer sob os inúteis cuidados da criada.

Enquanto descia a escada, Edward se viu à janela do quarto de Rosalie onde, esquecido de rezas simples, rogou como podia para que Isabella acordasse. O alívio por ouvi-la tossir o travou e despertou nele sentimentos ambivalentes. Exultou com a recuperação, assim como ficou miserável por ser o causador da síncope. Antes de troçar com assuntos sérios deveria ter imaginado que para alguém cujo subconsciente o rejeitava, não seria animadora a perspectiva de desposá-lo.

Era um estúpido, ofendeu-se ao cruzar a porta da sala. Em passos decididos foi até suas garrafas de cristal. Escolheu a de brandy, um copo e seguiu para a escuridão da varanda onde esteve com a moça a lhe abraçar as costas, iludindo-o com uma falsa sensação de cumplicidade e paz.

Naquele momento, pela reação violenta da moça embusteira sentia-se no inferno. Sim, no inferno, pois lá deveria ser o lugar onde habitavam os imbecis, sentenciou a encher o copo com o líquido âmbar e entorná-lo em sua boca. Era como se sentia afinal fora estúpido o suficiente para se envolver com uma completa estranha.

Com silencioso sarcasmo, o barão ergueu um brinde e sorveu o segundo copo de brandy dando “bravo” a Jacob. O criado tagarela se alegraria ao saber que no final de tudo o sentimento que movia seu patrão não era algo tão volátil quanto à paixão. De fato o barão era ignorante em matérias que envolviam o coração, porém depois do temor pelo qual passou, parecia claro que o travo em sua garganta, o aperto em seu peito, assim como o sufocamento extenuante somente poderia significar que alimentava pela moça algo muito mais forte e duradouro.

Na escuridão da varanda, Edward tentou imaginar como seria seus dias sem Isabella e para sua surpresa, não conseguiu. Tal consciência o exasperou, levando-o a beber mais na tentativa de espantar aquela absurda dependência. O que era afinal? Um velho carente necessitado da juventude de uma mulher muito mais nova do que ele? Antes não se imaginava tão fraco, nem onze anos lhe parecia uma diferença relevante.

E não era, disse a si mesmo, num lampejo condescendente. Cogitou então terem sido as similaridades entre ambos que o ganhou; o apego por animais, a determinação destemida em conseguir o que queria e o repudio a falsos moralismos. Eram de fato iguais. Apesar da idade de cada um, eles combinavam, tanto que para Edward era como se tivesse Isabella em sua vida há anos, não poucos dias.

Jamais poderia compará-los, mas ao barão parecia que perder a garota seria pior do que fora enterrar seu amado pai. Sim, seria pior, confirmou em pensamento, voltando a beber.

Milord? – Edward ouviu Marie chamá-lo da sala.

– O que quer? – indagou conciso; era-lhe grato, mas não estava com ânimo para ser amável.

– Saber se precisa de algo – ela se aproximou, mas não saiu para a varanda. – O jantar foi antes da hora, não havia almoçado... Quero saber se deseja que lhe prepare uma xícara de chá como fiz para Isabella. Vai acalmá-lo... Talvez deseje alguns biscoitos ou torradas.

– Ou talvez deseje ficar sozinho – ele retrucou azedo. – Cuide para que sua protegida tenha o que precisar e vá para sua casa. Eu não preciso de nada, obrigado!

Ela já o havia ajudado, trazendo Isabella de volta.

– Como queira barão.

Ao ficar novamente sozinho, Edward tratou de procurar alívio para o ressecamento que lhe grudava as paredes da garganta, bebendo goles de seu brandy preferido. Não o conseguiu, mas com o torpor vindo com o álcool a opressão em seu peito cedeu, fazendo com que, ao subiu ao quarto, não doesse tanto se saber prontamente rejeitado por aquela que, inacreditavelmente, já amava.

Nero dormia; indiferente a agonia que mantinha sua amiga acordada. Vestida na camisola de Rosalie, a jovem ainda se mantinha sentada numa das poltronas do quarto, sem um único resquício de sono que a animasse a ir para a cama. Nervosamente agitava os pés metidos nos chinelos forrados, torcendo os dedos sobre o colo enquanto se recriminava por não ter, ao menos, procurado uma explicação plausível para o desmaio. Poderia ter alegado uma forte emoção, sem que com isso mentisse ao barão.

Mesmo que sem a intenção, era estranho que Edward falasse em casamento e mais espantoso ainda que prontamente deduzisse que ela o repudiasse. De fato tudo muito estranho, contudo, mesmo sem entender, não deveria ter permitido que ele partisse, não acreditando que ela o rejeitava.

Caso não fosse uma meretriz, seria uma honra se casar com um homem íntegro como Edward. Como ele poderia pensar o contrário depois do que viveram?

Não tinha como saber, porém era seu dever desfazer a má impressão que roubava o humor leve do barão. Decidida, com as pernas mais firmes após o chá reconfortante de Marie, Isabella deixou a poltrona e, depois de pegar a lamparina, seguiu para a porta. Ao ver sua movimentação, Nero se animou e se espreguiçou para acompanhá-la.

– Não senhor – ela o barrou já de partida. – Pode voltar para seu tapete; não demoro.

Dito isso fechou a porta deixando o galgo para trás. O corredor lhe pareceu fantasmagoricamente sombrio à luz da chama mínima, mas não se abateu. O pior fantasma daquela casa a assombrava em sonho. Com essa certeza foi bater à porta do barão.

– Edward... – chamou num sussurro. Então se lembrando que estavam sozinhos no grande palacete, chamou um tom acima de sua voz normal. – Edward, eu preciso falar com você.

Não obteve resposta, ainda assim se aventurou a testar a maçaneta. Por sorte a porta não estava trancada. Cuidadosamente ela a moveu e colocou a lamparina para dentro. Descobriu o cômodo iluminado apenas pelas fracas chamas da lareira, além da luz azulada que entrava pela vidraça da janela.

Ainda da porta avistou Edward deitado em sua cama de cabeceira alta; entalhada. Para sua estranheza estava apenas atirado sobre as cobertas, enviesado sobre o colchão, vestido e calçado da mesma forma que a deixou. A visão a preocupou, então mesmo que não tivesse permissão, entrou.

Deixando a lamparina sobre o criado-mudo, analisou-lhe o pedaço de rosto que conseguia ver. Delicadamente Isabella moveu os cabelos que cobriam a maior parte da face para enxergá-lo melhor. Logo percebeu o que se passava. Não fosse pela vermelhidão de seu rosto, seria pelo odor característico que vinha em seu hálito. Imaginar que Edward tivesse bebido por sua causa diminuiu seu coração.

Comovida, retirou-lhe as botas e as meias. Depois o rolou sobre a cama para desafivelar o cinto e abrir a calça. Passá-la pelo quadril fora um tanto complicado, contudo logo a moça a fazia deslizar por sobre as ceroulas até tirá-la completamente. Nesse momento Edward exalou um resmungo baixo, mas não despertou. Com ele largado sobre a cama ela desabotoou o colete. Não sabia se o barão tinha o costume de dormir despido, ponderou a respeito alguns segundos então optou por também desabotoar a camisa.

Como não havia tempo para se perder na visão daquele dorso bem marcado, Isabella o pegou pelos braços e, imprimindo toda a força que tinha, fez com que se sentasse. Depois de apoiá-lo em si, retirou as duas peças.

– Você poderia colaborar, não? – ela murmurou com ele a pesar sobre seu corpo.

Deixar-lhe com o dorso despido demandou certo trabalho, contudo Isabella conseguiu seu intento. Ao deitá-lo de volta, a moça o derrubou de lado sobre os travesseiros, então apenas teve que girar-lhe as pernas longas para que estivesse devidamente deitado. Uma vez estendido sobre a cama, mesmo em seu sono etílico ele se acomodou, restando à moça a tarefa de retirar a colcha sob seu corpo para cobri-lo.

Exausta e saudosa, Isabella tomou a liberdade de deitar ao seu lado e passou a admirar-lhe o rosto. Mais uma vez se perguntou como alguém como ele poderia imaginar que não seria uma honra para qualquer mulher desposá-lo. Edward seria o marido ideal. Seu pai tratou de destruir-lhe os sonhos, contudo ele os reconstruía. E justamente pela boa índole do nobre que jamais poderia maculá-lo com a sua péssima fama. O novo barão de Westking mereceria sempre o melhor.

– Você é um príncipe my lord... – ela murmurou tocando-lhe o rosto com os dedos leves, confiante de que dormia profundamente. – Bonito por dentro e por fora. Nada no mundo me faria mais feliz do que me casar com você. Nunca duvide.

Alarmada, ouviu-o resmungar. Então o viu se mover para abraçá-la com um dos braços e puxá-la possessivamente até acolhê-la contra o peito. Ao terminar a ação emitiu um alto ressonar, indicando a ela que ainda dormia. Somente então Isabella respirou aliviada; a declaração que tornava qualquer recusa inexplicável não fora ouvida.

Todavia a tranquilidade se foi ao perceber que estava de fato presa. O abraço era férreo tornando qualquer tentativa de fuga praticamente impossível. Ainda assim Isabella bem que tentou, mas logo era presa também por uma perna pesada que a mantinha firme contra o corpo sólido e quente do barão. Como para ela, não haveria melhor lugar, desistiu de lutar e se acomodou junto a ele.

E o sono que não veio de forma alguma na cama de Rosalie, ali a venceu facilmente e logo dormia a sono solto nos braços de Edward. Despertou horas depois com a madrugada ainda escura, sem saber onde estava ou o que a havia tirado bruscamente de seu sono até que entendesse.

Edward havia acordado e se agitou igualmente confuso com sua presença. Antes que pudesse pensar, Isabella estava de pé ao lado da cama, encarando um barão preso em sua própria incredulidade.

– O que faz aqui? – Edward indagou apoiando-se num dos braços para olhar em volta. Os focos de luz iluminavam parcamente seu espaçoso quarto.

– Eu... – ela começou com voz falha. Após pigarrear, prosseguiu mais firme. – Eu vim procurá-lo para conversarmos, mas... Estava dormindo... Ainda vestido e de mau jeito... Então...

– Então você me despiu – ele completou ainda se recuperando da surpresa em ver que a presença dela era real, não fruto de sonho; um onde ela se declarava.

– Exatamente – não podia negar o óbvio. – Parece que... Bebeu além da conta antes de vir se deitar então estava calçado e atravessado na cama...

– Então depois de me arrumar sobre ela achou boa ideia ficar por aqui? – Edward não queria soar seco, apreciava que ela estivesse em seu quarto, contudo ao se lembrar do motivo que o levou a beber além da conta, não pôde evitar. – Teve pena do pobre barão embriagado?

– Não o considero digno de pena! – Isabella assegurou veemente; incomodada por não entender a hostilidade gratuita. Quando retrucou foi ainda mais sincera. – Gosto de você e mesmo que o admire ainda é homem e para mim, nenhum merece a piedade de uma mulher. Já que está recuperado, é melhor que eu volte para o outro quarto.

– Espere. – Edward pediu se sentando; não queria que ela se fosse. – Disse que veio para conversarmos.

– Sim – confirmou enquanto calçava os chinelos. – Vim lhe dizer o que não quis escutar ao me deixar sozinha, mas vejo que errei. Desde minha recuperação está estranho. Dirigi-se a mim com frieza, cobra respostas que não quer ouvir... E eu nem sei o motivo de tudo isso.

Ao término do discurso, Isabella marchou decidida rumo à porta, porém Edward novamente pediu que ficasse estendendo a mão como se assim pudesse segurá-la.

– Espere Isabella!

Com o movimento brusco sua cabeça rodou; ainda estava meio ébrio.

– Para quê? – Isabella se voltou para encará-lo; confusa, magoada.

– Ficaria muito aborrecida se eu lhe dissesse que primeiramente desejo um copo com água? – Edward indagou com um meio sorriso conciliador. Ela tinha razão, estava sendo irracional. – Depois poderemos conversar.

Enxergando em Edward o homem que conheceu nos últimos dias, Isabella aquiesceu. Sem nada dizer, ela caminhou até a cômoda onde havia uma jarra similar à que Marie deixava para ela todas as noites. Depois de encher o copo ao lado foi até a cama e o entregou.

– Obrigado! – o barão tomou a água que ajudou com a tontura, assim como lhe tirou o gosto ruim da boca. Depois de depositar o copo ao lado da lamparina, olhou novamente para a moça de pé, distante de sua cama. – Pode chegar mais perto, não a vejo direto.

– Estou bem aqui – estava livre da mágoa, mas preferia daquela forma, pois ainda não o entendia.

– Está bem... – ao exalar um suspiro resignado, pediu. – Diga o que eu não quis ouvir.

– Bem... – Isabella iniciou com cautela. – Você queria saber o motivo pelo qual desmaiei. Perguntou se foi de alegria. Digo que não, mas... – ela enfatizou ao vê-lo se mover, indicando que parasse. – Isso não significa que foi por desagrado. Não sei por qual razão acredita que consideraria abjeto um pedido seu, mas também lhe asseguro que isso jamais aconteceria.

– Mas então... – ele a encorajou, como coração estagnado no peito.

– Apenas pegou-me de surpresa – disse a verdade. – Confesso que há muito tempo desisti de casamentos e então aparece você... O barão de Westking. Um homem que passei a admirar e que de repente me diz aquilo sobre ser baronesa... Foi demais para mim!

– Foi somente isso? – Edward indagou aliviado; sentindo-se um imbecil por ter causado todo aquele desentendimento entre eles e envaidecido por ter a admiração de sua amada.

– Somente isso.

Após um minuto de deliberação, onde dirigiu nomes feios a si mesmo por ter se entregado à comiseração e à bebida quando tudo ainda era muito frágil naquele improvável relacionamento, Edward se sentou na borda da cama e ordenou.

– Venha até aqui.

O comando fora tão firme e seguro que ela não cogitou hesitar. Ao parar diante do barão, este a capturou pela cintura e a abraçou pousando a cabeça em seu ventre.

– Fui um tolo! – Edward exclamou contra a camisola, apertando-a mais. – Deveria tê-la escutado.

– Naquele momento eu não teria dito tanta coisa – Isabella finalmente retribuiu o abraço. Pousou uma das mãos nas costas nuas e com a outra passou a acariciar os cabelos castanhos. – Estava ainda perdida depois do desmaio; sem entender porque imaginou que eu não gostaria de um pedido seu. Por que disse aquilo?

Por que era tão ou mais bisbilhoteiro quanto era Marie, ou qualquer criado daquela casa, e a espionou durante a noite. Porque lera a carta do amor distante e a ouvira rejeitá-lo em sonho. Como confessar tais ações vis e criminosas? Não havia como então optou por uma meia verdade.

– Seu desmaio me assustou – falou apreciando ter aquelas mãos macias em sua cabeça e em suas costas. – Estava bem e de repente parou de respirar até perder os sentidos... Não sei se sabe, mas assisti a morte de meu pai. Não foi algo bonito de se ver então... Acabei comparando as situações.

– Mas já se passaram tantos anos. – Isabella comentou rígida. Não queria ouvi-lo citar o pai.

– Para mim não importa – ele retrucou ainda contra o ventre morno. – Eu amava meu pai e perdê-lo foi uma das piores experiências pelas quais passei... Não suportaria se o mesmo se desse com você.

Edward tinha consciência de que com a verdade truncada fora uma declaração velada. Esperava que a moça entendesse, contudo o barão não poderia imaginar que ela ouviu somente até a parte onde verbalizou seu amor pelo pai. O mesmo homem que a tornou imprestável para qualquer outro. Pelo novo barão se compadeceu, compreendeu-o e só.

– Não pense mais sobre isso – pediu ainda a correr os dedos pelos cabelos macios.

– Não vou pensar – prometeu.

Isabella não acreditou. Edward parecia sensibilizado pela perda e ela não suportaria caso ele engrenasse uma conversa onde descrevesse o amor pelo barão morto. Uma vez que todo o mal-entendido fora resolvido deveria retornar ao quarto de Rosalie. Com sorte, pela manhã o assunto teria se perdido.

– Vou deixá-lo para que descanse – anunciou, tentando afastá-lo.

– Não vá... – estimulado pela saudade e o sentimento de perda, Edward prendeu o corpo amado fortemente pela cintura e aspirou o perfume que Isabella emprestava à flanela. – Agora é minha vez de pedir que fique. Já desperdiçamos tanto tempo.

Apreensiva, Isabella ainda cogitou ir embora, contudo sentir o que pareceu um beijo dado em seu ventre a desarmou. E logo a impressão se confirmou quando o barão tocou suas panturrilhas e correu as mãos por suas pernas até invadir a barra da camisola enquanto dava-lhe um beijo mais explícito sobre a barriga.

– Tem certeza de que não deseja descansar? – indagou já amolecida quando a camisola fora erguida para que Edward beijasse seu ventre sobre a pantalona.

– Estamos no domingo... Podemos dormir até tarde – ele disse a lutar com a camisola erguida enquanto tentava desamarrar o laço que lhe segurava a calça. Desistindo pediu. – Poderia facilitar meu trabalho, por favor...

Sim, ela poderia, pois estava muito interessada em ter mais das reações que Edward lhe despertava. Como não havia pudores, Isabella retirou a camisola pela cabeça, exibindo seu dorso nu. Abaixo de si o barão ergueu os olhos para admirá-la, mas não a tocou como ela imaginava.

Sem dar atenção aos seios fartos, Edward desfez o laço da pantalona e beijou aquele monte desnudo abaixo do ventre quando a peça nem havia sido retirada completamente. Então, tão rápido como fogo num rastilho de pólvora, todos os pelos de Isabella se eriçaram e um formigamento subiu por seu corpo desde as solas de seus pés até a sua nuca e então se instalou em seu centro com o beijo impróprio.

– Edward... – ela murmurou; trêmula. Mais uma crença seria quebrada?

– Tirei isso – ele pediu indicando a pantalona; sem nem ouvi-la. Não era o brandy e, sim, ela quem o embriagava com seu cheiro bom, levando-o a alimentar o desejo de provar-lhe o gosto, nascido desde que a viu despida pela primeira vez.

Com pernas incertas Isabella o atendeu e nem bem estava livre da calça Edward a beijou como antes. Um pouco abaixo, confirmando para ela sua ousadia. Foram poucos os que fizeram o mesmo e em todos os casos a desagradou ser beijada ali, mas como tudo referente ao barão a instigava, logo se viu a mover as pernas.

– Isso... – Edward murmurou antes de insinuar sua língua certeira e tocar aquele ponto que ao ser manipulado sempre a levava ao céu. Flutuava em direção a ele e também descia ao inferno, pois queimava.

– Edward... – ela gemeu quando suas pernas falharam.

Antes que caísse, o barão a segurou para tombá-la em sua cama. Isabella nem se recuperou do choque quando ele se acomodou para retomar a ação de efeitos inimagináveis. Deitada como estava, facilitou o acesso à boca indecente, circundada por pelos corruptores, para que beijasse sua parte mais íntima fazendo com que esta se contraísse e pulsasse. Elevando sua excitação a limites desconhecidos.

My lord... – urrou, apertando forte o lençol sob suas mãos. – Eu não...

A declaração de que não mais suportaria se converteu num grito claro e forte, ao ser levada ao orgasmo pelo sugar da boca exploradora. Até mesmo a libertação que a fazia estremecer era envolta em agonia, pois Edward não a soltou. Ainda permaneceu a lambê-la intimamente até que de súbito a girasse, emitindo um gemido tão audível quanto seu grito, para estender-se às suas costas.

Comprimida de encontro ao colchão, Isabella sentiu a rigidez do barão em suas nádegas antes que esta fosse liberada e enterrada nela a uma só estocada. Tal ação também lhe era conhecida; dentre todas que igualmente repudiava aquela era uma das mais odiadas, pois invariavelmente a machucava. Contudo não Edward. Antes mesmo que ele lhe segurasse o quadril ela já o erguia para que o barão fosse mais fundo e tivesse liberdade para serpentear sobre ela; enlouquecê-la.

– Perfeito... – o barão soprou rouco em seu ouvido.

E novamente a excitação crescia, mais e forte em sincronia com os gemidos de Edward; seus próprios gemidos exalado contra o travesseiro. Quando acreditou que nada mais havia para sentir, o barão ergueu o próprio dorso e a segurou pelos cabelos para puxá-los com força. Sim, doeu um pouco, mas o movimento obrigou que se oferecesse mais para que ele arremetesse com maior intensidade; não aguentaria tanta.

– Minha Bella... – Edward exalou ao senti-la estremecer em seu novo orgasmo.

Imediatamente ele se retirou dela antes que chegasse a própria satisfação, estimulando-se até que despejasse seu gozo sobre o lençol. Isabella ainda procurava por ar quando Edward se deitou sobre ela e a beijou. Conheceu então seu cheiro, seu gosto e não se importou. Sentira falta daquela boca, assim como sentira a falta do barão. Tanta que fora incapaz de dormir até estar ao seu lado.

Também com a respiração falha, Edward não estendeu o beijo. Logo acomodou sua cabeça sobre o colo nu, abraçando-se a Isabella. Nenhum dos dois falou até que o ar entrasse fácil; os corpos não mais tremessem.

– Machuquei você? – Edward perguntou sem se mover; apreciando ter a moça em sua cama.

– Não – ela assegurou; toda dor sentida se tornou nada ante as maravilhas que ele lhe proporcionava. Então, ao se lembrar de como tudo começou, riu manso antes de admitir. – Mas confesso que... a forma com que fez aquilo me chocou.

Edward se moveu, apoiando-se no cotovelo para olhá-la de perto com um sorriso desavergonhado a curvar o cavanhaque.

– Choquei-a?! A mim pareceu que gostou... E muito!

– Acho que deveria dizer que me senti ultrajada – ela soou solene, então o acompanhou no riso sentindo o rosto corar e falou o que ele já sabia, piscando-lhe. – Mas seria falso uma vez que lhe pareceu certo.

– Acho que a pouca luz está me pregando peças! – Edward estendeu o braço para alcançar a lamparina e trazê-la para mais perto. Era Isabella quem o surpreendia com reações que o envaidecia. – Está de fato corada!

– Não estou! – Isabella negou verdadeiramente envergonhada, escondendo o rosto sob as mãos.

Edward sorriu encantado e, deixando a lamparina no lugar, olhou para o rosto coberto.

– Está sim... Tão vermelha quanto uma das maçãs de meu pomar – ele troçou, então, subitamente se enterneceu com o inusitado da situação. Quando falou soou condoído. – O que fizeram com você minha Bella? Transformaram-na em mulher, mas não lhe ensinaram a amar... É experiente; sabe o que quero, quando e como quero, contudo agora seu rosto se enrubesce como o de uma jovem virginal.

– Já lhe disse que nunca passei por nada parecido – Isabella descobriu o rosto, para procurar os olhos azuis. – Nunca senti todas essas coisas antes. Infelizmente não é verdade, mas para mim, você é o primeiro homem que tive.

Seu coração – recém-consciente que amava – gostou de ouvir tais palavras. Como ela dissera, infelizmente não era o primeiro que se deitava com ela, mas estava feliz por saber que ela considerava daquela forma.

– Então faça de conta que sou – a instruiu roucamente. – Assim o farei!

– Combinado! – Isabella lhe sorriu comovida. Como considerá-lo menos do que perfeito?

Comprovando a perfeição, Edward lhe sorriu matreiro, passando a palma da mão por suas costelas até pousá-la abaixo do ventre. Indicando que preferia o assunto anterior, falou:

– Se eu a choquei imagine o que me causou vê-la livre de pelos... Não é algo comum... Por que os tira?

Isabella devolveu-lhe o sorriso. Também preferia aquele tema ao que citava sua iniciação sexual. A pergunta sobre aquela particularidade não a surpreendia, na verdade até que Edward demorou a fazê-la, pois de fato não era comum. Como não havia mistérios, respondeu prontamente.

– Higiene. Pelos são incômodos.

E segundo Angela abrigavam chatos por isso era regra da casa todas manter-se raspadas. Esse detalhe o barão não precisava saber.

– Hummm... Entendo – ele disse apenas.

Logo tentava afastar o pensamento fortuito de que muitas prostitutas também se mantinham depiladas. Evidente que aquele não era o caso, pois as rameiras que conheceu apreciavam, e muito, o que faziam. Como salientou, Isabella era experiente, porém apenas dominava a técnica, sem de fato conhecer suas vantagens.

Tal comparação o levou a sentenciar que decididamente a jovem não era uma meretriz. Com certo alívio, moveu a mão sobre o ventre levemente saliente, provocando um corpo ainda estimulado para dizer:

– Pois saiba que aprecio esse seu hábito.

– Percebo que sim... – ela murmurou retesando-se quando ele novamente a tocou no ponto mágico, excitando-a. – Como faz isso?

– Faço o quê? – Edward indagou inocentemente.

– Basta um toque e já me faz querer que esteja em mim... – sim, ela já o queria.

– Sei onde tocar – novamente a falsa inocência era notada em sua voz. Estava satisfeito por confirmar sua dedução. Rameiras eram exímias conhecedoras do próprio corpo. Cheio de sua certeza, acrescentou. – Creio que você não saiba.

– Em você? – Isabella estava confusa com aquela mão que brincava lá.

– Em mim basta você tocar em qualquer lugar. – Edward assegurou roucamente. – Basta vê-la para desejá-la; querer estar em você... Eu disse que não sabe tocar em si mesma.

– E por que eu faria isso? – o espanto fora real, mesmo que ele ainda a provocasse teve discernimento para considerar a ideia absurda.

Estava claro que quem a iniciou não teve cuidados, nem todos os outros com os quais se relacionou. Nem o precioso Embry. Com certeza o apaixonado meloso, assim como os demais, seguia o senso comum de que uma mulher não deveria ter prazer, apenas proporcionar. Tal privilégio era reservado aos homens e às prostitutas.

O barão se considerava diferente. Também como a maioria teve a sua primeira experiência sexual com uma meretriz num bordel londrino. Ele visitou sua instrutora algumas vezes, com ela aprendeu certas coisas, dentre elas aprendeu que toda mulher merece ter sua cota de prazer. Como poderia querer que logo aquela que amava não o tivesse?

Animado com aquela inexperiência dela, afastou-se e respondeu:

– Para que conheça seu corpo – ante ao olhar inquiridor e a clara decepção por interromper seu carinho, sugeriu. – Toque seus seios. Aposto que nunca os tocou.

– Eu me banho sabia? – Isabella retrucou com um meio sorriso desconsertado.

– Não como no banho – ele disse, pegando-lhe as mãos para colocá-las onde sugeriu. – E, sim, como eu faria. Experimente.

Isabella podia sentir seu rosto arder. Estava acostumada a estar despida diante de outra pessoa, sentia-se completamente à vontade com Edward, contudo fazer o que ele lhe pedia parecia muito errado; transgressor. Todavia, sob o olhar expectante, ela o atendeu. Moveu as palmas timidamente, amparando os próprios seios com cuidado, imaginando que seria daquela forma que Edward faria. Qual não foi sua surpresa ao sentir seus bicos novamente se eriçarem e um calor bom percorrer seu corpo.

– Gostou, não foi? – ele indagou convencido; estimulado com a bela visão.

– É bom... – não mentiu ainda a se acariciar. Evidente que tê-lo ali, olhando daquela maneira ajudava.

– Agora toque aqui... – ao falar Edward pegou uma de suas mãos e colocou antes estava a dele, novamente fazendo com que seu rosto corasse.

– Edward... – ela começou incerta, retirando a mão.

– Por mim – ele pediu. Queria que ela se descobrisse, mas tinha sua parcela de admirador interessado. Queria muito ver aquilo.

E como não atendê-lo, ela pensou ao analisá-lo. O barão tinha sua hombridade novamente desperta, estava tão estimulado quanto ela então, por ele, fez como pedido. Com cuidado tocou-se e, como Edward, procurou pelo ponto mágico. Estremeceu imediatamente ao encontrá-lo e descobriu não haver mistério. Evidente que o barão manipulá-lo era infinitamente melhor, mas conseguia despertar em si reações similares. Logo exalou um gemido que sozinha provocou.

– Não pare...

Após o pedido, Edward desceu da cama para alcançar a gaveta de seu criado-mudo. Ainda a assistir a estimulação solitária, de lá tirou o estojo onde guardava seu preservativo. Não houve nenhum espanto de Isabella ao ver o cilindro de borracha, grosso e longo como uma tripa grossa. O barão agradeceu intimamente que ela estivesse acostumada, pois no que dependesse dele não haveriam mais coitos interrompidos.

Ansioso por se juntar à brincadeira, ele ajustou a borracha ao seu membro e, afastando a mão feminina para se posicionar sobre Isabella, determinou:

– Basta de conhecimentos por hoje!

Então mais uma vez estavam unidos; moviam-se juntos enquanto entre beijos apaixonados, gemiam e se chamavam. Ele ciente do quanto a amava e esquecido do que os levou ao desentendimento; ela considerando-se mais apaixonada, um tanto enciumada por sabê-lo tão prevenido, mas agradecida de que daquela vez o teria até o fim.

Lamentando apenas que de fato aquele barão não tivesse sido o primeiro e único homem em sua vida.

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Como o bônus é de Dia das Mães, encerro com minha mensagem:

Dia das mães é de segunda a segunda. Dia e noite. Chova ou faça sol. Tenha riso ou tenha choro. Tenha abraço ou tenha birra.

Dia das mães é das mães que foram mães, das que não foram, mas se fizeram mães. Das tias, das avós, das madrinhas que substituíram as mães...

É quando e onde as palavras matrimoniais mais fariam sentido, pois é somente entre mãe e filho que a relação é inabalável na saúde ou na doença, na riqueza ou na pobreza, amando incondicionalmente até que a... Não, nem mesmo quando a morte os separe. Ser mãe é um compromisso eterno.

Enfim, elegeram um dia para comemorar e esse dia chegou!...

Assim sendo, tenham todas as mães um Feliz Dia das Mães!

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Carlisle jamais a delataria, porém o outro não lhe daria tréguas. Talvez tolerasse caso a visse passar despercebida à margem da sociedade ao lado de um desconhecido, contudo, vê-la desfilar pelos salões, acompanhada de um barão, seria imperdoável. Sua recusa a proposta feita pelo abjeto cavalheiro nunca fora aceita. Caso ele a visse com Edward fatalmente envolveria o bom nome do nobre num escândalo.

Isabella seria incapaz de impingir a Edward, tamanha desonra. O que ele sentia por ela cedo o tarde passaria quando deixasse sua vida. Com o pensamento, considerou sábio preparar-lhe o espírito, mostrando ao barão que não lhe servia.

– Estou lisonjeada que tenha me visto dessa forma, mas a verdade é que não sou assim diferente. Naquele dia estava com péssimo humor, mas lhe reconheci a importância. E hoje sei o quanto é um homem especial. Justamente por isso lhe peço que não se prenda a mim... Não deseje mais do que temos, pois não sou a mulher certa para você. Jamais seria aceita em seu meio.

– Eu lhe disse ontem e repito agora... Eu a aceito! – Edward retrucou não gostando do tom daquele inesperado discurso. – O que mais importa?

– Seus amigos, suas irmãs... A baronesa. – Isabella enumerou subindo seu corpo até apoiar-se contra os travesseiros, encarando-o na mesma altura. – Sejamos sinceros Edward. Sou a hóspede que se tornou sua amante e nós dois sabemos que a corte que me propôs não nos levará a lugar algum.

– Todas essas palavras são para dizer que vai embora?

Notas finais
Bom, espero que tenham gostado, qlq coisa, me contem... N/A: As meninas que acompanham ao vivo disseram que foi tentativa de assassinato esse final, mas eu de verdade, considerei bem fofo da parte do barão (tudo bem, ele é safadenho, mas msm assim)ensinar a Bella mais sobre seu próprio corpo... :)É isso, bom final de semana e um lindo dia das mães!...